sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Personalidade

Quando o embaixador pediu ao motorista para parar o carro, aí a uns 500 metros do hotel para onde se dirigiam para almoçar, o jovem diplomata que o acompanhava ficou um tanto surpreendido. Estavam alguns graus negativos, o caminho tinha muita neve e, na realidade, não havia nenhuma justificação para que a viatura oficial os não deixasse, confortavelmente, à porta do hotel. Porquê ficar àquela distância? Atendendo, porém, ao facto de que o seu recém-chegado chefe estava a ser pródigo em atitudes algo bizarras, o nosso jovem já nem reagiu. "Vamos a pé", comandou o embaixador, levantando a gola e arrancando, sob o vento e a neve, para o distante hotel.

O secretário de embaixada seguiu-o, naturalmente. A passada do embaixador começou, contudo, a acelerar, assumindo quase um ritmo idêntico ao dos corredores da marcha olímpica. O jovem diplomata ainda o acompanhou por algumas dezenas de metros mas, a certo ponto - o que é demais é erro! -, decidiu ir ao seu próprio ritmo, sem seguir aquela passada sem sentido, cansativa e desnecessária. Quando, por fim, chegou à porta do hotel, o embaixador esperava-o, há quase um minuto, com um sorriso leve. E foram almoçar.

Passou um ano. As relações entre o embaixador e o seu secretário estabilizaram num bom ambiente, com as manias do primeiro a serem aceites, já sem surpresas, pelo segundo. A certo ponto de uma conversa, o embaixador perguntou: "Você lembra-se, um dia, de eu ter acelerado muito o passo, numa ida a um restaurante, tendo você ficado para trás?". Claro que o secretário se lembrava desse episódio, nunca tento tido a ousadia de o referir. "Você marcou pontos nessa ocasião", disse o embaixador. "É que aquilo foi um teste. Eu tinha acabado de chegar, não o conhecia bem. Tomei essa atitude para o experimentar. Se você me tivesse seguido, no ritmo exagerado de passada que eu utilizei, isso significava que você era uma pessoa fraca. Como não me acompanhou, mantendo o seu próprio ritmo, percebi que você tinha personalidade e vontade própria. Passou no teste".

Esta é uma história verdadeira. As pequenas embaixadas são microcosmos onde se potenciam as idiossincrasias, onde por vezes se agudizam gratuitamente tensões e onde o isolamento faz vir ao de cima traços insuspeitados de caráter, às vezes mesquinhos e autoritários, outras vezes surpreendentemente generosos e delicados. São "caixas de Pandora" da personalidade de cada um, mas onde nem sempre as surpresas são as melhores.

Como Salazar dizia das pessoas que trabalhavam num certo departamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e por conta desta historieta, às vezes fico sem saber se há alguns que vão para a carreira diplomática porque são assim ou se ficam assim por terem ido para a carreira diplomática...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Madaíl tenta contratar Mourinho para dois dos próximos jogos.

Se o José Mourinho for tão estúpido, como o Carlos Queiroz, quando aceitou sair do Manchester, é que vem treinar estes jogadores, para esta federação… Ter José Mourinho como seleccionador de Portugal nos jogos frente à Dinamarca e Islândia, em Outubro, é o desejo de Gilberto Madaíl, que vai a Madrid para tentar obter o acordo do treinador e do Real.

(BPN) A cimenteira da ex-SLN sob investigação do Ministério Público por falsificação e dolo.

As denúncias relativas à CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros também já chegaram ao Ministério das Finanças, que acusa o actual administrador de dever mais de um milhão de euros ao fisco. A cimenteira, uma das empresas no epicentro da Comissão de Inquérito ao BPN, recebeu o estatuto PIN, chegando a estar-lhe prevista a atribuição de mais de sete milhões de euros em incentivos.
A Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO que "existem na Comarca de Setúbal vários inquéritos em que é visada" a CNE. "Neste momento, estão arquivados dois e continuam a correr quatro", afirmou. Uma das queixas partiu do próprio revisor oficial de contas da cimenteira, que denunciou a existência de falsificações na contabilidade. A Galilei também moveu processos-crime e houve ainda denúncias anónimas que chegaram às Finanças PUBLICO.PT

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ACP denunciou “inoperância” da Autoridade da Concorrência

Na passada semana, o ACP queixou-se dos preços excessivos dos combustíveis, após alertas para indícios de concertação de preços no mercado português, em carta enviada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, à Comissão Europeia e aos grupos parlamentares portugueses.
“O ACP sempre teve razão ao denunciar a inoperância da Autoridade da Concorrência (AdC) face aos preços excessivos dos combustíveis que lesam gravemente os consumidores”, refere a carta.
O ACP questiona o anúncio, feito pela Galp, da abertura de um posto de gasolina de baixo custo, e diz que a petrolífera portuguesa lhe deu razão na possibilidade de vender o combustível mais barato.
Segundo Almeida Henriques, na reunião de hoje da Comissão de Assuntos Económicos foi ainda aprovado “por unanimidade” um requerimento para ouvir também o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), na sequência da actualização dos preços do gás natural.
“O aumento dos preços do gás natural teve incrementos muito elevados, em algumas circunstâncias na casa dos 20,25 por cento, com efeitos negativos sobretudo no domínio das empresas mais pequenas”, disse o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD.
Desta forma, o PSD quer que o responsável da ERSE “venha à comissão explicar como é que se chegou a estes novos preços tão elevados e tão penalizadores da própria indústria portuguesa”.
Embora não tenha ainda data marcada, a audição de Vítor Santos deverá acontecer “logo na primeira terça feira de Outubro”. Publico.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Finalmente vai a Tribunal, a gestão de empresa da Câmara de Lisboa com os bairros sociais – GEBALIS.

O julgamento dos três ex-administradores da Gebalis, empresa da Câmara de Lisboa com a gestão dos bairros sociais, deverá ser marcado dentro de dias. Francisco Ribeiro, Clara Costa e Mário Peças, que gastaram milhares de euros em restaurantes e viagens, foram pronunciados pelos crimes de peculato e de administração danosa.

As finanças deixaram prescrever quase 100 mil processos fiscais?!?!?!

A minha duvida é se estamos no limite da incompetência dos, funcionários públicos, que os deixaram prescrever, ou se é algo mais grave, que por qualquer razão, nem a as finanças, nem o ministério publico ainda não investigou, ou não quer investigar?

É verdade que não abona muito o governo, pelo facto de não tomar medidas, pois quando isenta de impostos as mais valias da transacção da VIVO, pela PT, para a Telefónica, no Brasil!

O Fisco deixou prescrever quase 100 mil processos fiscais, em 2009. Ao contrário do que tinha sido inicialmente reportado na Conta Geral do Estado de 2009, o Governo divulgou ontem uma errata que corrige o número de 3.895 processos para 25 vezes mais - 98.512. O Fisco deixou prescrever quase 100 mil processos fiscais, em 2009. Ao contrário do que tinha sido inicialmente reportado na Conta Geral do Estado de 2009, o Governo divulgou ontem uma errata que corrige o número de 3.895 processos para 25 vezes mais - 98.512. Apesar deste aumento tão significativo, o montante prescrito não se altera, permanecendo nos 572,6 milhões de euros. Com a prescrição destes processos, o Estado deixa de poder exigir aos contribuintes o pagamento dos montantes em falta. Ou seja, é receita a menos que entra nos cofres do Estado. Ainda assim, este valor representa mesmo uma quebra face ao registado em 2008, que ascendeu a 1,3 mil milhões de euros. Esta tendência de redução resulta de uma acção de saneamento das bases de dados do Fisco, mas também de outros factores, como a inexistência de bens ou rendimentos por parte dos devedores, que possibilitem a cobrança ou penhora dos montantes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Frase

“Teixeira dos Santos anda desaparecido em combate e os factos desmentem a sua propalada credibilidade". Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD, "Correio da Manhã", 13-09-2010

ERC versus RTP. Tratamento noticioso a Carlos Cruz.

Este Sr. não sabe o que significa o ridiculo! Este “tacho” deve ser optimo, para que ele se agarre com tanto afinco, e faça estes juizos de valor. Coitado…

“A reprovação pública da conduta da RTP no que respeita ao tratamento dado a Carlos Cruz após a sua condenação já é "sanção suficiente", considera, em declarações ao PÚBLICO, Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).” PUBLICO

Empresa dominante.

Em Portugal, quando se fala de tabaco está-se a falar da Tabaqueira. Pertencente à Philip Morris International, e a umas famílias portuguesas, a Tabaqueira detém uma posição dominante no mercado português, com uma quota que ronda os 90 por cento, através de marcas como os SG, Português, Marlboro e L&M. Através da sua fábrica, localizada no concelho de Sintra, a filial do grupo norte-americano tem apostado na exportação dos produtos de modo a conseguir manter-se lucrativa. PUBLICO.

