quarta-feira, 23 de maio de 2012

Existirá a Maddie?

É mais uma opinião, por isso vale o que vale…mas é curioso

MADDIE NUNCA ESTEVE EM PORTUGAL!
PROVAVELMENTE NEM NUNCA EXISTIU!


 
Num relatório recente, elaborado por uma equipa de Investigadores Privados
Europeus, concluiu-se  não haver fundamento para o prosseguimento das buscas
tendentes à localização de Madeleine McCann.
 
Tal relatório assenta em diversos depoimentos de clientes do Ocean Club, em
Lagos (Portugal), no momento do alegado desaparecimento de Maddie e de
muitos habitantes da Aldeia da Luz, os quais referem unanimemente nunca ter
visto a família com três crianças, mas apenas com duas.
 
Tal facto tem sido escondido da opinião pública, sendo apenas conhecido das
empresas de Comunicação que  asseguram a boa imagem pública da família
McCann.
 
O estudo, que sairá a público nos próximos dias, antecipava até a dúvida
sobre a própria existência da pequena Maddie.
 
Com efeito, tendo ficado demonstrado nos processo de investigação que Gerry
não é o seu pai biológico, existem fortes indícios de que as amostras de ADN
não sejam de qualquer criança, mas apenas de sua mãe.
 
Tal situação explica, segundo os investigadores, a correspondencia do sangue
encontrado no veículo automóvel alugado 21 dias depois do forjado
"desaparecimento", com o da pretensa "mãe" de Maddie.
 
Por outro lado, e segundo revela o relatório, não há qualquer indício de que
o casal tenha entrado em Portugal com três crianças, nem foi até agora
descoberto qualquer registo de nascimento de  alguma criança com o nome  de
Madeleine McCann, filha do casal.
 
Esta convicção dos investigadores assenta ainda em informações prestadas por
amigos pessoais de Clarence Mitchel, porta-voz do casal McCann, e de alguns
dos seus colaboradores directos.
 
Segundo estes, "Maddie" - figura imaginária - seria um instrumento para a
criação de um fundo de solidariedade internacional, projecto há muito
desenhado pelos McCann.
 
Obtido esse fundo, e resguardado o mesmo em sistema bancário seguro, os
McCann contratariam gabinetes de comunicação e advogados dos paises
envolvidos na operação com o fim de os protegerem de uma eventual retaliação
por parte dos beneméritos do referido fundo.
 
Mas o relatório vai mais longe: o esquema da operação compreenderia um fundo
visível e um fundo privado da família McCann, sendo que o montante que este
geriria -e que corresponderia à maioria das dádivas -. seria apenas
conhecido do casal.
 
Desta forma, o valor dos montantes doados levado ao conhecimento público
seria substancialmente inferior ao efectivamente recebido.
 
Estes factos, aliás, são do conhecimento dos Governos dos países visitados
pelos McCann no seu "road-show" para obtenção de fundos.
 
Daí que o casal nunca tenha sido oficialmente recebido.
 
Note-se que, apesar de, em termos de opinião pública, ter sido referido que
o Santo Padre Bento XVI teria recebido o casal em audiência privada, tal
audiência nunca ocorreu, havendo apenas uma fotografia, sabiamente captada,
na Praça de São Pedro, em Roma, na qual figura o casal McCann saudando o
Papa quando este circulava a pé junto do público que semanalmente enche a
referida Praça quando das audiências publicas.
 
As autoridades policiais estão a analisar com a máxima descrição este
relatório, procurando encontrar conexões entre os doadores dos fundos com
redes internacionais ligadas ao tráfico de armas e de estupefacientes e bem
assim, a  investidores imobiliários de Marrocos e do Sul de Espanha.
 
 
 

 

 

 

 

Salários Mínimos na Europa

Salários Mínimos na Europa

sem comentários ...

domingo, 20 de maio de 2012

A semana foi fértil em episódios lamentáveis: trapalhadas, demagogia e indecência

Trapalhadas de um atrapalhado Miguel Relvas para explicar a sua relação com um antigo diretor das secretas. Já vai na terceira versão e o que interessa continua por esclarecer: os serviços de informação estão ao serviço da República ou de interesses particulares e grupos privados? Um caso grave, agora apimentado com as pressões e chantagens do ministro sobre jornalistas do Público.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ensul: 500 trabalhadores com salários em atraso fazem vigília para defender património

Tu também?
 
Cerca de 500 trabalhadores da empresa de construção Ensul Meci, com sede no Monte da Caparica, Almada, estão com dois meses de salários em atraso e 4 meses de subsídio de alimentação também em atraso. Alguns trabalhadores vivem situações dramáticas, com empréstimos por pagar e até água e luz cortadas.

Ricardo Rodrigues reconhece crimes mas justifica-os com a defesa da sua imagem. Alto dirigente do PS.

