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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Há quem receba suplementos do Estado para tocar um sino.

Isto não é um país, mas sim uma choldra!

“Governo prepara-se para aprovar cortes nos suplementos salariais da função pública. O Expresso revisita o atual modelo.

Rosa Pedroso Lima (texto) e Ana Serra (infografia) |

14:22 Quinta feira, 11 de setembro de 2014

A tabela de suplementos remuneratórios que o Governo quer "clarificar", "racionalizar" e até "compactar" é, de facto, um mundo estranho. No levantamento feito, no ano passado, pelo Ministério das Finanças, conclui-se que há 280 suplementos diferentes pagos aos funcionários públicos além do seu salário base. São suplementos tão diferenciados como para gratificar "tratador de canídeos ou de solípedes" ou para "toque de sino nas cerimónias solenes e colocação de bandeira". Há ainda ministérios com a prerrogativa única de pagar "suplemento de colónia de férias" ou para garantir a "redução do preço dos comboios". Tudo somado, o custo anual dos suplementos remuneratórios dos funcionários públicos custa 700 milhões de euros.

Quando o Governo decidiu - e prometeu à troika - rever a tabela de suplementos da Administração Pública não sabia bem do que estava a falar. O primeiro levantamento exaustivo dos subsídios extra pagos na Administração Central, local, nas regiões autónomas e nas empresas públicas só ficou pronto em agosto do ano passado. Sabia-se que custava cerca de 700 milhões de euros, mas "não se sabia bem exatamente como e onde eram gastos", disse ao Expresso fonte governamental. O resultado "foi surpreendente para todos", assumiu a mesma fonte.

Desta fatura dos suplementos ficam de fora os subsídios obrigatórios que o Estado tem de pagar aos seus funcionários: como o de refeição (520 milhões de euros) e ajudas de custo (120 milhões de euros). São apenas complementos salariais, muitos deles exclusivos de cada ministério, que são abordados no relatório das Finanças. E são, de facto, imensos.

O Ministério da Administração Interna (MAI) é o recordista absoluto deste campeonato. Paga mensalmente 53 suplementos salariais diferentes aos seus trabalhadores, sendo que só 20 são exclusivos da atividade da segurança interna. Vale quase tudo: "gratificação para o tratador de solípedes", que abrange 350 trabalhadores e custa por ano 45.992 euros; "gratificação de trânsito", para 3337 polícias e que vale 942 mil euros; ou "abono de alimentação para pessoal impedido nas messes", para 300 funcionários e que custa 253 mil euros. O grosso, porém, dos suplementos pagos pelo MAI diz respeito aos complementos salariais das forças de segurança - são 76 milhões de euros. Mas esses, tal como os 120 milhões de euros pagos nas Forças Armadas pela "condição militar", não são abrangidos pela revisão da tabela. Em nome do estatuto de exceção daquelas carreiras (ver texto em cima), esses valores ficarão intocáveis.

Mesmo assim, com os suplementos que existem na tabela, continua a haver margem de manobra para "racionalizar o sistema" e até para "descontinuar" alguns dos subsídios, que "ultrapassaram o prazo de validade", como afirmou o secretário de Estado da Administração Pública. O Governo não avança com nenhum caso em concreto, mas tem pano para mangas para cortar subsídios, integrá-los nos vencimentos ou mesmo criar um plafond máximo para acumulação de suplementos. Exemplos? Há 52 suplementos atribuídos a menos de cinco trabalhadores do Estado; há quase um quarto das carreiras (77) que auferem cinco ou mais suplementos mensais. A ordem é para cortar.

SUBSÍDIOS HÁ MUITOS

  • A Agricultura paga a 12 trabalhadores um "subsídio de gases e de mar". Custa €13.502 por ano, do total de €3,3 milhões que esse ministério dispensa ao pagamento de suplementos
  • O trabalho de "compensação para recuperação de atrasos processuais" é pago no Ministério da Justiça a 7473 funcionários. Custa €12,7 milhões dos €62,8 milhões que, por ano, este Ministério gasta em suplementos
  • O suplemento para "colónia de férias" é um exclusivo do Ministério da Segurança Social. Só 798 trabalhadores são beneficiários, de um subsídio que vale €21.140 anuais, dos €12,5 milhões que o Ministério paga para efeitos de suplementos
  • O subsídio de atendimento é um exclusivo do Ministério da Economia. Nem o levantamento oficial conseguiu apurar quantos funcionários beneficiam deste suplemento, que por ano custa €6595. Uma gota de água nos €6,3 milhões que a Economia paga anualmente em suplementos
  • No Ministério do Ambiente, 66 trabalhadores recebem prémio de assiduidade num total de €138.307. Um exclusivo deste Ministério que, por ano, paga €1,4 milhões em suplementos
  • No Ministério da Defesa há um trabalhador que aufere um suplemento classificado de "indeterminável", que representa mais €5965 por ano de acréscimo ao seu salário

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de junho de 2014

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ha-quem-receba-suplementos-do-estado-para-tocar-um-sino=f889130#ixzz3D1HNzzse

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A entrevista que tramou o vice-governador do Banco de Portugal.

 

O Expresso revelou na sexta-feira a existência de uma reunião entre a CMVM e o Banco de Portugal a 16 de julho. As datas das reuniões são relevante por causa da prestação de informação ao país e ao mercado.

Carlos Costa, recorde-se, esteve no Parlamento por duas vezes, sendo que na primeira vez, a 18 de julho (dois dias depois dessa reunião), afirmou que o BES estava sólido e tinha almofadas de capital suficientes para acomodar problemas. Uma semana depois, a 25, foi a vez de Carlos Tavares ir ao Parlamento. O presidente da CMVM foi mais cauteloso e remeteu para os resultados semestrais.

Esse resultados - prejuízos de 3,6 mil milhões de euros - acabariam por ser publicados no dia 30, precipitando o "crash" das ações em Bolsa nos dias seguintes e, no fim de semana, a intervenção do Estado.

No sábado, o Expresso noticiou que o vice-governador se preparava para perder poderes no Banco de Portugal. No mesmo dia, em reação à entrevista no Expresso, Pedro Duarte Neves emitiu um comunicado detalhando as condições da reunião de 16 de julho.

O Expresso republica agora a parte da entrevista de Sikander Sattar que esteve na base da polémica.

Têm sido noticiadas datas de várias comunicações entre a KPMG e os reguladores, no âmbito da processo BES e GES. Há uma reunião, no entanto, que ainda é desconhecida: o Expresso sabe que a KPMG se reuniu no Banco de Portugal a 16 de julho. Confirma?

É verdade que no dia 16 há uma reunião no Banco de Portugal, onde esteve presente o Prof. Pedro Duarte Neves e o diretor de supervisão.

Mas Carlos Costa diz que só soube da dimensão dos prejuízos do BES no dia 25 de julho.

Se o senhor governador do Banco de Portugal diz que só soube no dia 25 do valor da quantificação dos ajustamentos identificados pela KPMG, eu acredito. Eu não tive nenhuma reunião com o senhor governador. Se ele disse que só soube no dia 25, é porque só soube no dia 25. O que eu posso dizer é que, como também vem hoje [quarta] num órgão de comunicação social dito por uma fonte oficial do BdP, o BdP recebeu um email no dia 22 da KPMG. A KPMG não envia emails que não tenham substância e impacto que seja materialmente relevante ou significativo.

