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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Noiva do Cordeiro, a cidade brasileira onde só vivem mulheres.

No estado de Minas Gerais há uma pacata cidade rural abandonada pelos homens. As mulheres, organizaram-se em comunidade e dão no duro para ganhar a vida com uma agricultura próspera. A imprensa internacional fez circular a notícia de que andavam à procura de noivos e o sossego acabou.

Há menos de duas semanas poucos estrangeiros teriam ouvido falar de Noiva do Cordeiro. E brasileiros também não seriam muitos os que sabiam da existência desta pequena e pacata cidade de Minas Gerais, onde praticamente só vivem mulheres.

Os homens partiram em busca de trabalho, embora alguns regressem ao fim-de-semana para descansar e ver a família.

A vidinha era simples e o sossego grande até 27 de agosto último, dia em que o jornal britânico "The Telegraph" publicou um artigo assinado por Donna Bowater e Matt Roper, intitulado "Residentes de Noiva do Cordeiro, quase todas mulheres, procuram solteiros". A frase mulheres procuram homens solteiros teve um efeito viral e muitos títulos da imprensa internacional, do "Huffington Post" ao "Daily Mail", passando por jornais turcos, replicaram a notícia do "The Telegraph.

De acordo com o jornal britânico, trata-se de uma "pequena cidade rural escondida nas colinas, povoada por belas mulheres que estão à procura de amor". Há 600 mulheres que foram "deixadas a arcar com os encargos da cidade sozinhas. A situação tem levado algumas destas mulheres, conhecidas em todo o Brasil pela sua beleza, a fazer um apelo para encontrar homens solteiros". 

Os repórteres do "The Telegraph" escrevem que algumas das mulheres lhes disseram que não beijaram "um homem por longo tempo" e que têm o "sonho de se apaixonar e casar. Mas gostamos de viver aqui e não queremos sair da cidade para encontrar um marido", que esteja disposto a "concordar em fazer o que dizemos e viver de acordo com as nossas regras".

População não gostou do retrato que circulou pelo mundo

O Expresso tentou contactar duas mulheres de Noiva do Cordeiro, uma delas Rosalee Fernandes, 49 anos, que conversou conversou com a BBC Brasil. Esta "moradora no local desde a infância, é uma das "entrevistadas" que aparecem em jornais como os britânicos Daily Mail e o Metro, e em websites como o Huffington Post", escreve o correspondente da BBC em São Paulo, Ricardo Senra

"Não dei entrevista" nenhuma diz Rosalee citada pela BBC: "Colocar a gente nessa situação é um absurdo." Outros três moradores do "povoado garantiram que as reportagens publicadas no exterior não têm fundamento. A população de Noiva do Cordeiro, segundo eles, não é composta por 600 solteiras, mas por aproximadamente 300 pessoas, homens e mulheres, em proporção similar".

Nenhuma das reportagens falou da "criação de gado ou da produção artesanal de roupas pela cooperativa local", mas proliferaram as notícias em jornais britânicos,  além de veículos turcos, tailandeses, americanos, italianos e indianos, de que as mulheres locais tinham criado uma campanha para "atrair homens e reverter a escassez masculina na região".

"Um dos jornalistas internacionais por trás das reportagens insistiu no Twitter que seu texto foi baseado em uma entrevista feita por ele em pessoa", escreve a BBC Brasil.

Internet "aqui é do governo e caiu"

O "Globo.com" também relata os desabafos de Rosalee Fernandes: "a internet aqui é do governo e caiu há uns dias. A gente está sem acesso a nada e não faz ideia do que está saindo sobre nós", disse a representante de Noiva do Cordeiro, acrescentando que em pelo menos uma das reportagens publicadas na imprensa estrangeira "foram usadas fotos que mostram as mulheres em poses e trajes provocantes. As fotos foram tiradas numa festa de fantasia e publicadas na página da associação local no Facebook".

Na terra vivem "pessoas de origem humilde, na maioria sem ensino médio completo, que se organizam na cooperativa,onde tudo é decidido coletivamente", escreve o "Globo.com": "diariamente, trabalham na lavoura ou na produção de peças de artesanato, como tapetes, colchas e lingeries, e produtos rurais, derivados do leite e da pecuária. Na ausência de homens nos dias úteis, a associação local foi o caminho encontrado pelas mulheres para se ajudarem mutuamente e enfrentar o preconceito dos vilarejos do entorno.  que, no passado, moradores das cidades vizinhas chegaram a taxar as moradoras como prostitutas - pelo simples fato de estarem desacompanhadas".

A verdade é que página do facebook da comunidade de Noiva do Cordeiro não mostra mulheres desesperadas à procura de um homem, mesmo que este esteja disposto a ser um marido de sonhos que satisfaça as vontades e capricho da sua esposa.  E ao que parece, "elas dizem ter conseguido complementar a renda familiar por meio do trabalho coletivo", acrescenta o "Gobo.com".

De futuro, talvez tenham de prestar mais atenção às fotos tiradas nas festas de "fantasia" que publicam no Facebook...

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/noiva-do-cordeiro-a-cidade-brasileira-onde-so-vivem-mulheres=f888141#ixzz3CLyYzYSJ

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Crédito habitação. Bancos cobram pelo simples facto de cobrarem a prestação mensal.

A banca cobra uma prestação mensal, entre 1,50 a 1,75 euros, pelo pagamento da prestação mensal, avança o “Correio da Manhã”

O valor varia consoante a instituição financeira e é actualizado anualmente.

Posto isto, a Associação para a Defesa dos Consumidores (DECO) já alertou o Banco de Portugal (BdP), que não compreende esta prática.

Além da cobrança referida, ainda é acrescentado 4% desse valor em imposto de selo, o que significa que até o Estado está a beneficiar com os empréstimos dos contribuintes.

Fazendo as contas em termos anuais, o Banco Comercial Português (BCP) cobra 18 euros pelo processamento da prestação, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) pede 19,80 euros, o Santander Totta 20,40 euros e o Banco Espírito Santo (BES) 21 euros.

O BPI não faz uma menção directa a esta comissão, mas cobra 1,25 euros por cada entrega de documentação, sem falar do respectivo imposto de selo.

