terça-feira, 8 de maio de 2012

Hoje

A França acordou hoje diferente, por sua livre vontade, por deliberada opção em favor da mudança, num tempo em que a preocupação com o futuro levou uma maioria de eleitores a designar, para a chefia do Estado e para a condução da governação, alguém que lhes propõe novos rumos.

Durante semanas, assistimos por aqui a um magnífico exercício de democracia, a debates com grande vivacidade e à livre contraposição de projetos. Como tem vindo a acontecer um pouco pela Europa, nesse espaço de liberdade emergiram algumas vozes e ideias que acordaram perigosos e divisivos fantasmas. Mas a França é um velho e grande país, habituado a este tipo de embates, com instituições fortes e respeitadas. O futuro da democracia francesa não apresenta quaisquer nuvens.

Para Portugal, um amigo tradicional da França, onde hoje vive a nossa maior comunidade no exterior e onde se integraram já, de uma forma quase ímpar, centenas de milhares de cidadãos de origem portuguesa, a solidez do processo político francês é uma garantia da estabilidade naquele que é hoje um dos nossos principais parceiros comerciais e turísticos, bem como o nosso maior investidor externo. Mas, mais importante do que isso, um país com o qual partilhamos essa comunidade de valores e de destino que é a Europa comunitária, a qual, podendo ter imensos problemas para resolver, continua a ser, ainda assim, o espaço privilegiado onde, para eles, poderão ser encontradas as necessárias soluções.

Nós e a França

Não deixa de ser interessante verificar o modo como a atual política interna francesa tem vindo a ser acompanhada em Portugal, a começar pela importância que foi dada ao recente debate eleitoral, que chegou a ser transmitido em direto em televisões do nosso país. Nestes dias, há por Paris um número significativo de jornalistas portugueses e os nossos comentadores domésticos desdobram-se em imaginativas especulações, algumas muito bem informadas, outras nem por isso.

Será que a decisão política que os franceses hoje vão tomar, a nível interno, é assim tão importante para nós? Será ela relevante para as centenas de milhares de cidadãos portugueses, ou de origem portuguesa, que por aqui vivem? O impacto de tal escolha naquilo que a Europa comunitária pode vir a definir, em matéria de políticas económico-financeiras, terá reflexos para Portugal?
A resposta é sempre positiva a todas as perguntas, embora esse "sim" encerre perspetivas contraditórias. Só o futuro terá razão.
allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Eça em Paris


Eça de Queiroz, recém-chegado a Paris, habitou, durante cerca de dois anos, no nº 5 da rue Crevaux (na imagem), numa zona próxima da nossa embaixada.

Até agora, essa é a única das moradas do escritor na capital francesa onde a sua memória não está assinalada. A falha vai ser corrigida, espero, dentro de pouco tempo. Depois de algumas peripécias, conseguiu-se obter autorização dos proprietários do prédio para nele afixar a devida placa.
Será que, perante tantou outros problemas para resolver, a questão da memória da cultura nas paredes tem alguma importância, perguntar-se-ão alguns leitores? Claro que tem! Ora Eça!
' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Justiças

O caso Madeleine McCann volta a ser citado na imprensa sensacionalista britânica. Do outro lado da Mancha, leem-se, no "The Sun" e em outras folhas de idêntico jaez, "farpas" sobre a qualidade da justiça e da polícia portuguesas, acusadas de ineficácia na investigação.

Não tenho nenhuma opinião particular sobre este assunto, mas tenho, há muito, uma ideia bem formada de que existe, em alguns países do norte da Europa, um preconceito arraigado contra a justiça "do sul". Isso leva, por exemplo, a que, quase por sistema, quando um cidadão desses países é detido, em casos com algum reflexo mediático, num país desse mesmo "sul" (quando isso acontece em África ou na América Latina, é quase automático), sobre ele se abata, regularmente, uma espécie de presunção natural de inocência e se crie um clamor público a reclamar a sua libertação ou a contestar a duração das decisões judiciais (estou certo que, neste ponto, alguns lembrarão o caso Vale e Azevedo...). A imprensa, ecoando a reação natural das famílias e de grupos de amigos, torna-se então portadora de um juízo de diabolização do sistema judicial do Estado onde o incidente ocorreu, degradando com a sua imagem. Leia-se o que se diz no site britânico Prisioner's Abroad, para se perceber melhor o que acabo de notar.

Um dia, na primeira metade dos anos 90, uma criança inglesa apareceu morta no Algarve. A nossa embaixada em Londres foi então invadida por comunicações escritas e telegramas insultuosos, considerando Portugal "uma selva", um paraíso para os criminosos, um mundo de impunidade e irresponsabilidade. Com o tropismo a que acima fiz referência, a imprensa "tablóide" britânica ridicularizou Portugal e a polícia portuguesa. Deputados e lordes irados, mobilizados pelas suas "constituencies", escreveram e foram mesmo recebidos na embaixada, bradando contra o nosso sistema de justiça.

Poucas semanas mais tarde, a nossa polícia descobriu o criminoso: um cidadão britânico, amigo da familia. De um momento para o outro, a imprensa britânica silenciou. Passaram alguns meses. A medo, amigos do detido, começaram a reclamar, na mesma imprensa, contra as prisões portuguesas e sobre os riscos que o assassino nelas correria. É assim...
eventuali allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Porto de Abrigo

Leio hoje que terá fechado, em Lisboa, o "Porto de Abrigo", um velho e tradicional restaurante nos Remolares, ao Cais do Sodré, onde o arroz de pato foi, durante décadas, um clássico. A este propósito, veio-me à memória uma história passada, creio que em 1999, com Mário Soares, à saida de uma conferência sobre a Europa, no Ritz, que tivera como convidado François Hollande, de quem muito se fala por aqui nestes dias.

Mário Soares e eu havíamos decidido ir almoçar a um determinado restaurante da "baixa" de Lisboa. Ao aproximarmo-nos da porta, um casal idoso que passava abordou o antigo presidente, tendo a senhora inquirido: "Não se lembra de nós?" Mário Soares procurou ser simpático mas, com toda a naturalidade, não podia recordar a imensidão de gente que cruzou na vida e que, a ele, o identifica sempre sem dificuldade. Já fui testemunha de cenas similares, também passadas com Mário Soares, nas ruas de Paris, de Roma, de Estrasburgo e até de Jerusalém.

A senhora lembrou, então: "Até há pouco tempo, nós fomos os donos do "Porto de Abrigo" e, várias vezes, a pedido da dra. Maria Barroso, íamos levar-lhe comida do nosso restaurante, ao Aljube, onde o senhor doutor estava preso por motivos políticos". Mário Soares não me pareceu recordar-se precisamente dos factos, mas saudou com alguma afetividade aqueles que ajudaram a atenuar o peso desses dias difíceis, proprietários daquela que era uma bem simpática casa de restauração de uma Lisboa de outros tempos. Que, infelizmente, acabou, como, felizmente, acabou o Aljube.
con eventuali allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Quando as touradas forem um mito urbano

No dia 08 de Maio, vai ser recebido pelo Primeiro-Ministro o autor do movimento em defesa da abolição das touradas que venceu o concurso promovido pelo website do Governo, no âmbito da iniciativa 'O Meu Movimento' que pressupunha a criação de um movimento cívico por uma Causa, no portal do Governo, com a respetiva angariação de apoiantes através das redes sociais.