O que diz esse email?

Leia. [Mostra uma cópia do email]

O email é enviado a Luís Costa Ferreira, diretor de supervisão do BdP. Explica que foi detetado o esquema com as obrigações e que é possível que desta situação venham a ser identificados impactos significativos nas contas do BES, bem como a eventual existência de transações que não tenham sido efetuadas no melhor interesse do banco. Ou seja, a KPMG informou o Banco de Portugal que haveria impactos significativos nas contas do BES. Isto foi no dia 22. E no entanto o governador só soube no dia 25. Como?

Não faço comentários porque não tenho conhecimentos da forma como a informação é comunicada dentro do Banco de Portugal.

Se a KPMG informou o diretor de supervisão no dia 22 e o governador só soube a 25, conclui que o diretor de supervisão não informou o governador deste email? É uma conclusão plausível?

[Anui com a cabeça]

E a tal reunião de dia 16? Essa é anterior a o governador ter ido à Assembleia da República afirmar que as almofadas de capital eram suficientes. O que se passou nessa reunião?

No dia 16 houve uma reunião, na sequência de contactos que tínhamos tido com a CMVM. Na reunião de 16 de julho demos a indicação ao BdP de que tínhamos identificado a situação da recompra das obrigações com perdas para o BES e que estávamos a investigar essa matéria e que logo que tivéssemos as conclusões iríamos reportar, como reportámos no dia 22. Mas no dia 16 alertámos para a existência de um problema. [Lê um documento interno] A KPMG informou que havia tomado conhecimento da recompra de obrigações emitidas a partir de 11 de julho com perdas significativas para o BES e que poderiam indiciar problemas. Mas há uma coisa mais importante do que isso. Nestes contactos que tivemos, a CMVM informou-nos de que ao mesmo tempo que a KPMG estava a fazer essas investigações, a CMVM estava em contacto com o Banco de Portugal sobre o mesmo tema. Volto a repetir: o senhor governador diz que tomou conhecimento no dia 25 e eu só posso acreditar na sua palavra; a KPMG enviou o email no dia 22 como o próprio BdP confirma; há uma reunião de alerta no dia 16 da KPMG; e há contactos entre a CMVM e o BdP antes do dia 16... Mas tudo isso são datas, o que importa é termos descoberto o problema. Desde novembro de 2013 até 31 de julho de 2014, houve um trabalho de estreita colaboração entre a KPMG e as duas entidades reguladoras, o Banco de Portugal e a CMVM. Foi esse espírito de diálogo e de contacto permanente que deu estes resultados.

Como correu o trabalho com o Banco de Portugal?

Relativamente ao GES e à exposição do papel comercial do GES, o contacto permanente da KPMG foi praticamente com o BdP, entre novembro e o momento do prospeto do aumento de capital. Só na altura em que o prospeto foi para aprovação da CMVM é que o Banco de Portugal solicitou à KPMG que fosse enviado uma cópia do relatório da ES International à CMVM. Só nessa altura é que a CMVM conheceu o detalhe dos ajustamentos que tinham sido propostos pela KPMG em relação à ESI e as consequências disso em relação ao Grupo Banco Espírito Santo e ao grupo ESFG. Até aí, o contacto tinha sido com quem tinha solicitado o trabalho, que era o Banco de Portugal. Nesses nove meses houve pelo menos 40 reuniões entre a KPMG e o Banco de Portugal, excluindo contactos telefónicos. Foi um grande espírito de colaboração. É importante salientar, e não tenho visto isso dito nem dito: o mais importante é descobrir o problema e ajustá-lo, como foi feito antes da apresentação das contas. Tem-se falado muito sobre as datas, mas na minha opinião não tem sido dado o relevo necessário ao facto de que, numa situação de operações complexas, que passaram por várias jurisdições - Luxemburgo, Portugal, Suíça, Panamá -, mesmo assim foram as operações foram identificadas e ajustadas. O facto inequívoco e indiscutível é que tudo foi descoberto e foi ajustado. As contas apresentavam no dia 30 de julho de uma forma apropriada e verdadeira a situação financeira do BES. E portanto nós estamos perplexos, porque se discutem muito as datas em que a situação foi descoberta e não o facto de essas contas apresentarem a realidade da situação financeira do banco naquele momento. O que é mais importante?

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-entrevista-que-tramou-o-vice-governador-do-banco-de-portugal=f888831#ixzz3CvDeJ4F1

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Novo Banco: BES Investimento encerra corretora em Hong Kong

O Banco Espírito Santo Investimento (BESI) vai encerrar a sua corretora em Hong Kong, confirmou hoje à Lusa fonte do Banco Espírito Santo (BES).

De acordo com a mesma fonte, “o encerramento é para ser verificado já”, ou seja, tem efeito imediato.

Trata-se de “algo que já estava planeado e já vinha de uma análise estratégica da presença internacional do banco de investimento”, disse a mesma fonte.

A informação foi confirmada à Lusa na sequência de uma notícia avançada hoje pelo Wall Street Journal.

Entretanto, a Lusa confirmou junto da filial em Hong Kong que esta vai encerrar “em breve” como parte da reestruturação, mas remeteu mais informações para a sede do BESI, em Lisboa, que “não comenta”.

No relatório e contas do primeiro semestre do ano, divulgado a 29 de agosto, o BESI antecipou um impacto negativo nos resultados nos próximos meses proveniente da situação no grupo, o que levou ao início de “um processo de reflexão”.

No texto introdutório do documento, o BESI elenca os principais acontecimentos do Grupo Espírito Santo ao longo dos últimos meses, recordando que o BESI e as suas filiais foram incorporados no Novo Banco, o que leva à conclusão de que “a atividade do BESI durante os próximos meses deverá ser negativamente afetada pelos desenvolvimentos decorrentes desta nova realidade”.

O documento acrescenta ainda: “Enquanto entidade detida na totalidade pelo Novo Banco, o futuro do BESI está condicionado pelas decisões que vierem a ser tomadas e que envolvam o seu acionista único e a estratégia que o mesmo venha a adotar. Neste enquadramento, o BESI iniciou um processo de reflexão sobre a sua estratégia futura, com o objetivo de potenciar a rentabilidade sustentada das suas operações adaptadas ao novo contexto”.

No dia 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou controlo do BES, depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição.

No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES mas que está em liquidação, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas, que perderam tudo ou quase tudo.

No 'banco bom', o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.

Dinheiro Digital com Lusa

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Filho de construtor que presenteou Salgado está no capital do Montepio

Filho de construtor que presenteou Salgado está no capital do Montepio, bem como o angolano Eurico Brito.

