segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

HOMENAGEAR RAMALHO EANES

JPP

CCF27112013_0010

 A homenagem a Ramalho Eanes foi apoiada por um sentimento generalizado pelos portugueses de ser inteiramente merecida. Não é comum haver um político do passado recente, que tenha um prestígio tão naturalmente reconhecido, como acontece com Eanes. Como todos os políticos, e é como político que a unanimidade na homenagem se torna mais rara, Eanes foi controverso e tomou decisões contestáveis. Eu fui um crítico muito duro da sua última Presidência e do processo de criação do PRD que ele patrocinou. Num certo sentido, Eanes atrasou a plena consolidação de uma democracia política, cujo caminho ele ajudou a abrir pelo seu papel no 25 de Novembro. Os seus conflitos com Sá Carneiro e Soares vieram daí, e sempre estive próximo das críticas que então fizeram a Eanes. 

 

Porém, de há muito reconheço na figura de Ramalho Eanes uma dignidade pessoal e um sentido de estado e de serviço público, que são tão escassos na actualidade, que brilham no meio da escuridão moral e cívica em que está mergulhada a nossa vida pública, dominada por gente obcecada pela sua carreira, permeáveis a tudo, menos no seu bem-estar e "protagonismo". Não admira que Eanes fosse ficando sozinho na sua honra modesta, enquanto ao lado tudo apodrecia. Não é que o seu mérito não seja absoluto, mas o feito do seu mérito ainda se salientou mais devido à degradação da política portuguesa.


Ver artigo...

A PRESIDÊNCIA EUROPEIA É UM DIREITO NÃO É UM PRÉMIO AO BOM COMPORTAMENTO

JPP

 Parece que os gregos teriam sido ameaçados (por quem?) de que se não se portassem bem com a troika, ou seja, se não aplicassem  mais austeridade sobre muita austeridade, não poderiam assumir a presidência rotativa da UE que lhes cabe por direito próprio no primeiro semestre de 2014. Se isto aconteceu, e são altos responsáveis gregos que o dizem, é inaceitável e viola todos os Tratados europeus. Mas é assim que está a União Europeia. Muito mal.


Ver artigo...

Adeus Mandela

Domingos Amaral

 

Quando morre um grande homem, devemos pensar sobretudo no exemplo que ele nos deu ao longo da sua vida.

Mandela foi um exemplo de perdão e capacidade de mudança.

Passou décadas preso, numa cela minúscula, mas quando um dia lhe devolveram a liberdade física, o mundo percebeu que ele nunca estivera preso dentro de si próprio.

Se todos esperavam um rebelde, um ressentido, um homem com vontade de ajustar contas com os seus inimigos, ele mostrou que era o oposto disso.

Mal saiu da prisão, perdoou décadas de humilhações e provou que não seriam os ressentimentos a marcar o seu futuro.

Foi por isso que a paz foi possível na África do Sul, e foi por isso que o maligno regime do "apartheid" acabou, porque Nelson Mandela foi capaz de superar o passado e sorrir ao futuro.

Com De Klerk, fundou um novo regime, ao qual depois presidiu, com bom senso e inteligência. Segurou os radicalismos negros, pacificou, e apostou no que unia os homems e as mulheres do país, e não no que os dividia.

É um exemplo político extraordinário, mas é sobretudo um exemplo humano extraordinário. Muito poucos homens seriam capazes de, dentro do seu coração, promover um esquecimento intencional do passado e do sofrimento individual, em nome do futuro do seu país.

Só por isso, entrou na História Universal. Não entrou apenas na história do seu país, ou do seu continente, entrou na história do mundo. Nos finais do século XX, poucos políticos podem dizer que mudaram o planeta, mas Mandela pode.

E tudo isso com um sorriso, um dos mais belos sorrisos que a política nos deu, sempre estampado na cara. 

Ele sabia que, na vida das pessoas ou dos povos, um sorriso de um grande chefe pode mudar tudo para sempre. 


Ver artigo...

Argel antes de abril

Francisco Seixas da Costa

 

"Amigos, companheiros e camaradas, esta é a Rádio Voz da Liberdade". Era assim que, duas vezes por semana, antecedido de um coro das "canções heróicas" de Fernando Lopes Graça, nos chegava pela noite a emissão da rádio que, de Argel, divulgava a mensagem da Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN). O endereço que nos era oferecido para correspondência ("rue Auber, 13, Alger, Argélia") era então uma referência forte da luta exterior contra a ditadura.

Para o jovem estudante de liceu que eu era, nesses anos 60, com o ouvido colado à rádio para não despertar ouvidos hostis nos silêncios da madrugada de Vila Real, posso imaginar a curiosidade sobre quem seriam as vozes que, num tom épico, "conclamavam" as "massas populares" para, no dia seguinte, "saírem à rua" e derrubarem a ditadura - o que a dura realidade desse dia seguinte sempre teimava em desmentir. A mais marcante dessas vozes era Manuel Alegre - de quem, à época, creio que não conhecia sequer o nome.

 

Ontem, em Argel, passei por lá, pela "rue Auber", que agora se chama Mohamed Chabani, situada na zona antiga de uma cidade onde, a cada canto, surgem edifícios belíssimos de uma arquitetura colonial francesa onde se pode presumir uma vida urbana excecional. As coisas mudaram bastante, como a fotografia do estado do "nº 13" bem o demonstra.

 

Por uma curiosidade que sempre tive por esse tempo argelino da nossa vida política - Argel foi o mais importante centro da Oposição à ditadura, seguido de Paris, do Rio e S. Paulo e de Moscovo - fui ver também o (que deve ter sido o) imponente edifício em cujo 5º andar a presidência argelina instalou o general Humberto Delgado, depois da sua chegada, em 27 de junho de 1964. É o 118 do boulevard Salah Bouakouir, sede da Junta Revolucionária Portuguesa, de que também deixo uma foto.


Ver artigo...

Portugal - ascensão e queda

Francisco Seixas da Costa

 

Não dá! Anteontem, ao final da tarde, tinha quatro compromissos, precisamente à mesma hora. Um deles era, como agora se diz, incontornável. Dois outros eram ocasiões "sociais", uma delas para honrar uma amiga que muito preso. Outro ainda era o lançamento do último livro do meu amigo Jaime Nogueira Pinto, "Portugal, ascensão e queda". Falhei o encontro. Chegado a casa, tinha o livro à minha espera. Vou ler. Mas o mistério continua: como é que o Jaime Nogueira Pinto organiza os seus dias e horas, por forma a publicar a este ritmo?


Ver artigo...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Maioria PSD-CDS recuou e vai permitir a Jardim acumular pensão e vencimento.

Já mete nojo...

"Os políticos da Madeira, nomeadamente governantes e deputados regionais, vão continuar a acumular a pensão de reforma com a remuneração do exercício do cargo.

A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014 proibia os titulares de cargos políticos das regiões autónomas de continuarem a acumular reforma com vencimento, em consonância com a regra que vigora no continente e nos Açores. A proposta do Governo, no seu artigo 76.º, alterava a Lei 52/A/2005, passando a incluir os membros dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas e os deputados às assembleias legislativas regionais na lista dos titulares de cargos políticos sujeitos ao novo regime relativo a pensões e subvenções.

