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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Promoção

Francisco Seixas da Costa

 

O "Publico on-line" decidiu promover-me: fala em mim como "antigo embaixador em Luanda", a propósito de umas declarações que ontem proferi, à saída de uma reunião na Assembleia da República", inquirido sobre a situação em Angola.

 

"To set the record straight": em Angola, fui apenas "secretário de embaixada" durante quase quatro anos (1982-1985), acreditado localmente como "conselheiro", chefiado pelo meu querido amigo António Pinto da França, esse sim, o embaixador português em Angola.

O "Público" errou - para utilizar o nome da secção que o Vicente Jorge Silva, em boa hora, criou com esse nome, desde o início do jornal. Alguma pesquisa jornalística básica poderia ajudar a evitar estes lapsos.


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Alemanha-Estados Unidos: “Os segredos da sua relação feliz”

 

"Angie & Barack. Ele tem sempre tempo para a ouvir, interessa-se por todos os pormenores da vida dela. Conhece-lhe os gostos mais secretos. Percebe tudo o que ela quer escutando-lhe o telemóvel – e isto já dura há mais de dez anos", ironiza o jornal Tageszeitung.

Segundo o Spiegel, Angela Merkel terá sido posta sob escuta pela NSA em 2002, quando era líder dos democratas-cristãos.

E segundo as informações do Bild am Sonntag, Barack Obama terá sido "pessoalmente informado" pelo chefe da NSA, Keith Alexander, em 2010. O Presidente norte-americano, no entanto, garantiu à chanceler, quando esta lhe telefonou a 23 de outubro, nada saber sobre o assunto. A 27 de outubro, o porta-voz de Angela Merkel fez questão de sublinhar que, até ao momento, não há nenhuma prova.


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Da filosofia e da vida

Francisco Seixas da Costa

 

1. Nos dias de hoje, ver amigos separarem-se é a coisa mais natural do mundo e, não raramente, a chave para a felicidade futura de ambos. Já assistir a isso num registo de espetáculo público, com a privacidade escancarada ao "voyeurisme", é algo muito triste.

 

2. Ser olhado de viés numa livraria, acompanhado por cochichos cobardolas, como se estivesse a pedir a "Penthouse", ao comprar um livro de um amigo polémico, retrata bem um Portugal menor que por aí centopeia a sua miséria moral. Aconteceu-me hoje.


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França: “Governo sob pressão fiscal”

 

"Cresce o vento de revolta contra a política fiscal do Governo", escreve La Croix após um fim de semana de violentas manifestações na Bretanha contra a ecotaxa, uma nova taxa ecológica sobre os transportes rodoviários.

A 27 de outubro, o Governo renunciou a sobretaxar também alguns produtos de poupança muito populares em França. A 24, os clubes de futebol anunciaram uma greve se não fosse retirado o imposto de 75% sobre os rendimentos superiores a um milhão de euros.

No seu editorial, o diário escreve:

Atualmente, em França, o nível de fiscalidade parece tal que após cada novo anúncio de subida, o Governo é obrigado a renunciar aos seus projetos imaginados sem muita concertação. […] Esta situação marca a cristalização, em matéria de impostos, de um défice de autoridade na cúpula do Estado.


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Crise da zona euro: “A outra crise da dívida da Europa”

 

Para além da crise da dívida soberana a Europa tem outro problema iminente: a crise da dívida privada, constituída pelos bancos e empresas privadas que contraíram empréstimos que agora não conseguem pagar, escreve The Economist.

Atualmente, o Banco Central Europeu está a tentar resolver o problema. Através da sua Revisão da Qualidade de Ativos, vai verificar a segurança financeira dos 128 maiores bancos da região, analisando a sua estabilidade e fazendo recomendações de recapitalização a uns e de encerramento a outros.

Sublinhando que o problema da zona euro "se transformou de uma crise aguda em crise crónica", o semanário acrescenta:

Resolver tudo isto leva tempo. Resolver a armadilha da dívida privada deve ser uma prioridade para os líderes europeus. Bancos mais capitalizados têm maior capacidade de conceder empréstimos; mas também tornarão mais fácil a criação de uma união bancária.


