quinta-feira, 19 de abril de 2012

O conflito Repsol-YPF, outro duro golpe no governo de Rajoy

... a produção de petróleo da Argentina e do Brasil. Os dados são do Escritório de Informação energética dos Estados Unidos, EIA. O tema é candente para todo o mundo, devido ao alto preço a que chegou o crude, e para a Espanha, devido à expropriação da YPF à Repsol, empresa que há muitos anos estava a desinvestir na petrolífera, para distribuir lucros entre os seus principais acionistas: La Caixa e BBVA

Repsol ia vender petrolífera argentina aos chineses

Repsol ia vender petrolífera argentina aos chineses

PSD e CDS querem deputados longe da Maternidade

Na pasada quinta-feira, a responsável de comunicação da maternidade terá informado os mesmos de que a Administração Regional de Saúde de Lisboa (ARS) os proibiu de receber o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e de prestar declarações aos órgãos de comunicação social sob pena de lhes ser instaurado um processo disciplinar.

Ardiles e Messi

Em Londres, em 1982, durante a guerra entre o Reino Unido e a Argentina, a propósito do arquipélago das Falkland/Malvinas, testemunhei o facto do fantástico jogador argentino Oswaldo Ardiles ter de ser cedido temporariamente pelo Tottenham, em face do ambiente hostil que se criou à sua volta.

A crise política que agora se instalou entre Madrid e Buenos Aires, por virtude da nacionalização conflitual de uma empresa petrolífera com capitais espanhóis, está, felizmente, muito longe de ter a dimensão do conflito desse mês de abril, há precisamente 30 anos. Por isso, tenho esperança em que um outro génio argentino do futebol, como Lionel Messi, não veja a sua brilhante carreira afetada por esta nova tensão.

Será que o futebol pode escapar, por completo, à política?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ex-gestores do BCP acusados pela CMVM querem ouvir Carlos Tavares.

Como existe demasiado dinheiro para advogados e leis que ajudam…

“Os advogados de defesa dos nove arguidos do caso BCP pediram ao Tribunal que chame Carlos Tavares, presidente da CMVM, para que este clarifique declarações proferidas em julgamento pelo ex-director da área de supervisão do regulador, Fazenda Martins.” PUBLICO.

Record de audiencia no Bayern-Real Madrid

El partido más visto del año con 10.165.000. Es, además, el tercer encuentro de semifinales de la Champions más visto de la historia. Marca

Adjudicações diretas ultrapassam os 13,5 mil milhões.

Com esta autorização de José Sócrates, viu-se o regabofe…

“As adjudicações diretas feitas por entidades públicas, nos últimos quatro anos, totalizam 13.521 milhões de euros, quase o valor de quatro aeroportos como o que esteve anunciado para Alcochete, revelam dados do portal Despesa Pública.

Por empresas, desde 2008, o top da atribuição de empreitadas e compras, sem concurso público, é ocupado pela Parque Escolar, criada para reabilitar edifícios dos estabelecimentos de ensino, que fez 1.234 adjudicações diretas, no total de 1.880 milhões de euros, mais de duas vezes o custo da Ponte Vasco da Gama, inaugurada em 1998.

De acordo com os dados públicos disponíveis na terça-feira, a Refer, empresa que gere a rede ferroviária nacional, surge em segundo lugar, com 450 adjudicações sem concurso, no mesmo período, pelas quais terá pago mais de 439,6 milhões de euros.

O pódio encerra com a EDP-Distribuição, que apenas celebrou 25 contratos sem concurso, mas pelos quais pagou 430,7 milhões de euros.

Em quarto lugar, encontra-se a Estradas de Portugal que efetuou pagamentos de 327,2 milhões de euros pelas 766 adjudicações diretas que concretizou, surgindo em quinto lugar a Câmara de Lisboa, com mais de 4.500 atribuições sem concurso, pelas quais pagou 191,9 milhões de euros.

Se o universo for visto na perspetiva das entidades a quem mais foram feitas adjudicações diretas, as empresas de construção civil ocupam os primeiros 14 lugares da lista, com a Mota-Engil à cabeça, com uma faturação de 188,5 milhões de euros relativa às 86 adjudicações que recebeu desde 2008…” ler mais em:http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2426663

terça-feira, 17 de abril de 2012

Uma pena o Rei de Espanha não ter partido a tromba.

Depois de ver a fotografia infeliz do rei Juan Carlos ( aparentemente feliz em 2006), de caçadeira em riste, com um elefante morto atrás de si com a tromba dobrada  e colocada propositadamente - em jeito de troféu - de encontro a uma árvore, o mínimo em termos de sofrimento que desejo a este senhor são as múltiplas fracturas na anca a que teve direito ao cair de rabiosque no chão, há poucos dias, em pleno acampamento de caça grossa. Por mim podia ter partido a real tromba, ser atropelado por uma manada de elefantes em fuga ou servir de entrada à ceia de meia dúzia de leopardos. Dormia (eu, e não o rei) bem mais descansado. A proprietária do acampamento onde Juan Carlos deu o tombo - a empresa Rann Safaris - cobra milhares para que este tipo de pessoas goze com a vida, neste caso regozije com a morte, imputada de forma facínora e cruel a diferentes animais selvagens que têm oportunidade nula de se defenderem. É caso para perguntar: quem é o selvagem, o elefante ou o rei? Cobarde. Um verdadeiro nojo. A mesma empresa oferece pacotes de diversão/massacres selvagens que vão de safaris de 14 dias para caçar elefantes no Botswana ao preço de 59.500 dólares, 14 dias de safari para caçar leopardos por 46.900 dólares ou ainda 14 dias para caçar búfalos a 29.120 dólares. O rei nuestro hermano parece adorar este tipo de pacotes pois figura numa outra foto divulgada de espingarda na mão junto ao corpo já sem vida de dois búfalos. Haja dinheiro (crise? o que é isso?), falta de humanidade e sobretudo excesso de estupidez. Curiosamente, ou não, poucos minutos após a publicação desta informação a página principal da Rann Safaris foi bloqueada : 'This Account Has Been Suspended'. Até há algum tempo achava que as famílias reais europeias mantinham a função (paga e bem pelos contribuintes dos países que ainda sustentam esta pândega)  de animar os súbditos com historietas de faca e alguidar, imbecilidades, debilidades, escândalos e disparates. Mudei de opinião: esta gente não serve para rigorosamente nada. Brigitte Bardot, em carta aberta ao rei de Espanha, foi clara: "É indecente, repugnante e indigno de uma pessoa com a sua responsabilidade. Você é a vergonha de Espanha". Nada a acrescentar.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Ficar no euro, mudando as regras.

Economistas europeus discutem em Coimbra nos dias 18 e 19 de abril o tema "A Zona Euro, de Maastricht a 2020, a crítica de um projeto e de um trajeto". Avançam com um caminho alternativo. Sair do euro? Não. "Ninguém deve fazer esse favor aos proponentes da austeridade. Estes devem sofrer as consequências da sua estratégia. Permanecendo na zona euro, mantém-se a responsabilidade de alemães, holandeses e finlandeses, se a situação se agravar. Se os periféricos abandonarem o euro sofrerão sozinhos as consequências", afirma ao Expresso Peter Wahl, economista alemão, investigador do Weed, um instituto sobre economia mundial, ecologia e desenvolvimento, em Berlim. Wahl, nascido em 1948, é um dos economistas europeus que vai intervir na conferência "A zona euro, de Maastricht a 2020, a crítica de um projeto e de um trajeto", que se realiza na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na próxima semana. Por coincidência na sala Keynes… Expresso.

Governo quer vender TAP e ANA ao mesmo país.

É uma GRANDE solução só digna dos que querem alienar o país e depois fugir dele, com os seus bens a salvo. Pela amostra, é mais uma venda a chineses, angolanos ou brasileiros… tudo países preocupados com a soberania portuguesa! O resto é folclore para lançar poeira para os olhos!

Jorge Rebelo de Almeida, presidente do grupo Vila Galé, diz que "emocionalmente a discordância é total. A TAP é uma das maiores marcas portuguesas e, por isso, a sua preservação é de crucial importância para a promoção da marca Portugal". Racionalmente, porém, "não disponho de dados suficientes para avaliar a sustentabilidade da TAP", responde. Contudo, "se é verdade que a manutenção da TAP não obriga a reforço de investimento público e vai libertando meios para amortizar a dívida será de esgotar a possibilidade de não vender". E sublinha: "Importante é também avaliar se o encaixe provável é compensador ou se pelo contrário vai ser irrelevante como no caso do BPN". Expresso.

Igreja receia ensino superior exclusivo para ricos.

Não é só a igreja, é toda a sociedade pensante e preocupada, pois as medidas tomadas, pelos ultimos minstros de educação, e pelas próprias direcções das universidades, vão no sentido de limitar a acessibilidade dos jovens. Deve ser revisto a formula de financiamento às universidades de modo a ser mais correcto e não a actual, que é boa financeiramente para as universidades, e não se vê essa repercussão na captação e manutenção dos alunos!

