quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Grécia: “Não tenho trabalho, não pago”

Em setembro, 27,4% da população ativa grega estava desempregada, ou seja, 1 376 463 pessoas, segundo os últimos números, publicados a 11 de dezembro. Isto significa que 6% dos gregos em idade de trabalhar não têm emprego, revela o Eleftherotypia.

O diário acrescenta que a taxa de desemprego ultrapassa os 27% pelo sexto mês consecutivo e escreve que esses números "veem mostrar a amplitude da crise económica e o problema criado pelas políticas do memorando" — as medidas de austeridade que têm como objetivo o desendividamento da Grécia.

Outra consequência da crise económica, escreve ainda ao jornal, é que

500 mil contribuintes declararam estar impossibilitados de pagar os seus impostos em 2013.


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Ucrânia: Klitschko, um pugilista treinado por Merkel

Der Spiegel, Hamburgo – Desde o início das manifestações pró-União Europeia e contra o Governo ucraniano, o ex-pugilista Vitali Klitschko tem surgido como um dos principais instigadores contra o Presidente Viktor Yanukovych. Talhado pelos democratas-cristãos da chanceler alemã, poderá, em breve, ser apoiado por mais dirigentes europeus. Ver mais.


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Ladrão safa-se por cadeia não ter transporte.

Ladrão safa-se por cadeia não ter transporte - Especiais - DN

Regras diplomáticas

Francisco Seixas da Costa

 

Um colega que comigo coincidiu em Brasília, ao tempo em que eu por lá chefiava a nossa representação diplomática, enviou-me, para recordação, duas "instruções" que então eu distribuí por todos os funcionários.

A primeira tinha a ver com as comunicações recebidas na Embaixada:


"Qualquer comunicação escrita (carta, fax ou mail) dirigida a qualquer serviço da Embaixada, quer para o endereço geral, quer para um qualquer funcionário nessa sua qualidade, deverá, sem excepção, ser respondida. Em situação limite, em que o funcionário entenda que a comunicação não tem condições de ser respondida, deve ser sempre acusada a recepção."


A segunda prende-se com o "estilo" que eu entendia que os textos que seguem para Lisboa (e que são sempre assinados pelo embaixador) deviam assumir: 

  1. Não escrevam em estilo jornalístico. Escrevam como se tivessem que assinar "Nestrangeiros" (telegramas recebidos de Lisboa), isto é, linguagem totalmente neutral, pouco adjectivada, frases curtas e sem personalização, citando pouco e interpretando muito. Nós não concorremos com as agências noticiosas na busca dos factos: interpretamos.
  2. Não utilizem (nunca!) expressões brasileiras ou termos locais: "reforma tributária", "reforma ministerial", "inadimplência", etc. Há termos portugueses para isto.
  3. Um telegrama tem de ser auto-explicativo, partindo-se do princípio de que quem o lê está a contactar com essa realidade pela primeira vez. Deste modo, não há "CPI" ou "MP" mas sim "Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)", podendo, então, repetir-se a expressão "CPI" no mesmo telegrama. As "MP" são "Medidas Provisórias (MP)", devendo sempre ser seguidas da explicação de que se trata de "iniciativas legislativas que o Governo submete ao Congresso com prioridade de apreciação". Temos que ser didácticos e partir (sempre) do princípio que é uma pessoa nova que nos lê todos os dias.
  4. Procurem evitar referir nomes de pessoas, a não ser que sejam muito conhecidas ou importantes.
  5. Façam telegramas curtos. Ninguém lê em Lisboa mais do que página e meia. Quando possível, façam textos de menos de uma página.
  6. Façam parágrafos. Ajudam a ler.
  7. Não façam ironias ou graças nos textos: esse é o privilégio do embaixador… algum havia de ter !


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Jornalismo: a grande mutação.