O mistério Maddie


Um elemento bizarro que, desde o início, me intriga no caso McCann é o facto da generalidade da imprensa continuar a tratar a criança, como ainda há pouco ouvi na nossa televisão, por Maddie, quando os respetivos pais já afirmaram, por mais de uma vez, que nunca a designaram por esse nome e sempre a trataram por Madeleine.

Será que a comunicação social já tem, ela própria, o direito de criar diminutivos?
allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Fernando Lopes (1935-2012)

Olá, Fernando.

Acabo de saber que, para si, já "Era uma vez... amanhã". O seu "Gérard, fotógrafo", que nestes dias se mostra aqui por Paris, não poderá assim "Matar Saudades" suas, porque é, ele também, um "Encoberto"nesse "Voo da Amizade", a uma "Altitude 114", por onde, há muito, já andava o "Belarmino", esse seu "Delfim"de uma "Lisboa" da qual, como ninguém, você desenhou a "Crónica dos Bons Malandros", aqueles que andam por aí, "Ela por ela", a atirar aos outros: "Tomai lá do O'Neill"!

Todos sabemos que você não era muito dado a olhar "O Fio do Horizonte", mas a verdade é que se fechou agora o semáforo, Fernando, aquele "Vermelho, Amarelo e Verde" que durante tanto tempo lhe abria o caminho, entre "As Palavras e os Fios" das conversas na barra do Gambrinus, para a "Rota do Progresso", que você percorria a "98 octanas", retribuindo "Os Sorrisos do Destino" que queria para todos nós, com que numa longa noite sonhámos, em Viena, com outros amigos, até vermos o "Cruzeiro do Sul" aparecer no fundo de uma garrafa de JB.

Para trás, fica a criação entusiasmada desse seu "Cinema" magnífico, essa sua representação dos "Sons e Cores de Portugal", qual "Domingos Sequeira" da película, onde registou, para sempre, "As Pedras e o Tempo" deste seu "Habitat", deste Portugal que, "Se Deus Quiser", ainda há-de ser "A Aventura Calculada" pela qual você sempre lutou, embora sem "As Armas e o Povo" na rua, que "Este Século em que Vivemos" já dispensa mobilizar de novo.

Parte agora, meu caro, para um eterno "Interlude", como "Uma Abelha na Chuva" que hoje a todos nos encharca de tristeza. Você que, entre muito poucos dessa sua arte, era daqueles em que, ao ler-se no jornal "Hoje, Estreia", ao lado de "Marçano, precisa-se", se podia ter a certeza de ter como "Nacionalidade: português". Bem mais do que alguns que, de "The Bowler Hat" na mão para os subsídios, andam por aí a mimar o que se faz "Lá Fora".

"Nós por cá todos bem"? Não, Fernando, nós ficamos, "The Lonely Ones", em "Câmara Lenta", muito mais pobres, sem si e sem o seu cinema.

Com um beijo amigo à Maria João, deixo um abraço para si, já em "contre plongée"
con eventuali allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

IAC: Ernst & Young não deve fazer auditoria às PPP

 
A Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública entregou esta quinta-feira na Procuradoria-Geral da República uma exposição, relativa à Auditoria às Parcerias Público-Privadas do Estado Português adjudicada à empresa Ernst & Young.

“Donos de Portugal” atingiu 100 mil visualizações

O documentário é baseado no livro Os Donos de Portugal – 100 anos de poder económico (1910-2010), da autoria de Jorge Costa, Luís Fazenda, Cecília Honório, Francisco Louçã e Fernando Rosas, da Edições Afrontamento, 2010, e foi produzido no âmbito do Instituto de História Contemporânea para a RTP 2.

Técnicos do Parlamento confirmam derrapagem orçamental

A UTAO conclui que a execução orçamental do primeiro trimestre de 2012 é ainda pior que a do mesmo período de 2011, mesmo retirando o efeito de fatores extraordinários, e alerta que a queda do IVA pode ultrapassar 0,5% do PIB.

A Naifa n' Os Cantos da Casa

A Naifa : Não se deitam comigo corações obedientes (2012).


Triângulo do Atlântico : Amor em adjectivo! (2012).


Luís Cília: Contra a ideia da violência, a violência da ideia (1974).


Cipriano Mesquita : Cipriano Mesquita (2011).


Edição nº 132, de 2 de maio de 2012

allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Expropriação da igreja ou extorsão do dinheiro público?

“Ainda bem que o estado tem por hábito favorecer a igreja com dinheiro do povo e com PRIVILÉGIOS FISCAIS e outros que tais.. Porque assim, pode o estado garantir que um dia quando precisar, a igreja também irá retribuir, facilitando a vida ao estado!!! Mas não...  vejamos este escândalo, que mais parece a igreja a extorquir dinheiro ao estado, do que uma expropriação do estado á igreja. Pagou-se 1,2 milhões de euros á igreja, por um terreno do tamanho de uma piscina!!!!...  E o mais engraçado é que o estado paga, será que quem assinou este pagamento era temente a Deus? É que realmente somos levados a crer que pagar tão elevada quantia por tão curto terreno, só mesmo por razões que a própria razão desconhece.”

Extractos da noticia:  "A Estradas de Portugal - EP, SA pagou ao Patriarcado de Lisboa uma indemnização de mais de um milhão de euros (€1 116 600) pela expropriação de uma faixa de terreno na Buraca, com mil e duzentos metros quadrados. Um valor que excede em muito o preço do metro quadrado na Avenida da Liberdade (3 mil euros) ou mesmo nos parisienses Champs Elysées (sete mil euros). (...)  EP pagou mais de 800 mil euros pela desvalorização do terreno da Igreja, Além disso, a EP pagou ainda uma indemnização de €80 mil para transformar um antigo caminho pedonal no acesso de veículos pesados à Casa do Bom Pastor. Mas não basta: a EP comprometeu-se ainda a pagarmensalmente € 10 mil como "indemnização pela não utilização da Casa.
Ora, acontece que todos estes valores foram obtidos com base numa avaliação que terá sido feita pela própria Igreja, não se sabe por que técnicos, nem com que critérios ou objectivos. Essa "avaliação", é citada no considerando C do acordo com a EP a que o i teve acesso e atribui à propriedade o valor de (6 milhões de euros). Assim se compreendem os valores pagos pela EP." Fonte Democracia em Portugal?

“POLVO DA NOTÍCIA: “TESTEMUNHA CONTRA LINO AMEAÇADA” DIZ O CORREIO DOS ANGOLANOS…”

A imprensa já não era famosa, mas por este andar estaremos a ao nível da Albânia, China e similares…

“PRINCIPAIS JORNAIS PORTUGUESES, COM DINHEIRO SUJO ANGOLANO OU DE ORIGEM E CREDIBILIDADE DUVIDOSA.
Correio da Manhã; Diário de Noticias; Jornal de Notícias, TSF; Semanário Sol - Acções na Impresa de Balsemão  - E, próximo alvo, RTP e Público.” http://www.opolvodanoticia

Magnata deixado à solta dá mais golpes de milhões.