No âmbito das investigações em curso ao grupo Caixa Económica Montepio Geral, encabeçado por Tomás Correia, sabe-se agora que 9% do Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) é detido por Paulo Guilherme. Este é filho do construtor José Guilherme, que pagou comissões a Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES, por serviços prestados pelos banqueiros na sua entrada em Angola e que ter-lhe-á, ainda, oferecido um presente de 14 milhões de euros ao mesmo.
A notícia é avançada pelo Público, que explica que este fundo, que é também detido pelo investidor angolano Eurico Brito, foi criado em 2013, com o valor de 200 milhões, com o objetivo de ajudar a reforçar o capital do banco comercial do grupo mutualista. Este foi altamente contestado na altura por parte dos quadros do grupo, pois, pela primeira vez nos 170 anos de história, a Associação Mutualista deixou de ser detentora de 100% do capital da CEMG.
O Fundo foi disponibilizado aos clientes do banco com a promessa de renderem a um juro de pelo menos 5%, o que, de acordo com o Público, não se verificou até agora.
Recorde-se que a investigação que está a decorrer ao grupo de Tomás Correia tem como objetivo verificar se as boas práticas das decisões de concessão de crédito são cumpridas e as relações comerciais cruzadas dentro do grupo são as corretas.
http://www.noticiasaominuto.com/economia/264346/filho-de-construtor-que-presenteou-salgado-esta-no-capital-do-montepio

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Inexplicável? É o fungágá da bicharada

Aurora Teixeira

Sexta feira, 8 de agosto de 2014

Para o ministro da Economia, Pires de Lima, o acontecimento do BES é  'inexplicável '. Segundo o governante, parece inevitável que os investidores, sobretudo os estrangeiros (?!), reajam negativamente tendo de fazer a 'digestão' de tudo aquilo que se passou. Adianta, para nosso desassossego, que está a seguir "com muita atenção o que se está a passar nos mercados"...

As reações internas ao caso BES, sobretudo centradas na  actuação do Banco de Portugal  e do seu Governador, deixam um actor (a meu ver, chave) neste processo, o Goldman Sachs, 'passar pelos pingos da chuva'.

O que parece estar por explicar é a " meteórica passagem " do Goldman Sachs pelo capital qualificado do BES. É de estranhar que o banco norte-americano após ter entrado, em 15 de julho do corrente ano, no capital accionista e ter incentivado outros a investir no BES, contribuindo para uma momentânea valorização das acções deste último, em 23 de julho, ou seja poucos dias antes da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter decidido a suspensão da negociação dos títulos em bolsa, tenha vendido mais de 4 milhões de ações do BES.

Tal situação levanta desde logo a suspeição de "insider trading", isto é, negociação de valores mobiliários baseada no conhecimento de informações relevantes que ainda não são de conhecimento público, com o objetivo de auferir lucro ou vantagem no mercado. Apesar da CMVM ter aberto, no dia 1 de agosto, um processo de " investigação aprofundada da negociação dos títulos do BES... para apurar a eventual existência de indícios de violação do dever de defesa do mercado e/ou de crime de utilização de informação privilegiada ", é pouco provável que daqui se retirem algumas consequências relevantes.

Esta atuação do Goldman Sachs no caso BES não representa um evento excepcional. Pelo contrário, a história deste banco norte-americano é pautada de inúmeros 'casos' e passagens por 'portas giratórias' (entre política e finanças) que favorecem o 'insider trading' e o 'inside job'.

Abutres

O Goldman Sachs tem surgido, direta ou indiretamente, relacionado com as mais polémicas operações desde que eclodiu a crise financeira: entre outras, o swap grego ou o caso Abacus.

A troco de uma elevada comissão, a partir de 2002, o Goldman Sachs 'ajudou' a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de 'swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a este país aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas. Em 2005 vendeu os 'swaps' a um banco grego protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. No início de 2010, e ao mesmo tempo que desempenhavam a função de consultores dos Governos, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a aposta em 'credit-default swaps' (CDS) sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Estes CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país.

O Abacus foi o nome que o Goldman Sachs deu a um produto financeiro composto por hipotecas subprime de muito má qualidade que supostamente colocou à disposição de um dos seus melhores clientes, o hedge fund de John Paulson, que entretanto apostou contra o produto enquanto os clientes que investiam de verdade no produto sofreram avultadas perdas. Para evitar uma investigação sobre o caso o Goldman Sachs aceitou pagar, em julho de 2010, 550 milhões de dólares (coisa pouca se se tiver em consideração que o hedge fund arrecadou cerca de mil milhões de dólares numa única aposta).

De acordo com o  Wall Street Journal , o Goldman Sachs era, em 2013, o único banco no top 10 (era o 3º) dos designados 'fundos abutre' (vulture funds). Um 'fundo abutre' é um hedge fund que investe em títulos (dívida) considerados muito fracos ou de entidades em iminente default/incumprimento. Mesmo entidades com um elevado nível de alavancagem podem ser alvo de um 'fundo abutre' se existir alguma possibilidade dos seus proprietários não cumprirem a totalidade dos pagamentos. Como o nome indica, estes fundos são como abutres que sobrevoam pacientemente o cadáver, esperando se apoderar do respectivo remanescente. O objectivo é a obtenção de elevados retornos a preços de saldo.

Tartarugas e polvos

O carácter metódico e prudente do Goldman Sachs, complementado por um dos seus lemas - 'apressar-se lentamente' -, valeram-lhe, em tempos, a alcunha de ' tartaruga '. A onda de desregulamentação financeira dos anos 1980 transformou a 'tartaruga' em 'polvo', com diversos ex-proprietários do banco a ocuparem importantes postos políticos em diferentes áreas do governo e em diversos países.

Robert Rubin, ex-diretor do Goldman Sachs, e acérrimo defensor da desregulamentação, foi ministro das Finanças (1995-1999) de Bill Clinton. Henry Paulson, ex-proprietário do Goldman Sachs, principal arquitecto do resgate do sistema bancário, foi ministro das Finanças (2006-2009) de George W. Bush.

Romano Prodi, ex-primeiro ministro italiano, e Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu BCE), tinham sido, respetivamente, conselheiro e vice-presidente do Goldman Sachs para a Europa.

Os tentáculos do Goldman Sachs chegaram também a Portugal.

Carlos Moedas, conhecido como o 'ministro da troika', recentemente escolhido por Passos Coelho para ser o próximo comissário português em Bruxelas, passou pelo Goldman Sachs onde conheceu António Borges que, entre 2000 e 2008, foi Vice-Presidente do Conselho de Administração do Goldman Sachs International e que, em 2012, foi convidado por Passos Coelho a liderar uma equipa que acompanhou, junto da troika, os processos de privatizações, as renegociações das parcerias público-privadas, a reestruturação do sector empresarial do Estado e a situação da banca.

O BES também não escapou. João Moreira Rato, ex-Presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), que conta no currículo com uma passagem pelo Goldman Sachs, foi recentemente 'promovido' a administrador financeiro do 'banco bom'/Novo Banco.

Fica-se assim daqui com a ideia de que os que provocaram o incêndio são os mesmos que são chamados para o apagar...

Uma verdadeira tragicomédia. Ironizando, com recurso às palavras do filósofo-cantor português, José Barata Moura, é o fungágá da bicharada!