Estas práticas comuns a todos os bancos, mas disfarçadas por terminologias diferentes, levaram a que a Autoridade da Concorrência (AdC) realizasse buscas em vários bancos por suspeitarem das suas práticas de concertação de preços.

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/credito-habitacao-bancos-cobram-pelo-simples-facto-cobrarem-prestacao-mensal

segunda-feira, 25 de março de 2013

As poderosas firmas de advogados

Estas têm sido contratadas pelos sucessivos governos para produzir leis nas áreas do urbanismo e do ordenamento do território, da construção, ou até de toda a contratação pública.
Por norma, estas poderosas firmas produzem maus diplomas, que sempre padecem de três falhas. Têm inúmeras regras, para que ninguém as perceba, muitas excepções para beneficiar os amigos; e, ainda por cima, atribuem um enorme poder discricionário a quem as aplica, o que evidentemente convida à corrupção.
De seguida, estas sociedades ainda emitem pareceres para as mais diversas entidades, a explicar as omissões de que eles próprios são os responsáveis. E voltam a ganhar milhões.
E, finalmente, ainda podem ir aos grupos privados vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que eles próprios introduziram na legislação.
Ganham assim em três carrinhos. Mas o povo, esse, perde em toda a linha.

As poderosas firmas de advogados - Renascença

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lisboa considerada a quarta cidade mais bonita do Mundo.

A cidade de Lisboa é a quarta mais bonita do Mundo, segundo o site de viagens Urban City Guides. Veneza lidera o ranking, seguindo-se Paris e Praga.
O site de viagens Urban City Guides elegeu Lisboa como a quarta cidade mais bonita do Mundo à frente de locais como o Rio de Janeiro e Roma. A liderar a lista está Veneza, Paris e Praga.
“Magnificamente situada numa série de colinas que descem para o Tejo, Lisboa é um dos locais mais cénicos do mundo. Bonitas vistas, inesperadas, são encontradas em cada esquina (...)”. É assim que começa a descrição da capital no site de viagens.
 
“A cidade tem uma aparência rude e sedutora, uma beleza sem esforço com detalhes cativantes”, refere ainda o Urban City Guides,
Em quinto lugar surge uma cidade onde também se fala português, embora com um sotaque diferente, Rio de Janeiro, o único local da lista fora da Europa.
Veja a lista completa
  1. Veneza
  2. Paris
  3. Praga
  4. Lisboa
  5. Rio de Janeiro
  6. Amesterdão
  7. Florença
  8. Roma
  9. Budapeste
  10. Bruges

Noticias ao Minuto - Os direitos que assistem a quem está sem trabalho


1- Isenção nas taxas moderadoras e descontos na luz: Os desempregados que recebem um subsídio igual ou inferior a 628,83 euros, e que estejam inscritos no centro de emprego há pouco tempo, têm direito a pedir isenção das taxas moderadoras. Por outro lado, os desempregados que recebam subsídio social de desemprego têm direito a tarifas de electricidade e de gás natural mais baixas;
2- Subsídio de desemprego: Para ter direito a estas prestações é necessário que a pessoa tenha trabalhado como contratado, e procedido aos descontos para a Segurança Social, durante pelo menos 360 dias nos 24 meses imediatamente anteriores à data em que ficou desempregada. O valor pode oscilar entre 419,22 euros e 1048,905 euros por mês, sendo que esse montante sofre um corte de 10% após seis meses e desde o início de 2013 que acresce ainda uma redução adicional de 6%. Também os trabalhadores independentes que prestem 80% da sua actividade a uma única empresa podem solicitar subsídio;
3- Manter o apoio e procurar emprego noutro país: Quem esteja a receber subsídio mas que entenda que é melhor procurar emprego num País da União Europeia, Islândia, Noruega, Liechtenstein ou Suíça, pode sair para esses países mantendo o direito ao subsídio de desemprego ao longo de três meses, período o qual pode ser estendido a mais três;
4- Subsídio com trabalho parcial ou independente: É possível acumular-se parte do subsídio de desemprego com um salário, ainda que de forma limitada. O valor da remuneração não poderá ser superior ao do subsídio, sendo que o montante da prestação emagrece. Na prática essas pessoas passam a receber apenas mais 35% do que aufeririam apenas com o subsídio;
5- Subsídio com trabalho a tempo completo: A título transitório é ainda permitida a acumulação de parte do subsídio de desemprego com a remuneração de um trabalho a tempo completo. Para o efeito é necessário que a pessoa esteja inscrita há mais de seis meses, que a oferta de emprego contemple um salário bruto inferior ao do subsídio, e que tenha direito a beneficiar da prestação por mais seis meses. Durante a primeira metade do contrato, que deve ter a duração mínima de três meses, o apoio corresponde a 50% do desemprego, enquanto na segunda metade, passa a ser de 25%, com um tecto máximo de 250 euros.

Dezassete ex-administradores da CGD custam dois milhões por ano em reformas e exercem no setor privado.

Segundo o jornal i, 17 ex-administradores que integraram o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos ganham dois milhões de euros anuais em reformas, que variam entre um mínimo de 2170 euros por mês e um máximo de 14 352 euros brutos. Estes ex-administradores continuam no ativo, a exercer cargos no setor privado, acumulando rendimento, indica o mesmo jornal. Essa acumulação é legal, mas socialmente injusta.

Uma reportagem do i dá conta de rendimentos em pensões de reforma na CGD, que custam aos cofres do Estado cerca de dois milhões de euros por ano. Trata-se de ex-administradores da Caixa que continuam a exercer funções. São reformados do setor público que se mantém ativos no privado.

Ao todo serão 17 ex-administradores que exerceram funções no conselgo de administração da CGD, de acordo com aquele periódico, que revela o valor mínimo das reformas: 2710 euros por mês. Os rendimentos brutos podem mesmo chegar aos 14 352 euros.

O jornal i cita nomes desses ex-administradores da CGD, entre os quais estão Mira Amaral, Celeste Cardona, João Salgueiro, Almerindo Marques, Faria de Oliveira, António Tomás Correia e Carlos Oliveira Cruz.

Este é apenas mais um caso de ex-trabalhadores do Estado, com reformas pagas pela Segurança Social, que deixam de exercer no setor público e se mantêm no ativo em empresas privadas (ou noutras instituições que não são públicas), acumulando rendimentos de salários com reformas elevadas.

