sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Pedro Teixeira: Os índios chamavam-lhe o Homem Branco Bom
Pedro Teixeira: sabe quem é? Provavelmente não. Mas na Ajuda, em Lisboa, há uma estrada com o seu nome. Em Cantanhede, onde nasceu, há uma estátua. No Brasil, onde morreu a 6 de Junho de 1641, o seu rosto foi estampado nas notas de cinco cruzeiros; e quando o Papa João Paulo II, em 1980, fez uma viagem entre Belém do Pará e Manaus viajou num navio de guerra que tinha o seu nome.
Os índios brasileiros chamavam-lhe "Curiua-Catu", o Homem Branco Bom e Amigo, e quase no final da sua vida foi nomeado capitão-mor do Grão Pará. Fez-se acompanhar por índios numa expedição que partiu de Gurupá, a 28 de Outubro de 1637, com duas mil pessoas. Subiram os rios Amazonas e Negro e chegaram à cidade de Quito, actual capital do Equador, voltando a Belém do Pará 26 meses depois da partida (a 12 de Dezembro de 1639). O rio Amazonas passava, assim, a pertencer na sua totalidade a Portugal (que permanecia sob o domínio da Coroa espanhola). Um feito extraordinário para a época.
"Pedro Teixeira é um herói esquecido que precisa de ser recuperado", diz ao P2 por telefone Aloizio Mercadante, o senador brasileiro que está a lançar um movimento para "resgatar a memória, reconhecer e valorizar a imensa contribuição" que este português de Cantanhede, no distrito de Coimbra, teve na História do Brasil. A sessão de homenagem que se realiza hoje, às 10h00, no Senado Federal, em Brasília, para comemorar os 370 anos da expedição de Pedro Teixeira, o "desbravador" português, partiu de uma proposta sua. Para o senador, a contribuição daquele a quem chamam o conquistador da Amazónia no processo de constituição e afirmação da soberania territorial foi decisiva e deve ser celebrada por portugueses e brasileiros.
"A Pedro Teixeira se deve quase metade do nosso território actual. Mais de 62 por cento da Amazónia está em território brasileiro por causa dele", explica, lembrando que a região, além de património da humanidade, tem a maior concentração de água doce do planeta e é a mais importante floresta tropical.
Agora que o Brasil "deixou de ser um problema na agenda internacional e passou a ser parte da solução", é possível que o país olhe para a sua história com "orgulho e auto-estima". E à medida que isso acontecer, acrescenta Mercadante, o Brasil terá obrigatoriamente de reconhecer a imensa contribuição de Portugal.
"No momento em que o mundo está discutindo o efeito de estufa, em que há uma grande preocupação com o aquecimento global, sinto que esse chamamento da Amazónia é muito importante para o debate", diz o popular Mercadante, líder da bancada do PT e vice-presidente do Parlamento do Mercosul, que é ainda cronista do jornal O Globo e tem mais de 30 mil seguidores no Twitter.
O pedido do governador
Pedro Teixeira era um militar que participou na fundação da cidade de Belém, a capital do estado do Pará, e que depois se destacou em várias missões militares, combatendo holandeses, ingleses e franceses. Quando dois padres e quatro soldados espanhóis chegaram perdidos a Belém, com a novidade de que o rio Amazonas era navegável, o governador do estado do Grão-Pará e Maranhão pediu a Pedro Teixeira para organizar a expedição até Quito (na época parte do vice-reinado do Peru).
No regresso, com testemunhas espanholas, Teixeira vai registando a posse das terras para o reino de Portugal. "Como naquela época Portugal estava subordinado à Coroa espanhola, o livro que relata essa epopeia, em 1641 [Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas e a Viagem de Pedro Teixeira Águas Arribas, de Frei Cristobal d"Acuña] acaba sendo queimado e isso não foi valorizado nem pela historiografia portuguesa nem brasileira", explica o senador, que quer chamar a atenção para este "vulto histórico" que parece estar condenado ao esquecimento.
O seu nome não consta do Livro dos Heróis da Pátria (ou Livro de Aço) que está no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, e nem sequer figura na lista de candidatos. Mercadante preparou um projecto de lei para que o nome de Pedro Teixeira seja inscrito neste Livro de Aço. Propõe também que a história da expedição do navegador português passe a fazer parte dos currículos escolares no Brasil.