“A Igreja Católica receia que a frequência do ensino superior em Portugal se torne exclusiva dos ricos, revelou o padre Nuno Santos, da Pastoral do Ensino Superior, à TSF. Nuno Santos alega conhecer vários casos de abandono das universidades por motivos exclusivamente financeiros. "Alunos com capacidade estão a ser impedidos de estudar por razões exclusivamente económicas. Penso que isso coloca em causa a justiça social e até, em parte, esta dimensão democrática do nosso país", justificou. O padre mostra-se preocupado com a situação económica atual e, especificamente, com as novas regras para a atribuição de bolsas, que poderão discriminar muitos alunos. "Este ano é um ano de viragem para pior e para o próximo ano acho que vai ser o caos a esse nível, porque muita gente não vai sequer arriscar-se matricular-se." O responsável da Pastoral do Ensino Superior mostra-se também consternado com a proibição de acesso às bolsas para estudantes em agregados com dívidas à Segurança Social - o que "põe de lado muitíssima gente" - e diz que as universidades já começam a ser compostas só por elites. "Os próximos anos vão acentuar em muito essa realidade ao ponto de, se não tomarmos [medidas], o Ensino ficar restrito às elites económicas." Expresso.

"Nação valente e imortal" - António Lobo Antunes

«Nação valente e imortal»


in Revista Visão  
05.04.2012

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.

Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver

- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro

- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima

- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.

As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.

Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!

Loureiro para o Panteão já!

Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!

Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.

Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.

Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.

Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Argentina (e fosse em Portugal?) anuncia a nacionalização de petrolífera.

E fizeram muito bem, pelas razões invocadas! Porque não se nacionaliza a companhia principal a operar em Portugal (que é exclusiva, quanto a refinação), para assim ficar ao serviço dos portugueses? Que faz pelos portugueses? pouco ou nada! Mas realtivamente pior, a operar em Portugal, só mesmo a BP, que nada cá tem excepto as bombas de gasolina!!! Não deixa cá nada, só levao dinheiro dos consumidores portugueses!

“A petrolífera YPF, filial da companhia espanhola Repsol, deverá voltar para as mãos do Estado argentino 13 anos depois da privatização. A proposta de nacionalizar a empresa foi hoje apresentada ao Congresso argentino pelo Governo de Cristina Kirchner.” PUBLICO.

PGR defende que futebol deve ser investigado.

Pinto Monteiro diz que "durante anos e anos" o futebol foi uma "virgem intocável". E confirma ter tido uma audiência com o presidente da FPF Fernando Gomes sobre o caso que está a ser investigado. DN

Preço da gasolina e do gasóleo descem até dois cêntimos.

É ridículo, atendendo aos valores a que pagam o petróleo!

“O preço da gasolina e do gasóleo desce, a partir de hoje, até dois cêntimos, interrompendo a escalada das últimas semanas, como reflexo da descida da cotação média nos mercados internacionais.” DN

EPUL põe 19 casas em hasta pública "a preços promocionais"

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) coloca em hasta pública no sábado 19 apartamentos "a preços promocionais" e "especialmente dirigidos às famílias" em época de crise, adiantou à Lusa fonte da direcção comercial da empresa. CdaM

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Marxismo turístico


Há muito quem considere que o marxismo faz hoje parte do "caixote do lixo da História", para utilizar uma formulação do próprio Marx.

Porém, verifiquei, há dias, que Karl Marx mantém uma pujante popularidade na sua terra natal, a cidade alemã de Trier (que, em outros tempos e com outra soberania, se chamava Trèves), próxima do Luxemburgo, onde a sua casa-museu é o principal motivo turístico da cidade.

Poderá assim dizer-se que os habitantes de Trier são, à sua maneira, "marxistas"?

Greve dos controladores aéreos com 100% de adesão

O que faz falta a estes Srs, para mais esta greve?
Os controladores aéreos paralisam nesta quinta feira duas horas - entre as 7h e as 9h, hora do Continente e da Madeira; entre as 6h e as 8h nos Açores. A Comissão de Trabalhadores (CT) da NAV afirma em comunicado, segundo a agência Lusa, que face à ausência de decisões do conselho de administração da empresa e do governo, "não resta outra alternativa que não seja a manutenção das greves parciais convocadas para este mês".

Arnaut pede demissão do ministro da Saúde

Em declarações à Rádio Renascença, António Arnaut, considerado o "pai" do Serviço Nacional de Saúde, afirmou: "Ele tem que se demitir, porque não pode ser responsável por uma pasta cuja obrigação essencial é garantir a sustentabilidade do SNS, que é uma garantia constitucional".

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PS impõe disciplina de voto no Pacto Orçamental.

Que líder partidário fazia questão em que houvesse liberdade de voto na sua bancada parlamentar???

“Deputados do PS vão estar vinculados à disciplina interna na votação do Tratado Orçamental. “ Expresso.

Diretor comercial do Freeport sabia de um pedido de dois milhões.

O diretor comercial do Freeport entre 1998 e 2007 admitiu, esta quinta-feira, perante o Tribunal do Barreiro que teve conhecimento de um pedido de uma quantia de dinheiro pedida por um escritório de advogados. Gary Russell - que não se recorda se a referida quantia era em euros ou libras - começou por dizer que não tinha tido conhecimento de um pedido daquela quantia, mas à medida que foi foi questionado pelo procurador da República admitiu saber, indicando que terá sido solicitada por "um escritório de advogados", do qual não disse o nome. A testemunha, que referiu ter "acompanhado de perto o processo do Freeport juntamente com o diretor Johnattan Rawnsley", disse ainda não "ter ideia" do que mudou no projeto para que a terceira avaliação ambiental fosse positiva depois de duas negativas, admitindo porém, que o projeto inicial sofreu algumas alterações. Negou, contudo, que tenham sido feitos pagamentos "ilegais ou subornos" a alguém para que a construção fosse viabilizada. "Eu, pessoalmente, não fui contactado. O sr. Rawnsley é que informou numa reunião que tinham sido contactados, mas eu não sei quem informou", frisou Gary Russel, que depos por videoconferência através do Tribunal do Mónaco. Questionado sobre quem teria informado Johnatan Rawnsley sobre a questão dos dois milhões, Gary Russel disse ter sido Dettany, o assistente de Rawnsley e que teve conhecimento dessa informação no início do processo. JN

Face Oculta presidente da Refer confirma contactos repetidos de Mário Lino.

Ouvido ontem pelo tribunal de Aveiro, Luís Pardal admitiu que o ex-ministro das Obras Públicas lhe telefonou diversas vezes dando conta das queixas de Manuel Goodinho em relação à Refer. Expresso

Platini chama "bandidos e vigaristas" a quem quer aproveitar-se do Euro2012.

O presidente da UEFA, Michel Platini, considerou, esta quinta-feira, "bandidos e vigaristas" os responsáveis que estão a inflacionar os preços dos hotéis na Ucrânia, na tentativa de tirarem proveito do Euro2012 de futebol. JdeN

El porqué de los misiles de Cristiano Ronaldo.

El jugador portugués aniquiló al Atlético de Madrid gracias al 'efecto Magnus' o lo que los científicos llaman 'la espiral del balón giratorio'. elmundo

Subornos no futebol investigados (?!)

Mais uma para o esquecimento. Toda a vida ouvi estórias sobre subornos, desde Calambotes, Francisco Silva, as máquinas fotográficas oferecidas ao árbitro, as malas dos carros sempre familiares com mala grande e facil de abrir, etc. Agora devem querer descobrir a polvora, ou será para irem a julgamento e termos os “apitos dourados”  e “face oculta” tal como é costume? Judiciária investiga suspeitas de corrupção no escalão maior do futebol português.

Justiça inicia julgamentos de casos de corrupção no futebol chinês.

A Justiça da China deu início nesta segunda-feira a julgamentos de autoridades da federação de futebol do país e sua associação de árbitros, ambos acusados de compra e venda de partidas e apostas ilegais, em um escândalo que desprestigiou por muitos anos o futebol local.
O primeiro a se apresentar perante os juízes foi Zhang Jianqiang, ex-diretor do comitê de árbitros da Associação Chinesa de Futebol (ACF), que compareceu a um tribunal de Tieling (nordeste do país), e daqui a dois dias será a vez do próprio diretor do Centro Administrativo do Futebol Chinês, Yang Yimin.
Também vão depor nesta semana no nordeste da China vários árbitros do campeonato nacional, entre eles Lu Jun, considerado antes do escândalo um dos melhores do país, e que dirigiu jogos internacionais.
A imprensa estatal chinesa informou, no entanto, que ainda não foi fixada uma data para o comparecimento dos dois principais dirigentes envolvidos no escândalo, os ex-vice-presidentes da ACF Nan Yong e Xie Yalong.
Em 2009, as autoridades chinesas lançaram uma campanha contra a corrupção que durante anos imperava na liga local, e que segundo muitos torcedores é a principal causa da perda de qualidade do futebol da China. "Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe." R/esportes

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Clubes aceitam princípio de acordo com Governo.