A reportagem do i surge numa altura em que o Governo corta aos rendimentos dos trabalhadores e pensionistas, num momento de emergência nacional, em que se adivinham novas medidas de austeridade, que vão reduzir os rendimentos dos trabalhadores e reformados.

Refere ainda o jornal i que nomes conhecidos como os de Eduardo Catroga e também de Luís Filipe Pereira continuam a acumular rendimentos no privado, no conselho geral da EDP, com reformas principescas.

Apesar de ser mal compreendida pela maioria dos portugueses, esta acumulação de rendimentos é legal. Só nos casos em que os reformados continuem a exercer cargos no setor público é que estão obrigados a optar pela reforma ou pelo rendimento do trabalho.

A lei não permite suspender aquelas reformas dos 17 ex-administradores da CGD, que também não estão legalmente impedidos de exercer funções no setor privado. Algumas personalidades contactadas pelo i defendem que o Governo deveria avançar para uma medida de suspensão de reformas nos casos em que há acumulação dessa reforma com rendimento do trabalho no privado.

Uma medida deste género reduziria rendimentos elevados de um grupo restrito de pessoas e tornaria o Estado socialmente mais justo. Outra perspetiva aponta no sentido de criar escalões nas reformas para que se mantiver a trabalhar. Maiores rendimentos implicariam penalizações da reforma paga pela Segurança Social.

Esta questão surge também num momento em que se discute, precisamente, as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social. É certo que a TSU já está na gaveta, mas a sustentabilidade da Segurança Social mantém-se em eterna discussão. Com as mexidas nos escalões de IRS, os maiores rendimentos pagarão mais impostos, mas as diferenças entre os grandes rendimentos e os salários baixos mantêm-se elevadas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Deco quer unir consumidores para pagarem menos.

A Deco vai lançar um desafio a todos os consumidores de eletricidade para que se juntem à associação de forma a contratualizar em conjunto o fornecimento de luz, tendo como objetivo reduzir os custos da fatura e estimular o mercado liberalizado.

A instituição, que lançou hoje a campanha com o mote "juntos pagamos menos", pretende que os clientes de eletricidade adiram a esta iniciativa até 30 de abril, findo o qual a Deco fará um leilão pelo melhor preço junto dos operadores de mercado como a EDP, Galp, Endesa ou Iberdrola, entre outros.

Após estarem definidos os operadores vencedores por cada tarifário, os consumidores que aderiram à campanha passarão a ter as condições de preço resultantes do leilão que a Deco tem a expetativa de ser mais baixo do que as atuais tarifas oferecidas no mercado livre.

Segundo um comunicado da Deco, a intenção é "responder a uma preocupação crescente dos consumidores relativamente aos custos da eletricidade" e "promover um processo transparente e com provas dadas noutros mercados que visa fomentar a concorrência entre os vários fornecedores do mercado liberalizado".

Esta é uma ação "que visa reduzir a despesa mensal com a eletricidade", refere a Deco, mas, "para ter o maior sucesso possível, é essencial" que os consumidores façam a a sua adesão, de forma a que "quantos mais formos, maior o nosso poder de negociação junto dos fornecedores e a pressão para que nos proponham a tarifa mais baixa possível".

Com esta iniciativa, a associação de defesa dos consumidores espera também apresentar vantagens para os fornecedores de eletricidade como o "acesso a uma larga base de clientes com significativa redução dos custos de aquisição e comunicação".

Para realizar toda esta operação, a Deco associou-se a um consultor desta área, a PrizeWize, responsável pela plataforma 'online' e com experiência pelo processo noutros mercados.

O leilão está marcado para 2 de maio e será apurado o vencedor com o preço mais baixo nos vários tarifários.

Após a oferta, a partir de 15 de maio a Deco vai comunicar a todos os consumidores que participaram na ação qual o fornecedor vencedor e quanto poderão poupar com o novo contrato, sendo que só mudam se entenderem.

A Deco refere ainda que poderá vir a receber uma comissão por cada contrato assinado pelos consumidores junto do fornecedor que ganhar o leilão.

A acontecer, a associação indica que quer "privilegiar" os associados e só irá reter o valor dos não associados "para cobrir os custos administrativos, de organização, de publicidade, de gestão e o investimento em programas".

A instituição adianta que a "é a primeira vez que um leilão de eletricidade ocorre em Portugal, mas a experiência de países como a Alemanha, a Bélgica, a Holanda e a Inglaterra mostra que é uma forma de conseguir boas poupanças para os consumidores" DN

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os eunucos vivem mais do que os homens não castrados.

São opções de cada um. “Os homens castrados que serviram os reis da Coreia ao longo de séculos viveram, em média, 14 a 19 anos mais do que os seus congéneres não castrados, conclui um estudo publicado ontem na revista Current Biology. Estes resultados sugerem que as hormonas masculinas encurtam a vida dos homens, concluem Kyun-Jin Min, da Universidade de Inha (Coreia do Sul), e colegas.” Publico

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vamos aterrar em Londres num aeroporto flutuante?

O atelier Gensler apresentou um projecto para um novo aeroporto londrino destinado a fazer furor: ficaria a "flutuar" no estuário do rio Tamisa e a estrutura tem mais traços de estação espacial do que do tradicional aeroporto. Ainda virá o dia em que aterraremos no insular London Britannia Airport? Publico

O segredo do sucesso português não está nos preços baixos.

Design, qualidade de fabrico e marcas próprias: estas foram as receitas do sector do calçado para sair da crise em que se encontrava há uma década. Nos sapatos, o "made in Portugal" vende e aos preços mais elevados.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reportagem: o intruso da tenda 3009. Parque de campismo de Almada.