“Ricardo Rodrigues está a ser julgado por crime de atentado à liberdade de imprensa por, em Maio de 2010, no decurso de uma entrevista à revista Sábado, se ter apoderado ilegitimamente de dois gravadores utilizados por uma jornalista. Ricardo Rodrigues justificou ter guardado os gravadores dizendo que os jornalistas lhe estavam a colocar questões de índole pessoal (sobre burla, desavenças de opinião com um colega de partido e relativas a um caso de pedofilia nos Açores, de onde é natural). O conteúdo dos gravadores subtraídos à jornalista Maria Henrique Espada serviria, segundo disse o deputado, como meio de prova a apresentar a um juiz, para que este pudesse decretar uma providência cautelar que inviabilizasse a publicação da entrevista que concordara conceder. A jornalista da Sábado, que no início da audiência viu reconhecida a sua condição de assistente no processo – a defesa do deputado queria que ela fosse apenas testemunha, inviabilizando assim diversos procedimentos judiciais – declarou que as perguntas de índole pessoal foram feitas porque, antecipadamente não houve qualquer pedido em sentido contrário e porque as mesmas acabariam por ser importantes para se perceber alguma da actividade política de Ricardo Rodrigues, que à data desempenhava diversas tarefas relevantes na Assembleia da República, sendo mesmo coordenador de uma comissão eventual criada por causa dos crimes de corrupção. O julgamento prossegue no dia 29 deste mês, com a audição das testemunhas de acusação e defesa. O deputado incorre numa pena de prisão entre três meses a dois anos ou no pagamento de uma multa pecuniária que pode ir de 25 a 100 dias.” PUBLICO.

O dia em que Sócrates pediu a Cavaco para o salvar da troika.

Portugal esteve à beira do ataque de nervos nas horas que antecederam o pedido da ajuda externa. Sócrates, cada vez mais só e sob pressão, pediu a Cavaco que convencesse os banqueiros a comprar dívida, Carlos Costa mandava cartas secretas, Teixeira dos Santos agia por conta própria. Entre a tragédia e o drama, as loucas 72 horas que antecederam o pedido de resgate. PUBLICO.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A maior estrutura de madeira do mundo em SEVILHA.

 

 

Quem está de viagem marcada para Sevilha, na Espanha, não pode perder a oportunidade de conhecer o Metropol Parasol, a maior estrutura de madeira do mundo.
Formada por painéis de madeira que se erguem a partir de bases de concreto, a imensa estrutura de 150 x 70 metros abriga uma praça, um restaurante, uma feira de produtos agrícolas e, no topo, há um piso panorâmico onde o visitante pode apreciar a vista magnífica.

A construção ondulada de tom neutro foi idealizada para criar contraste entre o moderno e a atmosfera medieval da cidade, acentuando ainda mais o apelo histórico e turístico de Sevilha.

Veja as fotos da maior estrutura de madeira do mundo. 

 

 

Tiago Caiado Guerreiro, especialista em fiscalidade, diz que leis anti-corrupção foram feitas para defender os corruptos

 

 



Eu não digo que vale a pena ver e ouvir.  Digo que é  OBRIGATÓRIO.

  

Eis a triste realidade do nosso país.

 

Se não quer perder tempo a ler o texto em baixo, vá directamente para o filme (15minutos). Lá perceberá tudo, e chegará inexoravelmente à conclusão que jamais seremos um país evoluído. Calcule-se que este Fiscalista/Advogado, com 250€ entalava uma data de gatunos.

 

Veja o filme!

 

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, a quem nos anos mais próximos não deverá ser permitido voltar a pôr os pés numa televisão, explicou no programa «Opinião Pública» da SIC Notícias como, em Portugal, as leis são feitas exatamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção...

«Temos normas que tornam totalmente impossível apanhar um corrupto em Portugal.

As normas são feitas exactamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção e não se conseguir provar em tribunal.

Estes casos todos, que estão em tribunal, não vão dar em nada, porque a norma, mesmo que eles fossem filmados no acto de corrupção, seria difícil provar em tribunal com as normas que temos, quanto mais com advogados competentes (do lado dos corruptos).

Por outro lado, temos o Ministério Público que está organizado, (e que sem culpa disso), para não conseguir investigar a corrupção.

Também a polícia judiciária não tem meios para investigar a corrupção.

Se juntarmos a isto, tribunais pouco treinados e normas que não funcionam, então isto é o paraíso dos corruptos.

Aliás, todos nós conhecemos casos, ao longo do país todo, de fortunas inexplicáveis que continuam inexplicáveis e que apareceram de repente, após o exercício de cargos políticos ou em ligação com o Poder.

… Agora, um conjunto enorme de medidas em vez de normas claras e transparentes sobre o que é que é a corrupção, e isto não é difícil de fazer, bastando para tal copiar o que existe, por exemplo, nos cinco países menos corruptos do mundo, são normas que são muito transparentes, são normas que, ao contrário do que aqui está previsto, não se aplicam a toda a população portuguesa.

Aplicam-se só a detentores de cargos políticos, por isso são muito mais focadas naqueles que têm o risco de praticar a corrupção e permite, por isso, um enfoque muito mais fácil da polícia judiciária, do ministério público, dos tribunais e dos outros órgãos de fiscalização.

… Todos nós sabemos que muita gente sai dos cargos públicos, políticos, e depois vai para a frente de grandes empresas e alguns deles criam grandes fortunas, quer dizer, tudo coisas que são inexplicáveis e inaceitáveis em sociedades civilizadas, excepto neste país, onde se pode bater sempre no contribuinte mas tratamos maravilhosamente bem os corruptos…

Eu espero que isto não seja mais uma vez o que tem sido feito, que sempre que eles alteram as normas de corrupção, tornam-nas mais incompreensíveis e mais impossíveis de aplicar pelos tribunais e pela investigação.

… Nós não temos um combate à corrupção.