Das Duas, Uma : Exma. senhora ministra da Cultura

Exma. senhora ministra da Cultura

Publicação: 23 July 10 10:00 AM

Dentro de dias, V. Exa. será chamada a homologar a última decisão do júri do ICA sobre o apoio à produção de longas-metragens. O que significa que tem uma oportunidade única para inaugurar um novo estilo, manifestando a sua discordância com uma lei que herdou e com um sistema que vigora, no essencial, desde 1971, altura em que uma lei marcelista, que tinha os seus méritos, remetia, no entanto, para o Estado a decisão sobre os filmes e os realizadores que mereciam ser apoiados. Não me parece que discutir os regulamentos, os critérios de avaliação e a composição dos júris nos leve a algum lado, porque o que está em causa é a própria legitimidade do Estado em chamar a si decisões sobre os méritos artísticos de projectos, como não caberia na cabeça de ninguém que o Ministério da Cultura (MC) decidisse quem deve escrever romances ou quem deve pintar quadros. O Estado tem outros mecanismos para apoiar uma actividade que tem um grave défice de mercado por sermos um país pequeno, pobre e periférico, mas, sobretudo, pelo efeito perverso da interferência directa do MC nas decisões sobre uma matéria que devia ser da competência dos produtores. A revolução que se impõe cabe em poucas linhas: basta que os canais de TV possam decidir onde querem investir as verbas que estão obrigados a cativar para o apoio ao cinema, com a obrigação de o fazerem em produtores independentes, e alargar equitativamente essa obrigação a toda a cadeia de valor que completa as receitas de um filme no mercado. Mas, só para ter uma noção do absurdo a que se chegou na sovietização do sistema, permito-_-me sugerir-lhe que olhe para os regulamentos do concurso, para a composição do júri e para os textos que fundamentam as suas decisões para perceber que estamos em pleno delírio, um delírio que há 36 anos a esta parte deu como resultado remeter-nos para a cauda da Europa em termos de frequência dos filmes nacionais: em anos normais, chegamos a ter 0,5% de espectadores contra 25% de média europeia, ou seja, cerca de 50 vezes menos do que os restantes países. Não vale a pena dizer os nomes dos jurados (estão no site do ICA), porque não é a sua idoneidade nem a sua seriedade que estão em causa, mas o princípio mesmo de delegar em pessoas que têm os seus gostos particulares decisões das quais depende o futuro de uma actividade que envolve muito dinheiro, muitos técnicos e actores e, sobretudo, a carreira de muitos realizadores. Depois, leia atentamente os ‘Critérios de selecção e respectiva aplicação’:

«Critério A – Qualidade e potencial artístico e cultural do projecto: 1. Relevância do tema; 2. Consistência do argumento cinematográfico e sua adequação à proposta estética; 3. Consistência e exequibilidade de produção do projecto.

«Critério B – Currículo do realizador: 1. Obras anteriormente realizadas; 2. Selecções oficiais, prémios e menções especialmente relevantes obtidas pelas obras anteriores do realizador em festivais de cinema».

É fácil de ver que estes critérios são um verdadeiro ‘albergue espanhol’, onde cada um leva o que quer. Mesmo o ‘Critério B’, que parece estabelecer parâmetros objectivos, é susceptível das mais arbitrárias apreciações, como facilmente verificará lendo as actas do júri.

Dou-lhe um exemplo: José Fonseca e Costa (JFC), um dos poucos autores portugueses com uma obra feita, vários êxitos de bilheteira e prémios em festivais, foi relegado para 12.º lugar, o que significa que poderá ter a sua carreira interrompida por uma decisão burocrática. O mesmo já foi feito, há anos, a António Macedo: sucessivos chumbos dos júris acabaram-lhe com a carreira, ele que era, goste-se ou não, dos poucos autores com uma obra extensa e coerente.

Não li o guião de JFC, porque não é isso o que está em discussão, mas o facto de uma actividade onde os decisores deveriam ser os que arriscam o seu dinheiro ser transformada nuns Jogos Florais alheados da realidade do mercado, ou, se o termo a chocar, do escrutínio do público a que se destinam.

Sra. ministra, aproveite a oportunidade desta assinatura que lhe pedem para apor a uma decisão arbitrária para fazer doutrina e, numa altura em que anuncia uma nova Lei de Cinema, para rever de alto a baixo o sistema de intervenção do Estado, estabelecendo como meta a conquista de uma percentagem de espectadores que nos aproxime dos países europeus. É um objectivo que todos os portugueses agradecem e que permitirá, a curto prazo, tirar o nosso cinema da subsídiodependência que nos atrofiou e reduziu à insignificância. Com os melhores cumprimentos, António Pedro de Vasconcelos

Portugal devolve fundos de apoio ao desemprego, segundo o “PUBLICO”.

Portugal só usou 25 por cento das verbas de Bruxelas para os desempregados de sectores em crise. Perto de 75 por cento, ou seja, 2,4 milhões, foram devolvidos. A burocracia é a principal causa das perdas.

Ora como é possível que isto aconteça? Pois de facto quem trata destes assuntos são os funcionários públicos, devidamente cimentados, no seu lugar vitalício! segundo o natural desprezo, dos mesmos funcionários, por aqueles que não pertencem à corporação publica!

Madhav Mehra: "Empresas precisam de administradores que tenham um espírito independente"

As empresas precisam de administradores independentes?
Não, precisam de administradores com um espírito independente, que consigam pensar. A maior parte só vai às reuniões para receber o cheque no final do mês.
São uma espécie de troféu que se mostra quando alguém visita a nossa casa

Madhav Mehra: "Empresas precisam de administradores que tenham um espírito independente" - PUBLICO.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

FPF - Madail assume derrota pessoal (?)

 

eu bem não quero falar de futebol, mas este assunto além de caricato é vergonhoso, para os portugueses, em geral.

Alguém acredita que vai haver alterações significativas na FPF ? Se bem nos recordamos, e num postal anterior referi, que esta FPF, está fora a lei!

Sendo assim, com os esquemas que existem nas federações será difícil algo mudar. Ou como disse o escritor, ´”e preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma”!

Eu lembro-me de umas eleições em que o Artur  Jorge quis ser o presidente e depois foi o que se viu!

Eu soube há poucos dias, que o Manuel José tinha sido contratado para ser o seleccionador nacional, antes do Scolari, e depois a FPF, rescindiu-lhe o contrato e o Manuel José esteve a receber por isso, até há pouco tempo!

Com o Carlos Queiroz ainda deve ser pior, pois anda “mais bem acompanhado” !

“Gilberto Madail assumiu ter sido o "principal responsável" pela contratação de Carlos Queiroz , no dia em que a direcção da Federação Portuguesa de Futebol decidiu pôr termo a o contrato de prestação de serviços com o técnico. Além de ter anunciado que a direcção da FPF decidiu "resolver" o contrato de prestação de serviços com Carlos Queiroz, Madail disse que, ao mesmo tempo, solicitou ao presidente da Assembleia Geral desencadear o ato eleitoral para os órgãos sociais federativos. A contratação de um novo técnico é agora a prioridade da federação, que irá "iniciar, de imediato, contactos e conversações com vista à contratação de um técnico que assuma as funções de seleccionador nacional a tempo de preparar e orientar a equipa já nos próximos jogos de qualificação para o Euro2012".  Expresso.

Dever de obediência

O meu Amigo EL, sempre atento, enviou-me este pormenor que pode ser por maior...

Um preceito legal que anda muito esquecido em Portugal.

A melhor resposta para dar às crianças quando mandamos fazer qualquer coisa e elas nos perguntam "PORQUÊ?"

MÃE: VAI JÁ ARRUMAR O TEU QUARTO?
FILHO: Não vou!
MÃE: Tens de ir! Eu estou a mandar!
FILHO: E porque é que tenho de fazer o que tu dizes?
MÃE: Está no Código Civil Português, ARTIGO 128º .

(ARTIGO 128º - Dever de obediência)
Em tudo o quanto não seja ilícito ou imoral, devem os menores não emancipados obedecer a seus pais ou tutor e cumprir os seus preceitos.
Ora toma para aprenderes a não refilar!!!!!)

Os pagamentos nas SCUT's

Mais uma vez o governo socialista fez asneira e da grossa, pois quis acautelar os seus votos e, ainda alguns do PSD.
Mais uma vez, vamos assistir à capacidade inventiva dos moradores nas zonas afectadas e não afectadas pelos pagamentos. O que vai acontecer é mudança de carros, entre casais ou familiares, cada 15 dias, à mudança de moradas, etc., tudo com o unico intuito de lubridiar o sistema estupido que este governo quer implantar.
Só se evitará de todo se o sistema de inscrição for por via da declaração do IRS, existente nas finanças! ai minimizar-se-á essas trafulhices tão ao gosto de determinada população.
Alguém ainda se lembra que quem teve a ideia destas scut´s (sem custos para o utilizador) foi o Eng. António Guterres e o seu ministro João Cravinho! Que não sabiam fazer contas, como se viu! Os custos destas SCUT´s, por kilometro, davam para fazer outras tantas, e ainda eram caras!!!

A Frase

“Facto: Salazar nada teve de democrata e é duvidoso que tivesse algo a ver com Cristo" Fernanda Câncio, "Diário de Notícias", 10-09-2010

O HOMEM BOMBA

 
 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

futebol

Francisco Seixas da Costa

Por um daqueles bambúrrios do "zapping" televisivo, acabo de assistir à
repetição de um Portugal-Inglaterra no Euro 2000. Que bela noite de futebol,
nesses tempos de Couto, Figo e Rui Costa! De um resultado negativo de 2-0,
ao final de 20 minutos, a seleção partiu para uma brilhante vitória por 3-2.
Dá (dava) gosto ver jogar assim!
Entretanto, acaba de sair a notícia de que a federação francesa rescindiu
com Raymond Domenech, por justa causa e sem indemnização.
Mas por que diabo ligo eu tudo isto?

Bélgica.

Francisco Seixas da Costa

Por uma qualquer razão, ligada ao que julgo dever ser a esperança num
bom-senso residual, não me apetece acreditar na possibilidade de irmos
assistir a uma partição da Bélgica e à emergência de duas entidades
nacionais autónomas, dela resultantes. Para além da tristeza que causa ver a
desaparição de um país que tinha ganho uma forte identidade à escala global
e, em especial, dentro do projeto europeu, entendo que essa divisão, se
acaso vier a ter lugar, terá um efeito muito nefasto em toda a Europa. A
Bélgica não é a Jugoslávia, com todo o respeito que esta me merecia. O
efeito de contágio (Escócia, Catalunha, Padania, etc) não é de excluir. E o
rei dos belgas (que, por alguma razão, não é constitucionalmente o rei da
Bélgica) onde ficará, em tudo isto? Volto a dizer: espero que o bom-senso
ainda prevaleça.

Filipe Vieira arrasa Laurentino Dias, critica arbitragens e admite abandono de Mantorras

Como este Sr.., representa 60% dos portugueses, convém dar-lhe atenção!