Acampámos uma semana no Parque de Campismo da Caparica. Para quem vê de fora, o enorme recinto parece um campo de refugiados, um bairro da lata ou uma penitenciária. Na realidade, são duas mil habitações rudimentares pertencentes aos sócios do CCCA, encavalitadas umas em cima das outras num terreno público de 12 hectares. Campistas só havia um: o repórter da revista 2. TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NA REVISTA 2, DE 26 DE AGOSTO DE 2012

Entrei na recepção, tirei uma senha, e quando chegou a minha vez disse à jovem no guichê que queria acampar.
“Só com carta de campista”, objectou ela. “É sócio do CCCA [Clube de Campismo do Concelho de Almada]?” Se não, teria de me fazer sócio de outro clube, o Benfi ca ou o Sporting, sugeriu, para requisitar a carta de campista.
“Por que não do próprio CCCA?”, alvitrei. Difícil. Só se um sócio me propusesse, e ele precisaria de me conhecer bem. Depois, a proposta seria afi xada 15 dias, durante os quais qualquer sócio teria oportunidade de aduzir objecções à minha entrada no clube. No caso de não haver nenhuma, o requerimento subiria à direcção. Quando houvesse oportunidade, o presidente do conselho director reunir-se-ia com o secretário do conselho, para apreciarem o pedido. A decisão dependeria então de factores como a antiguidade do sócio proponente, a idoneidade e o comportamento desse sócio, bem como de uma avaliação das características do candidato. Além de tudo isto, a admissão de sócios está interrompida, por decisão especial da direcção, de 1 de Julho a 12 de Agosto.
“Vejo que não me querem mesmo como sócio do clube”, concluí.
“O Benfi ca ou o Sporting”, voltou a aconselhar a funcionária, sem qualquer expressão.
Optei pelo Automóvel Clube de Portugal, através do qual obtive a carta de campista. Apresentei-me no Parque da Caparica com o prestigioso documento. Surpresa: não havia vagas. Também não era possível fazer reservas. Era chegar e confiar na sorte. Após várias tentativas, havia fi nalmente um lugar: o número 800. Fui autorizado a vê-lo, embora o motivo da gentileza da funcionária fosse óbvio: acreditava que eu odiaria o sítio e iria embora. Afi nal era pior: eu realmente odiei aquele cotovelo de areia suja atrofiado entre a casa de banho e três roulottes, mas quando regressei à recepção para dizer que o aceitava, já tinha sido ocupado.
A minha sorte foi ter percebido que um casal de franceses, na única zona realmente reservada a tendas (com capacidade para quatro), se preparava para partir. Falei com eles e fiquei à espera que desmontassem a tenda, em cujo lugar armei a minha, um pequeno iglô de 35 euros. Quando fui registar-me, o facto estava consumado. Atribuíram-me o número 3009, mediante o pagamento de duas noites em avanço: uma tenda e um campista, sete euros e dez cêntimos por noite. Se incluirmos o carro, estacionado à porta da tenda, custa mais quatro euros por noite. Nada mau, para uma residência em cima da praia.
(A REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DE ENRIC VIVES-RUBIO: CLIQUE AQUI)
Antes de sair da recepção reparei num pormenor: havia vários impressos disponíveis num placard. Um para a proposta de novo sócio, outros para inscrição nos vários torneios e um para… pedido de autorização para obras! Obras numa tenda? Decidi não fazer mais perguntas e dirigi-me ao meu alvéolo.
O local, na chamada Zona Verde, fi cava junto à porta de saída para o areal, já em cima das dunas. O meu primeiro acto como campista foi sair pela porta, apresentando ao guarda o cartão de utente do parque, para ir dar um mergulho no mar. A água estava morna e transparente, e a multidão de banhistas dispersava-se pelo imenso areal.
Voltei, apresentando o cartão ao guarda, tomei um duche e sentei-me à porta do iglô a observar o parque. O recinto tem uma área de 12 hectares e é cercado por um muro alto, encimado por arame farpado. Ao centro, há uma larga avenida, com um parque de estacionamento em espinha entre duas filas com 25 enormes bungalows brancos e novos: as Unidades Complementares de Alojamento.
Para cada um dos lados da avenida (a que os locais chamam a “espinha”), estendem-se os dois mil alvéolos, constituídos por uma roulotte e um avançado. São todos idênticos e distam entre si, na maior parte das zonas, cerca de um metro, ou menos. A maioria dos alvéolos, ou “unidades de alojamento”, está cercada por outros alvéolos por todos os lados, ou tem a entrada voltada para um “carreiro”, uma espécie de rua com pouco mais de um metro de largura. Por esse motivo, quando um campista pretende retirar a sua roulotte (o que é raro acontecer), a operação tem de ser efectuada com uma grua. No momento havia, segundo a direcção, cerca de sete mil pessoas no parque. Na sua esmagadora maioria, sócios do CCCA, uma vez que só eles têm acesso ao recinto, com excepção da Zona Verde, onde, na prática, como pude confi rmar, só há lugar para quatro tendas pequenas. O resto da Zona Verde está ocupado em permanência (durante meses ou anos) por tendas grandes pertencentes a sócios.
Do meu observatório foi desde logo evidente que os campistas cumprem rotinas muito semelhantes: de manhã vão à praia; entre as 12h e as 13h voltam para o almoço, que dura entre três e quatro horas e consiste em churrascos de peixe confeccionados no grelhador a carvão, que todos têm à porta do alvéolo; a seguir (geralmente), as mulheres vão lavar a loiça (os homens tiveram a cargo o barbecue); praia outra vez, não por muito tempo; às 17h30 é preciso regressar para lavar os caracóis do lanche; à noite, outra vez churrasco, mas agora de carne: febras, costeletas ou entrecosto; mais tarde, é a hora dos petiscos e das festas. Tanto ao almoço como ao jantar, é frequente ver dez ou vinte pessoas à mesa, pois os amigos ou familiares convidam-se uns aos outros.
Nos tempos intermédios, há jogos — vólei, básquete ou andebol para os mais novos, cartas, dominó ou malha para os homens mais velhos. As mulheres cuidam das plantas ou frequentam aulas de ginástica rítmica ou dança hip-hop.
Não faltam passatempos num parque que tem dois campos de jogos, um anfi teatro para “fogo de campo”, vários parques infantis, um salão de convívio, salas de bilhar, matrecos e pingue-pongue, aulas de ginástica e dança, teatro, bailes, campeonatos de BTT, torneios de sueca, aulas de informática para idosos, uma biblioteca, um centro de juventude, dois restaurantes, três cafés, três supermercados, um talho, uma peixaria e até uma roulotte de farturas. Tudo parece correr bem, todos andam felizes e todos se tratam por "companheiro".
Reparei, no entanto, que uma grande quantidade de homens com walkie-talkies circula pelo parque. Uns vestem a farda da empresa de segurança Vigiexpert, outros andam à paisana.