MANUEL MARIA CARRILHO

Um dos domínios em que hoje melhor se vê tudo a mudar é sem dúvida no jornalismo: está tudo em transformação, mas ainda sem se perceber bem quais serão as novas formas que virão a impor-se no futuro, quais os seus valores e os seus objetivos.
Foi por isso bem escolhido o tema com que o semanário Expresso decidiu fechar as comemorações dos seus 40 anos, que incidiu na pergunta sobre se "o jornalismo (que temos) é útil à democracia". O debate, pelas várias descrições que pude ler, andou muito em torno da responsabilidade dos media na degradação do regime democrático português e das suas mais ou menos visíveis relações com o poder político.
É um tema decisivo para quem se interesse pela qualidade e vitalidade da democracia, que, a meu ver comporta, para lá das suas implicações mais imediatas, duas dimensões fundamentais: a primeira decorre do impacto das novas tecnologias no jornalismo tradicional. A segunda incide na legitimidade e na especificidade do jornalismo no novo mundo em que hoje vivemos.
Quanto ao impacto das novas tecnologias no jornalismo, a internet veio acabar tanto com o ritual quotidiano da leitura do jornal como com a experiência que esse ritual implicava e com as ligações que criava. Vai longe o tempo em que Hegel podia caracterizar a leitura do jornal como a oração matinal do cidadão moderno. Hoje, é a parafernália tecnológica que define esse ritual, dos alertas no telefone portátil à consulta nos tablets, passando pelo envio ou receção de e-mails, sms, etc., o que conduz a uma experiência completamente distinta da que propiciava o jornal clássico.
Isso acontece porque o digital se foi impondo, sem grande resistência nem alternativas consistentes, como o modelo a seguir: a qualidade das imagens, as reportagens de fundo, a originalidade das crónicas, todas estas características foram sendo submetidas ao império da brevidade, da simplicidade e do conformismo, dando forma a uma espécie de clic-jornalismo.
A sociedade Journatic, sediada em Chicago, produz semanalmente cinco mil artigos, redigidos pelo seu dispositivo tecnológico, que distribui por diferentes grupos da imprensa, que os adaptam ou reescrevem como entendem, e que depois são publicados em cerca de trezentos jornais sob nomes fictícios, como no Houston Chronicle se descobriu quando se investigou a identidade do "autor" de centenas de artigos, um tal Chad King.
Não admira, pois, que neste contexto se prognostique cada vez mais intensamente o fim dos jornais tradicionais, que enfrentam não só o desafio de responder às novas características e às novas expectativas dos cidadãos das sociedades contemporâneas, mas também de encontrar um novo modelo económico para a sua atividade.
Tudo vai depender, contudo, a meu ver, do modo como se perspetive a segunda dimensão que referi, a da especificidade e da legitimidade do jornalismo no mundo de hoje. E isso passa por manter, reestruturando-a, uma clara distinção entre o sistema mediático no seu conjunto, como fluxo contínuo de sons e de imagens, e um jornalismo que faça da palavra o seu elemento distintivo, quer se trabalhe em papel ou em suporte digital.
Opor o jornalismo e a internet é um erro que dá origem a muitos equívocos. Deve-se evitá-lo, o que passa por fazer do jornalismo uma atividade que se legitima e especifica através da sua diferenciação face à generalizada cultura da imagem, que é vivida como um consumo ininterrupto de conteúdos audiovisuais que mistura e confunde o que é informação com tudo aquilo que "se diz", com tudo o que é, digamos, tornado público, venha de onde vier, sem qualquer escrutínio quanto ao seu valor ou rigor.
Nesta perspetiva, o jornalismo deve antes reforçar-se como uma atividade que não só reporta os factos como é capaz de os perspetivar, de os analisar e de os tornar inteligíveis para os cidadãos. Que sabe equilibrar a narração dos factos com a sua efetiva compreensão, fazendo a indispensável seleção entre o que é necessário e o que é inútil, o que explica e o que diverte, etc.
É de resto isto que faz ainda da imprensa escrita, apesar da queda das vendas e dos constantes desafios tecnológicos, o meio de comunicação de maior influência nas sociedades contemporâneas, o que explica, por exemplo, a compra do Washinghton Post por Jeff Bezos, o patrão da Amazon.
No fundo, como a jornalista Elisabeth Lévy diz, o jornalismo renascerá, ou não, das cinzas conforme ele consiga, ou não, assumir como exigência nuclear do seu trabalho o imperativo da informação e da explicação, da contradição e do debate. Porque é por aí que passa, como bem explicou M. Castells no seu livro Communication Power, o poder mais fundamental de todos: o de moldar o pensamento.
O jornalismo enfrenta hoje desafios novos, quer quanto ao modelo económico que o sustente quer quanto à definição das suas características e objetivos. O que me parece fundamental é que se compreenda que o que o internauta procura na internet e o que o leitor procura num jornal (em papel ou no ecrã) são coisas substancialmente diferentes, e que é da compreensão desta diferença e das consequências que se saiba tirar dela que depende o futuro do jornalismo.
Jornalismo: a grande mutação - Opinião - DN

Prendas de Vara custavam 4500 €

Prendas de Vara custavam 4500 € - Política - Correio da Manhã

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Deco pede retirada de brinquedos da Imaginarium.