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Procopiadas

Francisco Seixas da Costa

 

Os leitores deste blogue já devem estar cansados das vezes que, por aqui, lhes falei do bar "Procópio" e dos viciados da sua "mesa dois", uma confraria decrescentemente propensa aos alcoóis e mais dada a chazadas (reais e morais) ou a águas com picos de mais ou menos fama. Às quartas e às sextas, sempre que possível, é dever de quem, deste grupo, anda pela capital, tentar parar uns minutos no "escritório", para rever amigos, trocar graçolas e dar alento à caixa registadora da Alice.

 

Ontem, um dos membros expatriados dessa tertúlia, havia sido visto de passagem em Lisboa. Constatada a sua "falta de comparência", foi-lhe por mim chamada a atenção telefónica. Logo, no seu Facebook, nos jorrou o seguinte "soneto ao bar Procópio e ao amigo que me chamou":

Eu ouvi o apelo do Procópio,
mas levemente a chuva aqui batia
e a SIC Notícias fez-se ópio,
já eu no meu sofá adormecia,

enquanto no desvão da Mesa Dois
as ideias salvíficas surgiam
e a Pátria se mirava num depois...

que sabemos virá, mas não o dia!

E eu no meu sofá a ressonar!
Ó vergonha, ó infâmia de um destino!
Que é feito do meu brilho a conversar?
"Se nunca o tiveste" diz ladino

o amigo da onça que há em mim!
Pois bebam muito bem, eu fico assim.
  


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PONTO / CONTRAPONTO: NOVO HORÁRIO DA NOVA SÉRIE

JPP

 

 

  aos domingos às 20 horas na SICN.

  Veremos se o caos do futebol não lhe alterará mais uma vez o horário. Presumo.

HOJE: gramática e oriente.


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Proibido não ler !......

 

 O jornalista Daniel Oliveira


  .
"Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis.
Há pessoas que tiveram
uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas.
E há pessoas que tiveram a felicidade de
viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.
.



Pedro Passos Coelho



Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico.Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, acargos de responsabilidade com o currículo de jotinha,a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições.Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco" Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei depois. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir:
Como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?
                                                                                                                                    Texto de Daniel Oliveira
A propósito do dito...
Nome: Pedro Passos Coelho Data de nascimento: 24 de julho de 1964 Formação Académica: Licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade)
Percurso profissional: Até 2004,
apenas actividade partidária na JSD e PSD
A partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Eng.º Ângelo Correia, de quem foidiligente e dedicado moço-de-fretes, tais como:
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo, SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente, SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo, SA.


E é este homem que:
-
Nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade!
- Mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu
terminar a Licenciatura (numa universidade privada) aos 37 anos de idade!
     - Sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logoobter emprego como ADMINISTRADOR!
E se atreve a:
- Falar de mérito profissional e de esforço na vida!
- Pretender dar lições de vida a milhares de trabalhadores deste país que nunca chegarão a administradores de coisa alguma, mas que
labutam arduamente há muitos anos, ganhando salários de sobrevivência!

É esta amostra de homem que governa este País!
 
 

 

 

 


 

 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

G1 - Europeus exigem 'código de conduta' após casos de espionagem dos EUA .

G1 - Europeus exigem 'código de conduta' após casos de espionagem dos EUA - notícias em Mundo

Brasil - PF acusa general Bento dos Santos 'Kangamba' de tráfico de mulheres.

Na operação contra esquema internacional de prostituição, parente do presidente de Angola teve prisão decretada pela Justiça brasileira