“O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi esta quarta-feira entrevistado pela SIC e, questionado sobre o momento da selecção nacional, foi taxativo: “Não estou preocupado. Preocupo-me é com o Benfica”. Face à insistência do entrevistador, passou ao ataque. “Está bem identificado quem criou esta brincadeira toda [os casos em torno de Carlos Queiroz]. Estou a referir-me ao secretário de Estado [da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias]. Foi ele que traçou este caminho, foi ele que inventou isto tudo, agora assuma as consequências”, disparou. “Os objectivos já estão conseguidos, eram nitidamente afastar Carlos Queiroz. É tão evidente...”, acusou o presidente dos “encarnados”.” PUBLICO.PT.

A resposta de Rui Rio é esclarecedora, das movimentações, para “fazer obras” no Aeroporto Sá Carneiro, sob o pretexto de uma necessidade de ampliação.

O Rui Rio disse tudo!

“O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP) afirmou esta quinta-feira que “o Aeroporto Sá Carneiro tem que responder às necessidades do mercado e não às necessidades financeiras de uma qualquer obra pública”. Em declarações aos jornalistas, Rui Rio considerou que o que ouviu “nos últimos dias sobre essa matéria não é positivo”, adiantando que “amanhã [sexta-feira] temos uma reunião da nova JMP que vai começar a olhar para esse tema com força”. Construir.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Carlos Cruz, vende quota antes da sentença.

Penso que com os custos dos seus advogados, de defesa, não lhe tenha restado outra forma de resolver a sua vida.

“Vende quota antes da sentença. Ex-apresentador de televisão só tem em seu nome um terreno em Grândola, avaliado em 70 mil euros, e a pensão de 65 mil/ano.” - Correio da Manhã

Selecção Nacional de Futebol, em 2010.

Não gosto de comentar aqui assuntos de futebol, salvo raras excepções. Neste caso, esta selecção deprime e torna-se deprimente, para todos aqueles que querem acreditar na capacidade dos jogadores, e dos seleccionadores. Sabemos, pois são extremamente publicitados os problemas do seleccionar nacional com a FPF (a mesma que perdeu o estatuto de  utilidade publica) e mantém dirigentes há gerações, mas nas equipas onde todos os jogadores jogam existem problemas, nas vidas privadas de cada um existem problemas. Porque razão querem arranjar bodes expiatórios para o desinteresse demonstrado pela maioria dos jogadores, em campo?

Portanto, são assuntos diferentes, por esta ou por outra ordem:

1º o da perpetuação dos dirigentes.

2º o problema do seleccionador e da sua situação laboral

3º o da postura dos jogadores, em campo.

provavelmente existem mais questões, mas deixo-as para os especialistas. Eu só pago para ver os jogos da “minha selecção nacional”!

O que vejo não me agrada, pois os mesmos jogadores, nos seus clubes jogam “a sério” ou os seus treinadores colocam-nos no “banco”, ou dispensam-nos!

Estamos entendidos?

Aumentos salariais, em Portugal?!?!?!

O “publico” traz-nos esta noticia fabulosa!

“- Consultora Mercer aponta subidas médias de 1,85 por cento. Este ano, 16 por cento congelaram remuneração dos trabalhadores. Os aumentos salariais para o próximo ano deverão ultrapassar a inflação prevista pela Comissão Europeia de 1,4 por cento. De acordo com o estudo Total Compensation Portugal 2010, elaborado pela consultora Mercer, em 288 companhias que operam no mercado português haverá uma subida média de ordenados de 1,85 por cento, valor que também é superior à actualização praticada este ano (1,38 por cento)… “ Ana Rute Silva, jornal publico.

Eu não faço ideia onde esta Sr.ª. jornalista vive, e como, mas não será em Portugal, no ano de 2010!

Esta Sr.ª. não lê os jornais portugueses, onde todos os dias aparecem noticias sobre despedimentos de trabalhadores? não lê concerteza o despedimento de directores e administradores de empresas, excepto aqueles nomeados pelo governo, mas vão para outra empresa do próprio estado. Esta Sr.ª. não sabe pois não vive em Portugal, que hoje os vencimentos de qualquer funcionário, que não seja publica decresceu face aos mesmos de há vários anos, para cá? Esta Sr.ª. não sabe que hoje paga-se menos a um licenciado numa empresa, que se pagava há dez anos? esta Sr.ª., não sabe que hoje as empresas mandam os funcionários para as filiais, ou trabalhar para fora da sua área de residência e não querem pagar ou pagam uma verba de deslocação, inferior aquilo que seria o mínimo que o estado prevê, para tais circunstancias? e continua…

Os únicos que são aumentados, em vencimento ou em subsídios que encapotam, são os directores e administradores de empresas publicas e privadas!

Os trabalhadores pedem humildemente por um emprego que, no mínimo lhes pague as contas que, tem de obrigatoriamente pagar!

Os administradores das empresas ganham como se estivessem nos EUA, em Nova Iorque, e pagam salários como se os trabalhadores portugueses fossem do Paquistão ou da china!

Conheço um caso de uma empresa espanhola, que no inicio deste ano, mandou uma carta a todos os funcionários informando-os que lhes baixavam o vencimento em 15%, e fizeram o mesmo a si próprios! é um corte vertical, não como regularmente se faz em Portugal, contam-me que houve mais casos, mas este eu conheço.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Frase

O mesmo se passa em Portugal!

“Os 'criminosos de origem estrangeira' são as maçãs podres que contaminam a sociedade dos 'verdadeiros franceses'". José Vítor Malheiros, PÚBLICO, 07-09-2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Frase

“O antigo conselheiro de Mitterrand diz que o Estado não se pode endividar mais. As nossas rentrées disseram alguma coisa sobre isto"

Manuel Queiroz, "i", 06-09-2010

Duarte Lima desmentido pelos próprios advogados

Será que este assunto interessa à justiça portuguesa?

“Ex-deputado disse por escrito à Polícia que foi contactado pela cliente quando estava em Belo horizonte, Brasil. Mas os seus próprios advogados garantem que recebeu telefonema em Lisboa O encontro entre Rosalina Ribeiro e Duarte Lima, na noite do assassinato da portuguesa, foi marcado em Portugal ou no Brasil? Lima diz que estava em Belo Horizonte. Mas os seus advogados garantem que estava em Lisboa. É outra contradição que a Polícia estranha. A versão de Duarte Lima não deixa margem para dúvidas e está atestada no fax que o próprio mandou para a 9.ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, a 12 de Dezembro do ano passado, cinco dias depois de Rosalina Ribeiro - uma das herdeiras do magnata Lúcio Thomé Feteira - ter sido assassinada a tiro, em Saquarema, a cerca de 90 quilómetros da sua residência, na praia do Flamengo, Rio de Janeiro. "No passado dia 5 de Dezembro, tendo tomado conhecimento de que eu me encontrava em Belo Horizonte, a minha cliente, D. Rosalina Ribeiro, solicitou-me que me deslocasse ao Rio de Janeiro para tratar de assuntos relativos a processos pendentes que lhe dizem respeito, designadamente os que correm em Portugal e no Brasil relativos à partilha do espólio do senhor Lúcio Thomé Feteira". Esta declaração inicia a descrição que Duarte Lima faz, por escrito, das cerca de duas horas que passou com a sua cliente, de 74 anos, minutos antes da sua morte brutal. No documento, Lima detalha ainda: "A Sr..ª D. Rosalina Ribeiro propôs que a reunião a haver com ela ocorresse por volta das 20 horas do dia 7 de Dezembro, tendo--me solicitado que a apanhasse junto de sua casa, o que fiz".

Contradição causa perplexidade

Exactamente quatro meses e três dias depois do fax, a 15 de Abril de 2010, um requerimento apresentado pelos advogados que representam Duarte Lima no Brasil, veio, no entanto, expor nova contradição, a juntar a outras que as autoridades brasileiras encontraram quanto à participação do português em toda a história.

No documento, a cujo conteúdo o JN teve acesso, os advogados são peremptórios: "O local e o horário do encontro com D.ª Rosalina, na noite de 7 de Dezembro, foi marcado após uma ligação telefónica da iniciativa daquela, recebida pelo requerente [Duarte Lima], na manhã do dia 5 de Dezembro, quando esse ainda se encontrava em Lisboa". Os advogados acrescentam outros pormenores, nomeadamente quanto ao que ficou combinado em caso de mudança de planos.

Esta nova versão desmente a apresentada por Duarte Lima em Dezembro e terá causado alguma perplexidade aos investigadores, que a juntaram ao rol de situações que pretendem ver mais exaustivamente explicadas pelo advogado da portuguesa assassinada.

A descrição que Duarte Lima faz do seu encontro com Rosalina, como já tem sido noticiado, tem levantado as maiores dúvidas às autoridades brasileiras. O advogado português diz não se lembrar exactamente do local onde recolheu Rosalina, por volta das 20 horas do dia 7 de Dezembro, do nome da cafetaria onde conversaram durante "cerca de meia hora", nem sequer da empresa onde alugou o carro em que se deslocou ao Rio de Janeiro, ou da marca e modelo da viatura.

Há ainda por esclarecer, entre outras, a questão da mulher-mistério a quem Duarte Lima diz ter levado Rosalina, para um encontro junto a um hotel em Maricá, a cerca de 65 quilómetros da casa da portuguesa. O advogado diz ter deixado Rosalina com a mulher (ainda não localizada), para uma reunião de negócios, cerca das 22 horas, tendo regressado ao Rio de Janeiro. Testemunhas situam o homicídio entre as 22.20 e as 22.30 horas.”