A expedição de Pedro Teixeira era composta por 70 canoas (45 de grandes dimensões, com vinte remadores cada). Acompanhavam o explorador 70 soldados portugueses e 1200 índios, muitos deles "flecheiros" (arqueiros), que levaram as suas mulheres e filhos.
Teixeira (cuja data de nascimento se situa entre 1570 e 1585) era de ascendência nobre e foi para o Brasil em 1607, conta a autora do livro A Expedição de Pedro Teixeira - A Sua Importância para Portugal e o Futuro da Amazónia (ed. Ésquilo). Esta brasileira, Anete Costa Ferreira, é investigadora de ciências sociais e história luso-amazónica e estará hoje na sessão de homenagem em Brasília.
O navegador falava o tupi - língua com origem no povo tupinambá - e essa era uma das razões pelas quais era tão acarinhado pelos índios. "Sempre fez amizade com os índios, o que lhe valeu de muito", explica ao telefone a partir do Brasil esta especialista, que hoje vive em Portugal.
Os índios que embarcaram com o português nesta expedição iam em busca da Terra sem Mal, a morada dos antepassados, segundo os índios tupi e guarani, um território onde as pessoas não envelheciam. "A tribo Tupinambá acreditava nisso e à medida que a expedição decorria foi ficando decepcionada. Os índios achavam que iam chegar à Terra sem Mal e, como a viagem não era aquilo que pensavam, começaram a enfraquecer", diz Anete Costa Ferreira.
A descrição desta expedição chega até nós através de um documento que está na Biblioteca da Ajuda (Relazion del General Pedro Teixeira de el rio de las Amazonas para el Senhor Príncipe, 1639). "É o diário de bordo que Pedro Teixeira fez durante a viagem. Esse é o grande documento que o celebrizou, é um levantamento geral da fauna, da flora, do minério, dos costumes... Entra tudo o que ele foi vendo no seu trajecto", explica a investigadora. Incluindo os canibais.
Nessa grande expedição, Pedro Teixeira fixou uma série de territórios até então desconhecidos, como as ilhas das Areias ou Santa Luzia. Na viagem de regresso a Belém do Pará descobre o rio Negro (onde mais tarde se ergueu a cidade de Manaus) e o rio Madeira, um grande afluente do Amazonas.
Um dos feitos mais importantes da expedição é a fundação do povoado de Franciscana, oficializada a 16 de Agosto de 1639. Obedecendo às ordem do governador, Pedro Teixeira toma posse desse território, mas diz que o faz para a Coroa portuguesa (e não para a espanhola). Com a nova povoação, o navegador quis homenagear todos os missionários franciscanos.
Sem amazonas
No documento que se encontra na Biblioteca da Ajuda, Teixeira conta ainda que, tanto na ida como na volta da expedição do rio Amazonas, não viu as amazonas descritas durante a viagem de Francisco de Orellana, explorador espanhol que antes navegara parte do Amazonas. As ditas amazonas foram descritas por Carvajal, frade que acompanhou Orellana, como "mulheres sem peito, guerreiras, e que não aceitavam o homem no seu habitat", conta Anete Costa Ferreira.
Apesar de nunca se ter cruzado com elas, Teixeira relata que lhe chegaram muitas notícias das amazonas. Diz mesmo que estariam "a seis jornadas" do sítio em que se encontravam e que teriam 300 aldeias ou mais, com "quinhentos ou oitocentos casais" cada: "Aqui acabam-se as flechas furadas perigosas e, ainda que as haja por todo o rio, não matam como as do Sul", escreve.
A documentação sobre este conquistador do Brasil é esparsa. "Em Portugal pouca coisa há", diz Anete Costa Ferreira, lembrando que o historiador Jaime Cortesão (também de Cantanhede) apresentou no IV Congresso de História Nacional no Brasil, em 1949, O significado da expedição de Pedro Teixeira à luz de novos documentos. Em 2002 foi realizado o documentário Curiua-Catu: A Grande Expedição de Pedro Teixeira 1637-1639, realizado por Carlos Barreto.
Para contrariar a dispersão de documentos e mesmo a falta de informação ainda mais detalhada, Anete Ferreira vai começar dentro de dias uma investigação no Museu Naval e no Arquivo Público de Belém do Pará, e em São Luís do Maranhão. Passará também pela Catedral de Belém, onde está sepultado.