Temos normas de branqueamento, que é uma coisa diferente.

Temos normas que permitem aos corruptos saírem de um julgamento todos praticamente ilibados...

Há casos que eu acho terríveis: as parcerias público-privadas e o BPN são de certeza casos de polícia, são dois casos paradigmáticos em Portugal.

 

Para verem o vídeo, cliquem na imagem acima

 


 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Relvas recebeu sms e emails de Silva Carvalho com propostas para secretas.

Que alguém é mentiroso já o sabemos, pois as contradições são varias. O Sr. Miguel (de Vasconcelos) Relvas, recebeu as mensagens e não “ligou” aos conteudos… pois é! O ex-director tem o contacto dele e manda-lhe informações por SMS… como se estivessem a combinar um almoço, ou a que horas se encontrariam, para irem fazer qualquer coisa juntos. Não somos todos parvos pois não, ou somos mesmo?! 

“No Parlamento, o ministro admitiu ter recebido mensagens do ex-director do SIED, mas desvalorizou o conteúdo. E não respondeu por que motivo não pediu a Silva Carvalho para deixar de lhe enviar dados” Publico

Igespar obriga EDP a fazer sondagens arqueológicas para a sua nova sede.

Como é possível, que tenha sido autorizada? Será só por incompetência, ou será mais do que isso?

“Alvará emitido pela Câmara de Lisboa não obrigava a escavações, apesar dos recentes achados ali ao lado, na Praça D. Luís. Actual Plano Director Municipal não protege vestígios da zona ribeirinha…” Publico

Deco desmascarou 20 produtos “para emagrecer”.

Para eliminar os quilos a mais, a solução é mesmo uma dieta equilibrada e exercício físico. Quanto a tentar perder peso com os produtos para emagrecer arrisca-se a constatar que “só a carteira perde peso”. Esta é a conclusão do estudo divulgado pela Deco Proteste que foi buscar 20 produtos “para emagrecer” às prateleiras dos super e hipermercados e lojas de dietética, disponíveis nas secções “saudável” e “emagrecimento”. Os resultados da análise da composição e alegações anunciadas nos rótulos das embalagens servem de aviso aos consumidores: Alguns destes produtos não têm efeito, outros contêm substâncias diuréticas ou laxantes, incompatíveis com um emagrecimento real. As “fórmulas” para emagrecer à venda nos supermercados “combinam plantas, frutos ou legumes, são enriquecidos com vitaminas ou sais minerais e reclamam super poderes contra os quilos em excesso”, explica o estudo da Deco Proteste que denuncia ainda que “para convencerem, recorrem a um discurso pretensamente científico, mas, com frequência, repleto de erros”. De acordo com a análise, alguns destes produtos contêm mesmo substâncias que, em elevadas concentrações, podem ser perigosas como é o caso dos estimulantes, que elevam o ritmo cardíaco. Além disso, nota, o preço é elevado variando entre 6 e 40 euros por embalagem. “Alguns produtos analisados propõem o emagrecimento com o recurso a diuréticos e laxantes, que fazem perder água e fezes em vez de gordura. Outros contêm cafeína, substância estimulante, presente, por exemplo, no chá verde e no guaraná. Mas seriam necessárias quantidades elevadas para permitirem a perda de peso. E, em tais quantidades, existe o risco de alterações ao nível do batimento cardíaco”, alerta o resumo de estudo que desmascara estes produtos. Mas há mais avisos: Cuidado, por exemplo, com a típica “estratégia de sedução” usada nos rótulos das embalagens e que se apoia em “linguagem com aparência científica”. Exemplo? “Variam as diferenças morfológicas (metabólicas) individuais: obstipação, retenção de líquidos, excesso de apetite (...)”, cita a Deco Proteste para, em seguida, desmontar esta mensagem: “Uma coisa é a morfologia de um indivíduo (alto, baixo, etc.), outra as suas características metabólicas, ou seja, a forma como transforma e elimina, por exemplo, as gorduras e os hidratos de carbono”. Além da ciência recorre-se também à estratégia do recurso a “substâncias ditas naturais” para convencer os consumidores. “A lista é vasta e varre desde o incontornável aloe vera até frutos exóticos brasileiros, como o açaí, passando pelo ginseng, típico da medicina oriental. Mas a eficácia real destas substâncias, nas doses propostas, está por demonstrar”, nota o estudo que adianta ainda que algumas destas plantas não estão isentas de riscos e que é preciso ter cuidado com interacções com outros medicamentos. Por fim, ficam ainda algumas dicas sobre sinais que devem servir de alerta: “Desconfie dos produtos ou dietas que prometam uma perda de peso fácil e sem esforço. Tenha o mesmo cuidado face a alegações de conhecimento científico, cura milagrosa, ingrediente com segredo e remédio tradicional. Termos como “sensação de saciedade” ou “termogénese” também devem fazer soar as campainhas. Produtos que afirmem ser seguros, sobretudo por conterem substâncias ditas naturais, ou incluam histórias não documentadas, com testemunhos de consumidores ou médicos, reclamando resultados fantásticos, são ainda de rejeitar”. Depois de tudo isto resta uma conclusão: “Para perder peso e manter a saúde, a dieta deve ser variada, eliminar os alimentos hipercalóricos, contemplar 1200 a 1500 quilocalorias diárias e incluir exercício”, refere a Deco Proteste que aconselha os consumidores que querem eliminar os quilos a mais a calcular o índice de massa corporal (que relaciona peso e altura) e a consultar um especialista. Alerta dos Nutricionistas
A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, subscreve o alerta da Deco Proteste. “Qualquer destes produtos implica riscos e deixa reservas se não for prescrito por um profissional”, refere sublinhando que “o excesso de peso é, em primeiro plano, uma doença e, por isso, necessita de uma avaliação por um profissional que pode ser um nutricionista ou dietista”.
Segundo a especialista estas fórmulas são também muitas vezes inócuas alcançando apenas um efeito placebo. “Quando muito funcionam como factor motivador para operar uma mudança em hábitos alimentares e, aí, a única perda seria económica”, considera, lamentando as falsas expectativas e a pressa de quem quer perder peso. “O que as pessoas querem são milagres. Querem perder peso e já. Muitas vezes, estes produtos vendem isso com imagens perfeitas e até definem um horizonte temporal como o ‘perca x quilos em x tempo’”. Alexandra Bento insiste na importância da consulta de um nutricionista ou dietista e nota que no site da Ordem dos Nutricionistas está publicada a lista dos profissionais acreditados porque também na oferta destes serviços há pessoas sem formação que podem “vender gato por lebre”. PUBLICO