Mas em sede de comissão especializada os actuais governantes e deputados madeirenses foram excluídos da proibição que atinge, entre outros, o Presidente da República, Cavaco Silva, e a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

Deste regime de excepção em todo o país vai continuar a privilegiar o presidente do governo madeirense, Alberto João Jardim (PSD), o presidente da Assembleia regional, Miguel Mendonça (PSD), a secretária do Turismo, Conceição Estudante (PSD), e a vice-presidente do parlamento, Isabel Torres (CDS). Maximiano Martins (PS) recusou a benesse, decidindo doar o seu vencimento de deputado a instituições de solidariedade.

Para efeitos de cumulação, a referida lei de 2005 considerava como titulares de cargos políticos que estejam inscritos na Caixa Geral de Aposentações os deputados à Assembleia da República, os membros do Governo, os representantes da República, o provedor de Justiça, os governadores e vice-governadores civis, os eleitos locais em regime de tempo inteiro, os deputados ao Parlamento Europeu e os juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira, além dos gestores públicos e dirigentes de institutos públicos autónomos.

A iniciativa de alterar o artigo 76.º da proposta orçamental partiu dos quatro deputados do PSD-Madeira. Alegando que a matéria do estatuto remuneratório dos governantes e deputados madeirenses “é da reserva da iniciativa da Assembleia Legislativa da Madeira, não podendo ser objecto de lei ordinária”, Guilherme Silva, Hugo Velosa, Correia de Jesus e Cláudia Aguiar propuseram a não inclusão dos titulares de órgãos de governo próprio das regiões autónomas na proibição de acumular a pensão com a respectiva remuneração do exercício do cargo.

Posteriormente, em substituição do aditamento defendido pelos quatro deputados madeirenses, os líderes parlamentares do PSD e CDS/PP, Luís Montenegro e Nuno Magalhães, subscreveram uma proposta de eliminação, segundo a qual os actuais governantes e deputados regionais, embora incluídos no regime nacional, poderão continuar a acumular “até a cessação do mandato ou ao termo do exercício daquelas funções”. Na votação na especialidade, esta proposta foi aprovada com os votos dos dois partidos da coligação, os votos contra do PS e a abstenção do PCP e BE.

O líder do PS na Madeira classificou de “inaceitável e eticamente reprovável” a cedência do PSD e CDS, considerando um “escândalo nacional” que a coligação valide “benefícios pessoais do presidente do governo regional”. Victor Freitas lamenta ainda que, “apesar de existirem dezenas de assuntos mais importantes para a Madeira”, os deputados do PSD eleitos por esta região tenham trocado “o seu voto a favor do Orçamento pela manutenção da acumulação do salário com a reforma do dr Jardim”.

Em protesto contra a alteração à versão inicial do Orçamento do Estado para 2014, o deputado regional do PND, Hélder Spínola, anunciou para a manhã desta sexta-feira uma iniciativa na Assembleia da República. “Como agradecimento pelo favor prestado na manutenção de uma mordomia que representa para Alberto João Jardim mais de 10 mil euros por mês”, o ex-dirigente da Quercus vai oferecer um cacho de bananas da Madeira ao grupo parlamentar do PSD."

Maioria PSD-CDS recuou e vai permitir a Jardim acumular pensão e vencimento - PÚBLICO

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Rússia fez "pressão indevida" para Ucrânia romper acordo

Noticias ao Minuto - Rússia fez "pressão indevida" para Ucrânia romper acordo

O "caso" Atlântida e aquilo que a imprensa não conta - Est.Navais Viana do Castelo.

O "caso" Atlântida e aquilo que a imprensa não conta

por Por Portugal, em 12.10.13
Caros AmigosJá ouviram falar do famoso "ferry" que foi fabricado nos estaleiros de Viana do Castelo para fazer a interligação das ilhas dos Açores, e que o Governo(?) do Sr César & Cª Lda, rejeitou porque, em vez de dar 20Knots de velocidade, só dava 18,5Knots (?!). Ora a princípio projectou-se um "ferry" para transportar uns 12 carros e dois camiões e 80 passageiros, que é o normal para estas viagens inter-ilhas de rotina.

Eis quando um "expert" da política, com grande visão, lembrou que uma vez por ano há as Festas do Senhor Santo Cristo e, nesse dia, com a vinda dos emigrantes, a lotação poderá subir para 600 passageiros. Aí decide-se fazer um navio para 700 lugares para dar 20 knots de velocidade, com uma dada quota de casco!!

Acontece que, depois do desenho "final", o Governo do Sr César mandou introduzir algumas alterações (estilo camarotes de luxo que, quem já fez cruzeiros, ficou de boca aberta !!!) e isso criou mais peso em relação ao projecto inicial e afundou o casco mais uns centimetros, retirando obviamente velocidade !!! Em resumo: Este "famoso" navio está no Alfeite e a sua manutenção (para que não apodreça) custa a todos nós €400.000/mês!!!!
.
O Governo dos Açores (por votação da AR, onde estava a Senhora Secretária de Estado da Defesa Berta Cabral, que agora tem este tabuleiro quente nas mãos!!!) rejeitou o navio porque em vez de 20 Knots, só dá 18,5 Knots, mas foi alugar um "ferry" que só dá 14 Knots (ah! ah! ah! 
ah!) e custa a todos nós uns milhões de Euros/ano (disseram-me o valor mas nem quis acreditar, nem quero dizer!!!!);

E esta gente continua à solta? O Senhor Presidente da República não sabe disto? Será que isto não é razão para declarar o Estado de Sítio até se arrumar a casa destes casos vergonhosos e até que a economia cresça a 3% e formar um Governo de iniciativa Presidencial para este objectivo e para o de reformar o Estado ?
Leiam e "consolem-se"...que eu já não tenho paciência !!!!

Um abraço
General José Armando Vizela Cardoso
O "caso" Atlântida e aquilo que a imprensa não conta - porportugal

Luxemburgo: “Os rostos do Governo da Gâmbia”

A 3 de dezembro, socialistas, liberais e verdes assinaram o acordo de coligação que apoiará o Governo liderado pelo liberal Xavier Bettel. A sua cor política – vermelho-azul-verde – é semelhante à da bandeira da Gâmbia.

O novo Governo, que deverá tomar posse hoje, 4 de dezembro, é constituído por 15 ministros, dos quais quatro são mulheres, noticia o Luxemburger Wort. Para o jornal,

um dos seus principais desafios será apresentar um orçamento de equilíbrio até 2018. A coligação quer fazer cortes no valor de 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 10% do orçamento total. A maior parte desses cortes serão feitos na despesa.


Ver artigo...

Finança: “Paira uma enorme suspeita sobre os grandes bancos”

 

Suspeita ou desconfiança certa?

"As autoridades financeiras da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia estão a investigar em conjunto os bancos que atuam a nível internacional e que são suspeitos de terem manipulado a taxa de câmbio em grande escala", revela o Süddeutsche Zeitung.

Os bancos terão especulado com moedas estrangeiras para influenciarem o seu comportamento num determinado momento. "Saber com antecedência qual será a taxa de câmbio é dinheiro em caixa, porque os bancos podem licitar acima", explica o diário SZ. Segundo a agência alemã para a supervisão financeira, Bafin,os bancos também são suspeitos de terem feito um acordo ilegal entre eles, precisa o SZ, que comenta:

Se a suspeita for comprovada, este escândalo poderá vir a ser muito maior do que o escândalo Libor, em que os bancos são suspeitos de terem manipulado as taxas de juro de referência. [...] As manipulações atingiriam todos quantos trocam moeda – dos grandes consórcios aos pequenos clientes privados.


Ver artigo...

Portugal pode regressar aos mercados sem programa cautelar?