Duarte Lima desmentido pelos próprios advogados - JN

domingo, 5 de setembro de 2010

A Frase

“"Não são revisões parcelares das leis penais que resolvem esta dor de cabeça. Não são as entrevistas do PGR. Não são os desaguisados permanentes onde cada agente judiciário reclama esta ou aquela necessidade. (...) Só quando chegar esse momento de humildade democrática para o reconhecimento dos erros podemos recomeçar com a pergunta fundamental: como é que este país tem uma justiça rápida, eficaz e exemplar?" Francisco Moita Flores, "Correio da Manhã", 05-09-2010

O desmascarar do sistema bancário no Brasil, deu que a jornalista Salete Lemos foi demitida por falar a verdade.

Quando vejo os resultados dos bancos portugueses, lembro-me sempre desta jornalista. Ela teve coragem! Em Portugal isto seria impossivel, porque as direcçoes das TVs estão todos controlados. Só fala em directo quem não faz mossa. Recorde-se o que o próprio tribunal pediu umas imagens em bruto, à TVI e ela não as deu! o assunto era sobre o processo casa pia. "Ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad assumiu a presidência da TV Cultura em junho com a missão de reduzir a TV pública paulista a uma simples TV estatal. Com o aval do ex-governador José Serra e do atual governador, Alberto Goldman, Sayad pretende reduzir ao máximo a produção de programas e cortar o número de funcionários em quase 80%, dos atuais 1.800 para 400. Esse é o retrato de São Paulo."

sábado, 4 de setembro de 2010

Magistrados do STA "consentem" evasão fiscal das fortunas.

“Por seis contra quatro, os magistrados do Pleno da secção de contencioso tributário do Supremo Tribunal Administrativo (STA) fixaram em Maio passado jurisprudência sobre a tributação das manifestações de fortuna. A julgar pelo voto vencido, a interpretação aprovada "estaria precisamente a consentir a evasão fiscal que justamente pretende travar". Podem continuar ! Os juízes deixam!

PUBLICO.PT

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Moçambique e a fome.

"Nós não queremos condolências", gritava uma mulher num dos bairros periféricos da capital, acrescentando: "Temos fome!" Ontem, nas ruas queimadas de Maputo, era a frustração que mais transpirava das palavras dos que estão na revolta. A muitos só ontem chegou a mensagem do presidente Guebuza a pedir calma e a expressar condolências às famílias dos mortos, sete segundo a última contagem oficial.

Exército assume reparação das 'Pandur' defeituosas-DN ?!?!?!

Exército assume reparação das 'Pandur' defeituosas

Brent abre a desvalorizar em Londres

E o preço dos combustíveis, em Portugal?

Os futuros do brent (crude do Mar do Norte para entrega em Outubro), também referência para as compras de Portugal, desciam 0,55%, para os 76,51 dólares por barril esta sexta-feira no arranque das operações, em Londres..

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Frase

“A concretizar-se, a cobrança de portagens nas Scut será apenas mais uma forma de extorquir dinheiro aos contribuintes para pagar os desmandos dos governantes. O resto é conversa". Paulo Morais, professor universitário, "Jornal de Notícias", 01-09-2010

Não faço ideia onde este Sr.. dá aulas, mas ficaria preocupado com ele, se tivesse filhos em idade escolar, e os meus filhos estivessem sujeitos a esta mentalidade tacanha no seu melhor.

Para este Sr.. não interessa nada que todo o país pague as comodidades de uns quantos… Estamos conversados!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A multi-monarquia, na função publica.

Monarquia é um tipo de regime político que reconhece um monarca (rei de forma hereditária ou abdicada) como chefe do Estado! . O rei/rainha não detém poderes ilimitados como muitas vezes é pensado. A maioria das monarquias existentes no mundo actual está muito afastada da imagem de absolutismo da idade média, mas em Portugal isso não acontece! Não porque tenhamos uma monarquia institucional, na chefia do estado, mas porque a temos nos principais responsáveis públicos, dos poderes institucionais.

Os seus filhos são superiores, por via sanguínea, dos restantes mortais! da plebe!

Os concursos públicos servem para isso mesmo. Para acolitar os seus filhos, quer sejam dos actuais governantes, quer dos restantes órgãos de soberania!  Vejam o caso dos “espiões” e dos últimos concursos.

A FPF e Carlos Queiroz

Acho que Carlos Queiroz deve sair! Deveria ter saído, mal chegou a Portugal, pois considero que o seu trabalho não nos prestigiou. Jogámos a medo.

Carlos Queiroz com o seu espírito missionário quis continuar, fez bem ou mal é com ele, mas eu penso que fez mal. agora sujeita-se à Inquisição dos tempos modernos!

Quando o secretário de estado Laurentino dias, se meteu no assunto da FPF, achei estranho, pois sabendo como a UEFA  e a FIFA são na rigidez, dos seus estatutos, o secretário estava a mostrar outra face. Mostrava-nos a tacanhez politica , da maioria dos políticos que nos governam. O que este senhor SE, nos mostrava era que queriam Carlos Queiroz fora por motivos políticos! Carlos Queiroz apoia Cavaco Silva!

Os órgãos da FPF são eleitos por ciclos do campeonato do mundo!

Como é possível, em democracia, que alguns destes Srs., lá estejam à mais de vinte anos???

Os órgãos:

Presidente
Gilberto Parca Madaíl

Direcção
Vice-Presidente/LIGA
- Fernando Gomes
Vice-Presidente Administrativo - Amândio Carvalho
Vice-Presidente Financeiro - Lamas Pacheco
Director - Cerqueira Alves
Director - Vítor Peralta
Director - José Cavaco
Director - Sérgio
Luz

Secretário-Geral - Ângelo Brou

Adjunto do Secretário-Geral
Álvaro Albino
Directores de Departamento

Futebol e Formação
Carlos Godinho

Comunicação
Onofre Costa

Informática
Paulo Torrão

Jurídicos
João Leal

Marketing e Imagem
Sebastião Lobo

Registos e Competições
Manuel Rolo

A Frase

“O PS descobriu que o PSD quer acabar com o Estado Social. O PSD não sabe o que dizer às críticas do PS. Por esta altura, em vez de andarem a pensar em resolver problemas concretos, caso do PS, ou como os resolverão quando forem Governo, caso do PSD, entretêm-se na guerrinha ideológica de conveniência táctica".

Eduardo Dâmaso, "Correio da Manhã", 31-08-2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A CHINA DO FUTURO.

Aqui coloco um artigo sobre o qual todos deveríamos pensar, quando compramos produtos “Made in China”. Quando sabemos das vantagens que lhes foram criadas pelo governo português…

*Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões.
*A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reacção é impressionante.
*Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas.
*Com preços que são uma fracção dos praticados aqui.
*Uma das fábricas ,está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela... alimentando-a.
Horas extraordinárias?!... Na China?!... Esqueça!!!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras, sabendo que nada vai receber por isso...
Essa é a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder.
Os chineses estão tirando proveito, da atitude dos PROMOTORES DE MARCAS ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficando apenas com o que
ela "agrega de valor": A marca.
Dificilmente você adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in Estados Unidos".
É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo a custo do encerramento das suas fábricas. É o que se chama de "estratégia preçonhenta".
Enquanto os ocidentais terceirizam as tácticas e ganham a curto prazo, a China assimila essas tácticas para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências de mercado  ficam com as marcas, com o design... Os chineses estão ficando com a produção, assistindo e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais...
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de ténis ou de calçado pelo mundo ocidental...
Só as haverá na China !!!!!
Num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufactura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta.
Então já será tarde de mais...
E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se.
Perceberá que alimentou um  enorme dragão  e que dele ficou refém...
Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele, quem ditará as "novas leis de mercado" pois quem manda é ele.
É ele e apenas ele, quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele quem vai regular os mercados e não os executivos (  da "mão- de- obra barata / lucro fácil " ) os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do jogo que terão impacto de uma bomba atómica... chinesa!!!
Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar... mas já será tarde!!!
Nesse dia, os executivos  os "preçonhentos"... olharão tristemente, para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas dos seus parques fabris desmontados,... etc.
E  lembrarão, com muitas saudades, o tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus
conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, poderosas...
PEDE-SE A TODOS QUE REFLICTAM E COMEÇEM A COMPRAR - JÁ - PRODUTOS DE FABRICO
NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO DO SEU SEMELHANTE, DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO O SEU...”
António Rocha - Gestor / Consultor Financeiro

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma faceta portuguesa

mais do que anedota portuguesa.

Em Londres há um velho barbeiro...
Um dia, um florista vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:
- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.
O florista ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar à loja, o barbeiro encontrou uma dúzia de flores e um cartão que dizia 'obrigado'.
Um dia, um polícia vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:
- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.
O polícia ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar à loja, o barbeiro encontrou uma dúzia de doughnuts e um cartão que dizia 'obrigado'.
Um dia, um português vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:
- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.
O português ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar à loja, adivinha o que o barbeiro encontrou à porta...
Vá lá... adivinha!
Pensa como um português...!!!
?????????????????
O barbeiro encontrou...
Uma dúzia de portugueses à espera para cortar o cabelo!!!

Onde anda Dias Loureiro?

Segundo alguns a viver actualmente à grande e à fartazana em Cabo Verde. Dizem que é o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal...(é aquela ilha, daquele país africano onde o BPN criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem e fugas ao fisco, etc. etc...) os outros não sabem. Todos estamos à espera do apuramento do caso BPN|

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Procuradores de saída do DCIAP

Felicidades, aos magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria, no regresso à comarca de Sintra!

Herdeira descobre burla antes de ser assassinada - Exclusivo CM - Correio da Manhã

É uma estória, que deveria ser esclarecida, quer pelas autoridades brasileiras quer pelas portuguesas!