Corrupção: médicos ilibados por viagem na Malásia a meio de congresso.

Três anos depois… e ainda alguém acredita que os médicos pagaram do seu bolso?

“O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa arquivou o inquérito sobre a viagem de 27 médicos portugueses à Malásia para participarem num congresso de ginecologia que incluiu a visita a uma ilha a 700 quilómetros de distância durante os três últimos dias do encontro… Foi por não haver aparente contrapartida que a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde decidiu também arquivar o caso. Resta saber qual vai ser a decisão da Ordem dos Médicos — em 2009 o então bastonário Pedro Nunes afirmou que, se se confirmasse que os médicos tinham ido à ilha pagos pelo J.Neves, iriam ser alvo de processos disciplinares. …Apesar de os responsáveis do laboratório terem voltado a garantir que foram os médicos a custear este programa suplementar, o procurador considera que há indícios de que a parte da viagem e estadia a Langkawi terá sido paga pelo J.Neves, o que “pode traduzir objectivamente a aceitação de uma vantagem que não era devida”. PUBLICO.

terça-feira, 15 de maio de 2012

São Moreirense

 
Acabo de saber e rejubilo: o Moreirense subiu à Primeira Liga!

Há tempos, um cronista de restaurantes que, na revista "Sábado", dava pelo nome de Augusto Maria de Saa, deu a um seu artigo o título de "Já viu jogar o Moreirense?". Que raio de pergunta! Nunca vi jogar o Moreirense, nem faço tenções de o fazer. Mas então, qual a razão do júbilo?

Porque o texto chamava a atenção para o facto de, precisamente ao lado do estádio do Moreirense, se situar aquele que, para muitos, é o melhor restaurante de Portugal - o "São Gião". (Por mim, já o tinha dito aqui)

Agora, com a equipa vizinha ascendida à divisão principal do nosso futebol, o "São Gião" vai passar a ter nova e farta freguesia. Nestes tempos de troika & tralhas correlativas, é muito bom que o negócio do "São Gião" progrida. Só peço ao Fernando Pedro Nunes que os preços não "sofram" com a avalanche e que continue a garantir-me uma mesa nessa incomparável "catedral" de restauração de Moreira de Cónegos.

Secretas: Bloco mantém “preocupação” depois de resposta do Primeiro-Ministro

Este assunto tem de ser bem esclarecido, pois o que está em jogo, é demasiado!

O Primeiro-Ministro voltou esta segunda-feira a negar que o Governo tenha solicitado ou recebido qualquer plano de reestruturação dos serviços de informações do ex-diretor do SIED Jorge Silva Carvalho, em resposta a uma pergunta do Bloco. "Não pactuamos com uma resposta que diz que não se passa nada e que é tudo normal", afirmou Cecília Honório à Lusa.

Presidência


Hoje, François Hollande, toma posse como novo presidente francês. Apesar da sua eleição se ter processado no termo de uma campanha muito tensa, com grande mobilização popular e forte participação nas urnas, sob uma notória bipolarização, o ambiente que rodeia a chegada do segundo presidente socialista ao Eliseu está já muito longe daquele que, em 1981, marcou a eleição de François Mitterrand. A ascensão democrática de François Hollande é aqui sentida com total naturalidade, como normal teria sido a reeleição do anterior presidente.

As coisas não foram assim em 1981. Vivia-se então um tempo de "guerra fria", com a "détente" ainda a fazer o seu paciente caminho. A entrada dos comunistas no governo francês era vista, por alguns, com um temor histórico quase existencial, sem que houvesse a perceção de que esse passo foi, precisamente, o princípio do fim da grande influência que o PCF detinha na política francesa, desde a Resistência. Recordo-me bem que, ao tempo, algumas "cassandras" falavam mesmo da possibilidade de, dentro em pouco, haver "carros de combate soviéticos na praça da Concórdia".

Ao jantar, comentava com um jovem francês esse ambiente de então, que ele não tinha vivido. E concluímos que o mundo já não é o que era: nos dias de hoje, já nem sequer há soviéticos...