A Polícia Federal acusa um parente do presidente de Angola de chefiar esquema internacional de tráfico de mulheres do Brasil para África do Sul, Portugal, Angola e Áustria. O Estado apurou que, na Operação Garina deflagrada nessa quinta-feira, 24, a PF pediu e a Justiça concedeu a prisão do general Bento dos Santos Kangamba, caso ele desembarque no Brasil, e incluiu seu nome e o de um comparsa na lista de procurados da Interpol.
Chamado de "tio Bento" ou "tio Chico" pelos integrantes da quadrilha, o general é casado com uma sobrinha do presidente de Angola, José Eduardo Santos, no cargo desde 1979. O general é dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), mesmo partido do presidente, e tem influência no governo por meio de sua mulher, uma filha de Avelino dos Santos, irmão do presidente.
Presidente do grupo Kabuscorp, um complexo industrial com sede em Angola, o general também é influente no mundo dos negócios. Kangamba é o maior patrocinador do Vitória Sport Clube, da primeira divisão de Portugal, e tem, ainda, um time de futebol no país africano. Duas atividades usadas na lavagem de dinheiro do crime organizado.
Estado apurou que o braço do esquema do general no Brasil é Wellington Eduardo Santos de Sousa, que a PF identificou nos relatórios de inteligência como Latino, um ex-pagodeiro da banda Desejos.
Em um ano de investigação, a PF descobriu que a quadrilha aliciava mulheres em casas noturnas paulistanas no bairro de Indianópolis, zona sul de São Paulo, mediante promessa de pagamento de US$ 10 mil para se prostituírem pelo período de uma semana para clientes de elevado poder econômico. Modelos de capas de revistas masculinas e que participavam de programas de TV receberam até US$ 100 mil para se relacionar sexualmente com o general.
Há fortes indícios de que parte das vítimas foi privada temporariamente de sua liberdade no exterior e obrigada a manter relações sexuais sem preservativos com clientes estrangeiros. Para essas vítimas, os criminosos ofereciam um falso coquetel de drogas antiaids. Foram cumpridos ontem 16 mandados judiciais: 5 de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, São Bernardo, Cotia e Guarulhos. A PF apreendeu 11 carros de luxo, 23 passaportes, 9 cópias de passaportes, 14 pedidos de visto para Angola, moeda estrangeira e drogas.
Luxo. Segundo a PF, a organização movimentou US$ 45 milhões com o tráfico internacional de mulheres desde 2007. O enriquecimento da família do presidente de Angola tem sido noticiado em todo o mundo. A filha do presidente, Isabel dos Santos, foi apontada pela revista americana Forbes como a mulher mais rica e poderosa da África. A revista noticiou que a fortuna tem origem em corrupção: ela fica com uma parte de empresas que querem estabelecer-se em Angola e recebe comissão em troca da assinatura do pai numa lei ou decreto.
Em julho, a imprensa de Portugal noticiou que Kangamba comprou uma casa de 12 milhões nos arredores de Madri, no mesmo condomínio em que mora o jogador Cristiano Ronaldo. O nome da operação, Garina, significa menina na gíria de Angola. A Embaixada de Angola no Brasil foi procurada, mas não respondeu à ligação. / COLABORARAM FÁBIO FABRINI E BERNARDO CARAM
PF acusa general de tráfico de mulheres - saopaulo - versaoimpressa - Estadão

Escutas americanas: Depois de estar sob escuta, a UE deveria falar a uma só voz

"Os Estados Unidos espiaram 35 líderes mundiais" revela The Guardian num novo episódio do escândalo das escutas realizadas pela Agência Americana de Segurança Nacional (NSA).

Um relatório confidencial divulgado pelo antigo agente da NSA Edward Snowden pede a altos funcionários da administração americana para fornecerem à agência os números de telefones de políticos com cargos importantes pelo mundo inteiro para que possam ser vigiados.

Esta revelação surge após uma primeira notícia, segundo a qual a NSA teria pirateado o telemóvel de Angela Merkel no Conselho Europeu. Num editorial o jornal The Guardian considera que,

em toda a UE, houve demasiados dirigentes, a começar por Angela Merkel, lentos e prudentes na resposta às questões levantadas pelas revelações de Edward Snowden. No entanto, as revelações sobre a pirataria do telemóvel de Angela Merkel, e muito provavelmente de líderes do Brasil ao Reino Unido, deveriam motivar uma ação coletiva europeia. As implicações são simples: os aliados não deveriam espiar-se, e o soft power americano ficou comprometido por estas escandalosas intrusões. O antigo secretário dos Estados Unidos, Henry Kissinger, pode ou não ter realmente perguntado: "A quem devo telefonar quando quero falar com a Europa?" Mas hoje é um dia em que a Europa deveria telefonar à América, e falar a uma só voz.