Deco pede retirada de brinquedos da Imaginarium - Expresso.pt

Americano Goldman Sachs maior acionista dos CTT

O banco de investimento norte-americano Goldman Sacha é para já o maior acionista dos CTT, com 4,99%. A compra foi feita no dia 5 de dezembro, já depois da privatização. O Deustch Bank anunciou que detém 2,04%

A tomada de participação por parte do Goldman Sachs foi comunicada há minutos através do sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O banco de investimento diz apenas que tem os direitos de voto,  pelo que esta participação pode pertence a outros investidores. 


Americano Goldman Sachs maior acionista dos CTT - Expresso.pt

União bancária: Zona euro atinge objetivo

"Notáveis progressos na união bancária", congratula-se La Vanguardia. A 10 de dezembro, foi concluído um primeiro acordo entre os ministros das Finanças da zona euro para a criação de uma autoridade europeia que possa decidir o encerramento ou a ajuda aos bancos em dificuldades. Para o diário espanhol, esta decisão constitui um "passo decisivo" para a união bancária:

O progresso é muito importante, porque essa união pode tornar-se um fator decisivo na normalização do crédito para as empresas e para as famílias e, por essa via, representar um notável apoio ao reforço da retoma na Europa. […] Foram feitos progressos quanto à aceitação da Comissão Europeia como autoridade responsável pelo mecanismo de reestruturação ou de liquidação dos bancos, uma tarefa muito delicada que será partilhada com os Estados-membros.

Este ponto é um dos três pilares da união bancária, com a supervisão dos bancos pelo BCE já lançada, e o fundo de garantia dos depósitos. Este último aspeto ainda está em discussão, mas foram dados "passos de gigante" na reaproximação de posições, e foi encontrada uma "solução mista" através de uma espécie de cobertura comum dos fundos de que dependeriam os fundos nacionais durante um período de transição de dez anos.

Os pormenores serão acertados durante o Conselho Europeu de 19 e 20 de dezembro.


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Itália: “Garfos, o protesto é assustador”

Pelo terceiro dia consecutivo, o movimento "Forconi" (garfos) saiu à rua em muitas cidades italianas, bloqueando estradas e interrompendo serviços para protestar contra o Governo, a austeridade e o euro, noticia La Stampa.

Nascido em 2011, o movimento junta vários grupos particularmente atingidos pela crise, como vendedores, motoristas de camiões e pequenos empresários, mas também extremistas de direita e hooligans do futebol. Alguns dos organizadores ameaçaram "marchar sobre Roma" se o Governo sobreviver a um voto de confiança marcado para hoje, enquanto os líderes da oposição Silvio Berlusconi e Beppe Grillo deram o seu apoio aos manifestantes.

Segundo o editorial do diário estas manifestações são especialmente preocupantes porque

são as primeiras a realizar-se em Itália, desde há muito tempo, com o estômago vazio ou, mais precisamente, com o medo de que o estômago fique vazio em breve. [...] Não nos esqueçamos que, na Grécia, vimos pensionistas insuspeitos imolarem-se pelo fogo, no meio da rua. O desespero pode transformar qualquer pessoa.


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Croácia: “É preciso reduzir o défice em 3 mil milhões de kunas”

 

A Comissão Europeia propôs a abertura de um processo por défice excessivo contra a Croácia e instou o Governo croata a apresentar um programa de austeridade para o equivalente a 390 milhões de euros até 30 de abril de 2014.

A situação económica da Croácia preocupa Bruxelas: o défice público chega a 6% do PIB (contra os 3% exigidos pelos critérios da zona euro) e a dívida pública está perto dos 60% do PIB. As exportações e o investimento estão em baixa, enquanto o desemprego está a subir, lembra o jornal Večernji list.

Segundo o diário,

o Governo tem de pôr rapidamente em ordem as finanças e aplicar as reformas que desde há muito tempo vem adiando, desta vez sob a vigilância da UE. [Para isso], a Comissão terá sugerido a diminuição dos salários, das prestações sociais e dos subsídios e o aumento de impostos.