Portugal está a empobrecer há um ano e meio

O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 2,2 por cento nos três primeiros meses do ano em comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 0,1 por cento face aos últimos 3 meses do ano passado. É o sexto trimestre consecutivo que a riqueza produzida no país diminui, numa dinâmica recessiva que permanece inalterada desde o fim de 2010.

PS contra situação "inédita" de despedimento colectivo nos centros Novas Oportunidades.

O PS manifestou esta terça-feira o seu “repúdio” face à acção do Governo na área da educação de adultos, denunciando uma situação “inédita” na administração pública de despedimento colectivo de técnicos de educação e formandos. PUBLICO.

Catastroika

Catastroika (legendas em português)

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qam7h1jMIwI#!

O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

 

Trabalhadores da Cabovisão pedem ajuda à Câmara de Palmela para travar despedimento.

“Se há algum problema financeiro, os culpados estão na parte de cima da pirâmide. A Cabovisão tem cerca de 20 directores e directores-adjuntos. Penso que é demais, porque isso encerra muitos custos para a empresa, em termos de salários, viaturas e outras regalias. Era por aí que deviam ter começado a cortar e não pelos trabalhadores, que são uma mais-valia para a Cabovisão”, disse. Henriqueta Rodrigues também reconhece que a Cabovisão nunca foi um exemplo de boa gestão, mas não esperava que a nova administração enveredasse pelo despedimento de cerca de uma centena de trabalhadores. “A empresa nunca foi um exemplo de boa gestão ao longo dos doze anos em que lá trabalhei. Estávamos preocupados com a situação, mas nunca pensámos que fossem despedir tanta gente, até porque na nossa opinião, o grande problema da empresa tem sido a má gestão”, disse. “Em termos pessoais, a minha situação é muito complicada, porque o meu marido também ficou desempregado na semana passada. Temos uma filha de 11 anos para sustentar, encargos para continuar a cumprir e, neste momento, estamos sem saber muito bem o que fazer”, acrescentou. Segundo informação dada pelos trabalhadores que participaram na concentração, a Cabovisão, que tem as principais instalações em Palmela, conta actualmente com cerca de 370 trabalhadores e cerca de 300 mil clientes em todo o país… PUBLICO.

Gestores do PSI-20 ganham 44 vezes mais que os trabalhadores.

Que se espera destes gestores…

“Os salários dos gestores das principais cotadas na bolsa de Lisboa não seguiram a tendência geral de perda de rendimentos que se verificou em 2011. As remunerações dos presidentes executivos destas 20 empresas aumentaram 5,3%, para 17,6 milhões de euros. Já a média salarial dos trabalhadores caiu quase 11%.” PUBLICO.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passos diz que Relvas “negou” ter ligações a Silva Carvalho.

 Quem mente neste processo? E estamos a falar de figuras do Estado e das secretas…

“Na véspera da audição de Miguel Relvas no Parlamento, Passos respondeu por escrito às questões do BE e do PCP sobre as secretas. Afirma que o ministro “negou” qualquer relação com Silva Carvalho.” PUBLICO

Miguel Relvas não se lembra de receber mensagens de ex-espião da Ongoing

Jorge Silva Carvalho saiu do Sistema de Informações Estratégicas de Defesa no fim de 2010, alegando discordâncias com o orçamento. Mas a investigação à rede da Ongoing na secreta portuguesa recolheu mensagens telefónicas em que Silva Carvalho e Nuno Vasconcellos (presidente da Ongoing) já combinavam as remunerações do espião para servir aquela empresa, meses antes da demissão.

O cinema saiu à rua

As escadarias da Assembleia da Republica, por uma noite, transformaram-se em plateia de cinema. Centenas de pessoas a olhar para o cinema português, projetado num lençol. Uma montagem que nos trouxe a imagem do que somos. E quando vemos as imagens do Aniki Bobo, dos Verdes Anos, do Delfim, do Sangue do meu Sangue, de tanto cinema que somos, percebemos bem a extrema violência de um governo que decidiu pura e simplesmente parar a produção de cinema em Portugal.

Os "Gês"

Há dias, numa conferência em Paris, Alfredo Valladão, um amigo brasileiro que, há muitos anos, é aqui professor universitário, falou sobre a relação entre o G8 (grupo que reúne os oito países mais industrializados do mundo) e o muito mais recente G20, onde esses Estados estão agora lado-a-lado com os "países emergentes" (como o Brasil ou a Índia) e um conjunto de outros de menor dimensão económica (aliás, já bem mais de 20...).

Numa graça, durante a sua intervenção, Valladão comentou: "No passado, os "emergentes" estavam no menu do G8. Agora estão a comer à mesa com eles". É pura realidade: com a sua crescente relevância à escala mundial, os "emergentes" como que forçaram os G8 a abrirem-se.

Formalmente, o G8 continua a existir, embora a sua agenda, a regular sempre por consenso, seja cada vez menos substantiva, o que se ficará a dever, em grande parte, às reticências crescentes que chegam das bandas de Moscovo. Já o G20, que teve horas de glória mediática no auge da crise financeira, sendo um palco para afirmação de esperanças salvíficas de um novo entendimento universal, parece estar hoje em alguma "panne" decisória significativa, passado que foi, para alguns, o momento maior do susto.