Para ajudar a resgatar a memória do explorador, a Portugal Telecom associa-se à homenagem de hoje no Senado, lançando o Prémio Pedro Teixeira para estudantes portugueses e brasileiros, dos 12 aos 18 anos. Os três melhores trabalhos sobre a vida e o impacto dos feitos de Teixeira na história de Portugal e do Brasil irão ter como prémio uma viagem cultural ao Brasil (se forem portugueses) ou a Portugal (se forem brasileiros). Será ainda lançado um site em português e inglês dedicado a perpetuar a memória do explorador português "Curiua-Catu".
Facebook-Revolta por causa de mudanças no sistema de privacidade
As mudanças no sistema de privacidade do Facebook, anunciadas no início do mês e que começaram a ser introduzidas ontem, estão a originar várias críticas por parte de associações de utilizadores que zelam pela protecção dos dados disponibilizados online. Alguns críticos dizem que esta nova política de gestão das configurações de privacidade está a fazer com que as informações partilhadas pelas pessoas venham a atingir uma audiência ainda mais vasta, através da esperada incorporação dos dados em motores de busca.
A partir de ontem começaram a ser visíveis as mudanças no sistema de privacidade da rede social que já conta com mais de 350 milhões de pessoas registadas, através de uma janela “pop-up”, que convidava os utilizadores a actualizarem os seus sistemas de partilha de dados.
Desde a primeira hora que o Facebook deixou claro que as mudanças introduzidas ajudariam os utilizadores a gerirem os seus conteúdos. Por exemplo, se um utilizador quiser mostrar determinada fotografa apenas aos seus familiares e amigos, poderá bloquear o acesso à imagem aos seus contactos profissionais ou a quaisquer outros que não queira que vejam a fotografia e questão.
Porém, o Facebook indica que o mundo está a caminhar no sentido inverso, e aquilo que as novas definições permitem igualmente é que todos os utilizadores da rede social possam partilhar as suas divagações, fotografias, vídeos e qualquer informação pessoal aos 350 milhões de “companheiros” do Facebook. Ou seja, aquilo que já faz o Twitter.
Em resumo: se por um lado o Facebook passa a permitir uma melhor gestão dos públicos com quem se quer partilhar a informação, por outro também alarga o palco e a potencial esfera de acção potencial de cada utilizador.
“Qualquer sugestão que indique que nós estamos a tentar enganar as pessoas vai contra qualquer objectivo que tenhamos”, ressalvou Barry Schnitt, um porta-voz do Facebook.
De maneira diferente pensam algumas associações de utilizadores que zelam pela protecção dos dados disponibilizados online, nomeadamente a US Electronic Privacy Information Center (Epic) e a Electronic Frontier Foundation, que criticam logo à cabeça o facto de, por defeito, o utilizador ter marcada a opção de que toda a sua informação é pública e que poderá ser publicada em motores de busca. Se isto ocorrer, uma vez saída a informação da rede social para o vasto campo da Internet, o Facebook não se responsabiliza pelo seu futuro uso, pelo que o utilizador fica indefeso, alerta o “El Mundo”.
“O Facebook está a empurrar as definições para a posição ‘revelar tudo’”, indicou Marc Rotenberg, directo executivo da Epic. “Do ponto de vista da privacidade, isso não é justo”.
Por seu lado, a Electronic Frontier Foundation indicou em comunicado que “estas mudanças à política de privacidade têm a clara intenção de empurrar os utilizadores do Facebook para partilharem publicamente ainda mais informação do que antes”.
“Pior, as mudanças irão na verdade reduzir o controlo que os utilizadores têm sobre os seus dados pessoais”, acrescentou a mesma fundação.
Os defensores da privacidade criticam igualmente o facto de o Facebook estar a requerer que alguma informação pessoal, como o sexo da pessoa e a cidade em que reside, sejam obrigatoriamente visíveis para todos.
Acerca deste ponto em concreto Barry Schnitt, do Facebook, disse que os utilizadores podem simplesmente não preencher esses campos se não quiserem que essa informação fique visível.
O Facebook começou a testar as mudanças ao seu sistema de privacidade em meados deste ano, antes de os tornar efectivos em toda a rede.
