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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Alerta para amianto em 23 escolas

Estado tem mais de 2000 edifícios com amianto

“Desta forma, a Deco defende a "remoção imediata" das placas nestes estabelecimentos de ensino, avançando que nas restantes nove escolas que incluem amianto, os materiais "aparentam bom estado de conservação, sendo preferível não remover e manter a área sob vigilância".

De acordo com a associação de defesa do consumidor, a "má qualidade" de ar nas escolas é "preocupante", mas "não surpreende", porque a lei não impõe o seu controlo no interior dos edifícios públicos ou de uso público.

Os autores do estudo recomendam sistemas de ventilação eficazes e a funcionar em permanência - ou janelas abertas todos os intervalos - e reforço da limpeza para o combate à poluição do ar interior.”

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4141955&page=-1

domingo, 17 de agosto de 2014

Triclosan: Produtos da marca Colgate Total

Infarmed não recebeu alerta sobre existência de produtos da marca com concentrações superiores ao permitido legalmente.

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde fez saber, através de comunicado de imprensa de 13 de agosto de 2014, que não foi rececionado naquele instituto (até à data do comunicado) através do Sistema Rapex - Sistema Comunitário de Troca Rápida de Informações, qualquer alerta formal sobre a existência de produtos da marca Colgate Total com concentrações de triclosan superiores ao permitido legalmente.

O triclosan é uma substância química utilizada de forma generalizada e em diferentes situações como conservante. A sua utilização é permitida e segura desde que se observem as imposições da legislação europeia relativamente a esta classe de produtos.

A legislação europeia relativa aos produtos cosméticos especifica uma concentração máxima de 0,3% em relação à utilização de triclosan como conservante. De acordo com o Infarmed, este valor é considerado seguro pelo Comité da Segurança dos Consumidores da Comissão Europeia em pastas dentífricas, sabonetes de mãos, sabonetes corporais/geles de banho, desodorizantes, pós faciais e cremes corretores.

Assim, uma pasta de dentes para ser disponibilizada no mercado europeu poderá apresentar a substância triclosan numa concentração máxima de 0.3%.

O Infarmed informa ainda que foram consideradas seguras para o consumidor outras utilizações de triclosan em produtos para as unhas, quando a utilização pretendida fosse a limpeza das unhas das mãos e dos pés antes da aplicação de unhas artificiais, a uma concentração máxima de 0,3 %, bem como em produtos para lavagem bucal a uma concentração máxima de 0,2 %.


Pode obter esclarecimento de dúvidas relacionadas com medicamentos e produtos de saúde (dispositivos médicos, produtos cosméticos e de higiene corporal e produtos farmacêuticos homeopáticos), junto do Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI), através de:

  • Telefone: 217 987 373
  • Fax: 217 987 107
  • Email: cimi@infarmed.pt
  • Linha do Medicamento: 800 222 444 (gratuita)

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/produtos+marca+colgate+total.htm

Doença por vírus ébola

DGS emite comunicado no âmbito da declaração da OMS de "Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional".

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu, no dia 8 de agosto de 2014, um comunicado no âmbito da Declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de "Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional", relativa ao surto de ébola na África Ocidental.

De acordo com o comunicado:

  • A Diretora-Geral da OMS declarou, no dia 8 de agosto de 2014, o estado de emergência de Saúde Pública de âmbito internacional tendo por base que:
    • O surto de ébola na África Ocidental constitui um "evento extraordinário" e um risco de Saúde Pública para outros Estados;
    • As consequências de eventual agravamento da propagação internacional da doença poderão ter sérias implicações face às características do vírus;
    • Uma resposta internacional coordenada é essencial para controlar a epidemia e a sua disseminação.
  • No seguimento daquela Declaração foram emanadas recomendações temporárias ao abrigo do Regulamento Sanitário Internacional destinadas a reduzir o risco de propagação internacional do vírus.
  • Aquelas recomendações da OMS são dirigidas a três níveis:
    • Aos Estados afetados com ocorrência de transmissão do vírus;
    • Aos Estados mais expostos a riscos ou que façam fronteira com países afetados;
    • A todos os Estados não incluídos nos grupos anteriores como é o caso de Portugal.

A DGS sublinha que as orientações acima já se encontram implementadas em Portugal e que são objeto de revisão contínua. Destacam-se:

  • Reforço da articulação internacional, nomeadamente com a OMS, com o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), em Estocolmo, e com outros Estados;
  • Não estão interditadas, atualmente, viagens internacionais para áreas afetadas, mas os cidadãos devem ponderar viajar apenas em situações essenciais, tendo em atenção o princípio da precaução;
  • A DGS emitiu oportunamente comunicados e conselhos aos viajantes para zonas afetadas, disponíveis no seu site;
  • Os viajantes são também alertados para procurarem aconselhamento médico caso se verifique exposição ao vírus ou desenvolvam sintomas de doença;
  • Portugal tem em estado de prontidão mecanismos para detetar, investigar e gerir casos suspeitos de doença por vírus ébola, incluindo capacidade laboratorial para confirmação da doença;
  • Os mecanismos referidos estão a ser aplicados em articulação com outros parceiros do Sistema de Saúde e outras autoridades, nomeadamente portuárias e aeroportuárias, no âmbito da Sanidade Internacional, com particular relevo para a concertação permanente entre a DGS, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e o Instituto Nacional de Emergência Médica, bem como com os hospitais de referência designados para as situações em causa;
  • Estão previstas medidas para facilitar a evacuação e a repatriação dos cidadãos que possam ter estado expostos ao vírus;
  • A DGS divulga regularmente, para os profissionais e para os cidadãos em geral, informações relevantes, quer relativamente ao risco de infeção, quer quanto às medidas aconselhadas a cada momento.

O atual surto começou na Guiné-Conacri em dezembro de 2013 e, até à data, foram identificados cerca de 1700 casos e 930 mortes, em quatro países (Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria).

  • A gravidade deste surto deve-se não só às características do vírus, mas também, certamente, às condições socioeconómicas e sanitárias observadas nos países afetados.
  • Até à data do comunicado, 8 de agosto de 2014, não se verificou nenhum caso de doença por vírus ébola em Portugal, importado ou autóctone, sendo o risco de contágio interpessoal baixo na ausência de contacto direto com fluídos corporais.
  • Os serviços da DGS estão em contacto permanente com estruturas homólogas de outros países da União Europeia e da OMS.
  • A Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) está preparada para responder, aconselhar e encaminhar situações que careçam de esclarecimentos complementares ou encaminhamento específico.

Unidade de Apoio à Autoridade de Saúde Nacional e à Gestão de Emergências em Saúde

De acordo com o comunicado, foi criado um dispositivo de coordenação, expressamente para o efeito, em Portugal, que se mantém em alerta e, se necessário, mobilizará e ativará recursos que sejam adequados a cada situação que venha a ser identificada. Este dispositivo foi criado no âmbito da Unidade de Apoio à Autoridade de Saúde Nacional e à Gestão de Emergências em Saúde Pública da DGS e integra especialistas internos e de outros organismos.

Data de publicação 11.08.2014

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/comunicado+ebola+08082014.htm

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Aplicação móvel analisa urina e descobre se tem doenças

A aplicação que o empreendedor Myshkin Ingawale se prepara para lançar não é própria para hipocondríacos. Ou talvez seja. A uCheck está em fase de testes e vai poder descobrir até 25 doenças diferentes ao analisar a reação da urina em contacto com alguns químicos.
Ingawale, de 29 anos, desenvolveu a aplicação para smartphone e mostrou-a na conferência TED (Technology, Education and Design) 2013 em Los Angeles, que decorreu esta semana. Segundo o Medical News Today, a aplicação analisa a urina com a câmara e identificar a presença de 10 marcadores diferentes, que correspondem a 25 condições médicas diferentes.
O utilizador tem de mergulhar tiras embebidas em químicos na sua urina e tirar fotos com o iPhone. A aplicação vaiu comparar o resultado com um mapa de cores que determinará condições como níveis de glucose, proteínas, leucócitos, entre outros.
A interface é fácil de entender e tem toda a informação apresentada com "negativo" e "positivo" ou números. O utilizador pode depois clicar em cada palavra chave, tal como leucócitos, e obter mais informações sobre os mesmos. A aplicação vai custar 99 cêntimos e o kit de tiras com químicos e mapa colorido vai custar cerca de 15 euros.
Os resultados destes testes, ainda que rudimentares, podem ajudar as pessoas a lidarem com doenças crónicas (como a diabetes) e a saúde dos rins, bexiga e fígado. Podem também revelar se a pessoa tem ou não uma infeção urinária. Os 1200 testes iniciais revelaram-se mais precisos que o diagnóstico de especialistas a olho nú. http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO109050.html

Para baixar conta da luz

Iniciativa da Deco já tem mais de 120 mil inscritos

A campanha foi lançada no início da semana e ontem, pelas 20 horas, já se tinham registado 91 365 pessoas. Ao final da manhã eram 60 mil, o que mostra a rápida adesão. À meia-noite já ultrapassava os 100 mil e pelas 14h30 de hoje já estava muito perto dos 124 mil.

"Os registos podem ser feitos até 30 de abril e em apenas três dias já atingimos estes números. E não para de crescer", disse ao JN/Dinheiro Vivo, a diretora de relações institucionais da associação, Rita Rodrigues.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Os bancos ocidentais ganham milhões com a cocaína colombiana.