"Vamos também descobrir uns amigos bestiais
Bem diferentes dos habituais
E vamos rir até não poder mais
Com as palhaçadas dos amigos animais
É o fungágá, fungágá da bicharada
É o fungágá, fungágá da bicharada
la la la la la la la la ra la la"

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/inexplicavel-e-o-fungaga-da-bicharada=f885253#ixzz39nLWAhH3

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Oi com prejuízo de 73,35 milhões de euros

A brasileira Oi, empresa que controla a Portugal Telecom, apresentou um prejuízo de 73,35 milhões de euros (221, milhões de reais) no segundo trimestre de 2014. Há um ano, no final de junho, apresentava um lucro de 45,8 milhões de euros.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/oi-com-prejuizo-de-7335-milhoes-de-euros=f885006#ixzz39c6DXEix

O discurso dos centros de decisão nacional

O discurso dos centros de decisão nacional sempre foi essencialmente um discurso de poder, e de manutenção desse poder pelo regime vigente. Hoje é um anacronismo ridículo. O investidor estrangeiro já tomou conta. A EDP e a Ren são hoje chinesas, a Ana é francesa, o BCP, BIC, Zon e Optimus são angolanos, o BPI é hispano-angolano, o BES há de ser de quem o quiser, a Cimpor é brasileira, a PT quer sê-lo, a Galp é apátrida e há dezenas de grandes empresas à venda, incluindo hotéis, seguros, saúde e imobiliário do Grupo Espírito Santo, a TAP ou os resíduos do Estado.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-queda-de-um-santo-por-pedro-santos-guerreiro=f882869#ixzz39c45vfQr

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Quem tirou o poder a Ricardo Salgado?

Guia onomástico para perceber como uma conjugação de inimigos derrubou o número um da economia.

Pedro Santos Guerreiro | Quinta, 24 de Julho de 2014

Os líderes dos ramos da família Espírito Santo em julho de 1990. De fato escuro, José Manuel Espírito Santo, Mário Mosqueira do Amaral, António Ricciardi, Manuel Ricardo Espírito Santo e, na ponta direita, Ricardo Salgado

Os líderes dos ramos da família Espírito Santo em julho de 1990. De fato escuro, José Manuel Espírito Santo, Mário Mosqueira do Amaral, António Ricciardi, Manuel Ricardo Espírito Santo e, na ponta direita, Ricardo Salgado / Luiz Carvalho

Ricardo Salgado caiu em desgraça mesmo antes de o Grupo Espírito Santo falhar um só pagamento. Assim foi por causa de uma coincidência de inimigos e de adversários de Ricardo Salgado. Uns aliaram-se, outros encorajaram-se, todos conseguiram romper a barreira dos amigos e aliados de Salgado. Vejamos os seus nomes.

Como no caso BCP, a informação veio de dentro. De fora, não havia informação sobre as contas das holdings de topo, que além disso constituíam um organograma incompreensível de relações entre empresas sediadas no Luxemburgo, na Suíça, nas Bahamas ou no Panamá. Na estrutura, havia acesso a contas, de baixo para cima, do BES, da ESFG (ambas cotadas) e da Rioforte (auditada), mas acima disso já não havia visibilidade. A ES International, que aloja uma dívida superior sete mil milhões de euros, incluindo 1,3 mil milhões que não estavam nas contas, era como se não existisse. Não tinha contas, não tinha equipa, tinha 17 administradores e um contabilista. Parecia uma caixa negra. Foi uma caixa de Pandora.

Só alguém de dentro poderia ter tido acesso a tanta informação. Esse alguém foi o hoje inimigo número um de Ricardo Salgado, o empresário Pedro Queiroz Pereira, provavelmente o único que saiu a rir desta história. Venceu Salgado, deixou-lhe o caminho minado, ficou a controlar o seu grupo familiar (ainda que permaneçam conflitos judiciais com a irmã Maude Queiroz Pereira) e livrou-se do Grupo Espírito Santo, de que era acionista de topo.

Na guerra entre ambos, em que esteve em causa o controlo da Semapa, Pedro Queiroz Pereira criou uma equipa de 16 pessoas, que não fizeram outra coisa se não esgravatar as contas que nem aos acionistas eram mostradas, aceder a escrituras, cruzar informações. Assim constituiu um dossiê que revelava todo o "buraco". Esse dossiê foi parar às mãos do Banco de Portugal. Entretanto, outro inimigo, Álvaro Sobrinho, estava já em guerra aberta com Salgado, tendo como principal arma o conhecimento de casos complexos no BES Angola. E assim chegou o terceiro inimigo, José Maria Ricciardi, que quis virar a mesa quando percebeu a dimensão dos estragos.

Além destes três inimigos, outras figuras foram essenciais para a queda. O juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira, que nunca largaram a família Espírito Santo nas suas investigações. E Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, não pelo que fizeram mas pelo que não fizeram: não ajudaram o banco com empréstimos da Caixa, quando Salgado lhes pediu.

Carlos Tavares interveio decisivamente nos produtos de investimento que estavam a drenar dinheiro dos clientes do BES para o Grupo Espírito Santo, e depois exigiu informação detalhada sobre a real situação no Grupo e no banco. Mas o último inimigo decisivo, o único que Salgado colocará ao mesmo nível de Queiroz Pereira, Ricciardi e Sobrinho, será Carlos Costa. O governador do Banco de Portugal liderou todo o processo que forçou a ES International a escancarar as suas contas. E foi ele que forçou Salgado a fazer o impensável: primeiro, afastou-o da gestão do "seu" banco, depois afastou-o do próprio Conselho Geral. Sem Carlos Costa, e a proteção política que Passos Coelho lhe deu, o desfecho teria sido outro. Incluindo o desfecho na administração, para onde entraram Vítor Bento, João Moreira Rato e José Honório, todos apadrinhados pelo Banco de Portugal.

Muitos outros estarão hoje satisfeitos com a queda de Ricardo Salgado. Não porque fossem seus inimigos, mas porque estavam na galeria dos ódios de estimação. Começando por banqueiros com quem houve afrontamentos, como Jardim Gonçalves e Filipe Pinhal no BCP, Fernando Ulrich que na negociação falhada de uma fusão entre BPI e BES encontrou práticas inconciliáveis, e João Rendeiro, que se vê agora parcialmente redimido, por não ser o único e por ser pequeno. António Horta Osório passou para os "ódios" quando patrocinou a OPA à PT pela Sonae, onde Belmiro Azevedo ou António Lobo Xavier estavam (e ficaram) do lado dos adversários de Salgado. Américo Amorim foi outro que tal: sempre desalinhado com Ricardo Salgado.

Mas depois havia os aliados, começando nos próprios banqueiros, que hoje já não dirão o mesmo. É o caso de José Marie Sander (aliado do Crédit Agricole) e Lázaro Brandão (do Bradesco) ou dos colegas de administração Amílcar Morais Pires ou Joaquim Goes: já não são indefetíveis. António de Sousa era outro aliado histórico, assim como Faria de Oliveira, que fazia a ligação entre bancos e política. E na política, tirando os ódios da esquerda (Francisco Louçã à cabeça), houve uma aliança fortíssima e depois desfeita com José Sócrates, que aliás teve como ministro da Economia Manuel Pinho, um homem BES. As alianças estavam sobretudo na direita. Neste Governo, Passos não visitava a Avenida da Liberdade (Vítor Gaspar então, nem pensar), mas Paulo Portas era muito próximo (assim como António Pires de Lima). Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa, Eduardo Catroga, Aníbal Cavaco Silva ou Francisco Pinto Balsemão fazem parte do círculo de amigos ou de aliados. Fora de Portugal, as relações iam do rei Juan Carlos de Espanha ao Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Mas nenhum outro terá sido mais influente nesta crise do que o seu amigo, aliado e advogado pessoal: Daniel Proença de Carvalho.