Jason Kincaid, colunista do blogue de notícias sobre tecnologia Tech Crunch, comenta que algumas das mudanças foram introduzidas para tornarem o Facebook mais “atractivo” para os motores de busca como o Google e o Bing, cada vez mais interessados em incorporar os conteúdos das redes sociais nas suas páginas.
Em Outubro, a Microsoft anunciou planos para incorporar mensagens públicas do Facebook nos seus resultados de busca, mas o serviço ainda não está disponível.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Necessidades
Numa dessa semanas, creio que em 1978, coube-me a mim "ir de mala". Uma das etapas do circuito desse tempo era Belgrado. Era aí que estava instalada a Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa (CSCE), que iria dar origem à OSCE, já no período da "détente". Mal eu sabia que, anos mais tarde, ainda me iriam calhar dois anos de "osceosidade", em Viena!
Saído de Lisboa, passei, em dias sucessivos, por Londres e por Bruxelas. A bem dizer, era este o destino principal da "mala acompanhada", por aí se situar a sede da NATO. De Bruxelas, parti para Viena, onde a esmagadora maioria da correspondência que eu levava iria desaparecer, encaminhada para postos dos antigos países comunistas, de onde as nossas Embaixadas enviavam à capital austríaca os seus diplomatas, para a respectiva recolha e canalização dos seus relatórios para Lisboa. Já pouco seguia na mala para Belgrado, a ajuizar pelo tamanho do pacote que me havia sido entregue em Viena, cujo conteúdo, naturalmente, eu desconhecia.
Belgrado, num inverno sob neve, era uma cidade cinzenta e algo desconfortável. De autocarro, fui parar, já muito ao final da tarde, ao imenso Hotel Jugoslávia. Passava da hora de fecho da nossa missão temporária junto da CSCE, pelo que decidi ficar com a mala diplomática à minha guarda (período das refeições incluído, porque não era permitido perdê-la de vista) e entregá-la no dia seguinte, logo de manhã.
Tomava eu um banho reconfortante no hotel, preparando-me para jantar, quando me chega um telefonema da secretária do Embaixador, dizendo-me que o embaixador queria que eu fosse, ainda naquele dia, ao escritório da missão, para entregar a mala. Reagi, dizendo que era já muito tarde. Qual quê!? O embaixador insistia e pedia mesmo que eu fosse de táxi, porque não podia dispensar o seu motorista. Furioso, lá tive de encasacar-me para o gelo da cidade, no fundo algo intrigado com a estranha urgência da documentação. Mas, quem sabe?, podia tratar-se de instruções para uma diligência ou contactos.
Chegado à missão, fui levado à presença do embaixador, que exclamou: "Ora temos então aqui a nossa mala! Já não era sem tempo!", numa clara "indirecta" à minha resistência, complementada pela displicência com que me saudou. Preparava-me para sair do gabinete e regressar ao hotel quando me dei conta que embaixador se mostrava muito empenhado a ser ele próprio a quebrar os selos diplomáticos do pacote. Por curiosidade, deixei-me ficar na cena. E foi então que assisti à aparição de um embrulho, saído de dentro do pacote que, com toda a segurança e cuidado, eu transportara por várias capitais. Vi os olhos do embaixador encherem-se de alegria: "Até que enfim! Estava a ver que o nosso colega de Havana nunca mais se despachava!". E lá abriu ele, com a avidez do vício, a sua caixa de "Cohibas", pelos visto a única "correspondência" relevante que, para escapar aos riscos da espionagem comunista, nesses derradeiros anos da Guerra Fria, eu levara em mão até Belgrado...
Previsões (2)
O Governo criar uma comissão para combate à corrupção na administração pública…
É dos livros que quando um governo cria uma comissão, significa que nada vai fazer acerca desse assunto. Como o tema está na agenda politica, e o governo está em minoria, e tem problemas domésticos para resolver… O Governo anunciou hoje a criação de uma comissão que vai elaborar o quadro de referência de códigos de ética e conduta na administração pública e que tem como primeiro objectivo o combate à corrupção.