Domingos Amaral

 

A maioria das pessoas parece pensar que estão mais próximas tanto a hipótese má, segundo resgate, quanto a menos má, programa cautelar.

Mas, há quem pense que o regresso direto aos mercados é uma possibilidade.

A Irlanda conseguiu-o, e justificou-o de duas formas.

Em primeiro lugar, com as condições dos mercados, as baixas taxas que a Irlanda usufrui. Em segundo, com a confusão ou dúvida europeia perante um programa cautelar.

Como ninguém na Europa sabe o que implica um programa cautelar, os irlandeses temiam, e bem, que a trapalhada europeia os pudesse prejudicar.

E são essas duas situações idênticas ou semelhantes no caso português?

A resposta é sim e não.

Sim, no caso da confusão europeia. Se Portugal necessitar de um programa cautelar, terá de haver mais uma ou duas ou três rondas de conselhos europeus que duram até às tantas da manhã, e no final a solução pode ser desagradável para Portugal, para pacificar alemães e outros.

Nisso, devemos suspeitar da Europa, como a Irlanda fez.

Quanto ao não, é porque as condições de mercado de que Portugal beneficia são ainda muito piores do que as da Irlanda.

Neste momento, em Dezembro, é difícil fazer um regresso directo aos mercados, mas isso não significa que até Junho tal não seja possível.

 

O regresso de Portugal aos mercados vai depender de 3 factores essenciais:

1) A política monetária do BCE. Se Draghi praticar uma política monetária expansionista, seja com novas baixas de juros, seja com outros instrumentos, as taxas de juro da dívida pública de todos os países tenderão a cair, pois haverá mais liquidez no mercado. A queda da taxa portuguesa poderá ser maior, e isso ajudará muito.

2) A política monetária do FED. Se o banco central americano mantiver a sua política monetária expansionista mais alguns meses, as taxas também terão tendência para descer. No entanto, se começar a reduzir a liquidez, o FED pode provocar, como já aconteceu a meio de 2013, uma subida das taxas. A primeira hipótese ajuda Portugal, a segunda prejudica.

3) As medidas orçamentais portuguesas. Se o Tribunal Constitucional vetar a convergência das pensões e os cortes salariais, o governo terá de encontrar medidas para substituir essas, mas pode ver afectada a sua credibilidade. O rating da república pode voltar a descer, e isso impedirá um regresso directo aos mercados. 

No entanto, se o TC não vetar as medidas, haverá um efeito positivo, o rating poderá até melhorar, e nesse caso o regresso aos mercados é perfeitamente possível.

 

Em conclusão: o regresso directo de Portugal aos mercados em 2014, depende da força ou intensidade destes três efeitos. Se todos eles ajudarem, o regresso é possível. Se isso não acontecer, o mais certo é um programa cautelar, seja lá o que isso for...


Ver artigo...

Argel

Francisco Seixas da Costa

 

Amanhã, farei em Argel, no "Institut Diplomatique et de Relations Internationales", uma palestra sobre o tema "Mediterrâneo - o diálogo entre as margens", para explicar a atividade do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. A palestra insere-se no quadro de uma visita oficial, para contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e outras entidades locais.

 

Já não vou a Argel há alguns anos, uma cidade cuja carga histórica compreendi melhor aquando da minha estada em França. Estou com alguma curiosidade em revisitar a belíssima "cidade branca", embora o tempo de permanência não dê para grande turismo.


Ver artigo...

Vistoria de obras valeu a ex-deputado encaixe de 38.500 euros

O antigo deputado do CDS-PP, Ismael Pimentel, recebeu uma quantia de 38.500 euros por parte de um ex-administrador da empresa municipal Gebalis para se deslocar a um terreno e fazer a vistoria a centenas de obras em bairros lisboetas. Foi o próprio a admiti-lo ontem em tribunal.
O ex-deputado Ismael Pimentel admitiu ontem em tribunal que recebeu de um ex-administrador da empresa municipal Gebalis 38.500 euros para ir para o terreno verificar se tinham sido realizadas centenas de obras em bairros lisboetas, entre 2002 e 2004.


Mário Peças, ex-administrador da empresa municipal de gestão dos bairros municipais de Lisboa, Ismael Pimentel, ex-deputado do CDS-PP, e um terceiro arguido estão acusados pelo Ministério Público de peculato e falsificação, num alegado esquema de "falsificação de cheques para se apropriarem de dinheiro da Gebalis".

Ontem, perante o colectivo de juízes da 8.ª Vara Criminal de Lisboa, Mário Peças explicou que, em 2006, quando assumiu funções como administrador executivo e passou a tutelar as obras, se deparou com "situações anómalas" ocorridas entre 2002 e 2004, período em que foram gastos "30 milhões de euros" em obras exteriores nos bairros geridos pela Gebalis.

Por "iniciativa própria" e sem dar conhecimento aos outros elementos do conselho de administração da empresa municipal, o arguido "convidou" Ismael Pimentel, que "atravessava dificuldades financeiras", para que este servisse de fiscal e fosse ao terreno confirmar se as obras que haviam sido facturadas foram realmente executadas.

Mário Peças justificou esta atitude, entre outras razões, com o facto de querer "manter o sigilo" da operação, acrescentando que entregou ao ex-deputado facturas relativas a "200 ou 300" obras.

Ismael Pimentel, por seu lado, explicou que, "como não se via num bairro social", tendo em conta a sua fisionomia e a "perigosidade" de alguns locais, mas como "queria ajudar" o ex-administrador da Gebalis na "eficácia" da operação, indicou o arguido Jorge Lopes para ir aos bairros, por se tratar de "uma pessoa da sua total confiança".

O ex-deputado assumiu hoje em tribunal ter recebido "quatro a cinco molhos de facturas", acrescentando que "coordenava" a vistoria e tratava directamente o dossiê com Mário Peças, enquanto Jorge Lopes fez "todo o trabalho de campo".

O valor de cerca de 38 mil euros foi "conversado" entre Mário Peças e Ismael Pimentel, tendo em conta os "sete a dez meses de trabalho, as deslocações, a alimentação e o grau de perigosidade" de alguns bairros. Ao fim de três meses, o trabalho terminou, quando o ex-administrador "verificou" que, efectivamente, as principais obras tinham sido mesmo feitas.

Apear disso, foram emitidos dois cheques pela Gebalis - no valor total de perto de 38.500 euros - em nome de Jorge Lopes que, segundo o ex-deputado, lhe foram entregues pelo próprio, tendo sido depositados numa conta sua.

"O Jorge Lopes devolveu-me os cheques e eu depositei-os numa conta minha porque ele me pediu. Depois procedemos a um acerto de contas de umas dívidas e de uns adiantamentos que lhe tinha feito, mas entreguei-lhe perto de 15 mil euros", afirmou Ismael Pimentel.

O arguido Jorge Lopes remeteu-se ao silêncio.

As alegações finais ficaram agendadas para a manhã de 17 de Dezembro na 8.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.

Mário Peças, o ex-presidente da empresa, Francisco Ribeiro, e outra ex-administradora, Clara Costa, respondem noutro processo por peculato e administração danosa por alegado uso indevido dos cartões de crédito da Gebalis, entre 2006 e 2007.

http://www.noticiasaominuto.com/pais/140639/vistoria-de-obras-valeu-a-ex-deputado-encaixe-de-38500-euros

Sem o Presseurop?