Esta justiça portuguesa, é um espectaculo!!!

Farmacêutico apanhado em escuta a combinar negócio fraudulento.CM

sábado, 5 de maio de 2012

Jardim empresta 25% das verbas do resgate a sociedades falidas.

O presidente do governo regional da Madeira autorizou a celebração de contratos de empréstimo com as cinco sociedades de desenvolvimento da região, no total de 259 milhões de euros. PUBLICO.

Margens de lucro dos supermercados já chegavam a 70% há mais de dez anos.

As margens de lucro dos supermercados na venda dos produtos agrícolas têm-se mantido estáveis desde 2000, chegando aos 70%, segundo o Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-alimentares. Mas o aumento dos custos de produção tem encolhido os ganhos dos produtores, que não conseguem reflectir no preço a subida destes encargos. PUBLICO.

Morreu o nigeriano Yekini, antigo avançado do Setúbal

O avançado Rashidi Yekini, antigo jogador do Vitória de Setúbal, morreu nesta sexta-feira aos 48 anos, informou a agência AFP, de acordo com a família e os responsáveis da Federação Nigeriana de Futebol. PUBLICO.

ACP apresenta queixa-crime contra antigos ministros do PS por gestão danosa nas Scut.

Já mais entidades o deveriam ter feito.

“O Automóvel Clube de Portugal (ACP) entregou ontem uma participação criminal contra os ex-governantes do PS responsáveis pelas Obras Públicas, a quem acusam de gestão danosa, com dolo, nas Scut.” PUBLICO.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Gestores da Carris e Metro de Lisboa passam a receber salário de Passos Coelho.

Vamos ver no que isto dá.

“Fusão das duas transportadoras públicas deu hoje novo passo, com a publicação do diploma que abre a porta à nomeação da equipa de administração que ficará à frente da Transportes de Lisboa. PUBLICO.

Galp avança com serviço conjunto na electricidade e gás.

Se fosse uma verba apetecivel, agora descontos como os da gasolina e gasóleo…

“A Galp lançou hoje uma campanha para captar clientes domésticos no mercado livre da electricidade, concorrendo com a EDP e outros operadores, na qual promete uma oferta dual e oferece “descontos directos na factura” a quem aderir.” PUBLICO.

Eleição de membros para o Conselho de Opinião da Rádio e Televisão de Portugal, S. A.

Será que vai melhorar a qualidade da TV em Portugal? Será que passaremso a ter um TV, não endeusada aos interesses corporativos e economicos?

“A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição e da alínea a) do n.º 1 do artigo 21.º da Lei n.º 8/2007, de 14 de fevereiro, designar para o Conselho de Opinião da Rádio e Televisão de Portugal, S. A., os seguintes membros:
Efetivos:
Zita Maria de Seabra Roseiro.
António Ribeiro Cristóvão.
José Luís Mendonça Nunes.
Vítor Hugo Almeida Pinho.
António Fernando Marques Ribeiro Reis.
José Manuel Rebelo Guinote.
Maria da Estrela Ramos Serrano Caleiro.
Diogo Afonso Belford Cerqueira Pereira Henriques.
Fernando António Pinheiro Correia.
Diana Marina Dias Andringa.
Suplentes:
Maria João Cunha Silvestre.
Américo Fernando Alves Ferreira de Carvalho.
Margarida Almeida Rocha.
Rui Simões.
Aprovada em 20 de abril de 2012.
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves.”

Banco de Portugal aumentou o numero de trabalhadores em 2011.

"No final de dezembro de 2011, o Banco de Portugal tinha 1689 efetivos, o que traduz um acréscimo líquido de 41 trabalhadores (cerca de 2%) relativamente à situação no final de 2010, ano caracterizado por um fluxo anormal de saídas por reforma", adianta o relatório de contas do Banco de Portugal publicado hoje. "A variação de efetivos em 20. DN

Confessions of Pharmaceutical Rep

Really should watch all the way through....please do not just delete this - it is a mind altering info video.

 

          double click below:

 

Com a economia estagnada, governo britânico anuncia novos cortes de gastos

Com o euro ou a libra, a Europa continua metida num ajustamento que parece não ter fim. O secretário do Tesouro da coligação conservadora-liberal democrata, que implementa um dos programas de austeridade mais duros da União Europeia, assinalou nesta segunda-feira que o governo tem que identificar novos cortes de gastos equivalentes a 16 mil milhões de libras.

Miguel Portas (1958-2012)

Acho que Miguel Portas, se tivesse podido determinar a data da sua saída deste mundo, gostaria que ela tivesse coincidido com um 25 de abril. Por algumas horas, isso não foi possível. Mas os cravos de hoje são para ele.

Conheci pessoalmente o Miguel há cerca de dez anos. Eu estava colocado em Viena, tínhamos amigos comuns e, um dia, recebi dele um e-mail, manifestando o desejo de trocarmos impressões sobre as questões europeias, numa ocasião em que eu passasse por Lisboa. Era um assunto em que eu trabalhara alguns anos e pelo qual me continuava a interessar, embora dele desligado profissionalmente.

Convidou-me para almoçar, sugerindo, cuidadoso com os riscos para o meu "estatuto", aquilo que considerava um sítio "discreto": um pequeno restaurante na praça da Armada (ao lado das "espanholas"), que costumava frequentar (e que eu, por "milagre", não conhecia). Ri-me, intimamente, divertido com o que sabia ir ser o grau de "discrição" do lugar: minutos depois da nossa chegada, as escassas mesas foram invadidas por funcionários do ministério dos Negócios estrangeiros, os quais, nessa tarde de fins de 2002, devem ter espalhado, por uns claustros das Necessidades à época um tanto assombrados, terem sido testemunhas de uma conversa sigilosa entre um embaixador algo conhecido e um deputado do Bloco de esquerda. Recordo-me bem de preocupação do Miguel quando, bem disposto, lhe revelei as presumíveis consequências, em matéria de inevitável "gossip", desse nosso encontro. E sosseguei-o quanto à importância que eu próprio (não) dava ao facto.

O Miguel Portas que então conheci - e com quem, em anos futuros, apenas troquei bastantes e-mails, dada a nossa vida geograficamente distante - era um homem sereno, com um sorriso acolhedor, extremamente delicado, que transpirava honestidade e sentido de dedicação à coisa pública. Tinha seguido, desde bastante novo, um percurso político de grande dignidade, retratado de forma curiosa num pouco conhecido livro inglês, de 1975, que um dia descobri num "sebo" (alfarrabista) brasileiro. O Brasil, aliás, interessava-o bastante, como sempre sublinhava um amigo comum, que muito me falava dele - Tarso Genro, ministro da Justiça e agora governador do Rio Grande do Sul.

À época desse nosso encontro, o Miguel estava muito preocupado com o sentido que as coisas tomavam na Europa. Mas, contrariamente a mim, angustiava-o menos a nova arquitetura institucional que se desenhava, e, muito mais, o sentido, que lia como quase totalitário, da deriva neoliberal que atravessava as políticas que iam fazendo o seu caminho em Bruxelas. Mal nós imaginávamos o que estava por aí para vir...