CTT: Ministério Público acusa 16 arguidos que integravam gestão de Horta e Costa - Sociedade - PUBLICO.PT
O ministério Publico acusou 16 arguidos no caso relacionado com actos de gestão do CTT entre os anos de 2002 e 2005, quando a administração da empresa era liderada por Carlos Horta e Costa, a quem são imputados sete crimes (um de administração danosa, e seis de participação económica em negócio. Em causa estão crimes cuja moldura penal pode chegar aos cinco anos, propondo ainda o DIAP a pena acessória de proibição do exercício de funções como titular de cargo público ao ex-.presidente dos CTT. Carlos Horta e Costa é hoje vogal na administração da Semapa.
A investigação começou com uma denúncia anónima datada de 2 de Junho de 2005, a que se juntaram, posteriormente, factos apurados pela Inspecção à empresa ordenada pelo então ministro da tutela, Mário Lino.
Entre os actos de gestão investigados pelo Ministério Público estão a venda de dois edifícios dos CTT (em Coimbra e na Avenida da República, em Lisboa), um contrato de prestação de serviços, a extinção do banco Postal, o concurso para a nova imagem das lojas CTT, e ainda o contrato que envolveu a Rentilusa, uma empresa do universo da Sociedade Lusa de Negócios.
Um país sob suspeita
Porreiro, pá
Mário Crespo
Eu sei que é importante. Ou melhor. Uma parte de mim acha que é importante. Melhor ainda. Parte de mim acha que deve ser importante embora, muito de mim, ache que não é. Este tratado de Lisboa não pode ter importância nenhuma para as centenas de pessoas da Quimonda que já não havia há anos mas que ninguém queria ver que já lá não estava. O que quer que tenha sido rubricado em Lisboa nada significa para as centenas da Lear que vão juntar-se às centenas da Quimonda e da Delphi e da Aerosoles e da Opel e da Leoni e para as centenas de milhar que trabalhavam em coisas que estão desaparecer sem deixar sequer um nome a recordar promessas passadas do ontem que dor deixou e não deixou mais nada. Só que, contrariamente a mim, essas centenas de milhar já não hesitam. Não concedem benefícios de dúvida. Têm a certeza que o que foi assinado em Lisboa nada tem a ver com esta Segunda-feira com as crianças a ir para a escola: "Bebe o leite a meio da manhã filha.". "Bebe o leite a meio da manhã filho.". "Come tudo ao lanche porque senão ficas com fome durante o resto do dia.". E o resto da noite. "Come tudo, filho", que a mãe hoje vai ao Banco Alimentar. E amanhã é já outro dia. "Tenho aqui um curso de jardineiro. Para estofadores não há nada. Nem para torneiros. Nem para escriturários. Assine aqui por favor." Não. De facto a assinatura de Lisboa não lhes pode dizer nada. E só com muito esforço é que vale alguma coisa para mim. Um esforço feito de infinitas cumplicidades em que eu (já só pode ser por desleixo) finjo acreditar que é justo gastar um milhão de Euros numa tenda de plástico e em luzes e em fogo de artifício para secar a chuva da noite de um Domingo de plástico para me convencerem de que a Europa vai bem e fazer-me esquecer que nas Segundas-feiras a seguir há centros de saúde com gente cheia de dores de dentes, mesmo sabendo que lá não se trata dos dentes, mesmo sabendo que se tem setenta pessoas à frente e se vai ficar no corredor de pé à espera, com frio e com calor, e com dores de dentes. E que agora se vai nascer a Espanha porque é melhor. É um esforço de desmazelo espiritual, acreditar que na tenda electrónica de Domingo, depois de um qualquer pacto monstruoso, o projecto Europeu está vibrante e pujante e importante quando a chuva que anuncia todos os invernos que aí vêm continua cair e só não encharca as comitivas que vêm a Lisboa de jacto executivo porque o plástico da barraca nacional cobre tudo até à passadeira vermelha feita na China onde param as altas cilindradas alemãs feitas no Leste por gentes sem serviço nacional de saúde. E há cada vez mais polícia cá fora. Depois fica relva pisada e lama no chão. É o que sobra levantada a tenda e o circo. E sem bom senso e pudor, não sobra nada a não ser um décimo de Portugal que vai na Segunda-feira aos centros de desemprego, ao leite gratuito da escola, ao Banco Alimentar e aos outros sítios onde é difícil acreditar no que quer que seja. Porque não faz sentido acreditar. Não é real. Não há realidade na Presidência transferida para um hotel de luxo no Estoril para fingir, não se sabe bem o quê, durante três dias de imitação de preocupações democráticas globais num vamos-brincar-às-super-potências. Nem há realidade na barraca do tratado das ilusões plásticas e ópticas e electrónicas onde se finge que se governa, que se preside, que se é relevante. Quando não se é. A realidade está na fila do desemprego. O Fundo Monetário Internacional sabe disso. JN.