Portugal, que não tem dimensão económica para poder ter ambição sequer de entrar no G20, olha para estes fóruns de designação cooptativa a uma certa distância, cabendo-lhe apenas tentar neles projetar os seus interesses, nomeadamente através da União europeia e de outros países com os quais tenha especiais relações ou identidade de posições. Mas, a prazo, o nosso país tem uma obrigação estratégica de lutar para que as decisões que possam afetar os seus interesses como país sejam reconduzidas para as estruturas multilaterais competentes, nomeadamente as Nações Unidas e as suas agências, bem como as instituições de Bretton Woods (FMI e Banco mundial). Os países mais fracos não têm nenhuma vantagem de verem decidido pelo outros o seu destino e, muito em especial, têm sempre a ganhar em que o processo decisório que os afete assente em modelos de representação democrática, controlada por regras transparentes e equitativas. E é uma evidência que o G8 e o G20, sendo uma realidade incontornável que há que ter em conta, estão muito longe de poderem, com total legitimidade, representar a comunidade internacional.
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O vento mudou

Não, não é inevitável. Foi essa a mensagem dada à Europa pelos povos de França e da Grécia. Cada um a seu jeito, porque cada um está em sua condição. Não é inevitável a desconstrução da Europa por um fundamentalismo recessivo, disse com clareza o povo francês. Não é inevitável a punição das vidas das pessoas e a humilhação dos povos como redenção da cupidez do sistema financeiro, disseram com clareza os gregos.

"Paris vs New York"

É um livro divertido, por onde perpassa um humor culto, que traça um olhar sereno, mas muito atento e informado, sobre as dissemelhanças entre Paris e Nova Iorque.

A ideia nasceu num blogue e, já há vários meses, saiu em França um volume de desenhos sobre os contrastes nos hábitos e a vida de duas belas cidades. 

Tendo vivido em ambos os locais, recomendo.
 

Alemanha: A Esquerda ou os Piratas

Munique – O fenómeno do Partido dos Piratas (Piratenpartei) na Alemanha, parece ser um caso surpreendente de crescimento para além do esperado.

Após o sucesso do Partido Pirata em Berlim, nas eleições de 2011, onde conseguiram 8,9% dos votos e 15 Deputados no Parlamento Estadual, seguiu-se o Saarland com 7,4% e o Estado de Schlewig com 8,2%, ambos já este ano.

Viagens

Leio hoje anunciado, pelo que deve ser verdade...

No dia 15 de julho, com os meus colegas diplomatas Marcello Mathias e António Monteiro, vou falar em Coimbra, na Quinta das Lágrimas, no Festival das Artes, sobre "As viagens dos portugueses, cinco séculos depois - Ásia, Brasil, África".

O convite partiu do nosso comum amigo José Miguel Júdice e da Fundação Inês de Castro. Esperamos que esta "troika" viajante possa trazer um saldo positivo para a conversa.

TDT - MAIS UMA NEGOCIATA ESCANDALOSA!...

 

 

TDT - A vergonha nacional... sabiam disto?


 

 

 

 

 

"TDT é um imposto disfarçado para ver televisão".
Ontem, num debate proposto pelo PCP sobre a TDT (Televisão Digital Terrestre) ficou provado, mais uma vez, que podíamos ter muitos mais canais gratuitos e não uns míseros 4 canais.


 

Esta operação foi um tremendo negócio para a PT.

Curiosidade: Alemanha tem 20 canais gratuitos; França tem 29 canais gratuitos; Espanha tem 20 canais gratuitos; Itália 27 tem canais gratuitos; Reino Unido tem 38 canais gratuitos.
O Governo podia ter incluído mais canais, mas não o fez para manter o negócio de alguns «tubarões»...
ESTAMOS A SER ROUBADOS. PARTILHEM!

 

  

Sabiam também que os aparelhos
 
foram distribuídos  gratuitamente nos
 
outros países???

 

 


Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.

Governo Português

3 governos no continente e ilhas


333 deputados no continente e ilhas


308 câmaras municipais


4259 freguesias


1770 vereadores


30000 carros


40000(?) fundações e associações


500 assessores em Belém


1284 serviços e institutos públicos

Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados equivalentes à Alemanha, teria de reduzir mais de 50%

O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA!

Faz o que te compete: divulga

 

 

 

 

 




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  "Quem não estiver interessado em receber os meus mails, informe para que o seu endereço seja retirado da minha lista de amigos, obrigado"

 

Os melhores Cumprimentos
Paulo Jorge Ferreira

 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Silva Carvalho enviou plano de reforma das secretas a Miguel Relvas.

Com as ligações, de Miguel Relvas, em Angola e no Brasil, não me admira nada disto… Se fosse-mos um país a serio este Sr. MR nem teria entrado no governo. “Jorge Silva Carvalho, então quadro da Ongoing, propôs ainda a Relvas para directores do SIS e SIED funcionários da sua confiança e apontou nomes que não deveriam assumir cargos dirigentes.” PUBLICO.

Grécia


A mesa

O secretário de embaixada, naquele posto diplomático isolado, num qualquer lugar do mundo, numa cidade cujo nome me escapa, conhecia ainda mal o seu novo embaixador, que há dias havia chegado.

Já dera para perceber que se tratava de uma personalidade algo solitária, um pouco sentenciosa, com ideias muito firmes a propósito de tudo. E parecia ser, pelo menos a avaliar por certas atitudes, uma pessoa algo desconfiada. Mas era simpático, e isso é sempre o mais importante, numa embaixada pequena, onde é decisivo preservar uma boa relação entre o chefe de missão e o seu direto e único colaborador diplomático.