O tratamento por “companheiro” não me pareceu um gesto de hipocrisia. A afabilidade, a tolerância e o auxílio entre os campistas são evidentes. Na minha segunda noite resolvi sair, levando o carro. Quando voltei, pouco depois das 22h, havia uma fi la interminável à entrada. “Não há lugar para mais carros”, explicou-me um dos homens com walkie-talkie.
“Mas eu paguei por um lugar de carro”, protestei.
“Não importa. Quando o limite de carros é atingido [700, vim a saber], não entram mais. É preciso esperar até que saia algum.”
Esperei uma hora e consegui entrar, à tangente. Porque, à meia-noite em ponto, quem não entrou fi ca de fora. Os portões fecham-se e é preciso estacionar na estrada. “Companheiro, lamento, não entra mais ninguém.”
“OK, companheiro. Até amanhã.” Nem um protesto.
No dia seguinte, fui a Lisboa. Dormi em casa e regressei ao parque, não de carro, mas de bicicleta. Entrei alegremente, exibindo o cartão, “boa tarde, companheiro”, pedalei em direcção à minha tenda. Passavam cinco minutos das 20h. Ouvi alguém gritar atrás de mim. “Ei! Desmonte! Já passa das oito horas!” Olhei em redor, ostensivamente. Automóveis circulavam em todas as direcções, dentro do parque. Faziam-no permanentemente, até à meia-noite. “Os carros podem circular e as bicicletas não?”, balbuciei. “Ordens!” Obedeci. Comportei-me sempre como um companheiro exemplar, e por isso não merecia o que me fizeram a seguir.
Como só tinha pago duas noites, ao terceiro dia fui à recepção para liquidar mais cinco. Que não, declarou o funcionário. Pagaria a totalidade no fim. Regressei descansado ao alvéolo, que estava um forno sob a torreira do sol.
“Boa tarde, companheiro”, cantarolei ao porteiro, quando saí para a praia.
“Tenha cuidado. Olhe que vieram aí para lhe desmontar o material”, disse ele. Mas só percebi que falava a sério quando, no regresso, declarou, agora num tom realmente dramático: “Tenho ordens para lhe apreender o cartão.” Deveria dirigir-me imediatamente à secretaria, onde a documentação me seria devolvida. Lá obedeci, como sempre. A meio do caminho, fiz um desvio para ir à casa de banho. Imediatamente surgiu atrás de mim um segurança de bicicleta, em pedalada de grande urgência: “É o senhor da tenda 3009? Tem de se dirigir imediatamente à recepção!”
“Estou a caminho, mas vou só à casa de banho…”
“Não pode. Há uma casa de banho na recepção. Aliás, o senhor [já não era um companheiro] nem devia estar no parque, porque não pagou. Tenho ordens para o levar imediatamente à recepção.”
“Por que me está a tratar dessa maneira? Quem deu essas ordens?”
“Não lhe posso dizer de onde vêm as ordens”, disse o segurança, assumindo um ar de agente secreto. “É que não lhe vou mesmo dizer de onde vêm as ordens”, sublinhou, dando a entender que nem sob tortura revelaria a fonte.
Na recepção, foi-me explicado que, como só tinha pago duas noites, não podia estar no parque. Que me tinham procurado, como não me encontraram, tinham dado ordens para desmontar o material. Que o material não podia ficar abandonado, sem o campista lá dentro.
Perguntei se podia abandonar o “material” para ir à praia. Que sim, “mas só se tiver pago todas as noites”. Argumentei que tentara pagar, mas só acreditaram quando o próprio funcionário responsável pela informação errada o veio confirmar.
Lá paguei e ouvi um pirrónico pedido de desculpas, mas se até então era olhado com desconfi ança, agora era visto como um intruso.
De início, não percebi qual era o meu crime. Mas aos poucos ia fi cando claro por que razão era considerado persona non grata: é que, entre as sete mil pessoas daquele parque de campismo, eu era o único campista.
A maior parte das famílias do Parque da Caparica é composta por três gerações, sendo que a do meio é a menos representada. Avós e netos constituem os aglomerados típicos, uns reformados e outros estudantes, porque as férias aqui são longas — cinco meses, pelo menos. No resto do ano, um campista admitiu que vem todos os fins-de-semana. Sendo que este começa na quinta-feira e termina na terça. “À quarta vou a casa para ver o correio.” dam felizes e todos se tratam por “companheiro”.
Há muita gente que fi ca mesmo aqui o ano inteiro. O carácter permanente da ocupação é visível nos pavimentos das tendas — de tijoleira, azulejos ou soalho flutuante —, nos arbustos, nas heras, e mesmo árvores de fruto que adornam muitos alvéolos, na mobília e nos electrodomésticos que os recheiam.
Todas as tendas têm fogão, forno, microondas, frigorífi co, televisão com serviço Meo ou Zon, com antena parabólica, computador com Internet wi-fi , aquecedores, ventoinhas, sofás, cómodas, mesas, camas, roupeiros. Nalgumas é possível ver mesas de sala de vidro, candeeiros arte-nova, lustres. Tudo atafulhado num espaço exíguo para uma vivenda de férias, ainda que enorme para uma tenda. Na realidade, cada alvéolo é composto por uma roulotte e um avançado de lona, com uma cobertura de pano amarelo sobre o conjunto. Na roulotte fi cam os quartos, no avançado a sala, funcionando a cozinha numa pequena tenda à parte, sob a mesma cobertura. Mas é frequente haver mais um ou dois quartos no avançado, e na roulotte terem sido montados beliches. Aliás, diz-se que alguns campistas escavaram o chão por baixo da tenda, para abrirem mais um piso, reservado a adega, arrumações ou mesmo quarto de dormir. Não consegui confi rmar isto. Os directores garantiram-me que é uma lenda.
Nas unidades maiores, o proprietário pode dar-se ao luxo de abrir parte da lona do avançado, transformando esse espaço numa esplanada. Isto se tem a sorte (ou o privilégio) de ter um alvéolo voltado para uma das ruas. Se estiver encravado entre centenas de outros alvéolos, com uma distância de meio metro entre cada um, a esplanada daria para o quarto do vizinho.
Não obstante, é por vezes nestes “bairros” impenetráveis que a animação é maior. Veja-se a festa do Carreiro da Alegria.
No parque do CCCA há festas em todas as noites de Verão. Algumas realizam-se nos restaurantes, de súbito transformados em boîtes, no salão de convívio, nos campos de jogos ou no “fogo de campo”. É necessário pedir licença à direcção do parque, que a concede na condição de não haver duas festas na mesma noite, para evitar concorrência.
Se, por exemplo, há uma sessão das Noites Tropicais no Pérola do Oceano, o restaurante Parque, atribuído a outro concessionário, no extremo oposto do recinto, não pode dar festa nessa noite. Talvez para compensar os prejuízos resultantes desta política económica de “regulação de Estado”, o Pérola aposta forte no comércio informal. Para se conseguir um recibo é preciso chamar o patrão e ouvir uma descompostura.
Mas na organização da festa ficou de lado a poupança. A banda, constituída por vocalista, baixista e organista, não teme a incongruência do repertório. Salta do tango para o pimba, com um pé na bossa nova e outro num género inovador a que eu chamaria “slow espiritual”.
“Mãe de Deus, tende piedade de nós”, chiava o cantor, enquanto os pares evoluíam em amplexos românticos, barriga contra barriga, antes de saltarem de braços no ar, entoando em coro “Mas quem será o pai da criança? Sei lá, sei lá”.