Recordo-me de, na conversa, o ter interrogado sobre a génese do Bloco de Esquerda, tentando perceber como era possível a convivência, no seu seio, de tradições trotskistas e maoístas, dimensões que eu julgava mais incompatíveis do que a água com o azeite. Contou-me o papel que as pessoas como ele, originárias do PCP e chegadas ao Bloco através da "Política XXI", representavam nesse (então) curioso projeto político. E recordo-me bem de uma frase que me disse: "No fundo, eu sou hoje considerado como situado na ala direita do Bloco".

Miguel Portas fez um trabalho notável no Parlamento Europeu, sem concessões, com imensa coragem, correndo mesmo o risco de afrontar as iras corporativas, de que é bem demonstrativa uma notável e quase histórica intervenção, que pode ser vista aqui. Ainda na passada semana, em Bruxelas, dele falei com amigos, que me avisaram do agravamento da sua doença.

É quase um lugar comum dizer que homens como Miguel Portas fazem muita falta à política portuguesa. Mas fazem-no muito mais à sua família - muito em especial à sua mãe, Helena Sacadura Cabral, estimada comentadora deste blogue, bem como ao seu irmão, Paulo, meu ministro - a quem deixo a expressão amiga e muito sincera do meu grande pesar por esta perda.

Este 25 de abril é muito mais triste sem Miguel Portas.
allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Os partidos e o 25 de abril

Hoje, dia 25 de abril, convidei para um almoço na embaixada representantes em França de cada um dos cinco partidos políticos que hoje têm representação na nossa Assembleia da República. Durante cerca de duas horas, revisitámos, celebrando-a, a data fundacional da democracia que nos rege, numa discussão serena, onde não deixaram de estar presentes as divergências de que se constitui a diversidade da nossa vida política. Mas onde também ficou evidente, acima dessas diferenças, o quanto Portugal deve a quem o libertou de uma ditadura que criou um triste interregno, de cerca de meio século, numa vida democrática que havia sido iniciada em 1820.

A política é uma atividade nobre que, em grande parte, se objetiva através da ação dos partidos políticos, entidades congregadoras de vontades e portadoras de projetos de sociedade, por natureza contraditórios entre si. Nos últimos tempos, em Portugal, mas não só, a atividade partidária tem vindo a ser denegrida, nos simplismo de um discurso de matriz populista, identificada como um mero exercício de lóbi, como espaço para o carreirismo pessoal, para a concretização de algumas negociatas e para agendas que, muitas vezes, estão longe da prossecução do interesse público que deveria ser o centro da sua atividade. É muito provável que, numa certa medida, essa acusação possa ter alguma sustentação na realidade, justificando assim todos os esforços que possam ser feitos para uma regeneração do nosso sistema partidário. Mas que fique claro: sem os partidos políticos, estes ou outros, não há democracia.

O meu convite de hoje destinou-se, assim, a homenagear os partidos políticos portugueses, com uma saudação particular para aqueles que, nomeadamente em França, já existiam antes do 25 de abril e através de cuja ação militante, muitas vezes em condições bem difíceis, também foi possível ajudar a concretizá-lo.
e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Feriado

Conversa ouvida, há uns anos, ao almoço, numa mesa ao lado, num restaurante lisboeta, num dia 24 de abril:

- Eu, cá por mim, detesto o 25 de abril! Só trouxe balbúrdia, arruinou a economia e foi uma deceção! Então, cravos vermelhos, nem vê-los!

- E o que é que fazes amanhã?

- Vou para o monte, ali ao pé de Serpa, já pedi a tarde ao chefe. Tirando uns dias de férias, e ligando ao 1º de maio, faz-se uma "ponte" imensa. Dá um jeitaço!

Pois dá!
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

Nana e o Porco

Com Meat, Frederick Wiseman trouxe ao real aquilo que não se via, a macabra indústria da carne dos EUA. Um documentário de 1976 que expôs a crueldade do tratamento e comercialização do gado e da carne em escala industrial e o que isso implicava socialmente - a subjugação dos trabalhadores e sindicatos. Chocou pelos crânios de gado abertos em série, pela imagem que ninguém julgava que existisse.

"Duas pessoas já fazem uma manifestação", diz a PSP

Para a porta-voz da Polícia de Segurança Pública, a causa da notificação da ativista é "não ter comunicado à câmara de Lisboa" a organização daquela ação para assinalar o Dia Internacional do Desempregado. O facto de serem apenas quatro pessoas a distribuirem folhetos não impediu a polícia de considerar aquela ação como uma manifestação.

É oficial: a Espanha entrou em recessão

BBVA, Santander, Santander Consumer Sabadell, Ibercaja, Bankinter, Kutxabank, Banca Cívica, Barclays e a Confederación Española de Cajas de Ahorros são os bancos que viram o seu ranking corteado junto da agência de notação, que colocou o Caixabank, Bankia e Banco Popular na lista de entidades com perspetiva negativa.
Já a semana passada, a S$P baixara em dois escalões a notação da dívida espanhola, passando-a de A para BBB+.

Presidente boliviano expropria ações da Rede Elétrica Espanhola.

"Como justa homenagem aos trabalhadores e ao povo boliviano que lutou pela recuperação dos recursos naturais e dos serviços básicos, nacionalizamos a Transportadora de Eletricidade (TDE)", anunciou Evo Morales numa cerimónia do Dia do Trabalhador, no Palácio do Governo, em La Paz.

Silence radio sur l'Islande !

 

Silence radio sur l'Islande!

Sans nouvelles d'Islande : Pourquoi ?
Si quelqu'un croit qu'il n'y a pas de censure actuellement, qu'il nous dise pourquoi on a tout su au sujet de ce qui se passe en Egypte, en Syrie ou en Lybie et pourquoi les journaux n'ont absolument rien dit sur ce qui se passe en Islande :
En Islande,
-    le peuple a fait démissionner un gouvernement au complet,
-    les principales banques ont été nationalisées et il a été décidé de ne pas payer la dette qu'elles avaient contractée auprès de banques de Grande Bretagne et de Hollande, dette générée par leur mauvaise politique financière
-    une assemblée populaire vient d'être créée pour réécrire la Constitution.
Et tout cela, pacifiquement.
Toute une révolution contre le pouvoir qui a conduit à cette crise.
Voilà pourquoi rien n'a été publié pendant deux ans.
Que se passerait-il si les citoyens européens en prenaient exemple ?
Brièvement, voici l'histoire des faits :
-    2008 : La principale banque du pays est nationalisée. La monnaie s'effondre, la bourse suspend son activité. Le pays est en banqueroute.
-    2009 : Les protestations citoyennes contre le Parlement font que des élections anticipées sont convoquées et qu'elles provoquent la démission du Premier Ministre et, en bloc, de tout le gouvernement.
La situation économique désastreuse du pays persiste. Par le biais d'une loi, il est proposé à la Grande Bretagne et à la Hollande le remboursement de la dette par le paiement de 3.500 millions d'euros, montant que paieront mensuellement toutes les familles islandaises pendant les 15 prochaines années à un taux d'intérêt de 5%.
-    2010 : le peuple descend à nouveau dans la rue et demande que la loi soit soumise à référendum.
En janvier 2010, le Président refuse de ratifier cette loi et annonce qu'il y aura une consultation populaire.
En mars, le référendum a lieu et le NON au paiement de la dette remporte 93% des voix.
Pendant ce temps, le gouvernement a entamé une investigation pour régler juridiquement les responsabilités de la crise.
Les détentions de plusieurs banquiers et cadres supérieurs commencent.
Interpol lance une enquête et tous les banquiers impliqués quittent le pays.
Dans ce contexte de crise, une assemblée est élue pour rédiger une nouvelle Constitution qui reprend les leçons apprises de la crise et qui se substitue à l'actuelle qui est une copie de la constitution danoise.
Pour ce faire, on a recours directement au peuple souverain.
On élit 25 citoyens sans filiation politique parmi les 522 qui se sont présentés aux candidatures. Pour cela, il faut être majeur et recueillir le soutien de 30 personnes.
-    L'assemblée constituante commence ses travaux en février 2011 afin de présenter, en partant des avis collectés dans les diverses assemblées qui ont eu lieu dans tout le pays, un projet de Grande Charte.
Elle doit être approuvée par l'actuel parlement ainsi que par celui qui sera constitué après les prochaines élections législatives.
Voici, en bref, l'histoire de la Révolution Islandaise :
-    Démission en bloc de tout un gouvernement
-    Nationalisation de la banque
-    Référendum pour que le peuple puisse se prononcer sur les décisions économiques fondamentales
-    emprisonnement des responsables de la crise et
-    réécriture de la constitution par les citoyens
Nous a-t-on parlé de cela dans les médias européens ?
En a-t-on parlé dans les débats politiques radiophoniques ?
A-t-on vu des images de ces faits à la TV ?
Bien sûr que non !
Le peuple islandais a su donner une leçon à toute l'Europe en affrontant le système et en donnant une leçon de démocratie au reste du monde.
SI CE MESSAGE VOUS PARAIT INTÉRESSANT, DIFFUSEZ-LE A BEAUCOUP DE GENS QUI NE LE SAVENT PAS !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