Clubes que representam mais de 70 por cento das dívidas fiscais do futebol profissional aceitaram o princípio de acordo estabelecido entre Federação, clubes e Governo, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo. DN

Sporting denuncia possível corrupção de árbitro.

O Sporting denuncia estas situações que, para outros clubes, são banais, e depois queixa-se que os árbitros não queiram apitar os seus jogos, etc…rsrsr

“A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar uma suspeita de corrupção do árbitro assistente José Cardinal, após uma denúncia do Sporting, de acordo com o "Diário de Notícias" de hoje. Alguns dias antes do jogo dos quartos de final da Taça de Portugal entre os "leões" e o Marítimo (3-0), José Cardinal recebeu na sua conta bancária um depósito de 2.000 euros em notas, proveniente de um banco da Madeira, conta o jornal. O árbitro auxiliar estava nomeado para o jogo em questão, mas o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) acabou por anunciar a sua substituição por "motivos pessoais".”

José Manuel da Silva Cardinal

Data de nascimento: 19 de Janeiro de 1967

Freguesia: Paranhos

Concelho e Distrito: Porto

Filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto.

Início da actividade: 1990

Árbitro Assistente FIFA desde 1996 (15 épocas)

A situação, sabe-se agora, terá estado relacionada com este caso. Expresso.

Ucranianas despem-se pelo aborto.

  Várias mulheres do movimento Femen despiram-se na Catedral de Santa Sofia, em Kiev, pelo direito ao aborto. Expresso

Ministro garante que Maternidade Alfredo da Costa encerra nesta legislatura

Segundo cita o jornal Público, Paulo Macedo falava aos jornalistas após a cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde, garantindo: "Não temos nenhuma ânsia de fecho". Mas o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, acontecerá "de certeza" nesta legislatura, acrescentou sem dar garantias concretas sobre o futuro dos serviços que agora estão assegurados na MAC.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Inadimplência em Portugal continua a aumentar

Lisboa - O crédito malparado (inadimplêcia) às famílias e às empresas portuguesas voltou a atingir novos máximos em fevereiro, depois de ter aumentado 746 milhões de euros, no total, entre janeiro e fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal.
O crédito malparado às empresas atingiu em fevereiro 8.285 milhões (8,2 bilhões) de euros, mais 651 milhões de euros do que em janeiro, tocando o valor máximo desde que o Banco de Portugal começou a compilar estes dados (1997). O crédito de cobrança duvidosa das famílias aumentou 95 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para se fixar em 4872 milhões de euros, também neste caso o valor mais elevado desde 1997, o que faz com que, nos dois primeiros meses do ano, o crédito de cobrança duvidosa às famílias e às empresas tenha tido um aumento de 746 milhões. O crédito à habitação representou em fevereiro 44,51 por cento do crédito malparado das famílias, depois de ter aumentado 23 milhões de euros face a janeiro, fixando-se nos 2169 milhões de euros. No crédito a bens de consumo o malparado aumentou 40 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para 1549 milhões de euros, enquanto o crédito de cobrança duvidosa para outros fins cresceu 30 milhões para 1155 milhões de euros em fevereiro. Portugal Digital

Dívida espanhola.

Dívida espanhola atinge 165% do PIB, Igreja e rei não sofrem austeridade.

ENI reforça na Galp e Amorim nomeia filha

Paula Amorim, filha de Américo Amorim, está indicada para integrar a próxima administração da Galp, enquanto o grupo estatal italiano ENI - que supostamente estaria de saída da Galp - reforça os seus elementos na administração da Galp, indicando entre eles a sua maior especialista em fusões e aquisições. Além de manter o administrador financeiro da Galp Claudio de Marco a ENI reforçará a sua presença na administração da Galp, indicando a especialista em questões jurídicas, Barbara Benzoni, que desde 2007 tem desempenhado as funções de Vice Presidente Sénior da área jurídica da ENI. Barbara Benzoni é a principal especialista da ENI para as operações de fusões e aquisições que o grupo italiano tem efetuado. A ENI nomeou indicou igualmente o nome da engenheira Maria Rita Galli para a lista de administradores que será levada à assembleia geral da Galp de 24 de Abril. A Sonangol deverá substituir o nome de Manuel Vicente (que deixou a presidência da petrolífera estatal angolana para assumir a pasta de ministro da Coordenação Económica do Governo de Angola) pelo de Batista Sumbe. Estão também indicados os nomes do ex-secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina - que o Expresso divulgou em primeira mão - e do presidente da SIBS, Vitor Bento, que será administrador não executivo. Américo Amorim substituirá Francisco Murteira Nabo na presidência do conselho de administração da Galp e Manuel Ferreira de Oliveira será reconduzido como presidente executivo da Galp. Expresso.

Especulação faz disparar preços do petróleo.

As noticias que dão jeito às petrolíferas! Nas teorias da conspiração até se diz que são as próprias companhias que estão por detrás de alguns fundos, para artificialmente aumentar os preços aumentando assim os seus lucros!?

“A 14 de Abril, os navios petroleiros vão transportar nas principais rotas internacionais cerca de 488,8 milhões de barris de petróleo, o que corresponderá a um aumento de 3,9% em relação ao petróleo transportado por navio na semana anterior, refere a FuturesMag www.futuresmag.com citando dados do Dow Jones. Este aumento de compras em contratos de futuros não corresponde à tendência de redução do consumo internacional de petróleo e produtos refinados - que está em queda na Europa e em desaceleração na Ásia - e inflaciona os preços internacionais dos combustíveis. A "Futures Magazine" cita o ministro dos petróleo saudita, Ali al-Naimi, que admitiu a 20 de março que "o mercado global está a comprar perto de dois milhões de barris diários a mais do que as quantidades que são necessárias". Expresso.

“Livro de Matemática vai custar quase 40 euros” segundo o Expresso.

 

Como é que alguém pensa seriamente em acordos deste tipo? Manuais escolares vão subir 2,6% no próximo ano letivo. O livro de Matemática A, do 12.º ano, será o mais caro e custará 37,51 euros. O ministro que é um homem das matemáticas, não consegue “por mão” neste estado de coisas? Os livros escolares são o maná dos editores, principalmente das duas editores habituais…Os editores de qualquer livro em geral, tem de esperar que os clientes os comprem, os manuais escolares são obrigatórios nas escolas, pelo que a clientela está assegurada à partida!!!

Como é possivel que custem mais de 10€?!?!?! O que diga-se já era carissimo, atendendo aos custos gerais com a educação em Portugal!

"Passos Coelho não acredita nas suas próprias promessas"

Depois de garantir por várias vezes aos portugueses que os sacrifícios da austeridade libertariam o país da troika em setembro de 2013, mês em que Portugal se financiaria junto dos mercados internacionais como fazia antes de aceitar o "memorando de entendimento", Passos Coelho confessa agora as suas dúvidas aos alemães. "Eu não sei se Portugal regressará aos mercados em setembro de 2013 ou mais tarde", afirmou o primeiro-ministro ao jornal Die Welt.

O cómodo exílio dos amigos de Mubarak

No governo de Mubarak, altos funcionários e empresários com vínculos próximos ao regime ficaram com bens públicos e adquiriram monopólios em matérias-primas estratégicas.
Segundo os procuradores, o grupo de elite enriqueceu graças a um capitalismo baseado no tráfico de influências. Isto incluiu acordos de privatização conseguidos graças a contactos, manipulação da bolsa de valores e tratamento preferencial nos contratos sobre a terra.

Maternidade Alfredo da Costa: fecho não é lapso, é disparate e aldrabice!

O que embaraça o governo é não ter um só argumento válido para justificar aquela opção e não saber como obrigar centenas de médicos, enfermeiros e outros profissionais a deixar a maternidade e trocá-la por outros hospitais e serviços.

A bolha imobiliaria chinesa.

Caso bem serio é a bolha imobiliaria chinesa, faz da americana um peanut.


A cientologia da gasolina.