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O mistério da importância de Sócrates

Domingos Amaral

 

Para mim, é um mistério.

Não consigo perceber porque é que ainda se dá tanta importância a José Sócrates.

Porque é que os comentadores se preocupam com o que ele diz, agora que ele é mais um comentador entre tantos.

Porque é que certos jornais continuam a fazer enormes títulos sobre os supostos "casos" da vida dele.

Porque é que o primeiro-ministro se vê obrigado a desmentir uma coisa que ele disse.

Porque é que outros políticos falam dele.

Porque é que tanta gente lhe continua a destilar ódio.

Porque é que pessoas sensatas, como Eduardo Catroga, continuam a dizer que ele devia ser "julgado".

Não consigo perceber.

Sócrates é talvez o político português que desperta mais ódios, mas já não me parece que desperte grandes paixões.

Porque é que dão tanta importância ao que ele diz?

Pela minha parte, nunca acreditei que ele fosse a única razão de todos os nossos males, e o que ele diz já pouco me interessa.

É apenas mais um "talking head" a esforçar-se para ser ouvido.

Neste mundo extremanente competitivo pela atenção, há cada vez mais palavrões, insultos, barbaridades e excessos ditos, quase todos os dias, na televisão ou nos jornais.

Por mera higiene mental, evito dar grande importância a essa avalanche de palavreado de pessoas que estão todas cheias de razão.

Portanto, não lhe ligo grande coisa.

Nem a ele, nem aos outros.

São apenas cabeças falantes que não mandam nada...


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Humberto França (1952-2013)

Francisco Seixas da Costa

 

Morreu Humberto França.

 

Conhecemo-nos um dia em Pernambuco e, desde o primeiro momento, fiquei sensível ao seu contagiante entusiasmo na promoção das questões da latinidade. Foi o criador do movimento "Festlatino", uma iniciativa generosa e idealista, a que se dedicava de corpo e alma, um pouco por todo o mundo.

 

À medida das minhas possibilidades, dei-lhe alguma colaboração na difusão da "mensagem" do movimento, porque o interpretei como um interessante esforço para reforçar as dimensões culturais da latinidade. Em março de 2012, tive o gosto de o receber na embaixada em Paris, à frente de uma delegação do "Festlatino".

 

Foi a última vez que nos vimos. Trocámos entretanto alguns mails. A última mensagem que dele recebi foi de maio deste ano. Duvido que o "Festlatino", que vivia da sua força anímica, resista à sua saída de cena.


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Turismo de saúde: “Saúde Schengen”

Quando a diretiva sobre saúde transfronteiriça entrar em vigor, a 25 de outubro, todos os cidadãos da UE podem procurar assistência médica em qualquer Estado-membro, escreve o Gazeta Wyborcza.

Isto permite que os doentes viajem para outro Estado da UE para fazerem tratamento e sejam reembolsados pelo seu próprio sistema nacional de saúde.

Algumas clínicas checas, perto da fronteira polaca, onde certos tratamentos são substancialmente mais baratos e mais acessíveis aos pacientes do que na Polónia, estão a preparar-se para a "invasão polaca", escreve o diário.

Entretanto, o Governo polaco está a tentar dificultar aos polacos o acesso a este novo sistema acrescentando condições extra:

Se escolhermos um país onde uma operação for mais cara do que na Polónia, teremos de pagar do nosso bolso essa diferença de preço.


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Instituto analisa chumbo às inspeções automóveis.

Instituto analisa chumbo às inspeções automóveis - Expresso.pt

Eu culpado me confesso.