,il con eventuali allegati e' confidenziale e puo' essere anche legalmente protetta. La stessa puo' essere utilizzata esclusivamente dalla entita' o dalla singola persona a cui e' indirizzata.
This email and any file transmitted with it is confidential and may also be legally privileged. It is intended solely for the use of the entity or the individual to whom it is addressed.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Supervisor acompanha em permanência liquidez do banco do BES em Angola.

Uns melhores do que os outros…

“O Banco Nacional de Angola (BNA) está a acompanhar em permanência a situação de liquidez do Banco Espírito Santo Angola depois de, há cerca de um ano, ter sido obrigado a intervir no banco controlado pelo BES e por investidores institucionais africanos. O BNA foi obrigado a avançar com 400 milhões de dólares para resolver “problemas de tesouraria” que estavam a afectar a actividade da instituição liderada por Álvaro Sobrinho.
Há cerca de um ano, a autoridade monetária angolana (emissora de moeda e reguladora), presidida por José de Lima Massano, comunicou que tinha realizado uma operação extraordinária de liquidez destinada a garantir o funcionamento normal da instituição luso-angolana. A informação consta do relatório financeiro trimestral publicado a 21 de Abril de 2011 pelo BNA, onde se esclarece que “no âmbito dos esforços do Executivo para acudir ao Banco BESA, foi igualmente efectuado um pagamento de 400 milhões de dólares (ao câmbio actual, 302 milhões de euros), referente ao processo de resgate antecipado de Obrigações do Tesouro, no limite equivalente de kwanzas.” A autoridade financeira refere que intervenção aconteceu no contexto de uma “tendência ascendente da taxa do mercado interbancário”, que terá sido “fortemente influenciada pelos apertos de tesouraria do banco BESA.” Lima Massano nota que, “dada a escassez da posição em moeda doméstica”, o BESA “dispôs-se a tomar moeda a qualquer custo.” De então para cá, o governador do Banco Nacional de Angola tem mantido encontros regulares com o presidente do banco controlado pelo Espírito Santo e, em entrevista recente ao PÚBLICO, Fernando Teles, presidente do BIC – que comprou o Banco Português de Negócios (BPN) –, alertava para este problema. O BESA é detido em 51,94% pelo Banco Espírito Santo, estando o restante capital nas mãos de investidores africanos. A Portmill, ligada ao general Kopelipa e a personalidades associadas à Casa Militar da Presidência da República, controla 24%, enquanto a Geni tem 18,99%. A imprensa local refere que esta sociedade é dominada pela filha do presidente angolano, Isabel dos Santos, que tem posições accionistas em outros bancos portugueses e angolanos, como o BPI (10%), o Banco de Fomento de Angola (49%), o BIC Angola e o BIC Portugal (que adquiriu o BPN). Contactado pelo PÚBLICO, para clarificar os termos e os fundamentos da intervenção do BNA no BESA, fonte oficial do BES remeteu os esclarecimentos para o gabinete de comunicação da instituição africana. O BESA não esteve igualmente disponível para comentar a notícia.
Banco premiado
O banco liderado por Álvaro Sobrinho, constituído arguido pelo Estado português na sequência de uma queixa apresentada pelas autoridades angolanas, foi nomeado pela revista internacional Global Finance como o “Melhor Banco em Angola em 2011”, distinção que o premeia pela quarta vez consecutiva. Estes prémios elegem as melhores instituições bancárias a operar em 22 mercados africanos e são atribuídos por um júri de analistas, empresários e consultores bancários. O banqueiro Álvaro Sobrinho é suspeito de envolvimento num esquema de fraude ao Tesouro Nacional de Angola por alegada associação a uma transferência para o exterior de 3,4 milhões de euros, um processo que decorre nos tribunais nacionais. PUBLICO.

Platão, Jean Jacques Rousseau, Martin Luther King Jr., Victor Hugo

MUITA SABEDORIA!

terça-feira, 1 de maio de 2012

José Mattoso: o "governo do povo" favorece quem já tem o poder.

O historiador manifesta esperança na bondade humana e diz que a vocação monástica continua a ser o seu mais forte apelo interior. José Mattoso acaba de publicar um livro de ensaios cívicos, criticando a acção política e o poder financeiro. PUBLICO.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Argentina: Senado dá luz verde à expropriação da YPF

Após 14 horas de debates, o Senado argentino aprovou o projeto de expropriação de 51% das ações da petrolífera YPF. Com amplo consenso, a iniciativa foi apoiada pela base do governo e pela maioria da oposição, por 63 votos a favor, 3 contra e 4 abstenções.

Dívida de Espanha a três níveis de “lixo”


A agência de notação financeira Standard & Poor's cortou quinta-feira o rating de Espanha em dois níveis, de A para BBB+. O risco da dívida soberana de Espanha está agora três níveis acima do "lixo" e a S&P avisa que Espanha tem de tomar novas medidas para apoiar a banca.
"A trajetória orçamental de Espanha deverá deteriorar-se, numa altura de contração da economia", escreve a S&P no relatório divulgado esta noite.

Ex-governante questiona “fuga de informação” do Governo para a EDP.

Mas o que é isto?!?!?!