Num filme de John Carpenter, Cidade dos Malditos (anda a passar pelo Canal Hollywood), uma prole de crianças nasce numa aldeia longínqua. Estas crianças são seres estranhos, porque atuam como uma única entidade. São mesmo uma prole colectivizada. Não são indivíduos separados uns dos outros, são apenas parte de um todo que as controla, manifestações terrenas de um cérebro celestial. Ora, tendo em conta o génio ultravisionário de Carpenter, tenho quase a certeza que Cidade dos Malditos é uma alegoria do mercado de gasolina em Portugal. Eu explico esta minha teoria mui rigorosa e quase científica. Quando um sujeito anda pela A1, repara que o preço da gasolina é sempre igual, seja qual for o posto, seja qual for a marca. Um sujeito olha para os placards dos preços, à espera de uma disparidade humanóide entre entidades diferentes, mas, ora essa, encontra uma uniformidade não-humanóide. Por acção de uma força divina (o cérebro mágico e, quiçá, alienígena de Carpenter), todos os postos de gasolina vendem o produto ao mesmo preço. Vender mais barato do que o vizinho? Não, senhor. Isso seria um comportamento humanóide, e nós estamos, sem dúvida, perante a intervenção de um ser superior. E a Autoridade da Concorrência concorda com esta asserção. Aliás, sempre que vai ao parlamento, a entidade reguladora reafirma a sua condição de crente #1 desta cientologia da gasolina. Perante a força revelada por este culto carpenteriano, estou até desconfiando que sucederão duas coisas no futuro próximo. Em primeiro lugar, os placards com a indicação dos preços desaparecerão, porque são de uma inutilidade olímpica. Depois, julgo que o deus das octanas atacará os hipermercados que estão a desafiar a liturgia. Nestas bombas de marca branca, a gasolina chega a ser 22 cêntimos mais barata. Uma óbvia blasfémia, que está a pedir o fogo divino. E, se não conseguir fechar estas bombas, o deus desta história começará a dizer que, ui, ui, a gasolina de marca branca faz mal ao motor dos carrinhos. Apesar de impiedosos, os deuses de Carpenter são sempre muito cómicos. Henrique Raposo (www.expresso.pt)

Alta de preços na gasolina torna-se incomportável.

O que todos estes comentadores não dizem, não sei se por receio de represálias, se por receio que a publicidade das gasolineiras acabe, ou por outros motivos que só eles sabem. Mas o que é fulcral é que estes preços, artificiais, são de todo o interesse quer das gasolineiras quer do governo. A saber o governo, pois recebe mais impostos de cada litro vendido, (ISP) além do IVA, a contenção nas compras fará com que se gaste menos, portanto menos dinheiro para fora do país, teoricamente mais impostos dos lucros fabulosos se é que alguma das gasolineiras cá pagar impostos, sobre lucros obtidos com a exploração dos portugueses. As gasolineiras tem assim de “mão beijada” a autorização para aumentarem os seus lucros de forma desmesurada, isto é para não adjectivar de outro modo…

“Comentário de João Palma Ferreira, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da SIC. Em análise,a escalada do preço dos combustíveis que hoje atingem um novo máximo histórico e a visita de Pedro Passos Coelho a Moçambique, a propósito de Cahora Bassa.” Expresso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bloco exige eleições caso haja novo empréstimo

Na comemoração do 13º aniversário do Bloco, no Cine Teatro Constantino Nery em Matosinhos, o discurso de Louçã abordou a "semana vertiginosa" do Governo, que passou por "esconder decisões do Conselho de Ministros", como no caso da suspensão das reformas antecipadas, ou pelos "lapsos" do ministro Vítor Gaspar sobre o ano em que prometeram repor os 13º e 14º meses de salário.

O atracão


 
Os diplomatas em postos distantes acabam por tornar-se, por vezes, figuras algo solitárias. Trocam impressões com os colaboradores, mas o afastamento da capital faz-lhes, frequentemente, perder algum contacto diário com a "casa".

Alguns tentam compensar essa distância com o cultivo de redes pessoais de contacto telefónico, agora que o Skipe e uma rede interna gratuita tornou tudo mais fácil. Mas, apesar disso, um posto no estrangeiro longínquo acaba por ser uma espécie de satélite da "secretaria de Estado" - o nome que damos à "sede", ao MNE em Lisboa.

Os postos têm quase sempre dificuldades, problemas logísticos a resolver e, muitas vezes, o envio de comunicações ou a reiteração de chamadas telefónicas, para amigos e chefias, não são suficientes para ultrapassar essas dificuldades. A capital vive assoberbada de pedidos de ordem material ou em matéria de recursos humanos que, cumulativamente, representam muito mais do que aquilo que pode dar.

Quando os embaixadores ou os cônsules percebem que as coisas chegaram a um ponto em que não conseguem ter resposta satisfatória de Lisboa, recorrem ao clássico método: o "atracão", o aproveitamento de episódicos contactos com o ministro ou com os secretários de Estado, de passagem pelos locais onde estão colocados. O aeroporto ou os carros são, em geral, os cenários deste tipo de abordagens, detestadas por todos os membros do Governo, as mais das vezes cansados da viagem ou preocupados com a reunião que vem a seguir.

A tática é vetusta. O governante, por simpatia, pergunta ao embaixador: "Então como é que vai por cá?". Está aberta a porta. Com maior ou menor subtileza o nosso homem avança: "Sabe, é muito difícil trabalhar com pouco pessoal. Estou à espera de um secretário há meses. O secretário-geral já mo prometeu, mas nada! Se pudesse dar um jeito, ficava-lhe gratíssimo".

O segundo nível é mais móvel, é o carro. Um ranger de motor ou um qualquer percalço, dá logo aso a um pedido: "Peço-lhe desculpa pelo estado desta viatura, mas ando há meses a insistir com Lisboa. Este carro está no limite. Espero mesmo que não nos deixe ficar mal. Acha que o seu gabinete poderia dar uma palavra ao 4º andar sobre isto?", sendo o "4º andar" a área administrativa do MNE.

Finalmente, o mais clássico: a casa. Um "tour du propriétaire" por zonas degradadas da residência é um "must" clássico para tentar convencer os governantes da necessidade (muitas vezes bem verdadeira) de se fazerem obras, de se comparem uns sofás ou de se proceder uma mudança: "Julgo que já se deu conta que esta casa não está em condições de receber ninguém. Estes sofás estão velhos e continuo sem ter resposta aos pedidos que fiz para pinturas e para o telhado. Quer ver o telhado?". O governante não quer, claro. O que quer é deixar de ouvir as lamúrias. Os mais ousados são frontais e invocam o orgulho nacional: "Estou cansado de dizer a Lisboa que esta casa não está à altura da imagem de Portugal neste país. Eu olho para os meus colegas europeus! Temos de mudar. E olhe que temos perdido óptimas oportunidades, mas dizem-me que as Finanças se opõem. Não poderia dar-me uma ajuda?".

Os ministros e secretários de Estado muitas das vezes até devem reconhecer que os diplomatas têm imensa razão, que as coisas são difíceis, que a casa ou ou carro ou os móveis não estão em condições. Só que as coisas são o que são, os orçamentos diminuem, "as Finanças" são impiedosas. E, as mais das vezes, nessas visitas às capitais, têm a cabeça noutro lado, estão preocupados com outras coisas, não têm tempo nem paciência para o exercício de "micromanagement" que os diplomatas esperam.

Não é fácil, a vida no MNE. Para todos!

Governo admite que os suicídios vão aumentar

 
Governo admite que os suicídios vão aumentar
 

Estes jovens não precisam de emigrar!

A JOANA E O TIAGO DA AGRICULTURA E AMBIENTE PASSAM OS DIAS A PEDIR QUE LHES EXPLIQUEMOS O QUE FAZER EM AIA - DEVEM-ME PELOZ MENOS METADE DO ORDENADO DELES::::
GRANDES TRONGOLAMONGOS!!!!!!
Lista de 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.
Fonte: http://www.portugal.gov.pt/
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)
Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.183,63 €
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.633,82 €
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)
Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €
Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €
Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)
Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.364,50 €
MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)
Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)
Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,37 €
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)
Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.198,80 €
Cargo: Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24
Vencimento Mensal Bruto: 2.505,46 €
SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)
Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 1.950,00 €


"O exemplo convence-nos mais do que as palavras" SENECA (4 a 65dC)

sábado, 7 de abril de 2012

A troika do Marquês.

Foram precisos 1807 dias, após a inauguração, para a Câmara de Lisboa concluir o túnel do Marquês de Pombal. Ontem abriu a ligação à Avenida António Augusto de Aguiar. Foi uma rara ocasião que juntou a troika de presidentes ligados ao nascimento e execução do projeto. Pedro Santana Lopes, que lançou a obra, há nove anos (deveria ter demorado apenas um ano, enfrentou uma ação movida por José Sá Fernandes), Carmona Rodrigues, que inaugurou o túnel, e António Costa, que cortou a fita do último lanço, com atrasos devido a desencontros com o empreiteiro. Expresso.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cante alentejano



Nos últimos dias, suscitou alguma polémica a decisão governamental de não apresentar à UNESCO, no corrente ano, a candidatura do Cante Alentejano aoestatuto de património cultural imaterial da Humanidade. A comissão promotorada iniciativa, ecoando o sentimento de outros apoiantes da mesma, manifestou o seu desagrado por esta tomada de posição.

É compreensível o desapontamento que atravessa as comunidades alentejanas que estiveram envolvidas na preparação do projeto, às quais tinha sido criada uma expetativa temporal para a conclusão do mesmo. Devo dizer, porém, que entendo menos bem algumas despropositadas e menos elegantes acusações personalizadas que surgiram neste contexto, que apenas posso levar à conta de exagerada emoção entretanto suscitada.