“Herdeira descobre burla antes de ser assassinada. Na noite em que foi morta a tiro, Rosalina Ribeiro carregava pasta com uma procuração falsa”.- Correio da Manhã

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CDS questiona atraso no envio de relatório sobre remunerações ao Parlamento

O CDS-PP quer que o ministro das Finanças explique porque não foi ainda enviado ao Parlamento o relatório com as remunerações fixas e variáveis dos gestores públicos, prémios e regalias. O tradicional desrespeito que o partido do governo tem pelos órgãos tuteladores.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fundações ainda estão por contar e por controlar

Em 2009, a Inspecção-Geral de Finanças identificou 306 fundações de utilidade pública que beneficiaram de 166,5 milhões de euros. Mas dados "pecam por defeito". UBLICO.PT

sábado, 7 de agosto de 2010

Frase

“Uma justiça renovada deveria ser uma das pedras angulares da nova sociedade saída da revolução de Abril. Narciso Machado, PÚBLICO, 07-08-10

Contribuintes Colectivos Devedores de mais de 5.000.000 €

A ver se entendo.

- nº de contribuinte  505111780 BOAVISTA FUTEBOL CLUBE FUTEBOL SAD ,está na lista dos devedores! Então como pode estar inscrito clube na Federação de futebol e jogar dos campeonatos nacionais?  

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bloco leva reprivatização do BPN ao Parlamento.

Concordo com esta iniciativa do BE, pois é inadmissível,  que todos pagamos, para que alguém venha agora receber – se não forem os mesmos –o banco, devidamente limpo.

“O Bloco de Esquerda (BE) vai pedir a apreciação parlamentar do decreto do Governo sobre a reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN), hoje anunciada pelo Governo, após a reabertura da Assembleia, em Setembro. Para o deputado bloquista João Semedo, “confirma-se o que o Bloco disse quando votou contra a nacionalização: o Governo estava a nacionalizar os prejuízos”.
E se a nacionalização do banco foi discutida na Assembleia da República, a sua reprivatização também deve ser. Para os bloquistas, a reprivatização do banco por 180 milhões de euros “significa que o Governo do PS decidiu que são os portugueses, com os seus impostos, a pagar as fraudes e burlas cometidas durante anos pela ganância de administradores e accionistas do BPN”. E que “já custaram ao Estado mais de 4 mil milhões de euros e que nunca irão ser recuperados”.

A Frase

“Toda a economia portuguesa fecha os olhos esperando que o dia de amanhã passe sem se sentir". Jorge Brito Pereira, "Diário Económico", 05-08-10

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma Cana de Pesca Para o Meu Avô

de:  Gao Xingjian


Este livro é um hino à simplicidade da vida e da escrita, que por vezes teimamos em complicar, talvez porque ainda não aprendemos com os orientais a beleza que há nas coisas simples.

Embora aparentem uma certa desconexão, estes contos complementam-se entre si: a paz e a felicidade de um quotidiano simples, cortado por um certo determinismo trágico; a beleza de um viver natural contrastando com a fatalidade do devir... tudo acontece porque tem de acontecer...
O primeiro destes contos do prémio Nobel chinês dá o tom para  toda a obra: a alegria simples de um casal modesto, na visita a um tempo abandonado. Tudo simples, singelo, ingénuo. Ausência de sonhos e ilusões mas também de tristeza e lamentos.
O segundo conto narra a estória de um acidente em que um homem de bicicleta, com uma criança, é atropelado por um autocarro. O ajuntamento caótico de pessoas junto do acidente faz lembrar um formigueiro em torno de um bocado de açúcar. A curiosidade mórbida vai dando lugar a conversas especulativas, a interpretações disparatadas. Toda a catástrofe se transforma numa mera trivialidade e numa ocasião de convívio entre os transeuntes. E persiste a vida monótona de sempre…
Neste conto evidencia-se um certo determinismo: tudo acontece porque tem de acontecer, tudo é banal e inelutável. Tudo poderia ter sido diferente mas a todas as horas há crianças que morrem. Tudo é banal.
A normalidade da morte é também abordada no terceiro conto: o nadador não morre por causa de uma cãibra e de mordeduras de medusa mas bem podia ter morrido. Seria normal… talvez por isso ninguém quis ouvir a sua história.
Nada muda, nada pode ser alterado no conto seguinte: num banco de um parque, ele e ela reencontram-se mas nunca se encontraram; a vida separou-os porque sim. Agora, nada pode mudar porque ninguém muda e ninguém muda ninguém. Observam uma rapariga que chora, noutro banco. Não vale a pena consolá-la. Ninguém consola ninguém: nem elas a ela nem eles a eles próprios. 
O quinto conto, que dá titulo ao livro, é uma obra de arte em termos de criação literária. A nostalgia das recordações de infância, num ambiente bucólico destruído pelo progresso.
A cana de pesca é o símbolo da tradição, do paraíso perdido; o lamento angustiado de um mundo moderno feito de horários e rotinas; recordações de infância destruídas pelo cimento, pela poluição, pelos homens…
A linguagem, belíssima, profundamente poética descreve uma infância triste, em torno de um avô que faz lembrar a pureza da água do rio e o encanto das tradições ancestrais. Este tom assume uma beleza extraordinária ao contrastar com a tristeza das palavras usadas para descrever, de forma pungente, o rio que secou, as árvores que mataram, a aldeia que o progresso destruiu.
O relato da destruição da aldeia é intercalado com um relato de futebol, simbolizando o contraste entre a memória milenar e o presente fugaz, superficial, banal.
O sexto e último conto assume uma forma peculiar. Não é propriamente um conto, uma vez que não há uma estrutura narrativa linear mas sim um conjunto de imagens descritas, de instantâneos. Perpassa neles a monotonia dos dias, na sua beleza calma mas também nas tristezas e amarguras. O mar está sempre presente, constante e calmo, testemunha fiel dos tempos. A poesia do quotidiano. A nudez de uma mulher paira sobre espíritos e corpos. A água é a vida que escorre sobre os corpos. 
O céu é a luz inextinguível.
*Imagem retirada daqui.  Publicada por 

A Frase

“"Ele [Pedro Passos Coelho] fala de mais e, com perdão da palavra, pensa d de menos. Nota-se-lhe a fragilidade do mimetismo doutrinário e, como síntese, a submissão às lógicas do momento, por absurdas que sejam. Assim não vai longe nem deixa rasto."

Baptista Bastos, "Diário de Notícias", 04-08-2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O regabofe das contas publicas!

O Parlamento vai continuar de férias. PS, PCP, Bloco e PEV querem ir de férias sem que o regabofe nas contas publicas os preocupe! Ficamos elucidados, que é mais importante para esses deputados as suas férias, que o interesse nacional, que éra suposto irem defender.

Prou!

Li este belo livro, e recomendo.

 
 

Rua José Saramago, Porto


 
Paris, 2010

O jornalista Mário Bettencourt Resendes, antigo director do Diário de Notícias.

O jornalista Mário Bettencourt Resendes, antigo director do Diário de Notícias, morreu hoje, aos 58 anos, na sequência de cancro, disse à Lusa fonte próxima da família

Estou de férias.

Mas sempre que surja algo, que eu entenda apoiar ou criticar, aqui surgirá um postal, nesse sentido.

Recados para Blog

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A Frase

“"A ornamentar esta política anti-social vem a girândola da falta de dinheiro e da ausência de alternativas. Como se os lucros da banca e da EDP e os 25 mais ricos de Portugal nada tivessem a ver com isto." Honório Novo, "Jornal de Notícias", 02-08-2010.

domingo, 1 de agosto de 2010

APOGEN reage ao Novo diploma do regime geral das comparticipações do Estado no preço dos medicamentos.

Não confio nestas afirmações, mas que diz o governo, que tem bases para uma análise aprofundada?

"A APOGEN considera que o Decreto-Lei publicado é demasiado penalizador para a indústria de medicamentos genéricos, porque não só reduz em quase 4% as margens de comercialização actuais, como induz ainda a uma política de preços demasiado agressiva, que terá profundas implicações no investimento e no emprego criados por esta indústria. É opinião da APOGEN que seria mais justo e benéfico para o Estado e Cidadãos que se tivesse realizado uma redução de 3% no preço de todos os medicamentos (não-genéricos e genéricos), o que garantiria uma poupança superior a 100 milhões de euros por ano e permitiria uma maior estabilidade para todo o sector."Publico.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Procuradores não ouviram Sócrates por falta de tempo (TSF) ?!?!?!

Só por brincadeira, se pode afirmar isto! Depois de 5 anos! “Os procuradores que dirigiram o caso Freeport escreveram no despacho final que só por falta de tempo ficou inviabilizada a inquirição a José Sócrates.”

Porque sera? que Portugal é dos membros da OCDE que menos cumpre as recomendações?!?!?!

Portugal está entre os Estados membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) que aplicam "pouco ou nada" as recomendações da entidade sobre corrupção internacional, aponta um relatório da Transparência Internacional (TI) hoje divulgado.

Esta crítica da organização não governamental dirige-se a mais de metade dos 36 integrantes da OCDE. Os países visados, que representam 15 por cento das exportações mundiais, são África do Sul, Áustria, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Irlanda, Israel, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, República Checa e Turquia. No seu relatório sobre a aplicação da convenção da OCDE para combater a corrupção de funcionários estrangeiros nas transações comerciais internacionais, a TI destaca o aparecimento do Canadá neste primeiro grupo. Um segundo grupo de países, que valem 21 por cento das exportações mundiais, inclui nove Estados que aplicam a convenção da OCDE de forma "moderada". Estão aqui Argentina, Bélgica, Coreia do Sul, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Japão e Suécia. A Transparência Internacional situa num terceiro grupo os sete Estados que, na sua análise, "aplicam ativamente" as indicações da OCDE. Representantes de 30 por cento das exportações, estão naquele grupo Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Itália, Noruega, Reino Unido e Suíça. A TI salienta a promoção de dinamarqueses, italianos e britânicos, oriundos do grupo dos "moderados". Desde que a TI começou a vigiar a aplicação da convenção da OCDE, o número de países que cumprem razoavelmente duplicou dos oito iniciais para dezasseis, quanto totalizam os integrantes dos segundo e terceiro grupos. A organização entende que a crise financeira internacional não pode servir de desculpa para os governos da OCDE ignorarem o seu compromisso com o fim da corrupção internacional. "Muito pelo contrário, a limpeza da corrupção no estrangeiro deve ser considerada como parte importante das reformas necessárias para superar a crise internacional", assinala a TI no seu relatório. Sugere-se ainda no documento que a OCDE se alargue, uma vez que um terço das exportações mundiais são feitas por países que não integram a organização. "O papel crescente da China, da Rússia e da Índia não pode ser ignorado", afirma a TI, que justifica: "Como a sua parte nas exportações mundiais está a crescer, é essencial que estes países joguem com as mesmas regras do que os outros países exportadores." A TI afirma ainda que nos últimos anos aumentou o costume de solucionar casos de corrupção no estrangeiro através de "acordos negociados".