Além da política, outro círculo de poder está dentro da rede de empresas, quer aquelas com as quais há relações acionistas, quer aquelas com que há relações de crédito. Henrique Granadeiro é um caso muito claro, até pela amizade e relação antiga de conselheiro. Granadeiro, que agora é acusado de ter contagiado a Portugal Telecom com dívida do Grupo Espírito Santo, já disse que foi aconselhado no seu investimento pelo BES. O banco tem uma força decisiva dentro da PT, incluindo com Zeinal Bava e com o administrador financeiro Pacheco de Melo. E incluindo com a Ongoing de Rafael Mora e Nuno Vasconcellos, que sempre foram vistos como emanações de Salgado e que prosperaram com dívida do BES e do BCP.

Na EDP, a relação é hoje menos forte, nomeadamente com António Mexia, outro homem BES, mas mais próximo de José Maria Ricciardi. Dentro do GES, há inúmeros gestores que sempre apoiaram Salgado, como Isabel Vaz ou Isabel Ferreira.

Nas grandes empresas há grandes aliados, como António Mota, ou Vasco Pereira Coutinho, além do general Helder Dias Vieira (Kopelipa), em Angola. As relações com gente do futebol alargam-se a Joaquim Oliveira, mas também aos negócios particulares de Luís Filipe Vieira e José Guilherme, que segundo o livro "O Último Banqueiro", agora editado, deu um presente de 14 milhões de euros a Salgado. Maude Queiroz Pereira ou João Lagos são outros aliados antigos do Grupo. Vasco de Mello nunca o foi, mas acabou por ser ajudado pelo BES no processo de reestruturação do seu grupo.

Do outro lado das empresas estão ainda os sindicalistas, como Carlos Silva (da UGT, um dos únicos que defendeu Salgado publicamente nos últimos meses) e Afonso Diz (do Sindicato dos Bancários).

Toda esta rede de poder foi sendo esboroada nos últimos meses. Ricardo Salgado está cada vez mais só. Até que ficou isolado no círculo primeiro e último do seu poder: o da família. José Manuel Espírito Santo, que nos anos 80 defendeu Salgado no processo de sucessão contra o seu próprio irmão, quis ficar de fora do conselho estratégico do banco, demarcando-se. Outro líder da família, o comandante António Ricciardi, alinhou com o filho José Maria contra Salgado. Dos herdeiros de Mário Mosqueira do Amaral e de Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo Silva, e dos seus filhos, não se ouviu ainda palavra.

Mas o sentimento de revolta é generalizado. O verão não vai ser fácil este ano na praia da Comporta. E o inverno será longo para muitos daqueles que sempre viveram com salários, lucros ou créditos do BES.

Texto publicado na Revista do Expresso, a 19 de julho de 2014

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/quem-tirou-o-poder-a-ricardo-salgado=f882888#ixzz39AOrLD26

terça-feira, 29 de julho de 2014

FMI culpa Banco de Portugal por falta de supervisão ao BES.

Como se alguém tivesse duvidas, da incapacidade e/ou outra coisa qualquer…

“Em três anos de análise às contas do país, em momento algum, a troika fez referência aos problemas do Banco Espírito Santo (BES). Confrontados com a situação, FMI e Comissão Europeia passam 'a batata quente' da responsabildade para o Banco de Portugal, destaca hoje o Jornal de Negócios.

O Jornal de Negócios questionou o FMI e a Comissão Europeia sobre a sua responsabilidade na situação vivida pelo Grupo Espírito Santo (GES). Os credores internacionais, que estiveram em Portugal nos últimos três anos, defendem-se dizendo que não tinham mandato nem poderes nessa matéria e que a responsabilidade é do regulador, o Banco de Portugal.

“O Banco de Portugal é responsável pela supervisão prudencial dos bancos que fazem parte da jurisdição. A troika não tinha o mandato nem a capacidade para levar a cabo essa atividade durante o programa e não era responsável pela supervisão dos bancos”, respondeu.

Por seu lado, o Banco de Portugal refere que “as entidades do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo não se encontram sujeitas” à sua supervisão.

Mas o facto de em três anos de troika esta nunca ter feito qualquer referência a problemas no Banco Espírito Santo tem suscitado comentários de várias personalidades. O professsor Marcelo Rebelo de Sousa e Guntram Wolff, diretor da Bruegel, também consideram estranho que o problema não tenha sido detetado.”

http://www.noticiasaominuto.com/economia/255957/fmi-culpa-banco-de-portugal-por-falta-de-supervisao-ao-bes?utm_source=vision&utm_medium=email&utm_campaign=daily

segunda-feira, 28 de julho de 2014

El Gobierno elevará a 180.000 euros el mínimo exento de tributar en la indemnización por despido

  • 'Así eliminaremos debate innecesarios', asegura el ministro Cristóbal Montoro

El ministro de Hacienda y Administraciones Públicas, Cristóbal Montoro, ha señalado que el proyecto de ley de reforma fiscal elevará el mínimo exento en la tributación de indemnizaciones por despido hasta los 180.000 euros, siguiendo el modelo foral navarro.

El Ejecutivo aprobará los distintos proyectos que constituyen la reforma fiscal en el Consejo de Ministros del próximo viernes, el último antes de las vacaciones estivales, reforma que ha centrado parte del discurso ofrecido por Montoro durante la presentación del consorcio de la Zona Franca de Sevilla.

En el anteproyecto de ley el Gobierno estableció un mínimo exento de 2.000 euros por año trabajado, medida que ha sido muy criticada tanto por los agentes sociales como por la práctica totalidad del arco parlamentario, por lo que Hacienda ha decidido finalmente elevar dicho mínimo.

"Integraremos esa propuesta en lo que será el contenido de la propuesta de la ley y así eliminaremos debate innecesarios y nos dedicaremos a resolver lo que realmente importa a los ciudadanos", ha precisado.

Impuesto de Sociedades

Respecto al Impuesto de Sociedades, Montoro avanzó cambios para "mejorarlo" a través de dos figuras. Por una parte "se baja el tipo de gravamen" de forma que "se gana capacidad de competir y la completamos con la reserva de capitalización".

Montoro ha comentado también que se crea para las pymes la reserva de capitalización, una figura -ha añadido- que viene a reforzarlas para que cuenten con la capacidad y los recursos propios.

De la reforma fiscal en su conjunto, ha sostenido que supondrá la rebaja de impuestos a más de 20 millones de contribuyentes, bajada -ha concretado- que ya se está aplicando a los autónomos con las nuevas retenciones aprobadas recientemente por el Consejo de Ministros.

"En el ámbito del impuesto del IRPF se refiere a un tratamiento fiscal más favorable a aquellas personas que conforman las familias numerosas y con personas a su cargo con discapacidad", ha precisado el ministro.

Elevar los mínimos exentos o los impuestos negativos sobre la renta serán otras medidas que contemple la reforma, cuyo texto inicial prevé una rebaja media en el IRPF del 12,5 % a partir de enero de 2015.