Desde o primeiro momento que os interlocutores que, no quadro do Ministério dosNegócios Estrangeiros, em Lisboa e em Paris, dialogaram com os representantes da candidatura deixaram muito claro serem amplamente favoráveis à iniciativa, aqual, aliás, desde o início estimularam. Esse terá sido também o sentimento das altas autoridades do Estado e outras personalidades que expressaram o seu apoio à mesma. Toda essa solidariedade para com o projeto era dada, naturalmente, no pressuposto de que a candidatura seria apresentada com condições de pleno sucesso, tanto mais que, no caso de uma eventual rejeição, o processo teria de esperar cerca de cinco anos antes de poder ser repetido, com o incontornável efeito negativo que tal decisão não deixaria de ter na memória interna da própria UNESCO.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros não tem, no seu seio, uma"expertise" própria, pelo que, como em casos análogos, teria sempre que se apoiar, para a formulação do seu juízo sobre a oportunidade de apresentação da candidatura, em opiniões técnicas abalizadas, nomeadamente as que se projetam na comissão científica que a própria organização criou.

A comissão científica da candidatura foi presidida pelo professor Rui VieiraNery, que já exercera idênticas funções na recente e bem sucedida candidaturado Fado ao estatuto agora pretendido pelo Cante Alentejano. O professor Vieira Nery pediu, entretanto, demissão do cargo e, ao fazê-lo, deixou algumas críticas àquilo que entendia serem alguns pontos menos consistentes desta candidatura. Sem desprimor para os restantes membros, a pessoa que, de forma unânime, era considerada como imediatamente mais qualificada, no seio dacomissão científica, era a professora Salwa Castelo-Branco, a quem, aliás, os promotores da candidatura haviam solicitado a revisão final do respetivo processo. Ora também esta eminente especialista, conjuntamente com outro membroda comissão, considerou que, no seu estado atual de preparação, a candidatura teria fragilidades que poderiam conduzir à sua rejeição.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros - e não apenas a Comissão Nacional daUNESCO, como erradamente é sugerido - entendeu que, perante estas abalizadas opiniões e em tais condições, constituiria um elevado risco propor a candidatura este ano. Nada do trabalho já feito, na laboriosa preparação do dossiê que foi desenvolvida, se perderá. Apenas se pretende que, no tempo que a gora temos pela frente, possam vir a ser colmatadas as deficiências e os problemas entretando detetados.

Todos temos interesse em que ao Cante Alentejano seja dado um estatuto internacional à altura da indiscutível qualidade que esta manifestação popular tem, como fator identitário de uma região e como património cultural de prestígio do próprio país. Por isso, com serenidade e redobrado rigor, vamos trabalhar para que, num prazo que esperamos curto, possamos apresentar na UNESCO uma candidatura de sucesso do Cante Alentejano.

(Artigo que hoje publico no "Diário de Notícias")

"Diplomatas exigem promoções"


 
É este, hoje, o título de uma "notícia" do diário delas. O leitor, com naturalidade, pensará: a diplomacia está em polvorosa, os embaixadores planeiam greves, vem aí uma contestação forte e quase inédita, numa classe profissional tida por tradicionalmente serena.

Vai-se a ver e o que diz o texto?: "o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas exigiu ontem que o governo proceda ao descongelamento das promoções nos serviços externos do MNE". Se o jornal tivesse procurado informar-se um pouco mais teria sabido que se trata de um sindicato que agrupa, precisamente, o pessoal que não é diplomático.

Mas que interessa isso, garantida que está a atenção do leitor, ao "jornalista" que fez o corta-e-cola do "take" da agência, encimando-o com um título simplista, "à maneira" a que o mau jornalismo português nos está a habituar?
 

O vinho do Porto e o comércio bilateral

Hoje, numa conversa a propósito da promoção do vinho do Porto, falávamos da relação "cerimoniosa" que os portugueses tradicionalmente têm com aquele que é o seu produto vinícola mais prestigiado. A meu ver, o vinho do Porto teve, durante muitos anos, o caráter de uma bebida "engravatada", consumida em momentos solenes e formais, mas que nunca foi - até pelo seu preço - uma bebida popular. As coisas estão agora a mudar, a tipologia dos Portos está a alargar-se, há já imaginativas combinações nos bares que têm a bebida no seu centro e, como é natural, isso está a trazer um novo tipo de consumidores e a fazer ganhar àquele vinho faixas diferentes no mercado nacional.

Em França, há também um longo caminho a percorrer na promoção do vinho do Porto. Os franceses são, nos dias de hoje, os principais consumidores internacionais de Porto, tendo já ultrapassado o tradicional mercado inglês, que se deixou ficar para trás. Porém, o vinho do Porto que surge nos escaparates deste país, sendo quantitativamente relevante, é, em regra, qualitatativamente bastante pobre. Várias vezes tenho mostrado o meu desagrado em restaurantes franceses de renome porque, lado a lado a cognacs, whiskies ou vodkas da melhor qualidade, nos são propostos vinhos do Porto verdadeiramente medíocres. Embora procurando sempre não afirmar, em público, que um produto nacional que nos está a ser servido tem escassa qualidade, vou encontrando maneiras hábeis de explicar que a apresentação aos clientes de outro tipo de Porto estaria mais à altura do prestígio da "casa"...

Com o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, bem como com alguns produtores, a Embaixada e a sua delegação da AICEP, tem em curso um conjunto de operações promocionais destinadas a fazer ganhar espaço a Portos de muito maior qualidade, que aqui continuam a não ser consumidos, apenas porque são desconhecidos do mercado. E, nesse esforço, procuramos frequentemente promover os vinhos de mesa do Douro e o turismo da região, ligando a isso o núcleo do Turismo de Portugal que conosco trabalha.

Esta manhã, numa escola hoteleira de Paris, concluí-se um ano de trabalho que envolveu 50 escolas hoteleiras, com sensibilização de cerca de 1500 alunos, permitindo um melhor conhecimento das diversas categorias de Porto existentes e fazendo a sua ligação criativa a produtos alimentares franceses. Os alunos e as escolas, com o apoio de companhias vinícolas portuguesas, apresentaram criativas propostas de harmonização. O projeto vai continuar para o ano, com o apoio do Ministério francês da Educação, com mais escolas, mais alunos e com estímulos vários, que incluem prémios de viagem à zona vinícola do Douro. Este é um trabalho de sensibilização que tem efeitos a prazo - isto é, apostando no tempo em que esses alunos virão a ser os novos profissionais da hotelaria.

Com os atuais profissionais estamos também a trabalhar. Daqui a semanas, a Embaixada em Paris receberá os convidados do "Masters of Port", no termo de um processo de eleição dos "sommeliers" franceses que se revelem mais conhecedores do nosso vinho do Porto. É ainda pouco? É o que se pode e deve fazer, utilizando com muito critério os recursos financeiros disponíveis e os meios que nos é dado poder utilizar.

Nas relações económicas externas, é o somatório de muitos destes esforços pontuais que pode conduzir a resultados comerciais globais positivos, que tentamos que sejam sustentados. As empresas portuguesas - que é quem faz os negócios, entenda-se! - revelam uma fácil ligação ao mercado francês, muitas vezes mobilizadas por setores empresariais complementares da nossa comunidade, nomeadamente os que se juntam na operativa Câmara de Comércio o Indústria Franco-Portuguesa. No ano de 2011, creio que pela primeira vez desde há muito e muito tempo, a balança comercial portuguesa com a França apresentou um saldo a nosso favor. O turismo de origem francesa tem vindo a ganhar espaço no mercado português, tendo mostrado, em anos recentes em que os mais tradicionais emissores decaíram, uma tendência crescente. E, "last but not least", a França converteu-se hoje no principal país investidor estrangeiro em Portugal.

O novo Mandela

Marwan Barghoutti falou firme e forte. Depois de longo silêncio, chega agora a sua mensagem, enviada da prisão.

A ouvidos israelitas, não é mensagem que soe agradável. Mas a ouvidos palestinianos e árabes em geral, faz pleno sentido. A mensagem de Barghoutti pode bem tornar-se o novo programa do movimento palestiniano de libertação.

Zé Guilherme

A "manga" do aeroporto de Orly que, no passado fim de semana, ligava ao avião da TAP para o Porto, fazia um cotovelo, o que permitia aos passageiros ler, com facilidade, o nome do aparelho: "Francisco d'Hollanda". À minha frente, dois "letrados", um tanto ajavardados, comentavam: "estes tipos até põem nomes de holandeses aos aviões da TAP, vê lá tu!". Ao que, quiçá premonitório, o outro respondeu: "daqui a uns tempos vão ter nomes chineses, ai vão, vão!"

Entendi não valer a pena explicar que Francisco d'Hollanda foi uma das figuras mais proeminentes da arte portuguesa no século XVI. Lembro-me bem de, no momento, ter pensado que o meu amigo e embaixador José Guilherme Stichini Vilela havia escrito um pequeno livro sobre Francisco d'Hollanda - coisa que eu descobri por acaso, um dia, numa livraria, e a que ele, para minha surpresa, nunca atribuiu grande importância.