– Enquanto a produção de cocaína devasta os países da América Central, os consumidores dos EUA e da Europa ajudam as economias desenvolvidas a enriquecerem-se com os lucros dessa produção.

por Ed Vulliamy

Os vastos lucros do tráfico e da produção de droga vão para os países ricos e consumidores – como os da Europa ou os Estados Unidos da América – numa proporção muito superior do que ficam nos países devastados por essa produção, como a Colômbia ou o México, revela um estudo recente [1] . Os seus autores afirmam que as entidades reguladoras são relutantes em investigar o enorme processo da lavagem de dinheiro da droga, levada a cabo pelos bancos europeus e norte-americanos.
A mais recente análise da economia da droga – no caso específico da Colômbia – demonstra que apenas 2,6 % do total do valor de mercado da cocaína produzida fica nesse país, ao passo que uns espantosos 97,4% dos lucros são arrecadados pelas máfias criminosas do chamado primeiro mundo, sendo posteriormente submetidos a um processo de "lavagem de dinheiro" nos bancos desses países.
"A história acerca de quem realmente lucra com a cocaína colombiana é uma metáfora para o fardo desproporcionado colocado de todas as maneiras sobre países "produtores" como a Colômbia em consequência da proibição das drogas" afirma, Alejandro Gaviria, um dos autores do estudo, aquando do lançamento da edição inglesa do mesmo na semana passada.
"A sociedade colombiana tem sofrido imenso e não tem retirado nenhuma vantagem económica do tráfico de drogas, os verdadeiros lucros revertem a favor das redes criminosas de distribuição nos países consumidores de drogas, que os "reciclam" no sistema bancário local, sistema esse que opera com muito menos restrições do que o sistema bancário colombiano."
O seu co-autor, Daniel Mejia, acrescentou: "O sistema aplicado pelas autoridades dos países consumidores de drogas tem como objectivo a repressão do pequeno distribuidor, ele é o elo mais fraco da rede, estas nunca procuram atingir os grandes negociantes de drogas ou os sistemas financeiros que os suportam e é aí que está realmente o grosso do dinheiro".
Este trabalho, de dois economistas da Universidade de Los Andes, em Bogotá, faz parte de uma iniciativa do governo da Colômbia para reformular a política anti-droga global recentrando-a nos processos de lavagem de dinheiro levados a cabo pelos grandes bancos norte-americanos e europeus, assim como na prevenção social e num processo de descriminalização de algumas ou mesmo de todas as drogas.
Estes economistas tomaram em consideração vários factores económicos, sociais e políticos, das guerras da droga que têm devastado a Colômbia. O conflito estendeu-se, com graves consequências, ao México e receia-se que possa alastrar-se à América Central. Mas a conclusão mais chocante está relacionada com aquilo a que os autores chamam "microeconomia da produção de cocaína" na Colômbia.
Gaviria e Mejía calculam que, ao mais baixo valor que a cocaína pura produzida na Colômbia pode atingir nas ruas (cerca de 100 dólares/ 80 euros por grama) o lucro foi, no ano de 2008, de 300 mil milhões de dólares, dos quais apenas 7,8 mil milhões ficaram no país.
"É uma porção minúscula do PNB", disse Mejía, "o que pode ter um efeito desastroso na vida política e social da Colômbia, mas não na economia. A economia da cocaína colombiana está fora da Colômbia".
Mejía disse ainda a The Observer: "Na minha perspectiva a proibição das drogas é um processo de transferência de custos do problema das drogas, dos países consumidores para os países produtores".
"Se países como a Colômbia lucrassem economicamente com o tráfico de droga, ainda faria um pouco de sentido" afirmou Gaviria". Em vez disso, a Colômbia e o México pagam o maior preço para que outros tenham lucro".
"Eu gostava de ilustrar a situação para os cidadãos norte-americanos: imaginem que o consumo de cocaína nos Estados Unidos desaparecia e se deslocava para o Canadá. Será que os americanos gostariam de ver a taxa de homicídio de Seattle disparar para que se evitasse que a cocaína e o dinheiro fossem para o Canadá? Desta maneira talvez percebessem os custos desta situação para países como o México e a Colômbia"
Os mecanismos de lavagem de dinheiro foram tratados pelo The Observer no ano passado, depois de um raríssimo acordo judicial em Miami entre o governo federal dos Estados Unidos e o Wanchovia Bank, tendo este último admitido que fazia entrar 110 milhões de dólares de dinheiro da droga nos Estados Unidos. No entanto as autoridades não conseguiram monitorizar os 376 mil milhões de dólares que, ao longo de quatro anos, entraram nas contas desse banco através de casas de câmbio no México. O Wachovia Bank foi, já depois deste acordo, adquirido pelo Wells Fargo que cooperava com a investigação.
No entanto ninguém foi preso, e o banco está hoje fora de qualquer complicação judicial. "O sentimento geral é o de uma grande relutância em ir atrás dos lucros reais da droga" disse Mejía. "Eles não se ocupam daquela parte do sistema onde está a maior soma. Na Europa e nos EUA o dinheiro está disperso – quando chega a estes países o dinheiro entra no sistema, em todas as cidades, em todos os estados. Eles preferem ir atrás da pequena economia, dos pequenos intermediários e das plantações de coca na Colômbia, mesmo sabendo que essa economia é minúscula".
O Dr. Mejía acrescentou: "Na Colômbia eles colocam aos bancos questões que nunca colocariam aos bancos nos Estados Unidos. Se o fizessem seria contra as leis do sigilo bancário. Nos Estados Unidos existem leis muito fortes que protegem o segredo bancário, na Colômbia tais leis não existem – ainda que a lavagem de dinheiro se faça mais nos Estados Unidos. É um sistema um pouco hipócrita, não?"
"É uma extensão da forma como operam no seu próprio país. Vão atrás das classes baixas, dos elos mais fracos da cadeia, do pobre tipo – para mais facilmente mostrar resultados. Mais uma vez: é a vontade de transferir o custo da guerra da droga para os mais pobres, deixando o sistema financeiro e os grandes negociantes intocados, que motiva todo este sistema"
Tendo o Reino Unido suplantado os EUA e a Espanha como o maior consumidor mundial de cocaína per capita , a investigação ao Wachovia mostrou também que muito do dinheiro da droga era lavado através da City de Londres, onde o principal denunciante do caso, Martin Woods, estava sediado, no departamento anti-lavagem de dinheiro do banco. Martin Woods foi posteriormente demitido depois de ter denunciado a situação.
Gaviria disse ainda: "Nós sabemos que as autoridades nos Estados Unidos e no Reino Unido sabem mais do que aquilo que as suas acções fazem transparecer. As autoridades apercebem-se de inúmeros casos de pessoas que tentam movimentar dinheiro para o tráfico de droga – mas a DEA (Departamento Anti-droga dos EUA) age apenas num número mínimo de casos" .
"É um verdadeiro tabu perseguir os grandes bancos" acrescentou Mejía, "seria suicidário neste clima económico devido às elevadas quantias de dinheiro reciclado"  