“Henrique Gomes, que está numa audição na Comissão Parlamentar de Economia para falar sobre o processo relativo às rendas excessivas na produção de electricidade, questionou como é que o presidente da EDP teve acesso a um estudo realizado por uma unidade da Universidade de Cambridge, no âmbito dos compromissos assumidos com a troika no memorando de entendimento. Henrique Gomes sublinhou que Mexia conhecia o estudo horas depois de o documento ter sido entregue pelo ministro da Economia ao Governo. Em causa estava a identificação de rendas excessivas na produção eléctrica em Portugal. António Mexia, aliás, chegou a comentar o estudo e a referir a existência de “erros grosseiros” no documento, durante a apresentação dos resultados da eléctrica portuguesa realizada a 8 de Março. Henrique Gomes referiu-se também aos "sobrecustos elevados" nas renováveis, nomeadamente na produção de origem eólica (94 euros por MW), e considera que Portugal não tem dimensão para investir na energia nuclear. No entanto, admite que haja um acompanhamento dessa forma de energia a nível ibérico e europeu a partir de 2015 ou 2016. O ex-secretário de Estado lembrou ainda que em Setembro passado o Governo desistiu da aplicação de uma taxa adicional aos produtores de energias eléctrica, que estava a ser desenhada pelo gabinete de Henrique Gomes, devido aos planos para a privatização da companhia liderada por António Mexia. Recordou também que o compromisso de identificação e redução das rendas excessivas neste sector, que consta do memorando de entendimento, foi anterior à decisão sobre a venda de uma parte das acções da eléctrica portuguesa ao novo accionista chinês China Three Gorges, tomada no final de Dezembro. PUBLICO.

Governo dá novas excepções salariais a institutos públicos.

É inadmissivel esta discriminação entre portugueses, que os próprios (por serem governantes) estão a fazer. Os que estão no governo, a proteger os amigos e familiares, que agora estão nos organismos publicos e mais tarde estarão nos governos ou em empresas do estado…São os portugueses de primeira e os de segunda, que tem de ganhar para sustentar os de primeira!

“Governo decidiu alargar o regime especial dos institutos públicos a, pelo menos, quatro novas entidades, libertando-as da obrigação de indexar os salários dos seus gestores aos praticados na administração central. O PÚBLICO apurou que este grupo inclui, pelo menos, quatro organismos. São eles o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, o Turismo de Portugal, o Instituto do Emprego e Formação Profissional e ainda o Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas. Com este alargamento, passam a ser pelo menos 14 as entidades com direito a este estatuto, uma vez que as outras dez já tinham sido incluídas, entre as quais o Instituto Nacional de Estatística e o Infarmed, por exemplo.” PUBLICO.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ex-diretor das Estadas da Madeira ouvido pelo DCIAP.

José Manuel Freitas, ex-diretor da RAMEDM - Estradas da Madeira, S.A. está a ser ouvido pelos peritos do DCIAP, nas instalações da GNR do Funchal.

A RAMEDM é uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos e tem por objeto o exercício da concessão de serviço público de construção e conservação das estradas regionais. A RAMEDM é responsável por 14 das maiores obras (túneis, vias expresso, etc) realizadas nos últimos anos, algumas delas suspensas por falta de verbas. Entre as obras nesta situação conta-se a Cota 500. A RAMEDM criada através do Decreto Legislativo Regional nº 8/2007/M, de 12 de Janeiro de 2007 e entrou em funcionamento a 10 de Abril de 2007. Tem um capital social de euro 5 000 000,00 (cinco milhões de euros) integralmente subscrito pela Região Autónoma da Madeira e totalmente realizado. A sede social está localizada na Rua do Dr. Pestana Júnior, edifício da ex-secretaria regional do equipamento social, alvo de buscas do DCIAP no início desta semana. DN

quarta-feira, 25 de abril de 2012

RTP mostra a teia política e económica d'Os Donos de Portugal

Ao PÚBLICO, o realizador e dirigente do BE Jorge Costa defende que "é o Estado que faz a burguesia em Portugal", quer no Estado Novo quer na democracia. Primeiro, o documentário aponta uma elite económica que se afirma a partir de "uma relação de grande promiscuidade com o poder do Estado e sempre sob sua protecção, uma característica que atravessa os vários regimes". Depois, assinala "como a elite económica se constitui ao longo de um século como uma grande família". Por último, desmonta uma forma concreta de promiscuidade entre o poder político e económico, ao expor o "tráfego entre cargos políticos e lugares de topo nos grandes grupos económicos", sobretudo em ministérios estratégicos: Economia, Emprego e Obras Públicas.
O filme começa em finais do século XIX, revela uma burguesia que tem no Estado o seu mercado privilegiado e que sobrevive de relações estreitas com os universos da política e dos negócios, numa lógica de permanente favorecimento. Exibe-se o fracasso de uma burguesia incapaz de modernizar o país, absolutamente centrada no enriquecimento e na autopromoção social. Uma rede que é abalada com o 25 de Abril, mas que o Estado, através do processo de privatizações, coloca novamente no centro do poder económico e financeiro.
"No centro desse centro esteve sempre a família Mello", que há-de unir-se às famílias Champalimaud e Espírito Santo. A árvore genealógica da burguesia portuguesa mostra como o casamento é passaporte para assegurar a continuidade da direcção dos negócios e como o país económico é refém de "uma grande família", afirmam. Já no Estado Novo, o documentário revela "uma amizade única" entre Salazar e Ricardo Espírito Santo, que se "reúnem ao domingo" e se "correspondem regularmente". As famílias Champalimaud e Mello são à época, por exemplo, protegidas por regras alfandegárias que garantem mercados exclusivos.
Atravessa toda a película a ideia de que as grandes fortunas foram construídas sempre de mão dada com o Estado, com recurso a medidas de protecção concreta ou através de indemnizações ou empréstimos. Fernando Rosas, historiador e dirigente do BE, defende no decorrer d'Os Donos de Portugal que "a cultura da burguesia industrial portuguesa é uma cultura de chapéu na mão em relação ao Estado". Rosas explica ainda que "a elite política do país era muito pequena", o que fez com que a circulação entre os negócios e a política fosse mais intensa. "O Estado foi o construtor da burguesia, até que um dia, como no célebre conto do aprendiz do feiticeiro, o aprendiz tomou conta do feiticeiro", defende.
Sectores de "acumulação mais rápida" emergem no século XX a par dos impérios familiares. Américo Amorim, Belmiro de Azevedo e Jerónimo Martins passam a fazer parte desse núcleo duro, segundo o relato. Mas também a "elite angolana" é apontada como uma dona de Portugal. Pelo menos da banca. "Mais de 10% do BPI e do BCP, 25% do BPN" e empresas com Mota-Engil, PT, Zon, grupo Espírito Santo e Unicer.
Analisados 115 currículos de governantes do último século, o documentário conclui, com especial relevância para o PSD, que "entre política e negócios o trânsito é permanente e muito intenso". E que "esta promiscuidade cria um sistema de enriquecimento rápido e uma ascensão social vertiginosamente rápida", nas palavras de Jorge Costa.
Duas afirmações no documentário explicam quase tudo. A primeira é que "o lugar num ministério é hoje trampolim para uma vertiginosa ascensão social através de remunerações com que muitos quadros partidários nunca sonharam, nem no partido nem nas suas profissões". E a segunda vai ao âmago da corrupção: "Quem dirigiu a privatização passa a dirigir o que privatizou, quem adjudicou a obra pública passa a liderar a construtora escolhida, quem negociou pelo Estado a parceria público-privada passa a gerir a renda que antes atribuiu ou vice-versa."
"O filme acaba por procurar contribuir para a discussão da natureza da crise actual. É um filme que discute quem é que viveu afinal acima das nossas possibilidades", afirma Jorge Costa. O documentário termina com uma reflexão: "Sob o regime da dívida, a própria democracia política é ameaçada." No final, sobressai o retrato de um Portugal cada vez mais dependente das importações, refém do desemprego e da crise financeira internacional, que abandonou o Estado social e aumentou os impostos sobre o consumo. Numa última imagem, o que resta é um país que agoniza. Um país deprimido e, sempre, um país deprimente no círculo fechado dos negócios e da política.Veja aqui a infografia sobre as ligações dos donos de Portugal. PUBLICO.