Andando a arrumar papéis, descobri que há mais de 11 anos, em abril de 2002, tinha Durão Barroso acabado de tomar posse como primeiro-ministro, escrevi as seguintes linhas no Expresso:
"Infelizmente, os Executivos vitimizam-se. Escudam-se na ausência de alternativas e dão a entender que, se deles tudo dependesse (e tivesse dependido), nunca os sacrifícios seriam necessários. Ora, como o bom senso ensina, todas as vidas, incluindo a das sociedades, são feitas, também, de sacrifícios".
Em junho de 2008, mesmo antes de a crise internacional se revelar, defendi, pela primeira vez o 'Bloco Central', reagindo a várias vozes de comentadores que consideravam tal solução um perigo para as eleições que se avizinhavam em 2009:
"Além disso, eu que vivi os tempos do 'bloco central' como jornalista, irrita-me bastante a ideia de que esse Governo foi um desastre. Na verdade, Ernâni Lopes, o então ministro das Finanças, salvou o país da bancarrota; Mário Soares, então primeiro-ministro, levou-nos à integração europeia e Mota Pinto, então líder do PSD e vice-primeiro-ministro, aprofundou a exigência de reformas estruturais. Depois do fim do Conselho da Revolução e da revisão Constitucional feitos nos Governos da AD, o 'bloco central' deu passos decisivos para a normalidade democrática e económica do país".
Há mais de quatro anos, em maio de 2009, quando era óbvio que o PS ia perder a maioria absoluta defendi a necessidade de um Bloco Central. Escrevi então:
"O 'Bloco Central' era apenas uma coligação entre os dois maiores partidos do sistema político, o PS e o PSD.
E que resultado tiveram esses dois anos de 'Bloco Central'? A resposta, surpreendentemente, é que os resultados, vistos à distância da História, foram bons.
Em suma, a coligação PS/PSD, liderada por Mário Soares e pelo falecido Mota Pinto, salvou o país da bancarrota. Depois, contra a oposição, dúvidas e hesitações de muitos, conseguiu colocar o país na CEE, atual União Europeia".
Já em abril de 2011, perante a demissão de Sócrates insisti:
"A velha sabedoria está cheia de ensinamentos, não vale a pena substituí-la pelo patoá pós-moderno. Teria sido sinal de prudência não diabolizar o FMI, como fez Sócrates; ou não chumbar o PEC 4, como fez Passos Coelho. Teria sido uma manifestação de moderação negociar em vez de impor um PEC; ou fazer um acordo, com base num programa de salvação do país, em vez de eleições.
Era forte não fazer apenas discursos onde a culpa é dos outros; ou não pessoalizar a política. E era justo que os portugueses, por uma vez, soubessem com a verdade toda a real situação do país".
Escrevo isto apenas para dizer que, recebendo mails, comentários, cartas e várias outras invetivas a dizer que eu, no fundo, quero é defender o "Bloco Central", confesso que é essa a verdade. E que me deixa um pouco irritado atribuírem-me essas ideias aos acontecimentos recentes, deste ano, ou dos anos de crise. Podem ver que o defendo há muito tempo, desde a entrada no Euro, desde que se tornou claro que era necessária uma alteração substancial do nosso modo de agir e da forma de conduzir o país. Que era impertativo um novo acordo de regime, diferente do que saiu dos tempos revolucionários e da época em que tínhamos soberania monetária e cambial. A minha questão não é se tal é necessário (há muito que sei que é), mas quando entenderão os responsáveis políticos a sua necessidade absoluta.
Ontem soube-se que Sócrates, em determinado momento, após perder a maioria absoluta e depois de Passos Coelho ter sido eleito líder do PSD, o convidou para o Governo. Fez bem (e eu sou insuspeito de fazer elogios a Sócrates). Mas do mesmo modo que acho que ele andou bem nesse ponto, considero bastante reprovável a forma como se referiu e refere aos adversários nas suas intervenções públicas.
Todas as soluções partilhadas têm de começar pela civilidade com que se tratam os outros, os parceiros, os adversários. E esta crítica não é só para Sócrates, porque são raras as exceções que mostram essa civilidade. Todos têm de contribuir para cedências mútuas; todos têm de gerar confiança recíproca.
Juro-vos que me custa repetir isto à exaustão. Mas um dia, quando cada um ddaqueles que interfere na esfera pública perguntar a si mesmo o que fez para evitar uma catástrofe, quero ter a consciência tranquila e responder a mim mesmo que fiz o melhor que sabia, o melhor possível, muitas vezes sacrificando interesses e amizades por uma causa que me parece óbvia.
Twitter:@HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro        Facebook:http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/eu-culpado-me-confesso=f837367#ixzz2ik27ZlU9