Recomenda, a propósito, que estas negociações sejam feitas com a máxima transparência.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SAS


O escritor francês Gérard de Villiers revelou, numa entrevista, que acaba de regressar da Guiné-Bissau. Assim, podemos esperar que, dentro de algumas semanas, venha a surgir um romance centrado em Bissau, com uma capa em que erotismo e armas serão os fatores indispensáveis, em que surgirão misturados política, dinheiro e mulheres, num complexo de personagens reais e de figuras fictícias, projetado num cenário de mistério e risco, em que o príncipe austríaco Marko Linge e a sua eterna noiva, a condessa Alexandra, acabarão por ultrapassar grandes perigos e maiores aventuras.

Desde há décadas, a um ritmo de três ou quatro romances anuais, a receita é idêntica. A série SAS - situada entre o policial e a espionagem -, cuja edição já conheceu melhores dias, mas que é ainda um garantido êxito de livraria (de aeroporto), acaba por ser uma espécie de roteiro turístico imaginário, centrado quase sempre em países em convulsão ou com tensões à flor da política local. Já experimentei testar diversos cenários descritos por Villiers com a realidade e, podem crer, as coisas aproximam-se muito.

Recordo-me do sucesso que, aí por 1976, fez em Portugal o seu "Les sorciers du Tage", onde se ficcionava a Revolução portuguesa, misturando figuras do MRPP e da LUAR, com ambientes lisboetas, em que cenas implausíveis se cruzavam com personagens que se aproximavam da realidade.

Neste tempo de férias, recomendo a quem puder que revisite aquele curioso romance de Gérard de Villiers.

Em tempo: hoje, por outras razões menos simpáticas, fiquei a saber melhor o que podem ser os feitiços do Tejo...

Quai


Com variações ao longo das épocas, existe em França um certo fascínio em torno da atividade do Quai d'Orsay (o "Quai", para os iniciados), o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros.
Esta mitificação está bem patente num album humorístico de banda desenhada, intitulado precisamente "Quai d'Orsay - chroniques diplomatiques", que está a ser um sucesso de vendas. O trabalho, que já se fala poder vir a ter uma sequência em breve, é claramente inspirado na figura do antigo ministro Dominique de Villepin, cuja memória de gestão frenética da casa se reflete no traço do desenho e no tom dos diálogos, que são da responsabilidade de um seu antigo colaborador. Não sendo uma obra excecional no género, devo reconhecer que não deixa de ser interessante reconhecer na história algumas das mais tradicionais liturgias diplomáticas, na descrição do dia-a-dia dos "Estrangeiros".
Como seria uma visão humorística das Necessidades?

Touradas proibidas na Catalunha.

Quando se quer civilidade, faz-se assim! 
" O Parlamento da Catalunha aprovou a Iniciativa Legislativa Popular que proíbe as touradas naquela região a partir de 2012.

A proposta assinada por 180 mil cidadãos, durou alguns meses mas, apesar de renhida, foi aprovada esta quarta-feira por 68 deputados. A votação terminou com os partidos CiU (Convergência e União), PSC (Partido Socialista da Catalunha), ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) e ICV (Iniciativa Verde da Catalunha), a defenderem o direito dos animais, enquanto o PP (Partido Popular) e o colectivo Ciutadans de Catalunya (Cidadãos da Catalunha) manifestaram-se contra. Com esta decisão, a Catalunha será a segunda região autónoma a aprovar a proibição das touradas, depois da medida ter sido anteriormente proibida nas Canárias.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cinzia Alcidi: "Eu acabaria com as agências de rating"

Com apenas 36 anos, esta doutorada italiana em economia internacional, uma das vozes da blogosfera em Bruxelas, diz que não há fuga possível à necessidade de "ajustamentos" nas contas públicas e no endividamento. A opinião sobre as agências de notação (rating) é radical.

A opinião é mesmo radical para os ouvidos mais sensíveis nos mercados financeiros. "Eu eliminaria completamente as agências de notação ou mesmo a ideia de criar uma nova (na Europa) ", diz, liminarmente, a economista italiana, uma das vozes mais escutada do blogue VOXeu.org e investigadora no Centre for European Policy Studies (CEPS), um dos mais influentes think tank de Bruxelas. O lema do CEPS diz tudo do pensamento da massa cinzenta que lá trabalha: "Pensar mais à frente pela Europa".

Cinzia Alcidi doutorou-se em economia internacional no Graduate Institute of International and Development Studies de Genebra, na Suíça. Adverte, nesta entrevista, que o "ajustamento" nos mais endividados (em relação à riqueza anual que criam) na Europa tem mesmo de ser feito seja por vontade própria ou com a "ajuda" de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Não há outro caminho", diz em entrevista à Exame.

P: A consolidação orçamental e os pacotes de austeridade país a país em apuros são suficientes, ou, sem uma abordagem global na zona euro, arriscam-se a gerar uma tormenta política e uma recaída na recessão técnica?

R: Há, de facto, um risco de que tudo isso possa acontecer. Mesmo a teoria económica mais simplista sugere que o efeito no Produto Interno Bruto (PIB) de uma mudança na política orçamental é maior do que a mudança em si. Mas, dado o alto nível de endividamento de alguns países, há a necessidade urgente de mudar a dinâmica da dívida. E para o fazer vai ter de se reduzir a despesa, provavelmente privada e pública.

Portugal e Espanha não são a Grécia

P: No caso de países como Portugal, Espanha e Irlanda, seria preferível seguir os passos de Atenas e chamar a equipa técnica do FMI e recorrer, quanto antes, à Facilidade Europeia de Estabilização dos €750 mil milhões? Ou isso seria a confissão de uma situação de pré-bancarrota?

R: Para recorrer a essa facilidade, seriam necessárias, a meu ver, duas coisas: o país estar em situação de incapacidade de refinanciamento por si próprio ou nos mercados internacionais - ou seja, ninguém disponível para emprestar ao governo ou aos seus nacionais, a não ser a taxas de juro impossíveis (superiores a 12% a 5 ou 10 anos, por exemplo) - como acabou por acontecer com a Grécia, ou que a situação de instabilidade num dado país fizesse disparar uma situação de instabilidade financeira em toda a zona euro. Ora, nem Portugal, nem Espanha, estão, de momento, nesta situação, felizmente.

P: Apesar da maratona de decisões de Bruxelas e do Banco Central Europeu entre 7 e 9 de Maio, a probabilidade de incumprimento de dívida soberana dos cinco países designados pejorativamente por PIIGS continuou a subir [até novo pico a 20 de julho] . Para acalmar estes mercados, será preciso avançar para o federalismo orçamental e a tal "governança económica" da zona euro?

R: O mecanismo de estabilização não resolve o problema fundamental de muitos países, que é uma situação de endividamento insustentável, percebida pelos mercados como quase insolvência. O federalismo orçamental ou a governação económica poderá ser entendido como o caminho para evitar no futuro a indisciplina orçamental. Mas estas mudanças não ocorrem facilmente. Os governos são muito relutantes em abandonar a sua soberania em matéria orçamental. De qualquer modo, não há caminho de fuga ao ajustamento, é inevitável. A não ser que o país entre em incumprimento - mas nesse caso haverá custos enormes de outra natureza. O que podemos discutir é o ambiente económico e o tempo do ajustamento.

Seria útil um Fundo Monetário Europeu

P: Será preferível transformar a actual facilidade de estabilização num Fundo Monetário Europeu (FME)?

R: O problema com essa facilidade é que se trata de uma solução temporária. Necessitamos, de facto, de uma solução de longo prazo, permanente. O FME é, na verdade, um conceito diferente. Inclui mecanismos que pretendem limitar o risco moral e ter em conta a possibilidade de incumprimento (default). No actual mecanismo de estabilização da zona euro, o incumprimento de dívida não é encarado como uma opção. Ora sabemos, pela experiência, que o default é possível, e que é crucial estar preparado para tal evento.

P: Num estudo recente em que participou, sublinhou que o desafio que se coloca à Irlanda no sentido de "dar a volta" à situação acumulada durante esta recessão é enorme - muito maior do que no caso de Portugal ou Espanha, segundo o indicador de "bola de neve" que apuraram. Aliás, o recente Economic Health Check sobre a Europa do FMI [divulgado a 21 de Julho], visualiza as mesmas diferenças de esforço de estabilização no designado grupo dos PIIGS entre 2010 e 2014. O "tigre celta" vai consegui-lo?

R: É difícil, mas o país deu sinais claros de um desejo forte de tomar um caminho diferente, praticamente desde há dois anos. O país é muito aberto economicamente e os salários estão a ajustar-se rapidamente, mais do que em qualquer outro lugar.

P: O economista belga Paul de Grauwe disse recentemente que os políticos estão a enganar-se "combatendo o inimigo errado", focando-se na dívida externa e no défice públicos, e esquecendo, em particular, a dívida externa do sector financeiro. Como é que lidamos com as duas frentes?

R: Concordo com o Paul de que grande parte da dívida privada externa é das instituições financeiras. O governo irlandês, por exemplo, está aflito porque teve de salvar os seus bancos. O governo espanhol também entrou em apuros porque os mercados financeiros acham que vai ter de salvar, também, parte do seu sistema bancário. Sabemos que tudo isto não acontece pela primeira vez na história. Quando a alavancagem do sector financeiro atinge excessos, a dívida privada torna-se pública. É a tal socialização das perdas - ainda que hoje seja tarde. Temos de ter mecanismos na Europa que lidem tanto com a bancarrota bancária como com o default soberano.