Prestes a regressar a Paris, dois dias depois, já no aeroporto do Porto, recebi um telefonema, a dar-me conta da morte do Zé Guilherme.

Coincidimos em posto, em Luanda, nos anos 80, nesse tempo inesquecível em que, com António Pinto da França e Fernando Andresen Guimarães, todos juntos, conseguimos transformar um período profissional tenso e potencialmente abafante numa divertida aventura de vida - também com o Miguel Chalbert, a Ana Poppe, o António Vallera, a Élia Rodrigues, o Fernando Valpaços, os "Guedais" (Vasco, Sérgio e Zé Tó), a Lena e o Bo Backstrom, a Alzira e o João Sobral Costa e tantos e tantos outros.

Até então, eu conhecia mal o Zé Guilherme. Desde aí, ficámos, para sempre, muito amigos e pelo mundo nos fomos encontrando, às vezes com alguma regularidade, outras vezes nem tanto - em Argel e em Londres, no Rio de Janeiro ou em Istambul. Fizemos magníficas férias juntos (lembras-te, Alda?) e, para sempre, o Zé Guilherme passou a ser um membro da nossa família. Era, para nós, como que um irmão mais velho, que às vezes parecia até bem mais novo. Era um congregador de afetos, generoso sem limites, dedicado aos outros, mesmo a alguns que o não mereceram. Muito culto, com um imenso bom gosto, tinha uma grande abertura ao novo e ao diferente, criando, com naturalidade e sem esforço, novos amigos e conhecidos, quase sempre gente muito diversa e interessante. E, às vezes, não.

Falámos pelo telefone, há muito pouco tempo. Desafiei-o a vir visitar-nos a Paris, onde tinha vivido, por duas vezes, no início da sua carreira. Respondeu-me com um discurso cansado e algo desiludido. Mas, depois, na ciclotimia de ânimo que era muito sua, mandou-nos um belo texto de ficção, que escreveu e que hesitava se devia ou não em publicar em livro. E, dias mais tarde, inscreveu-se como "amigo" no Facebook, com uma foto onde exibia um chapéu de palhinha, ao jeito da vida bem informal que agora levava.

O Zé Guilherme fazia parte daquelas pessoas de quem nos sentimos muitos próximos e que, porque não "frequentadas" com a regularidade que desejaríamos, em especial durante a nossa última década de permanência contínua no estrangeiro, tínhamos "reservado" para um convívio futuro mais assíduo, nos tempos mais calmos de ocupações que estão aí para vir. Mas não, já não vai ser possível usufruir do seu sorriso delicado e algo triste, das conversas serenas que alimentava, da sua imensa paciência para os erros dos amigos e, também, da sua crescente impaciência para as posturas dos idiotas. As amizades, como tenho vindo a aprender, não podem ter férias. Assumo a minha quota-parte de culpa nalguma solidão em que ele se foi fechando e em que acabou os dias.

Um imenso abraço, Zé Guilherme, até sempre.

Escândalo: Governo apoia OPA's à Cimpor e à Brisa

Escândalo: Governo apoia OPA's à Cimpor e à Brisa
 

Austeridade. E se for para sempre?

A insistência europeia na implementação de mecanismos reforçados de controlo orçamental parece roçar a insanidade. A austeridade precipitou a segunda grande depressão, exilou as periferias e criou um exército europeu de desempregados, sem resolver um único determinante da crise. A receita neoliberal, para além de anti-social, como sempre foi, é recessiva e, sobretudo, antidemocrática.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Estas 25 empresas têm 50 mil vagas disponíveis.

Vinte e cinco das maiores empresas globais oferecem 56 mil postos de trabalho, uma média de 700 vagas por companhia.  As consultoras e tecnológicas dominam a lista reunida pela CNN, que inclui links para os portais de emprego de cada empresa. Dinheiro Vivo

Bailes de finalistas sem decotes nem minissaias.

O ideal é andar tudo de fato-macaco, ou túnica, tal como na China nos tempos de MAo ou nos países árabes.

“Algumas escolas norte-americanas criaram autênticos manuais de conduta de vestuário para evitar que os adolescentes se vistam de forma "inapropriada para a sua idade" nos típicos bailes de finalistas. Decotes pronunciados e vestidos com pouco tecido estão proibidos.” JdeN

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Guardiola destaca Barcelona "fantástico" (???)

Como o Barcelona é levado ao colo! Arbitragens quer espanholas quer estrangeiras dão o apoio ao Barcelona, pois  sabemos que o presidente da arbitragem da UEFA é espenhol...
Josep Guardiola admitiu ser difícil manter-se no topo, mas elogiou o Barcelona após bater o Milan e garantir o apuramento para as meias-finais pela quinta época seguida.

Portal do Governo na Internet em baixo há vários dias

O site do jornal "Expresso" noticiou nesta terça feira pelas 13.54h que a página oficial do Governo na Internet estava em baixo desde o início da semana. Nesta quarta feira, pelas 12 horas, o portal do Governo na Internet continua a não estar acessível.

Jerónimo Martins acorda pagar em 10 dias a 700 agricultores.

são medidas interessantes, pois como todos os utilizadores sabem, quando vamos às compras aos super ou hiper mercados, Pingo Doce, Feira Nova, Continente, etc., seja com cartão de debito ou dinheiro, pagamos imediatamente uma mercadoria, que estes Srs proprietários dos hiper mercados ou supermercados, utilizam a seu belo prazer, pois só pagam a 60 e 90 dias tanto quanto sei, embora tenha ouvido que uma pratica também é de devolverem as facturas, a pretexto de uma qualquer incorreção, ou qualquer outro motivo, para que o prazo se dilate, e paguem assim mais tarde… 

De modo que esta medida parecendo muito generosa, não me parece ser mais do que evitar que os produtores abram falência, e então a compra dos produtos no estrangeiro saia mais caro, aos proprietários destes espaços. Como sabemos no estrangeiro estas praticas embora em alguns casos também existentes, não vão tão longe nos prazos de pagamento e na maioria querem pagamento imediato.

Alemanha investiga cinco grupos petrolíferos suspeitos de cartel.

Tal como em Portugal, as autoridades alemãs, funcionam, são rápidas na actuação, rápidas na análise e rápidas na decisão!!! é um orgulho ver como um país (Alemanha) copia e bem as autoridades equivalentes em Portugal. Não deixam que as empresas se deem ao desplante de nas auto-estradas os preços serem exactamente iguais em todas as empresas gasolineiras. Toda a gente sabe quais são as da auto-estrada para o sul, por exemplo: Galp, BP, Repsol! É igualmente elogioso ver que as autoridades estão atentas aqueles que fabricam e vendem, terem preços iguais aqueles que lhes compram para revenda! É igualmente interessante ver que os preços são feitos não com base nos seus custos, mas numa formula, vinda da Holanda, que nada tem que ver com países como Portugal!

“As autoridades alemãs anunciaram hoje que estão a investigar cinco grupos petrolíferos por suspeitas de obstaculizarem a concorrência. As empresas em questão são a BP-Aral, a Esso, a Jet, a Shell e a Total, de acordo com o AFP. A investigação num período conturbado em que se tem assistido à escalada dos preços dos combustíveis na Europa. O processo teve início após uma “série de queixas de operadores independentes de estações de serviço sobre os preços destes cinco grupos”, que têm as suas próprias marcas de estações de serviço, bem como refinarias, das quais dependem os seus concorrentes. Os distribuidores independentes representam um terço do mercado, segundo a AFP. “Em vários casos, as estações de serviço independentes relataram que tiveram de comprar gasolina ou gasóleo a estes cinco grupos a preços superiores ao que eles cobravam nas bombas das suas próprias estações de serviço”, de acordo com o serviço federal alemão da concorrência. Esta já não é a primeira tentativa das autoridades para tentarem contrariar o oligopólio destes cinco grupos petrolíferos, porém até ao momento estas nunca conseguiram condená-los por concertação de preços. “É um processo contínuo, mas que não tem nada de fácil, pois o alvo move-se: os preços mudam continuamente”, explicou à AFP um porta-voz da autoridade alemã da concorrência. “Antes do anúncio de hoje, fizemos um importante trabalho de preparação e agora trata-se de estas cinco empresas responderem a certas questões e fornecerem-nos certos documentos num prazo preciso, que não posso revelar”, continuou. “Se estas práticas se confirmarem, trata-se de evitar que se repitam. Não é possível que sejam multadas ao abrigo deste procedimento”, concluiu o porta-voz.” Jornal de negócios

terça-feira, 3 de abril de 2012

Presidente angolano recebe relógio de luxo.

O Presidente de Angola já recebeu, e todos os 220 deputados angolanos vão também receber um exemplar do Big Bang Angola, relógio de luxo criado pelo angolano Rui Alvim Faria para o fabricante suíço Hublot. Expresso.