O secretário ficou agradavelmente surpreendido quando, numa manhã, o novo embaixador o chamou e inquiriu: "Você, que já está cá há um tempo, diga-me lá: qual é o melhor restaurante da cidade?". O jovem diplomata hesitou um pouco. Os seus "cabedais" não davam para frequentar muito os melhores restaurantes, naquela que era considerada, ao tempo, uma das cidades mais caras do mundo. Mas, naturalmente, ouvira falar nos mais badalados lugares dessa capital. E, sob reserva de não ainda lá ido, indicou um nome bastante conhecido.

O embaixador, além de simpático, era uma homem generoso, como o gesto imediato demonstrou e o futuro viria a provar. "Se você não tiver nada combinado, convido-o para almoçar nesse restaurante", disse o embaixador. O secretário estava disponível, achou graça à ideia e, de imediato, acedeu ao pedido do seu novo chefe para providenciar a marcação de uma mesa. Na conversa telefónica com o restaurante, deixou cair que a reserva era para o embaixador português, por forma a procurar assegurar um acolhimento à altura.

Chegados ao restaurante tiveram, de facto, um tratamento singularizado. O "maître" veio esperá-los e, desde logo, identificou o embaixador, a quem designou pelo seu título. O secretário julgava que o seu chefe havia ficado satisfeito com o facto, mas só até ao momento em que se viu, em voz baixa e desagradada, criticado pela indiscrição cometida: "Quem é que o mandou dizer que eu era embaixador?" O secretário ainda balbuciou algo, mas logo foram conduzidos, em grande estilo, através da larga sala.

Chegaram à mesa. Tinha uma vista magnífica, sobre a cidade, junto a uma varanda isolada, num espaço algo recatado e protegido do resto da sala. O secretário pensou para consigo: "Com uma mesa destas, o homem já deve estar a pensar que, afinal, fiz bem em revelar que ele era embaixador". Enganou-se.

O embaixador estacou, fez uma cara séria e, voltando-se para o "maître d'hôtel", perguntou: "Não tem outra mesa disponível?". O homem ficou siderado. Havia, de facto, vários outras mesas vagas na sala, mas aquela era, flagrantemente, "a" mesa do restaurante, seguramente a mais requestada pelos clientes. Desejoso de agradar, o funcionário ainda tentou explicar que aquele era o melhor lugar da sala. Irredutível, o embaixador escolheu outra mesa e, já perante o embaraço e a perplexidade do seu secretário, lá se sentou, pedindo o menu e a carta de vinhos.

Passaram-se uns instantes, em silêncio, até que o embaixador olhou o secretário e lhe disse: "Meu caro, você é um jovem, este é o seu primeiro posto, ainda tem uma grande experiência a ganhar. Não devia ter dito que era o embaixador de Portugal que vinha aqui almoçar. Isso identifica-nos e coloca-nos logo sob observação". O comentário era bizarro, mas mais estranha foi ainda a revelação que se seguiu: "E sabe porque é que eu não aceitei aquela mesa, embora tivesse uma excelente vista?". O secretário não sabia, aliás, já concluíra que não percebia nada do que se estava a passar. "Porque aquela mesa que nos deram, pela certa!, é uma mesa com microfones. A nossa conversa ia ser escutada. Isto é um mundo muito complexo, meu caro. Com os anos, você verá!", disse o embaixador, já pedindo o vinho, e mudando de conversa.

O secretário ficou aquilo a que os franceses chamam "bouche bée". Começava a conhecer melhor o embaixador que lhe "calhara em rifa" e, intimamente dividido entre saber se os seus próximos anos iam ser divertidos ou complicados, perguntava-se (mas não perguntou ao seu chefe, porque percebia que já não valia a pena) que utilidade teria para os serviços secretos desse país gravarem, traduzirem e "tratarem" em termos de "intelligence" a conversa de circunstância entre um embaixador português e o seu secretário.
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“A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim”

Mário Soares, diz que não se deve pagar. É natural o seu pensamento, pois foi com ele que o FMI cá esteve há vinte anos. É a mesma personagem que não paga multas de transito, manda o Estado pagar. Os seus sucessores, Guterres e Sócrates, foi o que se viu para o país...
Dois dias depois da vitória de François Hollande nas eleições presidenciais francesas, Mário Soares questiona o sentido de se ficar preso ao discurso ditado pela dupla Merkel/Sarkozy e apela à ruptura do PS com o acordo assinado com a troika: "A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim".
 

A República francesa

Nada obrigava Nicolas Sarkozy a convidar François Hollande a estar, ao seu lado, nas comemorações que, esta manhã, tiveram lugar, no Arco do Triunfo, para celebrar o aniversário do fim da segunda Grande Guerra. E, para o recém-eleito presidente, estava longe de ser obrigatória a sua presença na cerimónia, numa posição que, apesar de tudo, não deixava de ser secundária.

Mas ambos o fizeram, ultrapassando, com uma grande dignidade republicana, a acrimónia de uma campanha eleitoral muito dura, com a finalidade de transmitirem a imagem de uma França que deve estar unida nas suas grandes datas nacionais, ao mesmo tempo que marca um sentido profundo da continuidade do Estado. Esta foi mais uma bela lição que a democracia francesa deu ao mundo.