Editorial

Daqui a três semanas, o Presseurop deverá acabar. O nosso contrato com a Comissão Europeia, que financia o nosso sítio, acaba a 22 de dezembro e a direção-geral de Comunicação, que depende da vice-presidente Viviane Reding, fez-nos saber que não dará continuidade ao projeto. Invoca razões orçamentais.

O Parlamento Europeu, no entanto, votou um aumento do orçamento da UE para 2014 para atribuir recursos financeiros suplementares à Comissão para os projetos de "media", dos quais faz parte o Presseurop. A Comissão parece preferir consagrá-los a outras iniciativas. Privados desse financiamento, seremos obrigados a cessar o nosso trabalho.

Desde o seu lançamento, em 2009, por iniciativa da Comissão, o Presseurop impôs-se como um dos principais sítios de informação independentes sobre a União Europeia. Todos os dias, os seus leitores podem ler o melhor da imprensa europeia e internacional, traduzido em dez línguas, partilhar e comentar os seus conteúdos. Criou-se assim uma comunidade, verdadeiro embrião de cidadania europeia, que tornou vivo o debate de opiniões sobre a Europa graças à sua plataforma de discussão multilíngue única. Para os títulos da imprensa, jornalistas, intelectuais e especialistas – mais de 1700 até hoje – cujos artigos publicámos, o Presseurop representou um meio de alargar a sua audiência para além das fronteiras linguísticas.

Lamentamos que a Comissão Europeia, a escassos meses das próximas eleições europeias, que se anunciam cruciais para o futuro da UE, queira acabar com esta experiência, apesar de ser muito apreciada tanto pelos leitores como pelos especialistas em assuntos europeus e os jornalistas. Além do mais, uma avaliação independente encorajou a Comissão a dar-lhe continuidade. Mas aquela preferiu outro caminho, privando os cidadãos europeus de um precioso instrumento de participação na vida democrática da União.

Este espaço comum não pode desaparecer. Vocês, sem os quais não teríamos conseguido fazer o nosso trabalho, podem apoiar-nos divulgando este apelo, para que a Comissão Europeia continue a apoiar o Presseurop em 2014.


Ver artigo...

Debate: UE enfrenta segunda refundação

El País, Madrid – Passados cinco anos, a crise económica e financeira deixou uma profunda marca na União, aumentando a desconfiança entre os seus Estados-membros, mas também a certeza de um destino comum. É chegado o momento de iniciar uma nova liderança política e executar medidas concretas, afirma "El País". Ver mais.


Ver artigo...

Primeiro de dezembro

Francisco Seixas da Costa

 

 

Enquanto republicano empedernido, dou a minha total solidariedade ao movimento mobilizado pelo deputado José Ribeiro e Castro para a reintrodução da comemoração da data da restauração.

 

Acho, aliás, surpreendente (mas significativo) o facto do país ter assistido, impassível, à decisão governativa que colocou em causa a celebração de uma das datas fundacionais do nosso país, assunto, aliás, que foi tratado no âmbito do ministério da Economia (!).

 

E, já agora, devo dizer que teria uma imensa curiosidade em ouvir o que o dr. Paulo Portas terá a dizer sobre este assunto.

Em tempo: Marcelo Rebelo de Sousa, ontem na TVI: «Temos de voltar a ter o feriado do 1º de Dezembro. A abolição dos feriados foi uma das coisas mais demagogicamente estúpidas deste governo, que para acabar com as "pontes" acabou com os feriados. Uma coisa completamente tonta.»


Ver artigo...

Mercados financeiros: Um relatório “intransigente” critica as agências de notação

Comunicação a terceiros da avaliação de um país antes do seu anúncio oficial, conflito de interesses e má gestão do pessoal: o relatório, publicado no dia 2 de dezembro pela Autoridade Europeia dos Mercados Financeiros [ESMA], denuncia várias falhas no seio das agências responsáveis pela avaliação da capacidade dos Estados de reembolsar os seus empréstimos, escreve Le Temps, em Genebra. Segundo este relatório, que o jornal descreve como "intransigente", as regras rigorosas estabelecidas nesta área pela União Europeia no passado dia 20 de junho, não foram aplicadas pelos principais atores do mercado da notação.

No seu editorial, El País considera que foi uma "nota eliminatória" atribuída às agências de notação pela ESMA. "Uma das anomalias realçadas foi a influência direta dos dirigentes dessas empresas de notação, que bloqueiam a independência necessária dos analistas", escreve o diário espanhol. Este último conclui:

Esperemos que não se trate de um episódio isolado. É necessário que o oligopólio que domina esta atividade desapareça, permitindo desta forma a entrada de outras agências neste mercado.


Ver artigo...

O meu fado

Francisco Seixas da Costa

 

Faço uma declaração prévia de interesses: gosto muito de fado. Mas não de todo o fado. Abomino o fado-canção, não aprecio demasiado o fado com orquestras por detrás, há algumas vozes que por aí andam (alguns há muito) como as quais "não vou à bola". E - expondo-me agora às balas - também afirmo que não partilho o culto do Marceneiro. Mas gosto, e muito, do Manuel de Almeida, da Argentina Santos, da Fernanda Maria, do Carlos Ramos, da Maria Teresa de Noronha, do Fernando Maurício, da Ada de Castro, da Celeste Rodrigues, da Lucília do Carmo e de muitos outros clássicos. E, claro, da Amália, "cela va sans dire".

 

Em França, quando por lá vivi por quatro anos, ouvi imenso fado, porque a nossa comunidade emigrada é apreciadora de bom fado. Em Paris, cruzei-me com excelentes fadistas. Desde que regressei a Portugal, devo dizer que vivo entusiasmado com o "renascimento" do fado a que estou a assistir. Cada vez há mais gente nova a cantar e a ouvir muito bom fado. Primeiro, foi a geração que João Braga apadrinhou, de onde surgiram algumas vozes magníficas. Conviviam então com um "novo" fado tipo "avenidas novas" ou "da linha" que, felizmente, desapareceu no gosto de um público que começa "a saber da poda". Agora há para aí gente de grande qualidade, onde Ricardo Ribeiro e Carminho surgem com imensa força, a provar que a qualidade de grandes vultos, como Camané ou Mariza, tem continuadores assegurados. Acho fantástica Aldina Duarte. E Ana Moura. E Cristina Branco, quando decide cantar fados. E Joana Amendoeira. Acho bastante graça a Marco Rodrigues, ando a tentar gostar de António Zambujo e de Cuca Roseta. E ouço com muito agrado Kátia Guerreiro. E, claro, Gisela João!

 

Ontem à noite, fui apreciar o espetáculo de Carlos do Carmo no CCB, depois de já ter ouvido o seu CD de duetos. Uma oportunidade para revisitar uma figura a quem a projeção do fado muito deve e que, com Amália, foi responsável por colocar excelentes poetas na boca do fado bem cantado. Carlos do Carmo aproveitou para saudar nessa noite dois grandes instrumentistas: o viola José Maria Nóbrega, que o acompanhou durante 45 anos, e o jovem José Manuel Neto, um guitarrista que agora o acompanha, que é simplesmente genial.

 

O bom fado está aí para ficar. Vão aos fados, caramba!


Ver artigo...

Previsão para 2014: o Benfica será campeão nacional!

Domingos Amaral

 

Nos campeonatos de futebol, quem paga mais, ganha mais.

A regra de ouro é essa: quem mais gasta em despesa salarial (vencimentos e prémios), é normalmente campeão nacional.

É assim em Espanha, em França, em Itália, na Alemanha, muitas vezes em Inglaterra e é assim também em Portugal.