Por otra parte, el tipo general del impuesto de sociedades se situará el 1 de enero de 2015 en el 28% y será del 2 % a partir de 2016, con lo que se igualará el gravamen para todas las empresas, sean grandes o pymes.

elmundo

http://www.elmundo.es/economia/2014/07/28/53d64d93e2704e9b158b458f.html

La secreta familia millonaria de los supermercados Aldi

  • Karl Albrecht fue un empresario de éxito en Alemania hasta su muerte, este miércoles

  • Fundó la cadena de supermercados Aldi junto a su hermano Theo

  • Los supermercados generan más de 50.000 millones de euros en el mundo

  • Muertos los hermanos, la herencia puede ser para Peter Max Hesiter, hijo de Theo

Karl Albrecht podría ser un cualquiera. Casi nadie acertaría a decir quién es en una pregunta de Trivial, pocos lo reconocerían por la calle en Alemania y apenas dos periodistas y un fotógrafo pueden afirmar que compartieron algunas palabras con él. Sin embargo, millones de personas conocen la cadena de supermercados Aldi. Pues bien, el hombre desconocido ha sido uno de los propietarios de parte del negocio -se encargaba de la división sur y su hermano Theo, de la norte- hasta hace pocos días, cuando falleció a sus 94 años. Tras de sí deja una fortuna de 25 billones de dólares -aparece en el número 23 de la lista 'Forbes'-, una empresa que genera más de 50.000 millones de euros al año y tiene repartidos por el mundo cerca de 5.000 establecimientos, 1.300 de ellos en Estados Unidos. Ahora, su legado lo tendrán que gestionar sus familiares y el Consejo de Administración de la empresa, aunque todo apunta a que el heredero de Karl será su sobrino: Peter Max Heister, de 36 años.

El hombre más rico de Alemania se despidió en el anonimato.Falleció el miércoles 16 de junio, pero no se hizo pública su muerte hasta el pasado domingo. Sus hijos quisieron celebrar un funeral íntimo, en el que sólo estuvieran presentes sus amigos más cercanos. La carrera de Karl terminó envuelta en un halo de misterio, como lo había sido la vida privada de su familia desde siempre. Él nunca quiso ser un personaje público; huyó de los focos, renegó de las cámaras y evitó fotografiarse al lado de políticos. Tan sólo dio una entrevista, pocas semanas antes de morir, al 'Frankfurter Allgemeine' -su periódico de cabecera-, en la que se prestó a hablar del desarrollo de Aldi, pero no de su esposa o sus hijos.

Los padres de Karl y Theo fundaron la primera tienda antes de la Primera Guerra Mundial

El día que se anunció su fallecimiento, los diarios sólo mostraron instantáneas carcomidas por el tiempo, en sepia y en blanco y negro. Sus escasas apariciones en actos públicos generaron inmensidad de rumores en torno a su figura. Pero ninguno de ellos fundamentado. Su familia vivía en una espaciosa villa en el distrito de Bredeney, en la ciudad de Essen. Y Karl jamás presumía de nada. Nunca tuvo un yate ni fue en jet privado. Sus únicos vicios eran jugar al golf en el campo de Donaueschingen -todos los martes por la mañana-, pasar las

vacaciones en Tenerife, ir a la piscina diariamente y, por supuesto, comer -no mucho- pero casi siempre productos de Aldi -actualmente ofrece cerca de 2.000 marcas, muchas de ellas blancas-. Preguntar del resto estaba prohibido. Incluido el nombre de su mujer -fallecida a los 67 años- de la que es imposible encontrar referencias.

El único que es igual de 'famoso' que Karl en la familia es su hermanoTheo, junto al que levantó el negocio heredado de sus progenitores.Su padre, minero de profesión, tuvo que dejar el trabajo por un enfisema pulmonar; y su madre decidió abrir una tienda de comida para sobrevivir en Essen, ciudad sobre la que cayeron más de 200 bombas durante la Segunda Guerra Mundial. Y ellos, tanto Karl como Theo, fueron reclutados para luchar en la contienda. El primero fue capturado por los rusos y el segundo, miembro de los África Korps, por los americanos. Sin embargo, ambos fueron liberados y volvieron sanos y salvos para ayudar a su madre y levantar el negocio familiar.

Theo Albrecht fue secuestrado en 1971 y rescatado por siete millones de marcos

En 1940, los hermanos empezaron a abrir tiendas alrededor de Essen con una estrategia clara: vender productos básicos muy baratos. La idea funcionó en una población castigada, con mucha hambre y que buscaba alimentarse por unas cuantas monedas. Así, en 1960, ya habían inaugurado más de 300 establecimientos. Posteriormente, decidieron dividir la compañía durante una de las muchas discusiones que tenían los domingos, justo después de ir a misa, cuando se reunían para hablar del negocio. El debate en torno a la venta de tabaco acabó con Karl tomando el control de Aldi sur y Theo de Aldi norte.

elmundo

http://www.elmundo.es/loc/2014/07/28/53d26ea7268e3ef4648b4587.html

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Caso Libor pode levar Lloyds a pagar até 378 milhões

 

Os portugueses aguardam…

“O Financial Times avança que o banco liderado por António Horta Osório pode enfrentar uma multa entre 200 e 300 milhões de libras, ou seja, entre 252,4 e cerca de 378,5 milhões de euros.

O Lloyds Banking Group, actualmente detido em 24% pelo Tesouro britânico, deverá ser o último a ter de pagar uma coima por conta do caso da manipulação das taxas Libor, em que estavam envolvidos bancos como o Barclays, o Royal Bank of Scotland e o UBS.

Segundo avança o Financial Times, a instituição liderada por António Horta Osório deverá ter de suportar uma multa entre 200 e 300 milhões de libras, ou seja, cerca de 252,4 a 378,5 milhões de euros.

Este deverá ser o montante a pagar aos reguladores do mercado de capitais do Reino Unido e EUA. O caso Libor foi descoberto há já dois anos.

Para além do Barclays, Royal Bank of Scotland, UBS e Lloyds, também o holandês Rabobank e os correctores Icap e RP Martin foram alvo de multas.

O Financial Times avança ainda que o anúncio de pagamento de uma coima no caso Libor poderá sair até à próxima semana.”

http://economico.sapo.pt/noticias/caso-libor-pode-levar-lloyds-a-pagar-ate-378-milhoes_198450.html

Detenido el ex presidente del Banco Espírito Santo

 

elmundo.es

  • Deberá declarar ante un juez en el Tribunal de Instrucción Criminal de Lisboa.

EUROPA PRESS Lisboa

Actualizado: 24/07/2014 12:07 horas

Ricardo Espírito Santo Silva Salgado, expresidente de Banco Espirito Santo (BES) ha sido detenido esta mañana por agentes de la Policía portuguesa en su casa de Estoril en el marco de una operación contra laevasión fiscal y el lavado de dinero, según informa la prensa lusa.

Salgado, de 70 años y que ocupó la presidencia de la entidad fundada por su familia hasta la semana pasada, deberá prestar declaración ente el juez en el marco de la 'Operación Mont Blanc', relacionada con una trama para presuntamente facilitar la evasión impuestos y el lavado de capitales a través de la sociedad Akoya, compañía domiciliada en Suiza, adelantó el periódico 'Correio da Manhã'.

Esta gestora de patrimonios es propiedad de Michel y Nicolás Canales Figueiredo, antiguos empleados del banco UBS, y de Alvaro Sobrinho, presidente no ejecutivo de BES Angola, detenidos en el marco de esta operación, según informa 'Jornal de Negocios'.

Según el rotativo, Ricardo Salgado ya prestó declaración de forma voluntaria en diciembre de 2012 ante la Oficina Central de Investigación y Persecución (DCIAP) después de que su nombre emergiera en el transcurso de la citada operación.