Mário Lino retirou 180 milhões de euros à Acção Social para pagar Magalhães ?!?!?!
O ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino terá ido buscar, já em final da legislatura, cerca de 180 milhões de euros à Acção Social Escolar para pagar o computador Magalhães e fazer o acerto de contas com as operadoras, noticiou o site da revista "Visão".
Que Lei é esta?
Na última semana, dois acidentes rodoviários envolvendo condutores embriagados e/ou que fugiram sem prestar auxílio às vítimas, mas que continuam a poder conduzir (???), abriram o debate para a questão da legislação: deve ou não ser alterada?
Frase
Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, "Correio da Manhã", 10-12-2009
Irlanda vai cortar salários a funcionários do Estado.
O Governo irlandês apresentou o seu orçamento mais duro de sempre.
O Governo irlandês adoptou medidas drásticas para controlar a despesa pública no orçamento para 2010 e decidiu reduzir salários a professores, enfermeiros e polícias. Está também prevista a redução de prestações da segurança social a desempregados e a famílias com filhos.
O Orçamento do país, apresentado ontem ao fim do dia, prevê uma redução global da despesa de seis mil milhões de euros nos próximos dois anos, noticia hoje a imprensa internacional. O objectivo mais vasto é conseguir uma redução do défice público de 11,7 por cento este ano para 2,9 por cento em 2014.
A Irlanda enfrenta este ano a maior recessão da zona euro, com uma previsão de recuo do PIB da ordem dos oito por cento. O pais pode mesmo sofrer três anos seguidos de recessão: depois de no ano passado ter tido um recuo de 2,3 por cento do produto, para o próximo a previsão é idêntica. ver Publico
Ainda Clara de Ovar
Maria João Seixas
Blog tại phòng chờ của sân bay: Hội nghị Copenhagen về Biến đổi khí hậu đã bắt đầu
Hôm Chủ nhật 6-12, tôi cùng Anna Nileshwar (ảnh bên), Cố vấn vể Biến đổi Khí hậu của Bộ Phát triển Quốc tế Anh (DFID) bay vào Thành phố Hồ Chí Minh. Chuyến bay của chúng tôi bị hoãn một tiếng nên tôi tranh thủ gọi mỳ ăn tối ở quầy cafe tại sân bay. Hôm sau, chúng tôi tới dự lễ ra mắt dự án Biến đổi khí hậu tại sông Mekong của BBC, và tham gia hành trình từ Thành phố Hồ Chí Minh tới Cần Thơ bằng thuyền. Mục đích của chuyến đi là nâng cao ý thức của mọi người về vấn đề biến đổi khí hậu trong những ngày đầu tiên diễn ra Hội nghị Copenhagen. Anna đã trả lời phỏng vấn với đài BBC châu Phi (BBC Africa service) và đài phát thanh BBC xứ Wales (BBC Radio Wales). Chúng ta cần phải thúc đẩy nhận thức của cộng đồng quốc tế về những thách thức đang đặt ra với Việt Nam và những gì Việt Nam đang làm để đối mặt với những thách thức đó. Ngoài ra, tôi đã gặp phóng viên Nguyễn Lan Anh, một người bạn của tôi ở báo Sài Gòn Tiếp Thị, người vừa trở về sau chuyến thám hiểm Nam Cực và cuộc gặp rất hữu ích.