O objetivo escondido de Marcelo.

Marcelo Rebelo de Sousa acusa o líder do PS de promover "uma golpaça" com a revisão dos estatutos para travar uma eventual candidatura de António Costa a secretário-geral do partido, antes das legislativas de 2015. Na resposta, António José Seguro diz que o comentador age de "má- -fé" e com base em "falsidades". Mas o que Seguro não diz é o óbvio: Marcelo, a quatro anos de distância, já só pensa nas presidenciais de 2016. E não é de agora. Há poucas semanas disparou contra aquele que é o seu principal rival à direita, Durão Barroso. Domingo passado, e percebendo que de entre os potenciais candidatos à esquerda António Costa é o que mais problemas lhe pode causar, decidiu fazer eco das críticas do autarca de Lisboa à proposta de revisão de estatutos que Seguro fez aprovar no último fim de semana. Marcelo ensaiou assim, ele próprio, uma "golpaça" mais ou menos maquiavélica. Isto é, ao usar a TVI como megafone para incentivar uma querela dentro do PS, com vista ao derrube de Seguro, e instigar a hipotética eleição de António Costa como secretário-geral do PS e, por consequência, candidato natural a primeiro-ministro - ficando, naturalmente, fora da arena presidencial -, Marcelo procura "limpar" de adversários incómodos o terreno à sua esquerda na corrida para Belém. Resta saber quem serão os próximos alvos do professor. por NUNO SARAIVA - DN

E se mulher nua for só mulher nua?

Sentados na relva, vestidos e engravatados, dois burgueses conversam. Mas a protagonista do quadro é uma mulher nua, de carnes brancas como uma cortesã, cheia como era belo no séc. XIX. É ela que faz escândalo e leva à proibição do Déjeuner sur l'herbe quando Édouard Manet quis expor a tela no Salon de Paris, em 1863. Não foi a nudez que perturbou, o Louvre estava cheio de quadros com nus, mas, nesses, havia sempre um motivo para a nudez. A força da obra de Manet, a razão do escândalo, foi a razão nenhuma para mostrar seios, ventre e ancas. Esta semana, a revista The Economist pôs na capa o célebre quadro, com a mulher tal e qual, mas os dois burgueses transformados em Sarkozy e Hollande, os candidatos a Presidente francês. A revista, que é campeã da austeridade, titula "A França em negação" e insiste: "A mais frívola eleição do Ocidente." Enfim, a França não estaria a discutir as medidas duras que um ou outro, seja quem for o vencedor, terá de tomar quando for eleito. Daí o quadro, ilustrando a boa vida... Tudo bem não fosse um porém: como disse Émile Zola, um admirador incondicional do quadro ("o melhor de Manet"), a verdade do Déjeuner sur l'herbe é outra, é a deliberada vontade não fazer um discurso mas mostrar a realidade. Assim, o quadro pode ser elogio aos dois candidatos, de direita e esquerda, ambos capazes de ver, numa mulher nua, uma mulher nua e não o anúncio do papão dos mercados a chegar para ditar leis. por FERREIRA FERNANDES - DN

Os mistérios da Caixa Geral de Depósitos.

No tempo em que Portugal achava que era rico, a banca privada mandava no Governo, nas empresas e no povo. Mesmo assim, apesar das benesses do Estado, dos financiamentos loucos e da usura para a vida sobre cada português que comprou casa, o maior banco do mercado continuou a ser o do Estado. Em 2005, a Caixa Geral de Depósitos comprou as seguradoras Império Bonança e Seguro Directo, através da sua Fidelidade Mundial, para meter 343 milhões de euros no BCP, que estava a precisar de fundos. O favor deu à Caixa um terço do mercado segurador português, que este ano será privatizado, apesar de valer 38,9% de todo o lucro do banco. Em 2010 achava-se que a privatização valeria 1,5 mil milhões de euros. Agora, toda a gente duvida. Também em 2005 a Caixa entrou com 80 por cento dos 426 milhões de euros com que a Sumolis comprou a Compal e a Nutricafés. Três anos depois, a Caixa cedeu parte da sua posição à Sumolis por 397 milhões, ficando com apenas 20 por cento da empresa. Este negócio motiva agora uma investigação do Ministério Público, que suspeita de fuga ao fisco caucionada pela CGD, numa alegada fraude de 5,7 milhões de euros. Desde a nacionalização do BPN até à anunciada venda ao BIC, por apenas 40 milhões de euros, a Caixa meteu ali 4,2 mil milhões de euros. Há uma promessa de o Estado pagar, até 2020, 3,9 mil milhões pelo favor. O resto logo se vê. O grupo José de Mello precisa que a banca lhe empreste uns 500 milhões para poder fazer uma OPA à Brisa. Quem vai ajudar na operação? A Caixa, claro, mais uns euros vindos do BCP e do BES. Na Cimpor, a Caixa, que em 2009 comprou ações a um preço superior em 25% ao valor de mercado para ficar com cerca de 10% da empresa, recusou, há semanas, vender essas ações - na sequência de uma luta pelo poder dentro da empresa - a 6,18 euros cada. Agora diz-se disposta, depois de uma ordem do Governo, a vender a 5,5 euros, favorecendo assim uma das partes em luta. Esta história de gestão do banco do Estado, que se mete em trapalhadas suspeitas, que esbanja dinheiro de forma incompreensível, que aplica políticas contrárias aos seus interesses, que é suspeita da justiça, levará qualquer um de nós à indignação. Os que defendem a privatização deste banco encontrarão razões para defender a sua tese. Os que valorizam o papel de um banco do Estado forte, mas livre da dependência de interesses obscuros, também.

A pergunta que deixo é óbvia: por este caminho, vão mesmo ser capazes de, um dia, arruinar de vez a Caixa. Quem ganhará com isso? por PEDRO TADEU DN

Sonhos


Na parede de uma paragem de autocarros na aldeia de Lixa do Alvão, ontem, ao final da tarde.

Presidente executivo da PT ganhou 200 salários mínimos anuais em 2011

Segundo um comunicado enviado pela PT à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na noite da passada sexta feira (30 de março de 2012), a comissão executiva da empresa ganhou 5,7 milhões de euros no ano de 2011. Desse montante, 3,3 milhões de euros representam a componente salarial fixa e 2,3 milhões de euros a parte variável.
 

BES multado e proibido de vender produtos de poupança nos EUA.

A Reserva Federal norte-americana (Fed) multou em 975.000 de dólares (732.000 de euros) o Banco Espírito Santo, devido à venda de produtos sem licença, que o BES vai deixar de comercializar nos Estados Unidos. De acordo com a Fed, o BES aceitou pagar esta quantia e cessar as operações nas filiais em que disponibiliza os produtos em causa até 15 de setembro desde ano. ... Expresso.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

BusinessWeek dá uma página ao Sporting: "O clube de Cristiano Ronaldo está falido".

A crise da dívida soberana europeia não é desculpa para os clubes de futebol, que ainda antes de se começar a falar de juros, dívida pública, yields, já tinham em mãos uma situação financeira grave por resolver. É deste modo que a BusinessWeek começa o artigo da edição deste mês.

A revista elege o britânico Arsenal e o germânico Bayern de Munique como os poucos clubes que têm conseguido driblar as suas crises financeiras internas. Como? Com uma forte base de fãs, direitos de transmissão e jogadores que se tornam rentáveis. No entanto, há o inverso da moeda: clubes com empréstimos bancários e fãs sem dinheiro. "Caso em questão: Sporting de Lisboa, um clube com 106 anos que já teve os seus momentos de grandeza", escreve a BusinessWeek. Foi no Sporting que "nasceu" Cristiano Ronaldo e o clube eliminou recentemente o Manchester City, que é detido por investidores de Abu Dhabi. No entanto, a revista relembra que um relatório pedido pela atual direção do clube revelou uma "falência técnica depois de ter perdido dinheiro em 12 das últimas 13 épocas, acumulando uma dívidade 375 milhões de euros, usada para a compra de novos jogadores que custaram cerca de 30 milhões. "O presidente do clube, Godinho Lopes, diz que está à procura de um investidor para garantir financiamento para a equipa para esta e para a próxima temporada. Ele já viajou duas vezes para Angola para ver se conseguia achar um patrocinador", revela a revista. A BusinessWeek considera que clubes sem benfeitores ricos pediram dinheiro emprestado na última década para melhorar estádios, comprar jogadores e pagar salários elevados. Agora são confrontados com empréstimos que não podem refinanciar ao mesmo tempo que o governo atinge os fãs, com aumentos de impostos e contenção de despesas. A BusinessWeek relembra que as vendas de bilheteira do Sporting recuaram nos últimos três anos: 18,4% em 2009, 15,9% em 2010, 22,5% em 2011.” Dinheiro Vivo

"Não pode ser a polícia a decidir de que ângulo é que o jornalista vai filmar"

A PSP quer passar a ter os jornalistas atrás da polícia e visivelmente identificados nas manifestações. O que achas desta proposta?