De hecho, en enero de 2013, la Procuraduría General de la República (PGR) emitió un comunicado en el que informaba de que Ricardo Salgado no era un sospechoso en el caso Mont Blanc y no había evidencias de delitos fiscales.

http://www.elmundo.es/economia/2014/07/24/53d0d9efca4741a9608b457f.html

El patriarca de la familia Espírito Santo, acusado de blanqueo de capital.

  • EL PAÍS

JAVIER MARTÍN Lisboa 24 JUL 2014 - 21:47

Ricardo Salgado, el patriarca de la familia Espírito Santo y expresidente del banco del mismo nombre durante 22 años —el Banco de Portugal forzó su relevo este mes—, fue detenido en su casa de Cascais-Estoril a las 8.30 y se pasó el día declarando en los juzgados. Si entró como imputado, después de cinco horas de interrogatorio, salió como acusado.

Salgado quedó en libertad bajo una fianza de tres millones de euros, con la prohibición de abandonar el país (tiene pasaportes de Suiza y de Brasil). Fue acusado de los delitos de fraude, abuso de confianza, falsificación y blanqueo de capitales.

La detención está relacionada con la operación Monte Branco, que investiga la mayor red de blanqueo de capitales de Portugal. Y llega un día después de que los inspectores fiscales registraran el Consejo Superior, la sede del holding de la familia.

En Monte Branco se investigan transferencias de 27,3 millones de euros efectuadas a través de diferentes cuentas opacas y paraísos fiscales. No era la primera vez que Salgado iba a declarar a los tribunales sobre este caso, aunque sí la primera en que salió acusado.

El caso colea desde diciembre de 2012, cuando el Departamento Central de Investigación y Acción Penal investigaba el origen de movimientos fiscales, en los que figuraba el nombre del banquero como cliente de Akoya, una gestora suiza de fortunas que estaba en el epicentro de la red de fraude fiscal conocida como Monte Branco.

De resultas de la investigación, Salgado se ofreció a ir a declarar días después de regularizar su declaración fiscal. El movimiento le salió bien (temporalmente), pues tras oír su declaración, el fiscal Jorge Rosario Teixeira le exoneró de toda sospecha. Eso ocurría en enero, cuando aún era presidente del banco familiar. Ahora se le acusa de fraude y abuso de confianza.

En septiembre, la prensa angoleña reveló que el constructor José Guilherme había regalado 8,5 millones de euros a Salgado. Guilherme transfirió ese dinero —que fueron 14 millones según Maria Joao Babo y Maria Joao Gago, autoras del libro O ultimo banqueiro— a una sociedad, localizada en un paraíso fiscal, donde constaba Salgado.

Parte del largo interrogatorio fue sobre la transferencia de ese dinero, pero también se extendió a actividades del grupo, que dirige Salgado, como Escom y su participación en la compra de dos submarinos.

Monte Branco es solamente uno de los problemas con que va a enfrentarse Salgado en los próximos días. El presidente de la Comisión del Mercado de Valores (CMVM), Carlos Tavares, declaró ante el Parlamento que el Banco Espírito Santo vendía deuda de empresas del grupo familiar con información falsa. Esas ventas se hacían a menos de 150 clientes para así evitar el control de la CMVM.

Además, el grupo familiar no deja de desmoronarse. Si el holding, Espírito Santo Internacional, suspendió pagos hace apenas una semana, este jueves fue Espírito Santo Financial Group, la firma que posee el 20% del Banco Espírito Santo (BES), la que solicitó concurso de acreedores, también en los juzgados de Luxemburgo. El BES asegura que tiene un colchón de capital de 2.100 millones de euros para afrontar las pérdidas que se deriven de su exposición a las empresas del grupo, en préstamos o títulos de deuda, que estima en 1.200 millones.

http://economia.elpais.com/economia/2014/07/24/actualidad/1406191125_521920.html

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Portogallo: Espirito Santo, arrestato ex amministratore delegato Salgado Il patriarca della famiglia di banchieri è stato fermato nell'ambito di un'inchiesta sul riciclaggio di denaro conosciuta come "caso Monte Branco", in cui precedentemente era stato un testimone volontario

Portogallo: Espirito Santo, arrestato ex amministratore delegato Salgado


... in prestiti del banco nazionale al Bes Angola ammonta a 3 miliardi di euro, una quantità molto superiore a quella ammessa fino ad ora. Il settimanale Expresso rivela inoltre che la famiglia Espirito...
Repubblica.it 24 luglio 2014 sez. Finanza

Telefonica studia la strategia difensiva per evitare la fusione Tim Brasil-Gvt

...MILANO . La crisi del portoghese Banco Espirito Santo (Bes) sta propagando effetti a catena che attraverso il Brasile conducono a Telecom Italia. Uno dei principali creditori della famiglia che...
Giovanni Ponsla Repubblica 19 luglio 2014 pag. 22 sez. Economia

Telefonica studia la strategia difensiva per evitare la fusione Tim Brasil-Gvt

...MILANO . La crisi del portoghese Banco Espirito Santo (Bes) sta propagando effetti a catena che attraverso il Brasile conducono a Telecom Italia. Uno dei principali creditori della famiglia che...
Giovanni Ponsla Repubblica 19 luglio 2014 pag. 22 sez. Economia

Banco Espirito Santo, crisi senza fine.
La famiglia "onnipotente" fuori dall'istituto

... oggi un ulteriore 20 per cento collocandosi - con 0,36 euro - ai valori minimi degli ultimi due anni. In una sola settimana, la capitalizzazione borsistica del Bes si è dimezzata, sgonfiandosi...
di ALESSANDRO OPPESRepubblica.it 15 luglio 2014 sez. Finanza

Stress test alla prova dello Espirito Santo

... International, la holding lussemburghese della famiglia che controlla il 25% diBes. Questa holding ha annunciato il rinvio del pagamento di alcune obbligazioni venute a scadenza. Non è sorprendente che...
Federico FubiniRepubblica.it 14 luglio 2014 sez. Affari e finanza

Le Borse si stabilizzano con le rassicurazioni del Portogallo

...MILANO - Le Borse europee rialzano solo in parte la testa dopo il crollo di ieri innescato dai timori di un crac della prima banca portoghese, il Banco Espirito Santo (Bes). A rassicurare gli...
di GIULIANO BALESTRERIRepubblica.it 11 luglio 2014 sez. Economia

Dall’edilizia al turismo quell’istituto è un impero

... meno 50%, fino a ridurre a 52 centesimi il valore di un titolo che, nel 2007, superava i 6 euro. La crisi del Bes è precipitata in pochi giorni, soprattutto dopo che sono state verificate...
Alessandro Oppesla Repubblica 11 luglio 2014 pag. 10 sez. Economia

SOS LAVORO

... A Frosinone chiusa anche la General Electric Bes, impegnata nella metalmeccanica: in 70 hanno perso il lavoro PA.OIL Il Lazio sta vivendo un processo di deindustrializzazione. A Latina ha cessato l’attività...
la Repubblica 03 luglio 2014 pag. 02 sez. Roma














BES no Brasil

http://exame.abril.com.br/topicos/bes

Le siège de la banque Espirito Santo, à Lisbonne, le 10 juillet.