Trước đó, chúng tôi đã đạt được một kết quả thành công tại Hội nghị nhóm tư vấn các nhà tài trợ của Ngân hàng Thế giới. Các bạn có thể đọc bài phát biểu của Đại sứ Thụy Điển tại Việt Nam Rolf Bergman, thay mặt cho Liên minh Châu Âu (EU), ở bài viết trước trên blog của tôi. Kết thúc hội nghị, cộng đồng các nhà tài trợ đã cam kết mức viện trợ kỷ lục lên tới 8 tỉ USD cho Việt Nam. Ở đây tôi nhận thấy có hai điểm nổi bật. Thứ nhất, khi Việt Nam trở thành quốc gia có thu nhập trung bình, thách thức đặt ra cho Việt Nam cũng lớn hơn và nhiều hơn. Khi ấy, cần phải làm gì để tạo được một môi trường thuận lợi cho nền kinh tế tri thức phát triển, khi mà các chương trình viện trợ cũng theo đó chuyển hướng tập trung. Thành công của Việt Nam khi ấy sẽ được ghi nhận về mức giảm viện trợ chứ không phải là mức tăng. Thứ hai là cuộc tranh luận về vai trò của xã hội dân sự trong tiến trình phát triển của Việt Nam. Không một chính phủ nào có thể làm tất cả mọi việc, và sự phát triển của một đất nước đòi hỏi phải có sự đóng góp của mọi thành viên và khu vực trong xã hội.
Ngoài ra chúng tôi đã gặp lại cô giáo dạy tiếng Việt đầu tiên của tôi , cô Quỳnh. Cô Quỳnh về thăm gia đình và tham dự hội nghị người Việt Nam ở nước ngoài. Đã ba năm trôi qua kể từ lần cuối cô về thăm quê nhà và cô nhận ra nhiều thay đổi của Hà Nội. Tôi cũng rất mừng khi cô thấy tiếng Việt của tôi tiến bộ.
Cuối cùng tôi và Anna đã trở lại Thành phố Hồ Chí Minh để về Hà Nội. Chúng tôi tới Mỹ Tho tối hôm trước và rời đi sớm hôm nay. Với tôi đây là một thành phố đẹp và tôi dự định sẽ còn quay lại thăm Mỹ Tho. Thật không may, ngay khi chúng tôi tới sân bay Thành phố Hồ Chí Minh, chúng tôi được biết chuyến bay của mình bị hoãn 4 tiếng và mọi chuyến bay khác đều đã kín chỗ. Sau khi nhấm nháp 3 tách café và gọi mấy cuộc điện thoại, tôi quyết định đã đến lúc phải cập nhật blog...
Thành phố Hồ Chí Minh 8-12-2009
*Xem nguyên văn bài bằng tiếng Anh
Click here for English text of blog
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Avançadas máquinas no Antigo Egito?
Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Platini
Previsões
Mensagem do dia - Consciência
Não se deixe afetar por sentimentos e emoções momentâneas. Sempre há um espaço entre estímulo e resposta. Procure, nesse espaço, responder criativamente e construtivamente. Não permita que suas ações voltem como um bumerangue na forma de desapontamento. Os princípios básicos da vida são eternos, nunca mudam. Princípios como gentileza, respeito, honestidade, integridade, empatia, compaixão. Por trás desses princípios está o mestre: a consciência. Consciência é a calma, pequena e pacífica voz interior. Ela nos ensina que o fim e os meios são inseparáveis.
BK Surendran, Thoughtful and Truthful Living, The World Renewal, July, 2005
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
CLARA FERREIRA ALVES: Leiam este artigo do "Expresso"
CLARA FERREIRA ALVES (artigo demolidor)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
Sedes
Torre portuguesa
domingo, 6 de dezembro de 2009
Não se corrigindo os erros, Portugal vai perder competitividade
No início de Novembro de 2009, o novo Governo apresentou o seu programa no Parlamento. Iremos analisar alguns pontos sobre transportes, assunto que se inicia na página 22 do referido documento.Sobre o Portugal Logístico é dito ?concluir a ambiciosa rede de plataformas logísticas concebida e lançada pelo XVII Governo Constitucional; ii) promover a localização das actividades produtivas junto das
PSD vai lançar comissão de inquérito à Fundação das Comunicações Móveis
Esta comissão já devia ter sido pedida há anos!!!
O PSD vai lançar uma comissão de inquérito com o objectivo de investigar a Fundação das Comunicações Móveis (FCM) que foi criada pelo governo de José Sócrates para gerir o financiamento estatal ao Programa Magalhães, que entrega portáteis às crianças em idade escolar, noticia hoje o “Diário de Notícias”. O jornal soube - junto de fonte parlamentar não identificada - que a comissão de inquérito será lançada amanhã no Porto pelo líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco.