[1] Alejandro Gaviria Uribe e Daniel Mejía Londoño, Políticas antidroga en Colombia: éxitos, fracasos y extravíos , Ediciones Uniandes, Bogotá, 2012, 458 pgs., ISBN/ISSN: 978-958-695-602-4
O original encontra-se em www.guardian.co.uk/world/2012/jun/02/western-banks-colombian-cocaine-trade
Tradução de MQ.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vinte médicos em burla de 50 milhões.

Vinte médicos escolhem à sorte os nomes de falsos doentes. Utentes reformados a quem o Estado comparticipa alguns remédios em quase 100 por cento. E é esse tipo de remédios, de um lote de seis, que prescrevem – tornando brutais as margens de lucro da rede criminosa, que avia os medicamentos nas farmácias, à revelia dos utentes usados na burla, e os põe à venda em Angola. Médicos, farmacêuticos, delegados de informação médica e armazenistas estão envolvidos no esquema, que lesou o Estado em mais de 50 milhões de euros no último ano. Por isso, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Judiciária avançou ontem para dez detenções em todo o País – dois médicos, dois farmacêuticos, cinco delegados de informação médica e um armazenista, que hoje serão presentes a um juiz em Lisboa. Mas a rede tem mais elementos – só médicos serão vinte –, a maioria já constituídos arguidos, que recebiam duas vezes. Do Serviço Nacional de Saúde, que paga a fatura dos remédios em Portugal, pensando estar a servir os utentes – quando estes nem sabem que os seus nomes são utilizados; e em Angola ou no mercado negro nacional, onde se paga outra vez por medicamentos desviados das farmácias e dos doentes que as utilizam. Com isto, o stock de remédios nas farmácias e em armazenistas entra em ruptura – pondo em risco a saúde de pessoas que precisam de tratar doenças graves. O Infarmed estava a investigar a falta de medicamentos nas farmácias; a Judiciária, em articulação com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, antecipou--se na resposta. Lyrica, Aclasta, Sinemet, Risperdal , Seroquel e Alzen – que tratam epilepsia, osteoporose, Parkinson, esquizofrenia e doença bipolar – são medicamentos em falta para quem deles precisa, porque têm, no último ano, estado ao serviço desta rede. Os delegados de informação médica vão ter com clínicos, que passam as receitas – e os primeiros aviam-nas nas farmácias, levando os remédios que o Estado há--de pagar. Depois é só pôr os remédios à venda – e repartir os lucros, de 50 milhões no último ano, por todos os envolvidos.

66 PROCESSOS POR EXPORTAÇÃO ILEGAL

A autoridade do medicamento (Infarmed) tinha instaurado 66 processos de contra-ordenação e aplicou 500 mil € em multas a armazenistas e farmácias por exportação ilegal de fármacos.

TIVERAM TODOS SORTE DIFERENTE DO FARMACÊUTICO NUNO GUERREIRO

Ao contrário do que acontecera em Março com o farmacêutico Nuno Guerreiro – suspeito de usar um esquema com testas-de-ferro na aquisição fraudulenta de farmácias e medicamentos, que não pagava aos bancos e a fornecedores, lesados em dezenas de milhões –, ontem, a procuradora Maria João Costa, do DCIAP, passou mandados de detenção. Enquanto Nuno Guerreiro e cúmplices foram só alvo de busca e apreensão – carros de luxo e iates –, os dez elementos da rede agora apanhada passaram a noite na cadeia e serão hoje presentes ao juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal. Arriscam todos prisão preventiva.