'Lay-off' é um "truque" para afastar trabalhadores

"A destruição de empresas é notícia todos os dias e mesmo quando a lei diz que o afastamento destes trabalhadores em 'lay-off' é ilegal, eles não voltam a passar a porta da empresa. É uma fraude". A denúncia foi hoje efetuada por Francisco Louçã, à porta da CARPAN, uma empresa da Maia que colocou "ilegalmente" 18 dos seus 180 trabalhadores em "lay-off", para os "afastar" definitivamente.

Uma trapalhada kafkiana no IEFP

Desde que tomou posse o governo CDS/PSD tem vindo a empreender uma possante marcha contra os direitos de quem trabalha. Um exemplo significativo desta política de má-fé e roubo despudorado de direitos encontra-se consubstanciada nos sucessivos comportamentos que o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem vindo a implementar junto das 214 pessoas que despediu em dezembro.

Extinção de quatro feriados agendada para 2013

Segundo o comunicado conjunto do Ministério da Economia e dos Negócios Estrangeiros, "as duas Partes [República Portuguesa e Santa Sé] acordaram num entendimento excecional sobre a aplicação do artigo 30º da Concordata, nos termos do qual não se observarão, durante um período de cinco anos, os feriados do Corpo de Deus (cuja solenidade é transferida para o Domingo seguinte), e do Dia de Todos os Santos (1 de novembro)".

Emmanuel

Emmanuel Demarcy-Mota recebeu na passada semana, as insígnias da "Légion d'honneur", a mais prestigiada das condecorações francesas. Tive o gosto de estar presente, como seu convidado, nesta cerimónia, representando um país que o Emmanuel sempre identifica e reivindica publicamente como seu, a par da sua orgulhosa cidadania francesa.

aqui se falou, por mais de uma vez, de Emmanuel. Mas creio que muitos portugueses desconhecem ainda que o teatro, em França, tem hoje um cidadão luso-francês como um dos seus maiores expoentes. Com apenas 41 anos, o atual diretor do "Théâtre de la Ville" tem já uma impressionante carreira, feita de grandes sucessos. Mas gostava de sublinhar, porque sou disso uma testemunha privilegiada, que Emmanuel Démarcy-Mota tem sido igualmente o empenhado promotor de uma dedicada cooperação com várias instituições artísticas portuguesas. Também, nós, por isso, lhe devemos uma palavra de gratidão, que aqui quero deixar registada, a par de um abraço amigo de felicitações.

No agradecimento ao ministro Frédéric Mitterrand, Emmanuel Demarcy-Mota prometeu "travailler plus pour partager plus", uma expressão que é uma subtil e não inocente evolução do "travailler plus pour gagner plus", que o agora cessante presidente da República lançou, em 2007, como lema programático para a sociedade francesa durante o seu mandato.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Presidente da Aviva, envolvido em polémica sobre salário, sai da companhia.

Por cá não temos problemas desta natureza, pois os nossos gestores ganham de acorod com os salários pagos aos gestores das PME…

“Presidente executivo da Aviva, Andrew Moss, deixou nesta terça-feira a companhia britânica de seguros uma semana depois de uma das maiores polémicas sobre pagamentos a administradores executivos na Grã-Bretanha.” PUBLICO.

Superespião vende Segredos de Estado

Espião vende segredos de Estado à Ongoing em troca de salário milionário. Toda a história para ler no CM.(...)

terça-feira, 8 de maio de 2012

As três em simultâneo é que não.

Expulsão de jornalista leva Aljazira a fechar portas em Pequim (China).

“O Clube dos Correspondentes Estrangeiros na China disse estar “chocado” com a decisão das autoridades chinesas, considerando tratar-se de facto de uma expulsão do país. É uma “ameaça grave à capacidade da imprensa estrangeira trabalhar na China”, afirma, citado pela AFP.
Jornalista do canal anglófono da Aljazira, Melissa Chan é a primeira jornalista expulsa da China desde 1998, ano em que um correspondente da revista alemã Der Spiegel foi expulso depois de ser acusado de estar na posse de segredos de Estado.
A televisão com sede no Qatar diz que não teve outra opção que não fosse encerrar a sua delegação de expressão inglesa, já que também a China recusara antes emitir vistos de entrada no país para outros jornalistas daquele serviço. Contudo, a Aljazira vai manter em Pequim a sua delegação árabe.
Documentário do descontentamento
“Estamos fortemente empenhados na nossa cobertura na China. Da mesma forma que a imprensa chinesa segue livremente a actualidade mundial, queremos a mesma liberdade na China para todos os jornalistas da Aljazira”, referiu Salah Negm, responsável editorial da Aljazira em inglês.
Nenhuma explicação foi dada para a não renovação da acreditação jornalística de Melissa Chan, mas o Clube dos Correspondentes Estrangeiros na China disse que as autoridades expressaram descontentamento após a transmissão de um documentário em Novembro de 2011 – Melissa Chan não participou naquele trabalho.
“Este é o exemplo mais extremo da atitude recente relativamente aos vistos dos jornalistas, para tentar censurar e intimidar os jornalistas estrangeiros na China”, afirmou ainda o Clube dos Correspondentes Estrangeiros na China, organização regularmente considera “ilegal” pelas autoridades de Pequim.” PUBLICO.