Clientes admitem processar Banco de Portugal

Clientes admitem processar Banco de Portugal, por não ter imposto provisão para acautelar o ‘default’ do ESI, como fez no BES. Rio Forte pede protecção contra credores.

Com as insolvências das holdings ESI e da Rio Forte formalizadas (ver caixas), o terramoto no Grupo Espírito Santo (GES) está prestes a passar para outro nível, o dos processos judiciais. Ao que o Diário Económico apurou, vários clientes do banco suíço do grupo estão a ponderar processar o Banco de Portugal (BdP) e o supervisor suíço, por não terem obrigado à constituição de uma provisão especial que acautelasse o incumprimento no reembolso do papel comercial do GES, como foi feito no Banco Espírito Santo (BES).

"O Banco de Portugal agiu bem ao obrigar o BES a acautelar essa possibilidade, mas deixou de fora os clientes do Privée, que investiram nessa dívida através da sucursal do banco suíço em Portugal e em muitos casos foram encaminhados pelos funcionários do BES", disse ao Diário Económico um dos advogados que representam clientes do banco suíço.

O BdP tem-se defendido dizendo que o Privée está fora da sua supervisão, por ser suíço.

http://economico.sapo.pt/noticias/carlos-costa-esta-na-mira-dos-clientes-do-banque-privee_198233.html

Nos últimos anos, o GES vendeu centenas de milhões de euros em papel comercial a clientes do Privée, a sua unidade de gestão de fortunas, detido em 100% pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG). Com a insolvência da ESI e da Rioforte, estes clientes deverão perder grande parte dos montantes investidos, já que a dívida do grupo - superior a sete mil milhões de euros - será reestruturada. Entre os lesados estão o magnata Américo Amorim e outros empresários portugueses, bem como clientes afluentes dos EUA, Europa e Brasil, no que constitui um rude golpe na imagem internacional da família Espírito Santo.

A mesma fonte adiantou que vários investidores estão a estudar processos contra os supervisores, mas frisou que a "prioridade é salvaguardar ao máximo o património dos clientes".

No final de Março, o Banco de Portugal obrigou o ESFG, casa-mãe do BES, a constituir uma provisão especial de 700 milhões de euros, para fazer face a um eventual incumprimento na dívida da Espírito Santo International (ESI), a holding de topo do GES.

Este incumprimento acabaria por verificar-se em Julho, tendo a ESI e a sua subsidiária Rioforte pedido protecção contra credores. Os clientes de retalho do BES serão reembolsados pelo banco, ao abrigo da referida provisão, mas os do Privée não são abrangidos. "Para os clientes do Privée, não havia diferença entre o BES e o banco na Suíça, que identificavam como o ‘private banking' do BES", realçou, recordando que o ESFG detém o Privée em 100%.

Suíços ‘salvam' Privée

Entretanto, o Privée anunciou ontem que vendeu parte do seu negócio à Compagnie Bancaire Helvétique, sem referir montantes. Tanto a Rioforte como a ESI estão insolventes e o ESFG pode seguir pelo mesmo caminho, pelo que o negócio na Suíça terá sido uma forma de proteger o Privée.

http://economico.sapo.pt/

Minoritários da PT querem saber se existe um prémio de 30 milhões para a gestão na fusão com Oi

Os accionistas minoritários da Portugal Telecom (PT) querem saber se está previsto que a equipa de gestão da operadora receba um prémio de performance no valor de 30 milhões euros em caso de sucesso da fusão com a brasileira Oi.

Ao Económico, Octávio Viana, presidente da ATM - Associação dos investidores e analistas técnicos do mercado de capitais, explica que foi "enviado à CMVM um pedido para que fosse prestada informação relevante por parte da PT, se ela existir, relativamente a um prémio de performance no valor de 30 mil euros para a gestão com o sucesso da fusão com a Oi".
A existir este prémio de performance é possível que influencie o juízo dos investidores, "tendo em conta que tal prémio poderá colocar em causa o dever da gestão em agir livre de qualquer interesse pessoal e segundo critérios de racionalidade empresarial", segundo a carta enviada pela ATM à CMVM no pedido de informação.
"Para que as partes interessadas possam conhecer devidamente a situação da Portugal Telecom relativamente à fusão em curso é necessário serem informados sobre quaisquer factos que sejam susceptíveis de provocar alterações no juízo sobre a mesma."
"Por essas razões, solicitamos que a CMVM tome as medidas que considerar necessárias tendo em vista a informação ao mercado sobre a existência de um prémio de performance no valor de 30 milhões de euros a ser atribuído à gestão da Portugal Telecom pelo sucesso da fusão", segundo o documento consultado pelo Económico.
"Um prémio de performance nesse montante, a existir, é susceptível de influenciar o juízo dos investidores relativamente à avaliação dos valores mobiliários emitidos pela Portugal Telecom, tendo em conta que tal prémio poderá colocar em causa o dever da gestão em agir livre de qualquer interesse pessoal e segundo critérios de racionalidade empresarial.
Ou seja, um eventual prémio de gestão nesse montante, a existir, pode tornar a gestão permeável à vontade de realizar a referida fusão a qualquer custo, mesmo que aceitando condições que não serão as melhores ao interesse da sociedade e seus accionistas", conclui a ATM na missiva ao regulador.
O pedido foi enviado hoje e a associação aguarda resposta do regulador de mercado, cujo presidente foi hoje ouvido no parlamento a propósito do caso GES. Carlos Tavares referiu, aliás, que a CMVM ia investigar transacções suspeitas com as acções do BES e da PT e que os "auditores e órgãos de fiscalização da PT devem ser responsabilizados".
Os minoritários estão a preparar uma acção em tribunal contra a equipa de gestão da PT, que incluirá ainda, segundo Octávio Viana, a seguradora da equipa de gestão.
O processo em tribunal era inicialmente um processo cível mas a ATM está a preparar uma acção popular, para incluir todos os accionistas que já mostraram interesse em participar.
Para já são 22 os investidores que já entregaram a documentação necessária para avançar com o processo.
A base da acção contra a gestão prende-se com o investimento de 900 milhões de euros feito em papel comercial da Rioforte, que entrou em 'default'. A PT e a Oi tiveram de alterar os termos da fusão por causa deste incumprimento. A PT ficará inicialmente com 25,6% do capital da CorpCo e poderá recomprar acções, ao longo de seis anos, até aos 37,3% do capital inicialmente previsto no acordo.

http://economico.sapo.pt/noticias/poderosos-conseguem-atrasar-a-justica-em-portugal_198357.html

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O grupo chinês Beijing Capital estará prestes a desistir da privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF)

Já só faltavam estes investidores, para o BES…

“Alguns candidatos querem um adiamento do prazo para entrega das propostas finais. Crise do Grupo Espírito Santo está a dificultar a obtenção de garantias bancárias junto de bancos estrangeiros.

O grupo chinês Beijing Capital estará prestes a desistir da privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), apurou o Diário Económico. Os representantes do grupo chinês não compareceram às últimas reuniões com as equipas que representam o Estado no processo de privatização, sendo considerado pouco provável que avancem com uma proposta vinculativa até ao final do mês.

http://economico.sapo.pt/noticias/chinesa-beijing-capital-prestes-a-desistir-da-privatizacao-da-egf_198221.html