E quem é o clube que neste momento tem uma maior despesa salarial em Portugal?

Acertaram, é o Benfica! 

Segundo os relatórios de contas dos três grandes, divulgados ontem na CMVM, a despesa salarial do primeiro trimestre (Julho, Agosto e Setembro) é a seguinte*:

 

Benfica - cerca de 13 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores

FC Porto - cerca de 10 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores

Sporting - cerca de 7 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores 

 

Se fizermos uma extrapolação destes valores para a despesa anual, veremos que o Benfica no final do ano deverá ter gasto em salários cerca de 52 milhões de euros (4 x 13), o FC Porto andará pelos 40 milhões (4 x 10) e o Sporting deverá ficar-se pelos 28 milhões de euros (4 x 7), o que sendo menos, não são tostões, como ontem disse com demagogia Inácio!

Assim sendo, a minha previsão é clara: este ano o Benfica é o mais forte candidato ao título, e provavelmente será campeão, pois tem os melhores jogadores, os mais bem pagos e motivados para vencer.

 

A despesa salarial é um bom indicador, não só da qualidade dos jogadores (se os jogadores são melhores isso reflete-se no seu salário); mas também da motivação dos jogadores (se são mais bem pagos têm maior incentivo para vencer).

Por isso, se não houver nenhum facto extraordinário, o clube que melhor paga é normalmente campeão.

Para quem não acredita, aqui fica uma prova importante: nos últimos 12 campeonatos em Portugal, essa regra verificou-se em 10 anos!

Em 10 casos num total de 12, foi campeão o clube que tinha a despesa salarial mais elevada.

Foi assim com o FC Porto, em 9 desses casos, nas épocas que terminaram em 2003 e 2004 (com Mourinho), na época de 2006 (com Co Adrianse), nas épocas de 2007, 2008 e 2009 (com Jesualdo); na época de 2011 (com Villas-Boas) e nas duas últimas épocas, 2012 e 2013 (com Vitor Pereira).

Mas também foi assim com o Benfica em 2010, na primeira época de Jorge Jesus, em que o clube teve a despesa salarial mais elevada, e foi por isso campeão.

 

Há excepções a esta regra?

Sim, há. Em Portugal e nos últimos 12 anos, há duas excepções.

Em 2002 e 2005, o FC Porto apesar de ser a equipa com maior despesa salarial, não foi campeão. Em 2002 foi o Sporting, e em 2005 foi o Benfica.

E o que se passou nesses dois casos? Em ambos o FC Porto cometeu o erro de despedir o treinador a meio da época, e não foi campeão.

Em 2002 despediu Octávio, e em 2005 despediu primeiro Del Neri e depois Fernandez, terminando com Couceiro.

Ou seja, a instabilidade no banco do FC Porto prejudicou a equipa, e o clube não foi campeão.

Assim, podemos dizer que se houver instabilidade no banco, é provável que a regra dos salários já não se verifique.

O despedimento de um treinador causa sempre perda à equipa, e pode retirar-lhe a possibilidade de ser campeão.

 

Portanto, e em resumo, as minhas previsões para a época 2013-2014 são as seguintes:

- O Benfica é este ano o mais forte candidato ao título, e deverá ser campeão, a não ser que haja qualquer calamidade imprevisível.

- O FC Porto deverá ser segundo, mas se despedir Paulo Fonseca pode arriscar-se a ficar em terceiro.

- O Sporting deverá ser terceiro, a não ser que o FC Porto mude de treinador, caso em que o Sporting pode ser segundo.

 

* Lendo os relatórios com atenção são estes os números da despesa salarial com jogadores e treinadores, diferentes e menores que a despesa salarial consolidada das SADs, que inclui outros items. No caso do Benfica, por exemplo, é necessário retirar as despesas salariais com outras empresas do clube, como a Benfica TV. 


Ver artigo...

Saiba onde a PSP vai colocar radares de controlo de velocidade.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) divulgou os locais onde vai colocar
radares para controlar a velocidade durante o mês de Dezembro. A lista
inclui localidades de norte a sul do país, incluindo Açores e Madeira.

A PSP acredita que o aviso prévio vai fazer reduzir a velocidade nos locais
identificados e, assim, garantir maior segurança na circulação. A informação
é disponibilizada no perfil do Facebook da PSP.

Em baixo, pode consultar a lista divulgada:


AÇORES
4/dez/13 08H00 Estrada Regional - Angra do Heroísmo
7/dez/13 08H00 Freguesia São Mateus – Madalena – Ilha do Pico
16/dez/13 14H00 Freguesia São Roque – São Roque – Ilha do Pico

AVEIRO
03/dez/13 08H00/14H00 São João da Madeira – Avenida Dr. Renato Araújo
03/dez/13 14H00/20H00 Aveiro - Estrada Nacional 109 - Km 58.1
05/dez/13 14H00/20H00 Aveiro - Avenida da Universidade - Glória
05/dez/13 14H00/20H00 Santa Maria da Feira - Rua Dr. Eduardo Vaz
06/dez/13 08H00/14H00 Espinho - Avenida Central Norte - Paramos
09/dez/13 14H00/20H00 Aveiro - Estrada Direita de Aradas - Aradas
10/dez/13 08H00/14H00 Ovar - Avenida da Régua
11/dez/13 08H00/14H00 Espinho - Estrada Nacional 109 - Km 4 - Paramos
13/dez/13 08H00/14H00 Aveiro - Estrada Nacional 109 - Km 58.1
17/dez/13 08H00/14H00 São João da Madeira - Rua Oliveira Júnior
18/dez/13 14H00/20H00 Aveiro - Estrada Nacional 109 - Km 58.1
19/dez/13 14H00/20H00 Santa Maria da Feira - Estrada da Circunvalação
24/dez/13 08H00/14H00 Aveiro - Estrada Nacional 109 (Junto à Corvauto)
26/dez/13 14H00/20H00 Aveiro - Estrada Nacional 109 - Km 58.1
27/dez/13 14H00/20H00 Ovar - Rua Família Colares Pinto - EN 327
30/dez/13 08H00/14H00 Aveiro - Avenida da Universidade - Glória

BEJA
10/dez/13 90H00/12H30 Avenida Salgueiro Maia
18/dez/13 09H00/12H30 Rua Zeca Afonso
30/dez/13 09H00/12H30 Avenida Salgueiro Maia

BRAGA
04/dez/13 14H00/17H00 Avenida António Macedo
06/dez/13 20H30/01H00 Avenida João Paulo II
09/dez/13 09H00/12H00 Circular Urbana

BRAGANÇA
05/dez/13 08H00/13H00 Rua Olímpio Guedes de Andrade - Mirandela
23/dez/13 08H00/13H00 Avenida das Cantarias - Bragança

CASTELO BRANCO
05/dez/13 14H00 Avenida Dia de Portugal - Castelo Branco
10/dez/13 08H00 Avenida Infante D. Henrique - Covilhã
18/dez/13 14H30 Avenida da Europa - Castelo Branco

COIMBRA
03/dez/13 14H00 ICI (Zona Industrial da Figueira da Foz)
10/dez/13 09H30 Estrada Nacional 341 (via rápida Taveiro), Coimbra
23/dez/13 14H00 Ponte Rainha Santa - Coimbra
26/dez/13 08H30 IC2 – Banhos Secos, Coimbra

ÉVORA
12/dez/13 08H30 Avenida Túlio Espanca - Évora
18/dez/13 09H00 Avenida Rainha Santa Isabel - Estremoz
20/dez/13 09H30 Estrada Municipal 527 - Évora
23/dez/13 08H30 Estrada Regional 254 à Rotunda para Fábrica "Embraer" -
Évora