P: Há uma forte crítica às três mais conhecidas agências de notação, baseadas em Nova Iorque e em Londres. A zona euro deverá avançar com uma agência de rating própria?

R: Eu eliminaria completamente as agências de notação ou mesmo a ideia de criar uma nova. Há conflito de interesses no caso da notação de empresas privadas, pois são estas que pagam. E, no caso dos governos, o problema é que estas notações geram um "comportamento homogéneo" nos mercados financeiros. Todos os agentes tendem a comportar-se similarmente por imitação. Em tempos de aversão ao risco, isto pode criar histeria. É o que tem acontecido nas últimas semanas.

Versão original publicada em "Sete Perguntas a..." na edição de julho de 2010 da revista Exame - Expresso

BCP: Há anos a destruir valor

 

João Vieira Pereira (www.expresso.pt)
 

A crise do sub-prime nos Estados Unidos lançou o pânico nos mercados, com os investidores a recusarem-se a emprestar dinheiro. A existência de liquidez nos mercados é fundamental para que a economia global funcione e, com o fechar da torneira, todo um sistema colapsou. Um dos primeiros bancos na Europa a pedir ajuda para fazer face a esta escassez de dinheiro foi o Northen Rock, um dos 10 maiores do Reino Unido. Nessa altura, os indicadores do banco não demonstravam uma situação preocupante. Claro que tinha uma elevada exposição ao mercado hipotecário onde ia buscar o dinheiro, ao contrário da banca tradicional que favorece os depósitos dos clientes, mas nada que deixasse antever o caos a que chegou. Com o pedido de ajuda ao Banco de Inglaterra, no fim do Verão de 2007, apareceram os primeiros rumores sobre a solidez financeira do Northen Rock. Os clientes começaram a retirar o seu dinheiro do banco, receosos do que poderia acontecer. A corrida aos depósitos fez colapsar o banco, que acabou por ser nacionalizado apenas em fevereiro de 2008, cinco meses depois de ter pedido ajuda para enfrentar a incapacidade de arranjar liquidez. A falência deveu-se principalmente à falta de confiança no banco, na sua gestão e na sua estratégia. Na banca, as características associadas ao nome do banco são mais importantes do que os seus indicadores. É arriscado comparar o BCP com o Northen Rock - as diferenças são maiores do que as semelhanças -, contudo a analogia em relação à confiança na instituição é enorme. O BCP enfrenta uma crise de identidade que começou com a guerra pelo poder dentro do banco. A partir daí foi sempre a descer. Não vale a pena colocar as culpas na atual administração. O dedo tem de ser apontado aos acionistas que permitiram durante anos que o banco fosse gerido por um grupo de executivos que achavam que eles eram o banco e que o banco era deles. Os mesmos acionistas que alimentaram uma guerra sem precedentes que lançou o banco numa espiral de descrédito. O ataque da última semana é ainda o resultado destas trapalhadas e é fácil perceber que coisas como estas continuarão a acontecer. O BCP enfrenta o maior desafio de sempre: afastar-se das polémicas e voltar a ganhar os seus clientes e o mercado. Na banca a confiança é tudo, demora-se anos a conquistá-la e horas a perdê-la. E o BCP anda há anos a destruir essa confiança... eis o resultado.

Texto publicado na edição do Expresso de 17 de julho de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

HÁ FALHAS METODOLÓGICAS NO TESTE DE ESTRESSE DOS BANCOS EUROPEUS

É uma farsa os testes apresentados, ou uma forma de mostrar aos não entendidos, que os bancos analisados são solidos e podemos confiar neles?
" Justin Bisseker, analista da asset management inglesa Schroders, que administra cerca de US$ 255 bilhões em ativos, fez uma crítica veemente aos resultados do teste de estresse dos bancos europeus divulgados nesta sexta-feira (23).

Na visão do analista, os critérios de avaliação do CEBS (Comitê de Supervisores Bancários Europeu) foram pouco rigorosos, principalmente quanto à exposição dos bancos frente aos títulos de dívida soberana. Segundo Bisseker, o teste de estresse foi um exercício de auto-avaliação para os bancos, com exceção da Espanha, onde o banco central foi a fundo com os testes para prospectar o cenário mais próximo da realidade.

Mais críticas do que benefícios

Como positivo, o analista da Schroders destaca a iniciativa da União Europeia de ao menos realizar e publicar ao mercado os testes. Outro fator importante foi à adaptação de cada cenário à realidade macroeconômica do país, para não haver discrepâncias na avaliação dos bancos, assim como a importância de revelar a necessidade de capitalização do setor financeiro europeu, caso os números fossem confiáveis. Contudo, ressalta Bisseker, os pontos negativos se sobressaem em larga escala frente aos pontos positivos. O primeiro foi o tempo em que o teste de estresse foi rodado. Nos EUA, em 2009, o Tesouro norte-americano demorou dois meses para finalizar os testes, enquanto o CEBS levou cerca de duas semanas. Em segundo lugar, o analista critica a metodologia para avaliar as perdas com títulos de dívida soberana. De acordo com o comunicado do CEBS, foram avaliados os riscos de mercado e crédito de cada instituição, incluindo a exposição aos títulos soberanos europeus.

Método falho

De acordo com o analista, o método é falho por abrir brechas com relação à contabilidade das perdas com os títulos, pois não incluem títulos que os bancos carregarão até o vencimento, apenas que estão no livro de oferta. Ou seja, o risco de calote dos países europeus, principal preocupação do mercado este ano, não foi considerado na simulação. Além disso, algumas dívidas estruturadas fundamentais dos bancos, como CDO (Collateralized debt obligations) e CLO (Collateralized Loan Obligation) - lastrado a títulos de renda fixa e hipotecários, respectivamente – não foram consideradas, explica Bisseker. Entretanto, a exposição das instituições a esse tipo de dívida deve ser elevada. Para finalizar, Bisseker acredita que um capital ratio 'Tier 1' de 6% é muito generoso para avaliar a saúde financeira de um banco. O ideal, segundo o analista, seria a utilização de um 'Core Tier 1', que é muito mais credenciado entre os reguladores financeiros.

sábado, 24 de julho de 2010

Banca portuguesa passa nos testes e com a melhor nota do sul da Europa - Economia - PUBLICO.PT

No ranking europeu dos bancos mais sólidos, o BCP surge na 44ª posição, a CGD no 49º lugar, enquanto a ESAF (que não tem clientes, nem recebe depósitos???) posicionou-se na 67ª. Os responsáveis do BES, cujas contas serão conhecidas no dia 6 de Agosto, já garantiram que os resultados serão mais favoráveis.

Laurentino Dias reconhece que processo a Carlos Queiroz contém “factos graves”

 

Demorou vários meses, mas mexeu-se…

“O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, reconheceu este sábado que o inquérito instaurado a Carlos Queiroz, por insultos a uma brigada antidopagem, contém “factos graves”.PUBLICO.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os privilegiados da ADSE!

O país está encalhado, mas ninguém tem a coragem para tocar nos privilégios dos funcionários públicos. Basta olhar para esse monstro salazarista que se chama ADSE.

I. A ADSE é como a lei das rendas: parece que já vem do tempo de Salazar, mas é intocável. Para os mais esquecidos, convém recordar que a ADSE é "um pedaço anacrónico da Saúde Pública, fundada por Oliveira Salazar quando ainda não existia o SNS e quando o estado era corporativo" . É impressionante como o 'regime de Abril' ainda assenta em várias coisas deixadas por Salazar.

II. A ADSE causa uma profunda injustiça, porque todos aqueles que não são funcionários públicos pagam a saúde duas vezes: pagam a sua própria saúde e, depois, têm de pagar a saúde dos senhores funcionários públicos (o subsistema da ADSE). Isto cria uma casta de gente privilegiada que vive, literalmente, acima do resto das pessoas. No emprego (vitalício) e na saúde (à borla), os senhores funcionários públicos têm privilégios completamente ilegítimos. Repito: ilegítimos. Por que carga de água os funcionários públicos têm tantos privilégios? Porquê? Qual é a noção de "justiça" que está a montante destes privilégios? 

III. Meus amigos, a saúde já consome todo o nosso IRS , e a ADSE é um dos elementos que causa esta insustentabilidade do nosso SNS. Basta olhar para as contas: em 2006, 90% das despesas da ADSE foram suportadas pelo Orçamento de Estado. Ou seja, os senhores funcionários públicos só pagam 10% da sua saúde (ou nem isso?). Meus amigos, o único caminho para a sustentabilidade é o seguinte: os funcionários públicos têm de pagar mais pela sua saúde. Os privilégios ilegítimos da função pública têm de acabar. Esta aristocracia sindical não pode continuar. Henrique Raposo (www.expresso.pt)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CMVM investiga irregularidades nas OPV com créditos da CGD e os suspeitos do costume.

A Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) acusa o actual vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Francisco Bandeira, e o ex-vice-presidente Armando Vara de terem conhecimento, e de nada terem feito, para impedir ilicitudes realizadas em alguns balcões do banco entre 2006 e 2007. Isto, apesar de ter sido a própria administração que denunciou às autoridades o esquema engendrado por responsáveis da instituição, em articulação com empresários clientes, e que envolvia créditos concedidos para aquisição de acções da REN, da Galp e da Martifer.
A denúncia chegou à CMVM, ao Banco de Portugal (BdP) e ao Ministério Público a 3 de Agosto de 2007 e está assinada pelo actual vice-presidente e CEO do BPN, Francisco Bandeira, que à data dos factos era administrador da CGD. Na altura, Bandeira tinha o pelouro do crédito concedido pelo banco à região norte, que contemplava a agência de Vizela, onde foi detectada parte das ilegalidades. Foram detectadas ainda ilicitudes em balcões da Grande Lisboa, Amoreiras e Almada, tutelados por Armando Vara.
Na acusação deduzida já este ano, a CMVM solicita que ambos sejam punidos por eventual dolo. O supervisor alega que se o banco, ali representado por Bandeira e Vara, que na qualidade de gestores deram luz verde à concessão dos créditos, não tivesse financiado os três clientes infractores, estes não teriam tido ocasião para cometer as ilegalidades de que são acusados.
A CGD defende que Bandeira, Vara e mais dois directores, também visados pela CMVM, actuaram no quadro das suas normais competências, pelo que desconheciam a sua finalidade. Adianta ainda que os altos responsáveis do banco agiram em conformidade com os pareceres dados pela cadeia hierárquica, pois antes do pedido de empréstimo ser apreciado pela administração é avaliado por directores e por gerentes a quem cabe sugerir a aprovação ou a recusa. A mesma fonte notou que o contencioso está a decorrer, pois houve recurso, e que a CMVM ainda não tomou a decisão final.
Sobre a actuação dos outros cinco colaboradores das agências das Amoreiras, Vizela e Almada, que terão actuado articulados com os clientes, a CGD diz que estes extravasaram as suas competências e agiram contra as normas em vigor.
Processos disciplinares
Em nota enviada ao PÚBLICO, com conhecimento da CMVM, a CGD lembra que a denúncia partiu dos próprios gestores e que, na sequência, foram adoptadas "medidas" para sanear a situação, tendo ainda o banco "promovido processos disciplinares".
Instada pelo PÚBLICO para comentar o despacho de acusação, a CMVM recusou fazê-lo, lembrando que "o processo está a decorrer e está sob segredo de justiça". Também o BdP optou por não dar explicações. Para além de Bandeira e Vara, este já arguido no caso Face Oculta, o supervisor acusa ainda dois directores (José Delgado e José Rosa), que estão a ser defendidos pela instituição bancária, que entende que estes desconheciam as irregularidades.
Já no que respeita aos cinco colaboradores das agências das Amoreiras (Pedro Melo, Vítor Gil, Jorge Isaías Costa) e de Vizela (Manuel Vieira e José Carvalho) acusados pela CMVM, a CGD aplicou sanções. A CMVM diz que todos conheciam os factos e agiram com vontade de os praticar.
As ilicitudes remontam a 2006 e 2007 e foram desencadeadas no quadro das ofertas públicas de venda de acções (OPV) da Galp e da REN, e da oferta pública de subscrição (OPS) de títulos da Martifer.
O alerta foi dado quando uma cliente do balcão das Amoreiras contactou os serviços centrais para os informar de que não tinha subscrito acções das três empresas, respondendo assim a uma carta do banco que lhe dava conta do que lhe tinha cabido no rateio.
A informação desencadeia averiguações. E é encontrada uma segunda conta, esta fictícia, aberta em nome da mesma cliente e de onde partiram as ordens de subscrição das acções, e que era alimentada por dinheiro transferido de uma outra conta aberta em nome de um cliente/empresário de Lisboa. Este tinha recebido da CGD (em duas tranches) quase um milhão de euros, que servia para abastecer cerca de oito centenas de contas-fantasma. O empréstimo fora obtido através de uma linha especial de crédito criada pela CGD para financiar a compra de acções da Galp, da REN e da Martifer.
Questionada sobre a razão pela qual o crédito, de um milhão de euros, necessitou de ser validado pelo conselho administração, que é chamado a apreciar financiamentos superiores a quatro milhões de euros, fonte da CGD explicou que as responsabilidades do cliente para com o banco eram superiores.
As 800 contas foram simuladas com recurso a nomes e dados obtidos junto de uma sociedade de aluguer de mão-de-obra, e abertas com a concordância do balcão das Amoreiras, nomeadamente do gerente e do subgerente.
Na sequência, a gestão da CGD ordena a abertura de uma auditoria geral às OPV e OPS da Galp, REN e Martifer, e acaba por detectar mais duas situações irregulares sustentadas na linha especial de crédito. Uma envolvendo o balcão de Almada e um cliente construtor civil, e outro em Vizela, associado a um empresário têxtil. Os dois entenderam-se com os trabalhadores para subscreverem acções no rateio com crédito da CGD. O empresário de Vizela combinou com os seus funcionários, todos eles com conta aberta na CGD (através da qual recebem o ordenado), que se estes recebessem acções no rateio as passariam para a sua conta, comprometendo-se a assumir as perdas e a partilhar os lucros.
Depois de concluir as auditorias internas a CGD comunicou o resultado à CMVM, ao BdP e ao Ministério Público. Na carta que enviou às autoridades, o banco revela que detectou indícios de "desvios às normas legais e regulamentares que regem [o banco], envolvendo, quer clientes, quer colaboradores" e reconhece ter existido "violação das normas internas".
O banco esclarece ainda que "estão em causa" contas fictícias, bancárias e de activos financeiros, "indiciando a realização de operações suspeitas sobre valores mobiliários e de transferências de títulos, defraudando as regras de mercado".
Para além de Bandeira, a participação é assinada por um outro administrador da CGD, José Ramalho. A CGD esclareceu o PÚBLICO que "os advogados" da instituição "já solicitaram à CMVM a autonomização" dos três casos, "uma vez que se trata de diferentes matérias e com diferentes enquadramentos".

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Novos pensionistas receberam em média menos 100 euros em Junho

Os funcionários públicos reformados em Junho receberam, em média, uma pensão de 1.197 euros, menos cem euros do que aqueles que se aposentaram no mesmo mês de 2009.

Demolição de antiga igreja de Elvas foi suspensa por ordem do Ministério da Cultura A demolição da igreja de São Paulo, em Elvas, "está suspensa" di

como é possivel, que situações destas aconteçam?
Demolição de antiga igreja de Elvas foi suspensa por ordem do Ministério da Cultura
A demolição da igreja de São Paulo, em Elvas, "está suspensa" disse ao PÚBLICO a directora Regional da Cultura do Alentejo, Aurora Carapinha. A decisão foi tomada depois de técnicos deste organismo se deslocarem ao local e confirmarem que "não era possível" dar sequência à pretensão do Ministério da Defesa, que já tinha iniciado a preparação do terreno para colocar os andaimes necessários à demolição do imóvel seiscentista.

Escócia continua a negar ter recebido pressões da BP para libertar bombista líbio

O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, declarou hoje não ter havido qualquer conspiração com a BP para libertar o bombista de Lockerbie.

Seis hospitais investigados por estarem a cobrar dinheiro a mais

O Hospital de S. José, que pertence ao Centro Hospitalar Lisboa Central, o Centro Hospitalar da Cova da Beira, o Centro Hospitalar de Coimbra, os Hospitais da Universidade de Coimbra, o Centro Hospitalar do Médio Ave e o Hospital Garcia de Orta estão a cobrar alguns valores indevidos aos utentes e, consequentemente, ao Serviço Nacional de Saúde, segundo o Diário de Notícias.

"Expulsem-me, que é um favor que me fazem"

"Esta não é a ideologia do meu PSD. Estou frontalmente contra e estou no direito de estar contra. Expulsem-me, que é um favor que me fazem", disse o líder do PSD-Madeira aos jornalistas, em S. Vicente, à margem da cerimónia de entrega de duas viaturas aos bombeiros."
Concordo com ele. Será que o podemos expulsar de Portugal mesmo?

Défice do subsector Estado aumenta 6% em Junho

Antecipação dos reembolsos do IRS e aumento da despesa, devido sobretudo ao pagamento de mais juros levaram o défice do subsector Estado a crescer 6%, em Junho.

Rui Pedro Soares diz estar disponível para ser dono do Sol

Esta é a justiça que temos!
Este Sr. é o tal dos negócios interessantes da PT, que arrecadou milhões, onde entrou pelo mérito demonstrado, pelo facto de ser da família Soares! Foi administrador executivo da "holding" Portugal Telecom desde 2006, ano em que Henrique Granadeiro assume a presidência executiva, acumulando com a não executiva. A nomeação foi, logo, interpretada como sendo uma escolha ligada ao Governo. Afinal, Rui Pedro Soares era do PS. Rui Pedro Soares tem 36 anos. É do Porto, mas na adolescência rumou a Lisboa. Estudou no IPAM - Instituto Português de Administração de Marketing, tendo tirado uma formação no INSEAD em telecomunicações: estratégia e marketins.
No curriculum disponível no "site" da PT é referido que Rui Pedro Soares entrou na PT em 2001. Sabe-se que em 2005 era administrador executivo da PT Compras. Antes tinha sido assessor na PT Multimédia.

Por Mariana Oliveira
"O ex-administrador da PT Rui Pedro Soares disse ontem ao PÚBLICO que está disponível para chegar a um acordo com os accionistas do semanário Sol relativamente à indemnização de 750 mil euros (os outros 750 mil euros devem ser reivindicados pelo Estado através do Ministério Público) decorrente da violação da providência cautelar que proibiu o jornal de publicar as escutas do processo Face Oculta, admitindo a possibilidade de se tornar dono do semanário. "Se o Sol não conseguir pagar a dívida, estou disponível para me entender com os accionistas do semanário e ficar dono do jornal", afirmou.
As declarações foram proferidas depois do director do Sol, José António Saraiva, ter dito à Lusa que acredita que o jornal tem "estofo financeiro" para pagar os 1,5 milhões de euros de indemnização. O director adiantou que acredita que não será necessário pagar a sanção, uma informação contestada pelo ex-administrador da PT, que garante que a providência cautelar não tem recurso. "Esta condenação já é definitiva", garante Soares. No início do mês, a Relação de Lisboa confirmou a sentença das Varas Cíveis que decidiu que a sociedade proprietária do jornal, o seu director e duas jornalistas teriam de pagar respectivamente, 50 mil, 10 mil euros e cinco mil euros por cada violação da decisão."