Jornalista que denunciava corrupção morto a tiro no Brasil.

O jornalista brasileiro Décio Sá, de 42 anos, foi assassinado com seis tiros na noite de segunda-feira no estado do Maranhão. Investigava sobre casos de corrupção, e foi o quarto jornalista assassinado nos últimos três meses no Brasil. PUBLICO.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Morreu Miguel Portas.

Nasceu a 1 de maio de 1958, filho da economista Helena Sacadura Cabral e do arquiteto Nuno Portas. Irmão do ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS/PP, Paulo Portas, Miguel Portas era eurodeputado pelo Bloco de Esquerda desde 2004. Licenciou-se em Economia no ISEG, mas nunca exerceu: "Para não prejudicar o país", ironizava. Foi como político que se notabilizou, mas era jornalista que se continuava a considerar: "A minha profissão é jornalista. A minha comissão de serviço é na política", explicava ao Expresso, numa entrevista de vida que deu em julho de 2011. Entrou no meio jornalístico nos anos 80, como editor da revista cultural "Contraste", ao mesmo tempo que era revisor de provas na Heska, a tipografia que imprimia o "Diário". Com o fim da "Contraste", ingressou no Expresso; entregou a carteira profissional para ser assessor político de Jorge Sampaio na Câmara de Lisboa. Ainda voltaria ao Expresso, mas saiu de vez em para fundar o "Já" - em 1995 -, um projeto entre revista e jornal que não dura mais do que um ano… Expresso.

Serviço Nacional de Saúde: Em Vias de Extinção?

Este Ministério da Saúde iniciou funções com várias obrigações: reduzir em 600 milhões de euros o financiamento do SNS e reduzir em 100 milhões as despesas em receitas médicas e medicamentos. Necessidade de reestruturação da rede hospitalar e de Centros de Saúde, bem como modificar a rede de referenciação.

INSEAD

 
Na passada semana, convidei, para um jantar, doze jovens portugueses que estão a frequentar o INSEAD, a prestigiada "bussiness school" internacional existente em Fontainebleau, que já foi dirigida pelo professor António Borges.

Para quem, como eu, vive há mais de uma década fora do país, foi interessante poder trocar impressões com representantes de uma nova geração saída de universidades portuguesas, colhendo a sua perspetiva sobre o modo como leem a situação que Portugal atravessa.

Curioso, mas um pouco menos agradável, foi constatar que, na sua esmagadora maioria, esses futuros profissionais têm, como objetivo imediato, vir a exercer a sua atividade no estrangeiro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Abastecimento de combustível. Tal como nos carregamentos dos telemóveis!

Abastecimento de Combustível

O PIOR É QUE O GOVERNO SABE E UM GOVERNO AUTORIZOU, QUER PARA OS TELEMOVEIS QUER PARA OS COMBUSTIVEIS E EVENTUALMENTE PARA OUTROS...PORQUE O MINISTRO DAS FINANÇAS, AINDA NÃO ACABOU COM ISTO? E O DIRECTOR DO TRIBUNAL DE CONTAS? E OS HOMENS DA ASAE? 


Cada vez que abastecemos o automóvel de combustível e não pedimos factura/ recibo com o número de contribuinte, as gasolineiras não pagam impostos !!!
Nós pagamos os combustíveis aos preços mais caros da Europa.
Guardem uma cópia do cartão de contribuinte no bolso ou decorem o número - são só nove dígitos. Quando pagarem o combustível por Multibanco ou a dinheiro... peçam sempre recibo com o vosso nº de contribuinte
(menos uma fuga aos impostos).
Mas atenção ao recibo que lhe passam, não aceitem aquele que diz CLIENTE FINAL ou RECIBO EM APROVAÇÃO, pois que é mais uma esperteza das gasolineiras e esses não tem qualquer valor para as finanças...
Sensibilize toda a família e amigos .... ponha-os ao corrente disto !!!
Quantos mais tubarões destes pagarem impostos, talvez os "outros" tenham menos necessidade de nos virem anual e religiosamente aos bolsos!...
                                            

sábado, 21 de abril de 2012

Governo acaba com compensação à Lusoponte.

O acordo assinado entre o Governo e a Lusoponte, na sequência da reintrodução de portagens em agosto, acaba com a compensação paga pelo Estado, mas prevê, nomeadamente, a devolução à concessionária da Taxa de Regulação das Infra-estruturas Rodoviárias. DN

Reforma de Assunção Esteves !!!

Mas que Reforma  ??? !!! 

 
REPASSEM AOS V/ AMIGOS.  A net tem muita força e já que este é o n/ meio, vamos repassar milhentas vezes  .

Alguém percebe ? !

* Se ela continua a trabalhar, está a receber reforma por quê ?!

Ela é loira, mas de burra não tem nada ... *

*Sempre a pedirem-nos sacrifícios e  " Eles "  e  " Elas " a receberem
 reformas, salários, subvenções vitalícias. Como é que isto algum dia irá para a frente, se todos ELES quando fazem as leis é para zelarem pelos seus próprios interesses ? *

*Se o cidadão normal tem de trabalhar 40 anos (ou  mais) e só tem direito a uma pequena reforma, porque é que eles ao fim de oito anos de serviço já têm direito a reformas gordas ? *

*É aqui que o governo tem de começar a cortar as gorduras...mas corta é nos nossos subsídios e eles continuam a fazer as suas vidinhas de nababos .
*

*Divulguem !!!
Basta de nos tratarem como atrasados mentais; passem ao maior número de pessoas que possam . *

*Foi assim que conseguimos que três ministros abdicassem dos seus subsídios de deslocação, quando (vergonha das vergonhas) têm casa em Lisboa .
*


*Assunção Esteves (PSD), a actual Presidente da Assembleia da República, reformou-se aos 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes ano) de € 2.315,51 .
Fica o Diário da República de 30/07/1998 para vossa informação. Para que saibam ainda, a Senhora Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 vezes ano) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 vezes ano) € 2.370,07.
Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja, recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze
mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos) .
*

*Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial BMW a tempo inteiro ! *

*E vem este  IDIOTA  do Passos Coelho sacar subsídios e pedir sacrifícios aos funcionários públicos e pensionistas !!! 
É mesmo preciso ter lata !!! *

 

 

 

 

O Metropolitano de Lisboa, utentes e preços.