FARO
12/dez/13 10H00 Estrada Nacional 125, (sentido Aeroporto - Faro)
12/dez/13 14H00 Rua da Cruz Vermelha - Tavira
13/dez/13 08H30 Avenida Castro Marim – Vila Real de Santo António
17/dez/13 10H00 Avenida D. João VI, Av. 5 de Outubro e Av. dos Heróis de
1808 - Olhão
19/dez/13 22H00 Estrada Nacional 125, (sentido Aeroporto - Faro)
23/dez/13 09H00 Rotunda do Oceano Atlântico, Sentido Norte-Sul - Portimão
27/dez/13 17H00 Avenida D. João VI, Av. 5 de Outubro e Av. dos Heróis de
1808 – Olhão

GUARDA
16/dez/13 08H00/12H00 Via de cintura externa da Guarda (VICEG)

LEIRIA
13/dez/13 09H00/12H00 Via de Cintura Interna, vulgo VCI (Alcobaça)
27/dez/13 09H00/12H30 Rua Imaculada Conceição-Telheiro - Leiria

LISBOA
5/dez/13 14H00/17H00 Avenida Brasília, em Lisboa
10/dez/13 09H00/11H00 Avenida Capitães de Abril, Mem Martins
10/dez/13 14H30/16H00 Avenida da Dinamarca, Casal de Cambra
11/dez/13 08H30/12H00 Avenida infante D. Henrique, em Lisboa
16/dez/13 08H30/12H00 Avenida Marechal Gomes da costa, em Lisboa
23/dez/13 14H00/17H00 Avenida Calouste Gulbenkian, em Lisboa

MADEIRA
6/dez/13 07H45 Vr 1 (Ribeira Brava/ Caniçal)
10/dez/13 13H45 Avenida Infante/Estrada Monumental/Rua Pestana Júnio
10/dez/13 16H00 VR E 1 - Túnel do cortado - Santana
11/dez/13 14H00 Rua Manuel dos Passos - Machico
12/dez/13 07H45 Rua Pestana Júnior; Rua 5 de Outubro; Avenida das Madalenas
12/dez/13 14H00 VR 1 (via-rápida), Km 9.4 (sentido Este/Oeste) - Câmara de
Lobos
19/dez/13 13H45 Avenida Infante/Estrada Monumental/Rua Pestana Júnior
27/dez/13 07H45 Vr 1 (Ribeira Brava/ Caniçal)
27/dez/13 21H00 Via Expresso 4 - Freguesia da Serra de Agua - Ribeira Brava
31/dez/13 07H00 Rua Pestana Júnior; Rua 5 de Outubro; Avenida das Madalenas

PORTALEGRE
03/dez/13 08H00/11H00 Avenida do Dia de Portugal - Elvas
18/dez/13 08H30/12H30 Avenida do Bonfim - Portalegre
20/dez/13 14H00/17H00 Avenida de Badajoz (Estádio dos Assentos) - Portalegre


PORTO
4/dez/13 14H00/18H00 Estrada da Circunvalação – 11124 - Matosinhos
10/dez/13 20H00/24H00 Estrada da Circunvalação – EPT - Porto
19/dez/13 14H00/18H00 Avenida Dr. Antunes Guimarães – Leça Palmeira
27/dez/13 08H00/13H00 Estrada D. Miguel - Gondomar

SANTARÉM
02/dez/13 14H00/18H00 Estrada Nacional 110 localidade de Alvito - Tomar
06/dez/13 08H00/12H00 Avenida das Côtadas -Torres Novas
09/dez/13 09H00/13H00 Rua 25 de Abril - Fontainhas - Santarém
10/dez/13 09H00/13H00 Avenida Bombeiros Voluntários - Ourém
16/dez/13 08H00/12H00 Rua dos Oleiros, Chainça - Abrantes
17/dez/13 07H00/10H00 Alameda do Vinho - Cartaxo
18/dez/13 14H00/18H00 Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - Entroncamento
18/dez/13 14H00/18H00 Circular Urbana D. Luís I - Santarém
19/dez/13 08H00/12H00 Avenida Dr. Sá Carneiro - Abrantes
20/dez/13 14H00/18H00 Estrada da Estação, Vale de Estacas - Santarém
20/dez/13 18H00/20H00 Rua do Progresso - Cartaxo
23/dez/13 08H00/12H00 Estrada Nacional 110 localidade de carvalhos de
Figueiredo - Tomar
26/dez/13 08H00/14H00 Rua Eng. Ferreira Mesquita - Entroncamento
30/dez/13 14H00/17H30 Rua Dr. Francisco Sá Carneiro - Ourém

SETÚBAL
02/dez/13 08H00 Estrada dos Ciprestes - Setúbal
09/dez/13 07H00 Estrada do Seixalinho – Montijo
10/dez/13 09H00 Avenida 1.º Maio - Fogueteiro
13/dez/13 08H00 Avenida do Bocage (frente ao café Princesa) – Barreiro
13/dez/13 10H00 Avenida Arsenal do Alfeite (sentido Sul-Norte) - Almada
13/dez/13 17H00 Avenida Garcia de Orta - Montijo

VIANA DO CASTELO
10/dez/13 20H00/23H00 Estrada da Papanata – Viana do Castelo
19/dez/13 09H00/12H00 Via Foral D. Teresa – Ponte de Lima
30/dez/13 09H00/12H00 Avenida da Abelheira – Viana do Castelo

VILA REAL
11/dez/13 13H30 Avenida da Noruega - Vila Real
13/dez/13 14H00 Avenida do Tâmega - Chaves
26/dez/13 13H30 Avenida da Europa - Vila Real
30/dez/13 14H00 Avenida D. João I - Chaves

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=131281

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Rabobank já admite saída "limpa" de Portugal após troca de dívida.

Analistas consideram que operação de troca realizada esta manhã foi positiva, pois pode ajudar Portugal a sair do programa da ‘troika' de uma forma mais suave do que o previsto.
"Os alívios nos reembolsos de dívida nos próximos dois anos deverão aumentar as hipóteses de Portugal sair do seu programa de resgate, senão de uma forma igual à Irlanda, então com um apoio adicional menor do que o antecipado", segundo referiu o estratega do Rabobank Lyn Graham-Taylor.
O analista reagia assim à operação de troca de dívida realizada esta manhã pelo IGCP, que permitiu adiar para 2017 e 2018 reembolsos de 6,6 mil milhões de euros em obrigações do tesouro com maturidade nos próximos dois anos.
"Ficou acima das nossas expectativas e deverá ser visto como positivo para o sentimento dos periféricos", acrescentou o responsável do Rabobank.
Para Steven Santos, da XTB Portugal, "Portugal foi hoje bem sucedido" na operação. "O ano de 2014 é crítico para a gestão da dívida portuguesa, visto que termina o programa da troika e Portugal quer reconquistar o acesso completo aos mercados internacionais", referiu o especialista, acrescentando que: "Com esta troca, o IGCP vai assumir juros superiores (cerca de 322 milhões), porém, só irá pagar em 2017 e 2018. O rendimento maior reflecte a maior duração da dívida. Nessa altura, a economia portuguesa já deverá estar a crescer e teremos a possibilidade de nos financiar de forma independente a longo prazo".
E conclui: "É uma operação inteligente mas perigosa, porque depende da saída completa do programa da troika e da aceitação de Portugal nos mercados internacionais".
Rabobank já admite saída "limpa" de Portugal após troca de dívida | Económico