APREENDIDOS CARROS DE LUXO COMPRADOS COM OS CRIMES

A maior parte das farmácias e dos suspeitos envolvidos na rede fraudulenta que lesou o Serviço Nacional de Saúde em 50 milhões estão instalados no Norte e no Centro do País. É o caso, por exemplo, de uma das mais conhecidas farmácias na rua de Santa Catarina, no Porto. No Norte, uma das médicas que foram apanhadas ontem na megaoperação da PJ trabalha no Centro de Saúde de Celorico de Basto. Em causa estão crimes de falsificação de documentos, burla qualificada e corrupção. No decorrer da operação de ontem, levada a cabo pela Polícia Judiciária em colaboração com o DCIAP, foram ainda apreendidos diversos… CM

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Saúde gastou mais 93 milhões para contratar médicos através de empresas.

Em Agosto, o Ministério da Saúde (MS) determinou, através de despacho, que “a contratação de médicos na modalidade de prestação de serviços, por todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), só é admissível em situações de imperiosa necessidade”… Na sequência do despacho, o custo com prestações de serviço, no total de custos com pessoal, reduziu de 6,34% em Setembro de 2011 para 4,26% em Abril de 2012, mas “tal não foi suficiente para evitar que, em 2011, se verificasse, em relação a 2010, um aumento de cerca de dois milhões de euros naquele modelo de contratação, tendo passado de cerca de 91 milhões de euros para cerca de 93”, adianta… No sábado, o ministro da Saúde reiterou que o Governo é “favorável às carreiras médicas”, como provam os concursos para novas admissões no SNS, e que só abriu concursos para prestação de serviços médicos por falta de oferta. Paulo Macedo disse ter sido desbloqueado “outro concurso que estava por abrir” e revelou estar a averiguar “junto da Ordem dos Médicos (OM) e das ARS [administrações regionais de saúde] o porquê de concursos que estão por concretizar há sete anos”. Neste âmbito, disse “não compreender” a greve convocada para Julho pela OM e pelos dois maiores sindicatos do sector, tendo por base o concurso lançado pelo ministério para a prestação de serviços médicos ao SNS, procedimento que as três organizações consideram ilegal. “Se nós conseguíssemos os médicos com a especialidade de medicina geral e familiar disponíveis no mercado obviamente que os contrataríamos todos dessa forma, mas já abrimos todas as vagas possíveis relativamente à oferta que há”, sustentou. Paulo Macedo garantiu que “a opção política [do Governo] relativamente à prestação de serviços é de diminuição do [seu] número, porque [o Executivo] quer é os médicos estabilizados de acordo com as suas carreiras, quando os haja”. PUBLICO.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estas enfermeiras trabalham a troco de alojamento e alimentação.

Sem trabalho, duas enfermeiras, Isabel Moreira e Tânia Dias, puseram-se a caminho do Planalto Mirandês, Bragança, e decidiram montar, durante três meses, um projecto de voluntariado em que oferecem os seus serviços a troco de alojamento, alimentação e ofertas várias. Findo o prazo, esperam um contrato. Publico

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Deco desmascarou 20 produtos “para emagrecer”.