“O PSD vê a fundação como um ‘saco azul’ para o Governo escapar à fiscalização do Tribunal de Contas sobre este investimento público”, escreve o DN. Entre outras críticas, o PSD contesta o facto de o computador Magalhães, da JP Sá Couto, ter sido adjudicado a esta empresa sem a realização de um concurso público. A falta de concurso na adjudicação do Magalhães à empresa JP Sá Couto foi até alvo de análise pela Comissão Europeia, mas até ao momento não se conhecem desenvolvimentos nesta "investigação", recorda o DN. Este tema já tinha sido lançado no final da anterior legislatura, no debate sobre o Estado da Nação, quando o então presidente do grupo parlamentar do PSD, Paulo Rangel, levantou a questão de o Governo ter "montado um esquema ilegal" para atribuir o negócio do computador Magalhães à empresa JP Sá Couto, recorda o DN.
Nessa altura Rangel acusou Sócrates de ter criado uma fundação-fantasma e pseudo-privada. "É privada, mas recebe fundos públicos e é o Estado quem nomeia os seus administradores, que são assessores de Mário Lino [então ministro das Obras Públicas]", disse na altura Paulo Rangel. " [A FCM] funciona como um 'saco azul', com milhões de euros atribuídos sem controlo", disse Rangel nessa altura.
“Estas acusações levaram, na mesma altura, o Ministério das Obras Públicas e as três operadoras de comunicações - TMN, Optimus e Vodafone - a garantirem, num comunicado conjunto, que as verbas transferidas pelo Estado para a Fundação serviram para cobrir os custos incorridos pelas operadoras com a execução do programa e-escolas”, recorda o DN. Com a criação de uma comissão de inquérito para a investigação deste caso, o PSD deixa claro que não vai deixar cair as acusações. Para evitar novas polémicas em torno do Magalhães, o Governo vai, entretanto, abrir um concurso público para escolher o portátil que será distribuído este ano lectivo às crianças do primeiro ciclo. O novo portátil irá chegar a 100 mil crianças até meados do próximo ano e as condições deverão ser as mesmas: equipamento gratuito para as crianças de menor rendimento, pagando as restantes 20 ou 50 euros conforme o escalão do agregado familiar. PUBLICO.
Copenhaga Prostitutas oferecem sexo grátis na cimeira.
Prostitutas dinamarquesas anunciaram hoje que vão oferecer "sexo grátis" aos participantes na cimeira da ONU sobre alterações climáticas, em Copenhaga, em protesto contra a atitude da câmara local de desincentivar o recurso ao sexo pago por parte dos conferencistas. A informação foi avançada pelo jornal "The Copenhagen Post", que escreve que a autarquia local apelou a uma centena de hotéis da cidade para que não facilitem o encontro entre hóspedes e prostitutas, tendo ainda, em parceria com as entidades não-governamentais, distribuído panfletos em que se pode ler: "Seja responsável. Não compre sexo". A iniciativa autárquica não agradou a uma associação que defende os direitos das trabalhadoras de sexo dinamarquesas.
Cartão vale sexo
Como forma de protesto contra o que dizem ser "pura discriminação", algumas prostitutas anunciaram que vão oferecer sexo grátis aos participantes na cimeira de Copenhaga, onde a partir de segunda-feira a comunidade internacional vai tentar chegar a consenso sobre um novo acordo climático pós-Quioto, cuja vigência expira em 2012. "Todos os delegados da cimeira que pretenderem sexo grátis devem apenas levar um dos cartões que receberão após a apresentação de um pedido no nosso site, bem como a credencial da conferência", explicou Susanne Moeller, uma das responsáveis da associação, que representa cerca de 80 mulheres.
Prostituição não é crime
A responsável associativa referiu que a promoção é válida durante toda a cimeira e acusa a presidente da câmara de Copenhaga, Ritt Bjerregaard, de estar a abusar da sua posição ao impedir que as prostitutas realizem o seu trabalho, que não é crime na Dinamarca desde 1999. A autarca refuta as acusações e contrapõe que tem "o direito de decidir qual a imagem que a cidade deve passar durante o evento internacional". "Não esperamos que muitos delegados aceitem esta oferta, apenas queremos protestar contra o que consideramos ser uma clara discriminação", afirmou, por sua vez, Susanne Moeller.