O Expresso de hoje traz-nos a noticia que os diversos operadores de transporte estão a perder utentes, clientes, utilizadores o que se lhe quiser chamar…referem que o ML perdeu 1.900.000, equivalente a 12,7% num ano. Numero bastante alto, acho eu, sem sombra de duvidas. Não tecendo mais nenhuma apreciação das razões, que levaram a que isso acontecesse, lembrei-me de fazer umas contas, sobre as vantagens e desvantagens dos preços dos bilhetes. Nestes cálculos só interessa o preço simples, excluindo passes, etc.. Vejamos então: Feitas as contas, o ML, transporta por ano 14.960.630 passageiros. Cada passageiro pagava 1,05€, preço do bilhete antes do aumento em fevereiro, o que significava uma facturação de 17.952.755,91€. Como o preço do bilhete passou para 1,25€, a facturação seria de 18.700.787,40€, um aumento de 4% ,com aumento de facturação em 748.031,50€.

Mas existe um senão, que nos leva a voltar ao inicio do texto, o ML perdeu 12,7%, os tais 1.900.000 passageiros! Então o ML, não só nada ganhou, mas perdeu e significativamente, pois se os passageiros perdidos pagassem pelo preço de 1,05€ seriam 1.995.000,00€, mas com o valor aumentado em 0,20€ a perda foi de 2.375.000,00€.

Fazendo as contas ao que lucrou como aumento e o que perdeu, por isso ou outros factores, foi 1.626.968,50€. Alguém não sabe o que anda a fazer ,mas é pago para saber…

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Negócios polémicos na Justiça foram despachados por Conde Rodrigues.

O actual candidato ao Tribunal Constitucional indicado pelo PS esteve envolvido na maioria dos contratos imobiliários que estão em reavaliação pelo Governo. Agora faz estágio de advocacia com Rogério Alves. Em Março, uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao contrato de arrendamento do edifício que alberga o Tribunal da Amadora arrasou a conduta de Conde Rodrigues na Secretaria de Estado da Justiça, em 2009. Atendendo ao valor da renda (44 mil euros por mês até 2019, actualizáveis em 7%) pago à empresa Euroalfragide, então detida por Vítor Santos (listado nos principais devedores ao fisco), Rodrigues não tinha competência para autorizar a despesa, vincou o relatório do TC. O processo foi realizado violando três leis: a da despesa e contratação pública; a do enquadramento orçamental; e a do património imobiliário público.  PUBLICO.

Candidatos do PS e do PSD ao Tribunal Constitucional são da maçonaria.

Afinal o povo escolhe politicos ou maçons, para os cargos publicos? Depois dos comentários de Marques Mendes, Pacheco Pereira, etc, o minimo que este Sr., devia fazer era o mesmo que o ex-candidato Saragoça da Matta. Mas no PS, em geral, já estamos habituados a este tipo de actuação, na vida publica, com um desprezo pelas instituições, em que só as mesmas só lhes servem para as suas vaidades pessoais.

“José Conde Rodrigues e Paulo Saragoça da Matta, indicados pelo PS e pelo PSD, respectivamente, para ocuparem as funções de juízes do Tribunal Constitucional (TC) pertencem ao Grande Oriente Lusitano, a corrente maçónica mais influente em Portugal.” PUBLICO.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tribunal de Contas multa vereadores de Lisboa e administradores da EMEL.

Os juízes do Tribunal de Contas (TC) aprovaram no fim de Março um relatório que responsabiliza financeiramente os vereadores da maioria no executivo camarário de Lisboa pelo facto de a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) ter feito ilegalmente o controlo do tráfego no interior dos túneis da Av. João XXI e do Marquês de Pombal nos anos de 2007 e 2008. PUBLICO.

Guiné-Bissau

Hoje à tarde, na UNESCO, na terceira das jornadas "Vamos falar português", estava previsto como tema a abordagem da cooperação com a Guiné-Bissau, assunto que fora proposto pelo Brasil, bem antes dos tristes acontecimentos que ocorreram naquele país.

Porque todos acreditamos que, cedo ou tarde, as coisas se normalizarão, foi decidido, apesar de tudo, manter a agenda e dar conta de um interessante programa de ajuda educativa levado a cabo por uma ONG, também com forte empenhamento brasileiro.

Coube-me abrir a sessão e falar um pouco do modo como víamos o desenrolar dos acontecimentos em Bissau, lembrando a firme tomada de posição da CPLP e a inequívoca rejeição da ação militar por parte de instituições internacionais - como as Nações Unidas, a CEDAO e a União Europeia.

Esta dia em que, de forma particular, se falou português na UNESCO esteve longe de ser, contudo, um dia feliz para os países que falam a nossa língua.

Preços do gás dispararam nos últimos 3 anos

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou ontem um aumento de 6,9%, a partir de julho, nas tarifas do gás natural.No último ano, contando com o aumento do IVA para a energia, o preço da fatura disparou 23%.

O tempo dos outros


O título deste post é o de um livro de Adriano Moreira, publicado nos anos 60 do século passado.

(Recordo-me de o ter utilizado como epígrafe equívoca de um artigo em "A Voz de Trás-os-Montes", em outubro de 1969, quando a Oposição democrática, que se opunha ao já então decadente marcelismo, aproveitava, com ansiedade, o estreito espaço de manobra pública que a censura da época lhe dava. Como um dos efémeros "porta-vozes" dessa mesma Oposição, em Vila Real, inundei o jornal de vários textos, até que a paciência do censor local, o capitão Medeiros, se esgotou e fui finalmente privado dessa tribuna, para aberto desagrado do diretor do jornal, (o então padre) Henrique Maria dos Santos).

Lembrei-me deste título hoje, a propósito da imensa curiosidade com que o corpo diplomático acreditado em Paris acompanha as declarações dos responsáveis que a candidatura de François Hollande, o principal "challenger" do atual presidente, mantém para os vários setores governativos, em caso de vitória. Neste tempo que, segundo muitas sondagens, poderá vir a ser por aqui "o tempo dos outros", é importante podermos garantir às nossas autoridades uma previsão daquilo que uma possível nova administração pode vir a fazer, se acaso o resultado das urnas lhe vier a ser favorável. O respeito que é devido aos poderes instituídos, bem como à possibilidade de serem reconduzidos, pela livre expressão da vontade dos franceses, não deve nem pode limitar o nosso interesse e legitimidade em estarmos preparados para todas as eventuais alternativas.

Com alguma ironia - sem a qual de há muito não sei viver -, costumo dizer que, basicamente, só há três circunstâncias em que os embaixadores têm por certo que as suas comunicações são lidas, com algum interesse, nas respetivas capitais: quando há crises nas relações bilaterais, quando há golpes de Estado nos países onde estão acreditados ou quando há localmente eleições marcadas por algum grau de indecisão quanto aos resultados. No dia de hoje, não sendo embaixador espanhol em Buenos Aires, nem estando na ingrata posição do meu colega em posto em Bissau, resta-me assumir o popular risco de opinar sobre a campanha presidencial francesa - na esperança, quiçá vã, de alguns dentre quantos me leem em Lisboa não tendam a dar mais crédito ao que, sobre o tema, vão escrevendo o "Financial Times", o "International Herald Tribune" ou mesmo o "Le Monde".