Para eliminar os quilos a mais, a solução é mesmo uma dieta equilibrada e exercício físico. Quanto a tentar perder peso com os produtos para emagrecer arrisca-se a constatar que “só a carteira perde peso”. Esta é a conclusão do estudo divulgado pela Deco Proteste que foi buscar 20 produtos “para emagrecer” às prateleiras dos super e hipermercados e lojas de dietética, disponíveis nas secções “saudável” e “emagrecimento”. Os resultados da análise da composição e alegações anunciadas nos rótulos das embalagens servem de aviso aos consumidores: Alguns destes produtos não têm efeito, outros contêm substâncias diuréticas ou laxantes, incompatíveis com um emagrecimento real. As “fórmulas” para emagrecer à venda nos supermercados “combinam plantas, frutos ou legumes, são enriquecidos com vitaminas ou sais minerais e reclamam super poderes contra os quilos em excesso”, explica o estudo da Deco Proteste que denuncia ainda que “para convencerem, recorrem a um discurso pretensamente científico, mas, com frequência, repleto de erros”. De acordo com a análise, alguns destes produtos contêm mesmo substâncias que, em elevadas concentrações, podem ser perigosas como é o caso dos estimulantes, que elevam o ritmo cardíaco. Além disso, nota, o preço é elevado variando entre 6 e 40 euros por embalagem. “Alguns produtos analisados propõem o emagrecimento com o recurso a diuréticos e laxantes, que fazem perder água e fezes em vez de gordura. Outros contêm cafeína, substância estimulante, presente, por exemplo, no chá verde e no guaraná. Mas seriam necessárias quantidades elevadas para permitirem a perda de peso. E, em tais quantidades, existe o risco de alterações ao nível do batimento cardíaco”, alerta o resumo de estudo que desmascara estes produtos. Mas há mais avisos: Cuidado, por exemplo, com a típica “estratégia de sedução” usada nos rótulos das embalagens e que se apoia em “linguagem com aparência científica”. Exemplo? “Variam as diferenças morfológicas (metabólicas) individuais: obstipação, retenção de líquidos, excesso de apetite (...)”, cita a Deco Proteste para, em seguida, desmontar esta mensagem: “Uma coisa é a morfologia de um indivíduo (alto, baixo, etc.), outra as suas características metabólicas, ou seja, a forma como transforma e elimina, por exemplo, as gorduras e os hidratos de carbono”. Além da ciência recorre-se também à estratégia do recurso a “substâncias ditas naturais” para convencer os consumidores. “A lista é vasta e varre desde o incontornável aloe vera até frutos exóticos brasileiros, como o açaí, passando pelo ginseng, típico da medicina oriental. Mas a eficácia real destas substâncias, nas doses propostas, está por demonstrar”, nota o estudo que adianta ainda que algumas destas plantas não estão isentas de riscos e que é preciso ter cuidado com interacções com outros medicamentos. Por fim, ficam ainda algumas dicas sobre sinais que devem servir de alerta: “Desconfie dos produtos ou dietas que prometam uma perda de peso fácil e sem esforço. Tenha o mesmo cuidado face a alegações de conhecimento científico, cura milagrosa, ingrediente com segredo e remédio tradicional. Termos como “sensação de saciedade” ou “termogénese” também devem fazer soar as campainhas. Produtos que afirmem ser seguros, sobretudo por conterem substâncias ditas naturais, ou incluam histórias não documentadas, com testemunhos de consumidores ou médicos, reclamando resultados fantásticos, são ainda de rejeitar”. Depois de tudo isto resta uma conclusão: “Para perder peso e manter a saúde, a dieta deve ser variada, eliminar os alimentos hipercalóricos, contemplar 1200 a 1500 quilocalorias diárias e incluir exercício”, refere a Deco Proteste que aconselha os consumidores que querem eliminar os quilos a mais a calcular o índice de massa corporal (que relaciona peso e altura) e a consultar um especialista. Alerta dos Nutricionistas
A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, subscreve o alerta da Deco Proteste. “Qualquer destes produtos implica riscos e deixa reservas se não for prescrito por um profissional”, refere sublinhando que “o excesso de peso é, em primeiro plano, uma doença e, por isso, necessita de uma avaliação por um profissional que pode ser um nutricionista ou dietista”.
Segundo a especialista estas fórmulas são também muitas vezes inócuas alcançando apenas um efeito placebo. “Quando muito funcionam como factor motivador para operar uma mudança em hábitos alimentares e, aí, a única perda seria económica”, considera, lamentando as falsas expectativas e a pressa de quem quer perder peso. “O que as pessoas querem são milagres. Querem perder peso e já. Muitas vezes, estes produtos vendem isso com imagens perfeitas e até definem um horizonte temporal como o ‘perca x quilos em x tempo’”. Alexandra Bento insiste na importância da consulta de um nutricionista ou dietista e nota que no site da Ordem dos Nutricionistas está publicada a lista dos profissionais acreditados porque também na oferta destes serviços há pessoas sem formação que podem “vender gato por lebre”. PUBLICO

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ucranianas despem-se pelo aborto.

  Várias mulheres do movimento Femen despiram-se na Catedral de Santa Sofia, em Kiev, pelo direito ao aborto. Expresso

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Exército da Coreia do Norte reduz altura...

A Coreia do Norte reduziu a altura mínima exigida aos soldados de 145 centímetros para 142, uma vez que a geração atual sofre de raquitismo devido à fome que atinge o país desde a década de 90, informou... DN

domingo, 1 de abril de 2012

Há medicamentos com tinta e gesso à venda na Net.

Fabrico de medicamentos falsos não dá prisão (???)

Milhares de medicamentos falsos são anualmente apreendidos nas alfândegas portuguesas. Gesso e tinta podem fazer parte destes fármacos, alerta o Infarmed. DN

sexta-feira, 30 de março de 2012

Quer ficar bonita?... Coma Sopa!