Homens de manga cavada e fi o de ouro, rapazes de camisa justa lilás e brinco, gel e patilha fi ninha, dançando com raparigas de vestido preto justo e curto e saltos altos, entradões anafados, de calção e chinelo, boné branco de pala para trás, raparigas em grupo à espera nas mesas, crianças a correr, outras de trotinete: é uma autêntica festa de aldeia, que mobiliza a comunidade inteira até às tantas.
Nos bairros, as festas, de carácter esporádico ou regular, têm mais personalidade. É famosa a do Carreiro da Alegria. Trata-se de um desses “becos” onde não se pode abrir os braços sem tocar na tenda do vizinho. O espaço é diminuto, mas os organizadores, que habitam as seis tendas alinhadas de ambos os lados do carreiro, conseguiram montar um sistema de karaoke, colunas de som, duas mesas repletas de comida e um balcão de bebidas. Estavam todos aos saltos no carreiro. “The roof, the roof is on fire”, cantavam. “Somos uns 30, de cinco famílias, o mais velho tem 66 anos e a mais nova dois, que foi feita no parque”, disse Francelina Jacinto, de 53 anos, a “matriarca do carreiro”, envergando uma T-shirt e um boné com um smile, o símbolo do Carreiro da Alegria.
O parque de campismo do CCCA existe há 42 anos, e grande parte dos seus utentes está cá desde essa altura. É o caso das famílias Terras e Vargas. Já vão na terceira geração. Compraram tendas junto uns dos outros, e agora constituem um bairro. Os churrascos são feitos alternadamente em casa do casal Terras ou Vargas, ou dos filhos. Nenhum deles pensa alguma vez sair daqui. “Isto é um condomínio privado junto à praia”, explicou Jacinto Terras, de 80 anos. A mulher, Manuela, não gosta de praia, mas valoriza o convívio. São famílias que vivem juntas há décadas, como nas aldeias que já não existem. Todos se conhecem. Os mais velhos são compinchas da sueca ou do dominó, os jovens deram aqui os primeiros passos, brincam na rua, começam a namorar.Jacinto Terras e o filho, João, tiveram uma vez uma conversa. “Se nos saísse o Euromilhões, abandonávamos o parque?” Concluíram que não.
É notório que a maioria da população do CCCA pertence à classe média baixa. É barato. Um alvéolo aqui custa, hoje, entre três mil e cinco mil euros. Mais o aluguer do terreno, que ronda os 50 euros por mês. O problema é que não se consegue comprar não se sendo sócio do CCCA. Mesmo para estes é difícil, porque o espaço não se multiplica, como eles.
Quando alguém pretende desistir do seu alvéolo, pode pôr o material à venda. Mas o comprador não fi ca com direito ao terreno, que é colocado numa espécie de concurso, no qual o critério de preferência é a antiguidade do sócio. Ou o grau de amizade com os directores, dizem as más línguas.
Quem pretende comprar é colocado numa lista de espera. Quando surgem as oportunidades, o primeiro da lista pode optar. Se não lhe agradar a unidade à venda, por estar por exemplo num aglomerado irrespirável, pode declinar. Tem um ano para escolher, após o que perde o direito.
São regras complicadas, que permitem muitas discussões e confl itos. David Carneiro, de 35 anos, e Cristina Dias, de 32, com uma filha de quatro meses, compraram agora um bonito alvéolo, depois de anos a “viver” no dos pais dele. Aproveitei para perguntar a Cristina como poderia eu comprar também um alvéolo.
“Isso não é possível”, disse ela. “Nós só conseguimos porque o David é da direcção e amigo de pessoas…”
David corrigiu logo: “Estou em lista de espera há dois anos. Aliás, inscrevi-me para que não dissessem que foi por cunha.”
A pressão para comprar os espaços é tão grande que a direcção não consegue fazer o que devia: dar baixa dos alvéolos que vão sendo abandonados, para fazer diminuir a densidade de tendas no parque.
Legalmente, a distância mínima entre as tendas seria de dois metros. Aqui, segundo o próprio presidente do conselho director, Luís Filipe Ramos, dois terços do parque não cumprem essa regra. A concentração de tendas e de materiais, aliada ao facto de todas terem um grelhador em funcionamento diário, leva o risco de incêndio a um nível extremo. Todos os anos, aliás, tem havido fogos no parque, e, apesar dos muitos extintores, vive-se à espera de uma catástrofe.
A desculpa que a direcção tem apresentado é a de que, como o parque poderá ter de sair deste local, instalando-se nuns terrenos designados por Pinhal do Inglês, longe da praia, não faz sentido iniciar as obras antes que uma decisão seja tomada.
Com efeito, segundo o projecto Polis para a zona, os três parques de campismo junto à praia terão de ser deslocalizados. Além dos danos causados à zona de dunas e à arriba fóssil da Caparica, multiplicam-se as queixas contra os privilégios dos mais de 11 mil sócios do CCCA sobre toda aquela zona de terrenos públicos à beira da praia.
João Terras e Luís Filipe Ramos, que pertencem a uma direcção eleita por quatro vezes seguidas, dizem ser um erro tirar dali os parques. “Nós fi zemos crescer a Costa de Caparica”, alegou Luís Filipe Ramos. “Isto não é uma região de hotéis. As pessoas ou têm cá casa, ou vêm e vão de Lisboa todos os dias. Não estamos em Miami Beach. Aqui a água é fria e os areais estão a diminuir”, desvalorizou ele, para concluir que, se afastarem os sócios do CCCA, mais ninguém viria para aqui. “Sem os parques, muita gente não poderia fazer férias na praia”, explicou o presidente. A missão dele é defender esse direito, para os 11 mil sócios do clube. Pouco lhe importa que aquela área imensa fi que vedada ao resto da população. “Temos de defender os nossos sócios. São eles que pagam as quotas.”
Ou que a actividade do clube seja menos campismo do que proporcionar casas de praia a uma multidão de pessoas que não são ricas.
“Dantes era horrível, era uma trabalheira, ter de montar e desmontar as tendas”, recordou Francisco Mateus, outro dos membros do clã Vargas. “Não havia electricidade. Tínhamos de acender um Petromax.”
E que tal abrir mais algum espaço para verdadeiros campistas, perguntei ao presidente.
“O que temos é pouco para os nossos sócios.”
E criar regras para impedir que as tendas estejam vazias a maior parte do ano?
“Quanto mais tempo estiverem vazias, mais rentável é para o parque, que recebe a mensalidade e não tem gastos em electricidade, água e gás”, respondeu João Terras. Um sócio pode estar meses ou anos sem ocupar a tenda, que nunca é desalojado. Mesmo que deixe de pagar, é, segundo Terras, “muito difícil que lhe desmontem o material. Só depois de muitos avisos, muitas reuniões da direcção”.
Já a tenda 3009, pertencente ao único campista do parque, ia ser desmontada porque o utente se ausentou por umas horas.
Para os directores, “o campismo de tenda às costas não é um modelo de negócio viável para os parques”. Já “não há disso em lugar nenhum”. O modelo do parque do CCCA representa “o campismo do futuro”. Por Paulo Moura