Eu culpado me confesso - Expresso.pt

JPP

 

DA "LIÇÃO INAUGURAL" NA ABERTURA SOLENE DAS AULAS NO INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA (23 DE OUTUBRO DE 2013)

 

Em breve integral. Excerto:

"O meu ponto é que em nome do futuro justificamos o abandono dos valores do presente, que é onde as pessoas nascem, vivem e morrem, abandonamos a perspectiva humanista que é a que deve enformar uma sociedade civilizada, a favor de uma abstracção que pode ser uma das variantes de religiões laicas, uma engenharia utópica da sociedade que tanto pode ser a do comunismo como a de uma ideia simplista de que a mão de Deus é "a mão invisível" de Adam Smith, pobre "filósofo natural" que tem que aturar do seu túmulo a mistela que foi feita das suas ideias por mil e um repetidores vindos do pensamento débil dos blogues. Mas, quem, é que vos disse que a mão de Deus é invisível? Ela pode ser misteriosa, mas pelo menos a mão de Cristo era bem visível e falava pelos pobres, os fracos e os humilhados. E quem vos escreve isto é agnóstico, mas não suporta a indiferença com que uma linguagem burocrática e de matter of fact é usada para dar cabo da vida de muitos portugueses."


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Escutas americanas: “Espionagem americana na UE ameaça as negociações sobre comércio e acordos sobre partilha de dados”

 

"As crescentes tensões transatlânticas por causa da espionagem americana na Europa semeiam a dúvida" quanto às negociações entre a UE e Washington sobre o acordo de comércio livre transatlântico e "comprometem os acordos já existentes em matéria de partilha de dados informáticos com os serviços secretos americanos", escreve The Irish Times.

O diário afirma que as revelações sobre as escutas de que Angela Merkel terá sido uma das vítimas provocaram uma "quebra de confiança" face a Washington e acrescenta que

a controvérsia dominou o Conselho Europeu, de 24 de outubro, onde os líderes da UE deviam ter chegado a um acordo sólido sobre o calendário que lhes permita resolver as suas diferenças profundas sobre o resgate dos bancos. A cimeira reabriu, também, as divisões entre as potências europeias sobre os objetivos da nova regulamentação em matéria de proteção de dados pessoais.


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Conselho da Europa

Francisco Seixas da Costa

 

Desde a manhã de hoje, participo num debate organizado pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, na velha sala do Senado, da Assembleia da República. Estamos a tratar questões de Cultura, Ciência, Educação e Media.

Nele falarei dos programas de Educação Global que o Centro Norte-Sul, do Conselho da Europa, que atualmente dirijo, tem vindo a desenvolver.

É muito curiosa esta sensação de intervir, no próprio país, representando uma estrutura de natureza multilateral. Sentimos como que uma neutralização da nossa própria posição pessoal, passando a ser olhados, pelos conhecidos portugueses, como alguém que vem de fora... cá dentro.


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PORTAS E OS “MAIS POBRES”

JPP

 

Portas é hoje a face mais repulsiva do governo, num campeonato em que concorrem muitos candidatos poderosos. É-o pelo seu papel na crise que atravessamos, que nos custou mais milhões por sua causa, é-o pela obsessão de querer remendar a todo o custo a sua imagem e ser evidente que para o tentar fazer é capaz de quase tudo. Uma dessas cenas que ele representa para as televisões é a de paladino dos "mais pobres". Para ele, o CDS (ou seja ele próprio) e os seus ministros (os seus clones) tem tido um papel essencial em "proteger os mais pobres", o que não é de todo verdade. Mesmo que fosse verdade, ele esquece-se de assumir o seu papel em empobrecer muitos mais do que aqueles que putativamente protege. Hoje a defesa dos "mais pobres" é o argumento retórico para combater os pobres, que já são muitos, e os que estão a caminhar para a pobreza, que são muitos mais.


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