Não há melhor amiga para ajudar a manter ou perder peso do que a sopa! Cheia de legumes e hortaliças incluí-la na sua alimentação deverá ser o primeiro passo para fazer refeições nutritivas e, menos calóricas!
Quer conhecer a fórmula mágica para ficar mais bonita? Simples! Coma entre três a cinco peças de legumes e fruta por dia e veja o resultado em seis semanas! Não acredita? O estudo divulgado pela universidade americana St. Andrew revela que as pessoas que consomem as porções recomendadas de fruta e legumes ficam mais atraentes. Tudo isto em apenas seis semanas.
A explicação está nos carotenoides, pigmentos naturais que existem em alguns alimentos - brócolos, espinafres, cenouras... - e são essenciais para a conversão da vitamina A e a assimilação da vitamina C. Entre as suas funções está a proteção da pele às agressões externas e os raios UV, prevenindo os efeitos do envelhecimento. Paralelamente, age ativamente na recuperação da pele e auxilia na formação de melanina, pigmento responsável por conferir luminosidade e beleza à pele!
Antes que chegue o verão!
E onde podemos encontrar este nutriente milagroso que a torna mais bonita? Nos legumes e na fruta! Mas há mais milagres! Ao mesmo tempo que está a ficar mais bonita por fora, está também a contribuir para controlar o seu peso. Como? Ingerida no início da refeição, a sopa contribui para comer menos quantidade nos pratos seguintes. Assim, consegue fazer uma gestão calórica mais equilibrada, com a vantagem de estar a contribuir para a sua saúde e da sua família! 
A sopa apresenta, na sua composição, vitamina, minerais, substâncias antioxidantes, fibra e água essenciais numa alimentação saudável. Alia-se ainda o facto de ser um alimento pouco calórico e que confere grande saciedade. A sopa poderá ser apresentada com vários sabores e texturas, desde os cremes - legumes, cogumelos, tomate, couve-flor -, passando pelas tipicamente portuguesas, com pedaços de hortaliças. A falta de tempo para a preparar não serve de desculpa para não a comer! Existem várias opções - frescas ou desidratadas (em pó) para todos os gostos.
Sopas desidratadas? Tire as dúvidas!
Se existem dúvidas sobre a alternativa das sopas em pó, estas não fazem sentido persistir! Do mesmo modo que o leite em pó preserva as propriedades do leite, o mesmo se passa com outros alimentos desidratados. O processo de desidratação consiste em retirar-lhes a água para ficarem secos e poderem durar mais tempo sem precisar de conservantes. É o caso do feijão e do grão-de-bico, que temos de demolhar antes de cozinhar!
No caso da sopa, o processo é idêntico. Depois de secos, os ingredientes são cortados e triturados até ficarem em pó. Trata-se de um método pouco agressivo que não altera a estrutura dos alimentos, retendo a maior parte do seu conteúdo nutricional. No caso das hortaliças e legumes, que estão na génese destas sopas, é possível manter quase 100% das suas vitaminas e minerais. A saber:

  • Vitamina A - Protege a saúde dos olhos.
  • Magnésio - Promove o bom funcionamento dos músculos, nervos. Auxilia a formação dos dentes e ossos.
  • Potássio - Ajuda a controlar a pressão arterial.
  • Selénio - Atua enquanto antioxidante


Lembre-se, o consumo regular de sopa tem sido associado à regulação intestinal, ajuda a controlar o peso corporal, ao mesmo tempo que contribui para o aumento da ingestão hídrica! Tudo isto aliado ao facto de ficar mais bonito(a). Não há por que recusá-la na sua mesa! Ou há?! Por Helena Cid – Nutricionista Oje

terça-feira, 20 de março de 2012

McDonalds e Carrefour pedem desculpas à China.

É um passo de gigante, ver estas empresas pedirem desculpa. Também só acontece por ser a China, pois em países como Portugal dificilmente, ou mesmo nunca, isso aconteceria.

“A McDonalds e a Carrefour pediram desculpas à China por terem violado algumas normas no tratamento de bens alimentares. Uma reportagem da estação pública de televisão, a CCTV , denunciou a cadeia de fast-food americana e a rede de hipermercados francesa por terem cometido irregularidades na venda de comida. Em causa estão bens fora do prazo e alimentos normais vendidos como se fossem produtos gourmet. "A partir de hoje, retificaremos as operações dos nossos restaurantes na China", disse a vice-presidente do McDonalds no país, Sophia Luan. Numa nota enviada à comunicação social, a Carrefour garantiu que ia tornar mais rígida a aplicação das regras de fiscalização interna. A CCTV acusava a McDonalds de vender os nuggets de frango 90 minutos depois de serem feitos, enquanto as regras da empresa obrigam a um limite máximo de 30 minutos. Já a empresa francesa alterou as datas de validade de alguns produtos e vendeu frangos comuns como se fossem um produto mais caro. A reportagem foi emitida no Dia do Consumidor”. Expresso.

terça-feira, 6 de março de 2012

Síria Alguns hospitais converteram se em centros de tortura ONU.

Genebra, 06 mar (Lusa) -- O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos assegurou hoje que alguns hospitais sírios converteram-se em centros de tortura dos feridos nos protestos contra o regime de Bashar Al-Assad. "Em vários casos, as missões de investigação da ONU puderam comprovar que os hospitais se converteram, de facto, em centros de tortura dos feridos nos distúrbios", afirmou em conferência de imprensa Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Colville confirmou que as autoridades exigem ao pessoal sanitário que "não trate, não cure" os feridos que chegam ao hospital e que participaram nos protestos.Expresso.

sexta-feira, 2 de março de 2012

6110 mortes em duas semanas.