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ronaldo, Figo e Nani falham homenagem a Aurélio Pereira

Significado de Ingratidão: s.f. Falta de reconhecimento, de gratidão; qualidade do que é ingrato. Pagar com ingratidão, não ter reconhecimento.

Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato. Johann Goethe

Há favores tão grandes que só podem ser pagos com a ingratidão. Alexandre Dumas

“A cerimónia de homenagem a Aurélio Pereira não contou com as presenças de Cristiano Ronaldo, Luís Figo e Nani, como estava anunciado. No entanto, Paulo Futre naão deixou de marcar presença, bem como Hugo Viana, Rui Patrício, Daniel Carriço e outros elementos do palntel leonino. A cerimónia contou ainda com a presença de Alexandre Mestre, secretário de Estdo do Desporto, e do presidente da Liga Portuguesa de Furtebol, Fernando Gomes… DN

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Refer fecha mais 65 quilómetros de linhas

Assim se privilegia mais uma vez o transporte automóvel, em detrimento do ferroviário, que é mais barato, menos poluente e melhor para a economia nacional!

“A CP vai comunicar nesta sexta-feira aos municípios de Marvão, Castelo de Vide e Crato que deixará de fazer serviço na linha férrea que atravessa estes concelhos a partir de 15 de Agosto devido ao seu encerramento por parte da Refer. Uma comunicação que é meramente simbólica pois a transportadora ferroviária há mais de um ano que desistiu do serviço regional naquela zona do país, limitando-se a nela fazer passar todas as noites, nos dois sentidos, o comboio-hotel Lusitânia Expresso entre Lisboa e Madrid.” Publico

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Morreu Eurico de Melo

Foi uma figura muito popular, no país. Antigo vice-primeiro-ministro pelo PSD, nos governos de Cavaco Silva, morreu esta madrugada, aos 86 anos, no Porto.

Morreu o escritor norte-americano Gore Vidal.

O escritor norte-americano Gore Vidal, autor de obras como "Lincoln", "Império" e "Myra Breckenridge", morreu na terça-feira aos 86 anos na sua casa em Hollywood, vítima de uma pneumonia, informou o sobrinho. Não li o Lincoln, mas li os outros além do Washington D.C., que são exelentes livros!!!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Londres 2012.

Após, para alguns, mais de quatro anos de preparação, incluindo campeonatos nacionais e internacionais alguns atletas Lusos tiraram férias e foram na comitiva olímpica, a Londres. Naturalmente que para muitos, as férias, são mais do que merecidas, pois a canseira de tanta prova, tanto treino, justificam bem umas férias pagas pelos portugueses, de uns dias em Londres.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Morreu um amigo! o actor Santos Manuel.

Com a morte deste excelente ator que se manteve fiel ao teatro e cinema, sem querer virar-se para as novelas, o teatro fica mais pobre. O seu nome verdadeiro nome era Manuel Santos. O amigo que tive o prazer de ver em varias peças de teatro, e também no cinema, com a Maria do Céu Guerra, Mário Viegas, Paula Só, Manuel Marcelino, Adelaide João, Fernanda Lapa, Helder Costa, Luís Lello, Paula Guedes, Margarida Carpinteiro e outros, desde a Barraca, ao TEC, e em filmes portugueses, que marcaram época!!! Foi com eles que vi uma das melhores peças de teatro, que vi: D.João VI.