Acho que a proposta da polícia tem que ser rejeitada por duas razões. Uma delas é a história do grande colete identificador. Pode não ser um colete, antigamente os jornalistas tinham um crachá identificativo. Acabámos com o crachá no pós 25 de abril porque lembrava coisas tristes, como a PIDE, por exemplo.

Associações contra nova lei de imigração

O Governo aprovou em Conselho de Ministros uma proposta de nova lei de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiro/as.

Espanha é a maior dor de cabeça da Europa?

Há um ano advertíamos que em Espanha se travaria a batalha final pelo destino do euro e é isto que começou a acontecer. Os CDS de dívida pública aumentaram mais de 100% em doze meses, como ilustra o gráfico, e apesar de leves volatilidades, a tendência continua em alta. Tal como continuam em baixa o crescimento e o emprego, que se aproximará rapidamente dos 7 milhões de desempregados, se os ministérios despedirem 900.000 funcionários como pretende o novo ajustamento orçamental.

Dois mil trabalhadores alvos de despedimentos coletivos.

Quantas empresas estão, com esta atitude, apenas a pedir uns subsídios estatais? Quantas destas empresas os receberam, já? Quantas destas empresas querem demitir, para voltar a admitir nas condições mais miseráveis que possa?… Será que os responsáveis governamentais irão analisar as condições efetivas das empresas?

“Nos primeiros dois meses do ano, 207 empresas iniciaram processos de despedimento coletivo, o que pode resultar no despedimento de 2037 pessoas a médio prazo, um número que sobe 116,9 por cento relativamente a 2011, segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho. Em Janeiro, 114 empresas iniciaram processos de despedimento coletivo envolvendo 1139 trabalhadores e, no mês seguinte, foram 93 a querer despedir 898 pessoas. O universo destas 207 empresas inclui um total de 17958 trabalhadores. No mesmo período do ano passado, havia registo de início de processos de 114 empresas que pretendiam despedir coletivamente 939 funcionários, portanto, menos 1098 do que em janeiro e fevereiro deste ano.
Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais processos de despedimento coletivo abertos em janeiro e fevereiro (94), seguindo-se o Norte (78), o Algarve (17), o Centro (16) e Alentejo (2). Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro (73) e pequenas empresas (91), mas também por médias (27) e grandes empresas (16).” Expresso.

Governo obrigou Caixa a aceitar OPA da Camargo à Cimpor.

Hummm, será que não existem autoridades, para analisar estes casos?

“Banco público não teve qualquer palavra a dizer quanto à decisão de vender os 9,6% da Cimpor na oferta pública de aquisição da Camargo Corrêa. A imposição do Governo, pelo qual deu a cara Vítor Gaspar e António Borges, deixou restantes accionistas sem margem para se oporem à OPA, explica hoje o Jornal de Negócios.” DN

O som do vácuo.

Um dos elementos estranhos desta democracia é a deficiente qualidade do discurso político. Pessoas sérias, honestas e inteligentes podem dizer as maiores aleivosias e os disparates mais boçais ao formular uma posição política. Nessa qualidade é permitido violar a lógica, faltar à verdade, defender o impossível, tudo com naturalidade. É verdade que o nível actual está muito acima do que já foi, na podridão do Liberalismo, caos da Primeira República ou cerimonial da ditadura. Vivemos num sistema estável e digno e ouvem-se muitas intervenções sérias. Apesar disso, existe uma degradação de discurso que a democracia não consegue eliminar. Quando se ouve um político, utilizam-se logo critérios frouxos. Aí é permitido o bluff, insulto, exagero, aldrabice que ninguém toma a sério, por ser "combate político". Ora, precisamente por isso, a exigência de rigor e seriedade devia ser maior, não menor. As opções ideológicas são sempre respeitáveis, mas há enorme distância entre opinião pessoal e asneira indefensável, que é sempre de combater. Como na pantomima clássica, existem posições pré-definidas. Os apoiantes do Governo são obrigados a achar que ele nunca falha e tem sempre razão total, enquanto a oposição é suposta recusar-lhe qualquer sucesso, boa intenção ou ínfima capacidade. O PS ainda está paralisado na defesa intransigente do consulado Sócrates, negando a esmagadora evidência de erros, abusos e desgraças. Os extremos têm de ser esdrúxulos e irresponsáveis, protestando ruidosamente contra as medidas mais indispensáveis. Se alguém se afastar milimetricamente da cartilha, declara-se logo um "caso político", com o desvio escalpelizado à exaustão pela imprensa. A crise recente aumentou a parada e tornou mais graves os dislates. Na emergência nacional esta falta de substância é particularmente nociva, mas a tolice permanece impávida e o jogo segue imperturbável como se não estivesse em causa o futuro de todos. Cada semana novo caso alimenta a voragem, em geral sem relação com a realidade económica e o interesse do país. Surge, cresce, brama imparável, para se desvanecer sem rasto. A última vítima de eleição tem sido o ministro da Economia. Inicialmente louvado por competência académica, vem zurzido a cada passo por falta de peso político, que nunca poderia ter pela própria carreira que lhe dá valor. Atacando-o por algo óbvio e inevitável, os críticos só complicam tarefas nacionais decisivas, mas a máscara política a isso obriga. Outra controvérsia recente entre duas das melhores e mais poderosas personalidades nacionais mostra a que extremos chega a vacuidade. A história da última crise política ainda está por fazer. Faltam os testemunhos dos principais envolvidos, como José Sócrates e Teixeira dos Santos. No prefácio da colectânea Roteiros VI, o Presidente da República foi o primeiro a avançar, apresentando uma sóbria e ponderada avaliação do período, mas com palavras que se revelaram incendiárias: "O anúncio do 'PEC IV' apanhou-me de surpresa. O Primeiro-Ministro não me deu conhecimento prévio do programa. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia." Estas palavras geraram escândalo de morte de homem. Mas o árbitro do regime, Professor Rebelo de Sousa, leu, não estas, mas outras palavras que lá não estão. Segundo ele, o Presidente sofreu o que considera "o acontecimento mais grave dos últimos 30 anos". Isso é pura ficção. Nenhuma pessoa sensata tomaria tal pormenor como o pior do regime; e seria rematada tolice demitir por isso o Governo, como enfaticamente sugeriu o comentador. É evidente que Sócrates conduziu o PEC dessa forma para provocar aquilo mesmo que acabou por suceder, a queda do Executivo, apresentando-se depois a eleições como vítima dos que se opunham às medidas indispensáveis. Será que Marcelo, superiormente inteligente, não entende o disparate que disse? Claro que sim. Então porque o fez? Simples discurso político, carambolas que dispensam lógica e bom senso. por JOÃO CÉSAR DAS NEVES - DN

Exército da Coreia do Norte reduz altura...

A Coreia do Norte reduziu a altura mínima exigida aos soldados de 145 centímetros para 142, uma vez que a geração atual sofre de raquitismo devido à fome que atinge o país desde a década de 90, informou... DN

Governo quer reduzir subsídio por doença

O corte nos direitos avança: o Governo quer reduzir o valor de subsídio de doença pago nas baixas de curta e média duração, noticia esta segunda-feira o Jornal de Negócios. A medida insere-se num pacote que prevê alterações no Rendimento Social de Inserção, subsídio de maternidade e por morte.

domingo, 1 de abril de 2012

Esta na hora de apertar o cinto!

5,7 milhões de euros em salários para Comissão Executiva.

Por tudo isto pagamos e bem as facturas!!!

“A comissão executiva da Portugal Telecom (PT) recebeu no ano passado um total de 5,7 milhões de euros em remunerações, dos quais 3,3 milhões de euros respeitam a componente fixa, segundo o relatório e contas da operadora. Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na noite de sexta-feira, a PT refere que em 2011, a comissão executiva, liderada por Zeinal Bava, auferiu 5,7 milhões de euros, com a componente salarial fixa a representar 3,3 milhões de euros, enquanto que a parte variável foi de 2,3 milhões de euros. No período em análise, o presidente executivo, Zeinal Bava, teve uma remuneração de 1,35 milhões de euros, dos quais 695 mil euros correspondem ao salário fixo, enquanto que a componente variárel é de 660,9 mil euros. "A remuneração variável anual paga durante o exercício de 2011 refere-se ao desempenho dos administradores executivos no exercício findo em 31 de dezembro de 2010", adianta a PT no relatório e contas do ano passado. O presidente do conselho de administração, Henrique Granadeiro, auferiu 617,8 mil euros no ano passado. As remunerações da comissão executiva, comissão de auditoria e conselho de administração totalizaram os 7,6 milhões de euros em 2011. DN

Há medicamentos com tinta e gesso à venda na Net.

Fabrico de medicamentos falsos não dá prisão (???)

Milhares de medicamentos falsos são anualmente apreendidos nas alfândegas portuguesas. Gesso e tinta podem fazer parte destes fármacos, alerta o Infarmed. DN