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Corrupção: “Banditismo de Estado no Parlamento romeno”

 

A 10 de dezembro, os deputados adotaram uma alteração ao código penal que introduz de facto "uma imunidade quase absoluta" para os parlamentares e para o Presidente da República em investigações por conflitos de interesses, noticia o Adevărul. O código penal define este crime como dizendo apenas respeito aos funcionários públicos; o projeto de lei exclui os deputados e o chefe de Estado desta categoria.

O diário lembra que os deputados se preparam, igualmente, para "adotarem uma lei de amnistia dos casos de corrupção".

No mesmo dia, o Senado rejeitou o projeto de lei que dizia respeito à exploração de minas, desferindo assim um rude golpe nas empresas que querem explorar as minas de ouro de Roşia Montana.


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Evasão fiscal: “Sem solidariedade: UE critica Viena por causa do segredo bancário”

 

Durante o Conselho de ministros europeus das Finanças, a 10 de dezembro, a Áustria e o Luxemburgo voltaram a bloquear um acordo sobre a troca automática de dados bancários, noticia o Standard. O diário escreve que

a Áustria e o Luxemburgo bloquearam a nova versão alterada [da diretiva europeia sobre os juros]. Graças a esta regulamentação, os países da UE deviam ficar em posição de taxarem de maneira efetiva os seus cidadãos, mesmo que possuam uma conta no estrangeiro. É com esta finalidade que as administrações fiscais da UE trocam dados bancários.

Os outros membros da UE criticaram ferozmente o Luxemburgo e a Áustria, afirmando que o veto dos dois países beneficia a fraude fiscal. Além disso, acrescenta Der Standard, Viena chegou a acordo com Washington sobre a troca de dados bancários quase automaticamente entre os dois países, o que suscita a ira da Comissão Europeia, que "exige da Áustria igualdade de tratamento".


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MoU

Francisco Seixas da Costa

 

Há cerca de dois anos e meio, os portugueseses acordaram com uma realidade que foi o "memorandum of understanding", o acordo estabelecido entre o governo demissionário e a "troika", subscrito pelo PSD e pelo CDS, que garantia um financiamento ao país, tendo como contrapartida um conjunto de reformas e medidas a implementar no plano interno.

 

Na altura, ficou a ideia clara de que, para o futuro primeiro-ministro, o MoU representava uma "ajuda" à sua vontade de mudar radicalmente algumas coisas no país, que uma gestão política em tempos normais dificilmente conseguiria levar a cabo. Era, no fundo, uma versão da "suspensão da democracia" que a sua antecessora na liderança do PSD chegara a alvitrar como desejável. A frequente utilização da expressão "ir para além da troika" criou a ideia de que, para o novo governo, o MoU era (apenas) a base do seu programa ideológico, embora não suficiente. Entre a "troika" e o governo parecia assim haver como que uma identidade quase idílica, à espera de uns "amanhãs que cantariam" graças à sedução imparável dos mercados.

 

Com o tempo, curiosamente, o MoU parece esquecido. O país tem-se concentrado no debate das medidas concretas que vão surgindo - muitas das quais nem sequer se percebe se resultam ou não do MoU ou se são meras decisões que o tomam como pretexto.

 

Dou assim comigo a pensar que, aparentemente, ninguém ainda "fez as contas" sobre o que se aplicou (ou não) do MoU, daquilo que nele foi esquecido (presume-se por complacência, expressa ou implícita, da "troika"), dos resultados efetivos retirados da aplicação das medidas, dos "trabalhos a mais" executados, etc. Não teria interesse alguém - uma universidade e um jornal, por exemplo - trazerem a público esse inventário? Porquê? Desde logo, para que pudéssemos perceber como temos sido governados, isto é, se as duras políticas que estamos a suportar resultam apenas do que subscrevemos ou se há mais coisas que, a seu coberto, nos foram impostas. Depois, para podermos fazer um juízo comparado entre o que nos foi imposto e a sua resultante concreta em matéria de efeitos. E, finalmente, para procurarmos entender, até para melhor nos conhecermos, a razão pela qual algumas das coisas subscritas no MoU não foram avante.

 

Para um governo com interesse em ter uma afirmação perante a "troika", a grande vantagem de um exercício deste género seria dar ao país "munições" para poder confrontar as instituições internacionais. Em muitos casos, poderíamos argumentar com a má conceção do pacote de medidas e partir daí para uma maior - e mais legítima - exigência de uma flexibilização da austeridade que nos cai em cima. Mas, para isso, era necessário ter vontade política e ela, claramente, não existe.