Recordo bons momentos de convívio, no tempo em que eu e o meu irmão - que contracenou em filmes com o Santos Manuel - não tínhamos carro e o Santos Manuel vinha de Cascais ou de Lisboa, buscar-nos  aos Olivais, íamos jantar, beber uns copos e no fim o Santos Manuel trazia-nos a casa, e voltava para a dele!!! Esta generosidade não a posso esquecer nunca!!! O homem-ator era natural da, terra onde passei os verões da minha infância – Figueira da Foz. Com o decorrer dos anos fomo-nos afastando, mas isso não me impede de sentir uma grande tristeza pelo seu desaparecimento! Até um dia!

santosmanuel “O ator português Santos Manuel, ligado desde os anos 1960 ao Teatro Experimental de Cascais, morreu hoje aos 79 anos naquela cidade, disse à agência Lusa o ator Alberto Vilar. O corpo do ator estará em câmara ardente a partir das 1h:00 de segunda-feira na capela da Ressurreição, em Cascais, e o funeral realizar-se-á na terça-feira às 10h00 para o cemitério de Rio de Mouro, em Sintra, onde será cremado. De acordo com o Centro de Estudos de Teatro, Santos Manuel foi um dos fundadores da companhia Casa da Comédia em 1962, no ano em que se estreou profissionalmente na peça "Regresso ao Paraíso". A estreia no teatro amador deu-se em 1958 na Companhia do Teatro Popular de Almada com a peça "O frio", segundo dados biográficos daquele centro de estudos. Ao longo da carreira, Santos Manuel recebeu vários prémios, entre os quais o de melhor interpretação masculina em teatro em 1968 pela peça "D. Quixote". Nascido na Figueira da Foz em 1933, o ator representou na Casa da Comédia, no Teatro Aberto, no Teatro A Barraca, mas sobretudo e com maior regularidade no Teatro Experimental de Cascais, desde osanos 1960 até à atualidade. Também participou em série de televisão e em filmes, como "Cerromaior" (1981), de Luís Filipe Rocha, "O banqueiro anarquista" (1981), de Eduardo Geada.Uma das últimas peças na qual Santos Manuel entrou foi "Arsénico e Rendas Velhas", no Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avillez.” Ler mais: expresso.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Publicação de cartas secretas do Papa gera escândalo na Itália.

A publicação de uma série de cartas confidenciais do papa Bento 16 sobre temas quentes, como as intrigas do Vaticano e os escândalos sexuais do padre mexicano Macial Maciel, provocou desconforto na Itália diante de um vazamento de informações sem precedentes.
Leia também: Vaticano processará responsáveis por vazamento
Após relatório duro, Papa ameniza tom com freiras dos EUA

Um resumo do livro, que estará a venda no sábado em toda a Itália com o título "Sua Santidade, cartas secretas do Papa", escrito por Gianluigi Nuzzi, autor do best-seller "Vaticano SA", sobre as finanças da Santa Sé, foi publicado nesta sexta-feira pelo jornal Il Corriere della Sera.

Baseado em cartas confidenciais destinadas ao papa Bento 16 e ao seu secretário pessoal, Gerog Gaenswein, o livro descreve manobras e confabulações dentro do Vaticano e inclui relatórios internos enviados para o Papa sobre políticos italianos como Silvio Berlusconi e o presidente da República Giorgio Napolitano.

Também relata os confrontos com a chanceler alemã Angela Merkel sobre aqueles que negam o Holocausto, e as confissões do secretário do fundador da Congregação Mexicana Legionários de Cristo, Marcial Maciel, acusado de abusar de crianças e de ter uma vida dupla com duas esposas e filhos.

Nuzzi teve acesso, possivelmente através de funcionários da Secretaria de Estado, a centenas de documentos, incluindo alguns que levam o selo "Reservado", que foram elaborados pelo mesmo secretariado.

Este é o maior vazamento de documentos na história recente do Vaticano, que até agora não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Entre as informações vazadas, figuram diretrizes específicas para tratar de questões com o Estado italiano por ocasião da visita presidencial em 2009.

"Devemos evitar qualquer equivalência entre a família fundada sobre o matrimônio e outros tipos de uniões", diz o texto.

De acordo com trechos publicados pelo Il Corriere della Sera no suplemento especial "Sette", o secretário do papa recebeu por fax todos os detalhes do chamado "escândalo Boffo", a operação para desacreditar o editor do jornal Avvenire, jornal da Conferência Episcopal italiana, mediante acusações falsas de assédio homossexual e homossexualidade contra o jornalista Dino Boffo.

Tais cartas resumem o clima recente de guerra ocultada pelo poder dentro do governo central do Vaticano, a influente Cúria Romana, que minou a credibilidade da Igreja.

O nome do atual secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, mão direita do Papa e número dois da Santa Sé, está presente em muitos dos documentos e é afetado de forma negativa, sendo possível que o livro seja uma operação midiática para atacá-lo.

O jornal italiano Libero também publicou comentários sobre o livro. Nuzzi chegou a comentar sobre o difícil ano vivido com os "corvos" do Vaticano, que lhe passaram os documentos entre "silêncios, longas esperas e precauções maníacas".

O jornalista confessou que não manteve mais contato com este "grupo informal" de informantes desde que o Papa nomeou uma comissão de inquérito, em março passado, para investigar os vazamentos, conhecidos como "Vatileaks". yahoo

Senado brasileiro também divulgará salários na internet.

“A exemplo da Câmara dos Deputados, o Senado também passará a divulgar os salários dos servidores na internet a partir do dia 31, de acordo com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Leia também: Câmara divulgará salários na internet

O ato da Mesa que autorizou a divulgação dos salários foi publicado há 45 dias, no Boletim Administrativo de 1º de junho. Nesta segunda-feira, a direção do Senado o regulamentou.

A publicação dos salários na internet é uma determinação da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11), que obriga órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário a fornecer informações sobre suas atividades a qualquer cidadão. Os vencimentos serão apresentados de forma individual em seção específica do Portal da Transparência do Senado.”

domingo, 8 de julho de 2012

Director do Expresso diz que jornal ganharia processo a Relvas "com um advogado oficioso"…

As mentiras são tantas que os visados há muito que deveriam ter, e não só, pedido desculpa, por esse facto, como se deveriam demitir das funções exercidas inerentes a este assunto.

“A teoria que perdura por estes dias, quando faltam quatro meses para as eleições que podem reconduzir Obama ou convertê-lo num Presidente de um único mandato, é que ele é opaco, distante ou, no mínimo, difícil de entender. Ao mesmo tempo, uma nova e monumental biografia, escrita por um jornalista, vem desafiar a história pessoal que o próprio Obama tinha contado no seu livro de memórias. Quem é Obama? A América procura uma resposta em 2012…” publico