Acho que esta situação requer de imediato uma investigação polícial!!!

“A mortalidade em excesso "por todas as causas" atingiu na semana passada os 3080 óbitos, aumentando para 6110 a cifra das duas últimas semanas, revelam dados oficiais. Em declarações à agência Lusa, Baltazar Nunes, técnico do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), disse que na última semana, de 20 a 26 de fevereiro, a mortalidade "por todas as causas", com valores acima do esperado e observada principalmente entre idosos com 75 ou mais anos, fixou-se nos 3080 óbitos.

Idosos vítimas da gripe

Na semana anterior, de 13 a 19 de fevereiro, o número de óbitos, em idênticas circunstâncias, situou-se nos 3030, fundamentalmente entre idosos, adiantou a fonte, ressalvando que os dados estão sujeitos a constantes alterações, uma vez que são atualizados permanentemente. Semanalmente, todas as quintas-feiras, o INSA divulga no seu portal o boletim da gripe, com estatísticas sobre a mortalidade "por todas as causas", com valor acima do esperado. De acordo com os dados publicados na quinta-feira, a atividade gripal passou, na semana passada, de moderada para alta, com tendência crescente. Segundo o boletim, foram identificados, entre 20 e 26 de fevereiro, 24 casos onde foi detetado o vírus gripal do tipo A, 16 dos quais do subtipo H3. A taxa de incidência mais elevada registou-se nos idosos com 65 ou mais anos.

Investigação "em profundidade"

Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge anunciou, em comunicado , uma investigação "em profundidade" aos motivos associados ao excesso de mortalidade, em articulação com a Direção-Geral da Saúde. Muito embora, admitiu que o aumento da mortalidade "está muito possivelmente associado ao período de frio e à circulação de agentes infecciosos respiratórios que ocorreu em simultâneo". O período para o "apuramento epidemiológico e estatístico mais exaustivo" dos óbitos registados é estimado pelo INSA em pelo menos seis meses, por estar "condicionado à disponibilidade da mortalidade por causa específica". O diretor-geral da Saúde, Francisco George, informou na quinta-feira que está a ser investigada uma eventual mutação do vírus da gripe que possa explicar o aumento recente da mortalidade. Para o responsável, os atuais valores de mortalidade são muito semelhantes àqueles que se verificaram nas épocas gripais de 2008/2009 e de 1998/1999. Para setembro está prometido o início do registo online dos óbitos, permitindo o seu rápido e permanente acompanhamento, bem como das suas causas, adiantou. Expresso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Biberões perigosos interditos.

A partir de junho, os biberões com bisfenol A, um produto químico considerado perigoso, estarão fora das prateleiras das lojas. Baseada num parecer da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, é proibida a utilização do bisfenol A na produção de biberões já em março, nos Estados-membros da União Europeia. Presente em biberões, garrafas de plástico e chupetas, por exemplo, o bisfenol A é um composto químico controverso utilizado na produção de policarbonatos, constituinte de muitos recipientes para alimentos. Quando aquecidos, pequenas quantidades de bisfenol A podem libertar-se para os alimentos e ser ingeridas. Segundo vários estudos, este composto pode estar implicado em problemas neurológicos, imunitários e de reprodução, além de cancro. Até novas investigações, por precaução, a União Europeia decidiu suspender o uso de bisfenol A em recipientes destinados a bebés e crianças, grupos de maior risco, devido à sua vulnerabilidade e baixo peso corporal. França e Dinamarca já tinham decidido proibir a produção e a venda de biberões com bisfenol A, que também está interdito no Canadá, Austrália e em muitos estados norte-americanos. O uso de biberões de vidro ou de outros plásticos sem este composto são a alternativa. As organizações de consumidores esperam agora que a proibição se estenda a todos os bens de consumo. DECO PROTESTE

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Álcool


 

Más notícias para a vinicultura!

Hoje, tive um almoço de trabalho com gente da banca. Praticamente ninguém tocou em vinho, durante toda a refeição. Ontem, ofereci um jantar, em casa, a figuras ligadas à vida académica. Ninguém aceitou um digestivo. Anteontem, estive num almoço em que foi convidado um proeminente político francês. Nem ele, nem a maioria dos presentes, passaram da "Évian" ou da "Perrier".

Começo a ficar preocupado com esta deriva espartana. No meu caso, confesso, reajo. A diplomacia económica obriga a sacrifícios.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Foi notificado pela Segurança Social? Descarregue aqui uma reclamação tipo.

Nas últimas semanas mais de 117 mil notificações saíram do Instituto da Segurança Social avisando os beneficiários que tinham 30 dias para devolver o dinheiro ao Estado ou teriam a prestação social reduzida, cortada ou seriam penhorados. O Bloco de Esquerda disponibiliza a todos os cidadãos e cidadãs uma minuta de reclamação à Segurança Social que pode ser preenchida e enviada aos serviços. Clique no link para descarregar minuta. Esquerda