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Refugiados sírios: A Europa deve abrir as suas fronteiras

Dagens Arena, Estocolmo – A Europa deve abrir de imediato as suas fronteiras aos refugiados que fogem do inferno sírio. É ilusório pensar que a UE pode impedir que os candidatos a asilo tentem, por todos os meios, entrar no seu território. Ver mais.


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Imigração: “Absolutamente nada nobre”

"Um ano depois de ter recebido o prémio Nobel da Paz, a 10 de dezembro de 2012, a UE fecha-se cada vez mais sobre si própria para não deixar entrar imigrantes. Os próprios sírios, que fogem da guerra, ficam de fora", lamenta Die Tageszeitung.

O diário de Berlim faz um apelo à Europa para que reaja, finalmente, perante a miséria dos refugiados sírios:

Numa altura em que a Europa se prepara para festejar o Natal, os sírios sofrem pelo terceiro ano [consecutivo] uma sangrenta guerra civil. Mais de dois milhões de pessoas fugiram para os países vizinhos para escaparem à violência. [...] Esperam em campos de refugiados superlotados, sem perspetivas para si próprios e para os seus filhos. A Europa pode fazer mais para os ajudar. Mas a União Europeia parece demasiado preocupada com os seus próprios problemas para ser capaz de verdadeira compaixão. […] Mas se a Europa recusa acolher mais imigrantes, deve pelo menos ajudar a aliviar a mais grave miséria.


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Reino Unido: “Fraturação recebe luz verde”

 

A 10 de dezembro, o presidente do grupo de aconselhamento do Governo sobre alterações do clima, Lord Deben, afirmou que o Reino Unido deve pôr de lado a oposição à fraturação hidráulica, o controverso método para extração de gás de xisto a grandes profundidades, rejeitando as críticas dos grupos ecologistas que defendem que esta técnica pode causar danos no ambiente.

Deben, que foi ministro do Ambiente no Governo liderado pelo conservador John Major (1990-1997) disse ao jornal The Times que a fraturação, nome porque é conhecida esta técnica, permitirá ao Reino Unido explorar as suas reservas de gás de xisto e reduzir a sua dependência energética em relação ao estrangeiro, acrescentando que

não é verdade que a fraturação destrua o ambiente e que o mundo acabe se a usarmos. E, no entanto, se ouvirmos falar alguns ecologistas, é isso que eles nos dizem.


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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

União bancária: “Mudança em Berlim aproxima pacto da UE sobre os bancos”

Os ministros da zona euro estão a aproximar-se de um acordo de união bancária depois da Alemanha e outros Estados-membros da UE terem chegado a acordo sobre um esboço para um fundo de resgate bancário utilizando recursos nacionais e centralizados, noticia o Financial Times.

O ministro das Finanças francês Pierre Moscovici disse ao FT que estão a ser discutidos os planos para a criação de um sistema que envolve um fundo central – como defende a UE – e uma rede de fundos nacionais – como a Alemanha prefere.

Moscovici disse que o novo esquema inclui um "fundo de resgate único e um papel atribuído à contribuição nacional", e nega que esta estrutura seja contraditória. O FT acrescenta:

Os pormenores de como este esquema – essencialmente uma rede de fundos nacionais sob a tutela única da UE – vai funcionar é um dos elementos mais contraditórios de um acordo final.


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Vídeo tenta provar teoria de "arranjinho" - Mundial 2014 no Brasil!

Vídeo tenta provar teoria de "arranjinho" - O Jogo

Emprego: “Trabalhadores destacados – europeus prontos a policiarem”

A 9 de dezembro, os ministros europeus do Trabalho chegaram a acordo sobre a luta contra os abusos no recurso aos trabalhadores destacados.

"Não está ganho, tão profundas parecem ser as divergências dentro da União Europeia", afirma La Tribune, que lembra que há dois campos em confronto: o Reino Unido e os países da Europa Central e Oriental de um lado; a França e a Alemanha, a que finalmente se juntou a Polónia, de outro. No entanto, sete países votaram contra este acordo de que ainda não se conhecem os pormenores.

O diário económico explica o espírito das novas alterações:

Os países poderão fixar livremente a lista dos documentos exigidos a uma empresa estrangeira que queira destacar trabalhadores para o seu território e os empreiteiros e os subempreiteiros serão solidariamente responsáveis em caso de fraude.


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