Portugueses e espanhóis "já não vivem acima das suas possibilidades"

O comissário europeu dos Assuntos Económicos sublinhou hoje a necessidade de se prosseguir o rumo do ajustamento e das reformas.
Olli Rehn, que falava na sessão de apresentação do relatório 'Euro Plus Monitor 2013', do 'think tank' Lisbon Council, em Bruxelas, sustentou que se está a assistir já a um "reequilíbrio da economia da zona euro", com um aumento da confiança e da procura interna, comentando a propósito que países que acumularam défice ao longo da última década "veem agora as suas exportações contribuírem fortemente para o crescimento".
"Por exemplo, em Espanha e Portugal estamos a assistir a uma grande melhoria do crescimento das exportações", com reflexos no crescimento, disse, observando que a Irlanda "já estava neste caminho há algum tempo".
De acordo com o relatório, elaborado pelo elaborado Lisbon Council em colaboração com o banco Berenberg, a mais antiga casa de investimento alemã, Portugal surge no quinto posto na classificação do ajustamento externo, entre 20 países, sendo a Irlanda primeira e a Espanha terceira.
Comentando também que os mais recentes dados do Eurostat, o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, "mostram que as economias de Espanha e Portugal voltaram a território positivo", o comissário do euro insistiu que têm sido feitos muitos progressos na economia da zona euro, e em particular nos países sob programa de ajustamento, "reconhecidos pelos parceiros internacionais e forças de mercado", e pelo próprio relatório 'Euro Plus Monitor', que reconhece que estes países "já não vivem acima das suas possibilidades".
Em suma, Olli Rehn afirmou que: "Sim, a retoma está a ganhar terreno, mas o processo de ajustamento em curso, que é necessário, ainda continuará por algum tempo" a pesar no crescimento, e o alto nível de desemprego "é um lembrete de que não há tempo para complacência, para discursos auto congratulatórios, e o ênfase deve ser mantido no investimento, no acesso ao financiamento e em políticas que fomentem o crescimento, mantendo o rumo das reformas".
O comissário europeu voltou ainda a fazer a defesa dos programas de ajustamento económico, apontando que estes "têm como objetivo assegurar um regresso à estabilidade financeira e macroeconómica e sustentabilidade orçamental", que "são pré-condições para a criação de emprego e crescimento sustentáveis, os objetivos últimos destes programas", que Irlanda e Espanha se preparam para concluir "em tempo e de acordo com o plano original, o que mostra que há um início e um fim nestes programas".
Portugueses e espanhóis "já não vivem acima das suas possibilidades" | Económico

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PONTO / CONTRAPONTO: NOVO HORÁRIO DA NOVA SÉRIE

JPP

 

 

  aos domingos às 20 horas na SICN.

  Se o caos do futebol não lhe alterar mais uma vez o horário.

 

HOJE: se não os podes vencer junta-te a eles - futebol no Ponto Contra Ponto.


Ver artigo...

A vez da Ucrânia

Francisco Seixas da Costa

 

Ver muitos milhares de pessoas nas ruas de Kiev, lutando contra a "finlandização" da Ucrânia, apelando por uma maior ligação à Europa comunitária, não nos deve iludir. Não é o atual projeto baço, titulado pelas "entusiasmantes" figuras de Van Rompuy e Barroso, que necessariamente seduz essas pessoas. É a perspetiva de procurar um caminho de fuga à tutela moscovita que anima parte de um país hoje prisioneiro da guerra "morna" que se estabeleceu nas margens da Rússia.

 

Com a queda da União Soviética, o ocidente deixou-se seduzir pela possibilidade de fazer chegar tão perto de Moscovo quanto possível as fronteiras da sua segurança e da sua liberdade democrática. Para isso, alargou a NATO e a UE até aos bálticos, utilizou oportunisticamente o alibi da luta anti-terrorista para pescar em "águas" estratégicas russas, com uma aberta influência na Geórgia, com a utilização de bases aéreas no Usebequistão e no Quirguistão. 

 

Bruxelas, mobilizada pelo zelo anti-moscovita dos recém-convertidos, aproveitou a porta aberta pelos EUA e agravou o seu discurso face à Rússia, na ilusão de que assim reverteria a relação de forças. A liderança russa, já de si propensa a derivas autoritárias, viu nisso uma ocasião para impor soluções de proteção geopolítica. E aconteceu o que aconteceu na Geórgia. Na Bielorússia as coisas são já hoje o que são. Agora, noutro modelo, parece ser a vez da Ucrânia. Haveria outra solução ou outra política possível por parte da Europa? Talvez houvesse. Mas, para isso, a UE não deveria ter sido cúmplice das provocações anti-russas que alguns dos seus parceiros insistiram (e insistem) em tentar. Não é por acaso que estes acontecimentos coincidem com uma cimeira europeia que tem lugar precisamente em Riga (como poderia ser em Tallin ou Vilnius). Aí está o resultado da estratégia enviezada de um ator secundário na cena internacional, que dá pelo nome de União Europeia.


Ver artigo...

Reino Unido: Populismo invade debate sobre imigração

European Voice, Bruxelas – A decisão do primeiro-ministro britânico David Cameron de não conceder benefícios aos novos imigrantes revela a sua falta de moral, de coragem e uma inclinação para o populismo, em vez de encarar a realidade, isto é, que a economia britânica precisa de imigrantes, escreve um editorialista no "European Voice". Ver mais.


Ver artigo...

Marinho Pinto

Francisco Seixas da Costa

 

Conheço António Marinho Pinto há cerca de 50 anos. Recordo-me de conversas, muitas vezes políticas, que tivémos à volta das mesas da pastelaria Gomes, em Vila Real, no final dos anos 60. Nestas décadas, fomo-nos encontrando, muito pouco, a espaços - por Coimbra, por Lisboa ou pelo Porto. À distância, e depois de o ter visto como jornalista e comentador televisivo, fui acompanhando a sua prestação à frente da Ordem dos Advogados, um seu tempo de grande visibilidade pública, com forte dose de polémica, servida pelo verbo fácil, pela palavra desassombrada, pela vontade de chamar as coisas pelos nomes, na área da Justiça. Que justiça lhe fará a Justiça?

 

Marinho Pinto acaba agora o seu tempo à frente da Ordem. Com toda a franqueza, não tenho uma opinião concreta sobre o saldo que fica da sua ação no setor. Mas o facto da sua sucessora, hoje eleita, o ter sido num registo de continuidade, leva-me a pensar que o trabalho de Marinho Pinto deve merecer um apoio maioritário junto dos seus pares. Estarei certo?

 

Uma coisa tenho a agradecer ao meu amigo António Marinho Pinto: o inesquecível momento de televisão que ofereceu ao país, diante de uma conhecida figura televisiva. A frontalidade de Marinho Pinto ficou na história da nossa vida mediática. Quem quiser, relembre aqui o episódio.


Ver artigo...

Ucrânia: “Uma revolta para a Europa”

 

"Milhares de pessoas manifestam-se em Kiev contra o Governo e a sua posição anti-UE", escreve o jornal Tageszeitung. O Presidente Viktor "Yanukovych atraiu a cólera de muitos ucranianos ao não querer assinar o acordo de associação desde há muito tempo negociado com a UE, por causa das pressões russas", explica o diário. O jornal noticia que durante a manifestação de domingo, 1 de dezembro,

a mais importante na Ucrânia desde a revolução laranja, há nove anos, cerca de 350 mil pessoas exigiram a demissão do presidente ucraniano Viktor Yanukovych. A marcha transformou o centro de Kiev num mar de bandeiras azuis e douradas que simbolizam, ao mesmo tempo, a Ucrânia e a União Europeia.

O jornal acrescenta que as manifestações continuarão a 2 de dezembro. Milhares de opositores ao Governo passaram a noite de domingo em tendas na Praça da Independência da capital.


Ver artigo...

França: “O regresso do canalizador polaco”

A uma semana do Conselho de Ministros europeus do Trabalho e do Emprego, a 9 de dezembro, o Governo francês pede à Comissão Europeia que reveja a diretiva que permite às empresas deslocar trabalhadores tirando partido das condições de trabalho, denunciando o aumento do dumping social dentro da União Europeia.

O Libération lembra os pontos da discórdia que dividem os Vinte e Oito:

Introduzidas em 1996, as regras que permitem a um cidadão da UE ir trabalhar para outro país estão agora desvirtuadas: do objetivo de enquadrar a deslocação de trabalhadores dentro da UE, esta diretiva – conhecida como diretiva dos trabalhadores deslocados – passou a ser, em período de crise, uma ferramenta para baixar os custos de abusam certas empresas. Especialmente na construção civil e no setor agroalimentar.

No seu editorial, o diário lembra que

fica, uma vez mais, demonstrado que não só a Europa económica deixou de ser viável sem uma Europa social mas, mais grave ainda, que a Europa se tornou, assim, no maior perigo para a ideia de Europa política e para as nações que a compõem.


Ver artigo...

Imigração: “Arame farpado para manter refugiados à distância”

"Numa altura em que cerca de três milhões de refugiados sírios procuram fugir à guerra e à destruição, a UE manda construir barreiras de arame farpado, instala câmaras de vigilância e envia navios de guerra para o Mediterrâneo, para impedir a entrada dos refugiados", escreve o Jyllands-Posten.

O jornal relembra as iniciativas nesse sentido que estão em curso na Europa, da barreira de 10,5 quilómetros, levantada pela Grécia ao longo da fronteira greco-turca a uma outra, com 30 quilómetros, que a Bulgária construiu na fronteira com a Turquia. Estas medidas poderão forçar os refugiados a "tentarem desvios mortais para chegarem à UE", disse ao jornal um representante da Cruz Vermelha.

Por seu lado, as autoridades gregas recusaram mais de 20 mil pedidos de asilo feitos por refugiados sírios, "o que contraria as convenções internacionais sobre direito de asilo e preocupa o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados", escreve o Jyllands-Posten.


Ver artigo...

O PAPA BOLCHEVISTA

JPP

 

 

Os blogues de "direita", "liberais", "neo-liberais" e próximos do governo, que têm a vantagem de escrever de forma nua e crua, muitas vezes imbecil e débil, aquilo que acham que é melhor para justificarem tudo o que seja ataque aos mais fracos e defesa do direito dos mais fortes no chamado "ajustamento", têm agora um pequeno problema: o Papa Francisco. Se não estivesse lá a assinatura do Papa, debaixo de um título em latim, e os textos papais fossem publicados num blogue qualquer tido de esquerda, choveriam os mais estridentes impropérios sobre o socialismo despesista, o esquerdismo entranhado e doentio, o comunismo assolapado do seu autor. 

 

 Não é que na Exortação evangélica Evangelii Gaudium, o Papa descreveu o capitalismo como "uma nova tirania" e, como Mário Soares, preveniu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão" (cito do Público)? E não é que falou do "trabalho digno, educação e cuidados de saúde", uma típica retórica esquerdista para os nossos "liberais" de nome? E ainda por cima, para não haver ambiguidades, culminou com esta frase difícil de engolir por eles: "Tal como o mandamento 'Não matarás' impõe um limite claro para defender o valor da vida humana, hoje também temos de dizer 'Tu não' a uma economia de exclusão e desigualdade. Esta economia mata". Como essa "economia" é a que defendem dia sim, dia sim, lá terão que sussurrar que o Papa saiu bolchevista. E como o Papa foi escolhido pela Espírito Santo, não será que Deus afinal é um esquerdista anti-"ajustamento"?


Ver artigo...

Viva o país das auto-estradas sem carros!

Domingos Amaral

 

Portugal é, sem dúvida, um país maravilhoso!

Passámos duas décadas a construir auto-estradas furiosamente, enchendo o país de belas vias e em 2013 o que é se verifica?

Segundo as Estradas de Portugal, o tráfego nas auto-estradas nacionais está 60% abaixo das previsões que foram feitas na época da construção.*

E se formos ver no casos concretos, há situações de levar as mãos à cabeça.

Vejam-se por exemplo as concessões no Norte. A previsão de tráfego era de 24.160 veículos por dia, mas na realidade em 2012 só passaram nessas vias 8.079 veículos, em média diária!

No Grande Porto, previam-se na época de construção cerca de 51.822 veículos por dia, em média; mas na verdade em 2012 só passaram nessas estradas uma média diária de 19.336 veículos!

Na Costa de Prata, a situação era semelhante: previam-se 46.186 por dia, passam por lá 19.988!

Para as concessionárias das Beiras Litoral e Alta, as previsões eram mais modestas, 13.646 veículos por dia. Mas a realidade também é cruel, apenas usam as estradas 9.172 veículos!

E quanto ao Algarve? A previsão apontava para uma média diária de 17.599 veículos, mas na realidade só lá circulam por dia uma média de 8.106!

Segue-se o Norte Litoral, onde a quebra foi um pouco menor. Previam-se 26.008 por dia, circulam 20.351 em média.

Já no Interior Norte, nas auto-estradas era previsto um tráfego de 9.320 veículos, mas os números só chegam aos 4.311, o que é mesmo muito baixo!

Por fim, ainda pior, é a Beira Interior. Previsão de 17.033, realidade de 6.197 veículos em média diária.

 

O que é que devemos concluir daqui?

Quando nos finais dos anos 90 e no princípio deste século se fizeram os cálculos, os números foram inflacionados para justificar a construção das auto-estradas! Todos os governos as quiseram, e todos as construíram!

Na verdade, o que hoje se conclui é que a maior parte delas são um luxo caríssimo e pouco justificável.

Mal começou a crise, os números do tráfego caíram a pique e a maior parte destas concessões não se paga a si própria!

É por estas e por outras que estamos onde estamos.

Somos um país de novos ricos, onde uma aliança entre políticos e grandes construtoras conseguiu impor a sua lei, e nos deixou como herança uma bela paisagem, carregada de belas auto-estradas onde quase não há carros! 

 

* Os números usados são da Estradas de Portugal e foram publicados no Jornal de Negócios a 29 de Novembro. 


Ver artigo...

Primeiro de dezembro

Francisco Seixas da Costa

 

 

Enquanto republicano empedernido, dou a minha total solidariedade ao movimento mobilizado pelo deputado José Ribeiro e Castro para a reintrodução da comemoração da data da restauração.

 

Acho, aliás, surpreendente (mas significativo) o facto do país ter assistido, impassível, à decisão governativa que colocou em causa a celebração de uma das datas fundacionais do nosso país, assunto, aliás, que foi tratado no âmbito do ministério da Economia (!).

 

E, já agora, devo dizer que teria uma imensa curiosidade em ouvir o que o dr. Paulo Portas terá a dizer sobre este assunto. 


Ver artigo...