sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
duas ou três coisas
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| Posted: 20 Feb 2014 05:49 PM PST Na minha infância, nas estantes da sala, havia um livro com um título que sempre me intrigou: "Aqui havia uma casa". A autora era Ilse Losa. Só anos mais tarde li o livro. Retratava a comoção de uma refugiada que regressa à sua casa de infância, que abandonou por virtude da guerra, e só encontra o espaço vazio no lugar onde nascera. Há dias, lembrei-me deste título. No início da passada semana, numa montra em Londres, vi um sobretudo a um preço convidativo. Era um saldo. Entrei, negociei e comprei. Era necessários uns arranjos. Estaria pronto no dia seguinte. Só pude voltar três dias depois. Entrei na rua e procurei a loja. Não a encontrei. Pensei ter-me enganado mas, por outras referências na área, concluí que estava no lugar certo. Pensei para comigo: "aqui havia uma casa" de roupa! De súbito, notei um espaço vazio, uma loja abandonada. Devia ser ali. Perguntei na vizinhança, mas ninguém se lembrava da loja. Mas que distração minha! Então eu não tinha o talão?! Claro que sim, só que o endereço nele indicado era... fora de Londres. Pelo endereço, cheguei a um telefone. Começou uma longa saga. A certo passo, apareceu na linha alguém que sabia da loja desaparecida. Tinha sido um espaço alugado apenas para a época dos saldos. Fechara na véspera! E o meu sobretudo? Era difícil saber o seu paradeiro. "Talvez daqui a uns dias apareça", disse-me um cavalheiro, que me deixou um número de telemóvel e me pediu uma morada para onde "tentaria que o sobretudo fosse enviado". Tudo muito vago. Eu partia nessa noite para Lisboa; não podia ser ainda nesse dia? "Sorry! No way!" Chegado a Lisboa, bombardeei a empresa com emails. Sem resposta. O meu único interlocutor respondeu, numa chamada telefónica, que... deixara de trabalhar na empresa. Mas que sabia que o assunto estava a ser tratado. Vi o caso mal parado. Sobretudo, vi o sobretudo cada vez mais longínquo. "To make a long story short": o sobretudo (espero que seja o mesmo!) apareceu ontem! Uma semana depois. Um amigo cuidou de o ir buscar. Agora está em Londres, o que não dá jeito nenhum. Se alguém souber de um portador, ficaria agradecido. A sério! |
| Posted: 20 Feb 2014 03:55 PM PST É uma sensação curiosa voltar a um local que conhecemos bem, que nos foi íntimo, e olhar em volta, notar as diferenças, as novas caras que agora o ocupam, o novo discurso que as atravessa. Aconteceu-me esta tarde, na mesma sala que a fotografia mostra, sentado àquela mesma mesa. Não estive presente no momento retratado, em fins de abril de 1974, naquela que creio que foi a segunda aparição pública da Junta de Salvação Nacional (havia estado na primeira, na noite de 25 de abril, na RTP). Trata-se da sala de reuniões do palácio da Cova da Moura, que até então fora o Secretariado-Geral da Defesa Nacional e que se tornaria a sede da Junta. Na foto há muitas caras conhecidas, mas noto o meu amigo João Paulo Guerra, então repórter do "Rádio Clube Português". Algumas semanas mais tarde, eu viria a ser chamado a trabalhar com a Junta, como assessor. Nessa qualidade, várias vezes estive naquela sala, na altura sob a alçada do gabinete do general Costa Gomes, que herdou o gabinete de António de Spínola, quando este se mudou para o palácio de Belém, depois de entronizado presidente da República. Cerca de 20 anos depois, e por mais de cinco anos, em funções governativas, tive o gosto de vir ocupar esse mesmo gabinete, com esta mesma sala a servir-me para muitas reuniões, em especial para os encontros semanais da Comissão Interministerial dos Assuntos Comunitários (CIAC) - um exercício de coordenação com representantes de todos os ministérios envolvidos na vida europeia (apenas o Ministério da Defesa não tinha razão para estar regularmente presente). Um dia, Jaime Gama e eu decidimos atribuir àquela sala o nome de Ruy Teixeira Guerra, uma homenagem simples a um grande embaixador, um precursor da política de integração europeia de Portugal. Passaram mais 20 anos. Regressei hoje uma vez mais àquela sala, para um debate, com um convidado estrangeiro, sobre o acordo comercial entre a UE e os EUA. Verifiquei que alguém, entretanto, se lembrou - bela lembrança! - de nela colocar, numa moldura, a fotografia que recorda a célebre reunião da Junta de Salvação Nacional. Sabe sempre bem regressar a um lugar que nos diz muito. |
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Má Despesa Pública: Vasco da Gama: até dá vontade de chorar só de olha...
Má Despesa Pública: Um país a comer bola
Optimus multada em 4,5 milhões no caso secretas.
Optimus recorre para o tribunal
Optimus multada em 4,5 milhões no caso secretas - Expresso.pt
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Não, a natureza não está zangada.
A minha mãe garante-me que a natureza está zangada com a humanidade. Eu gosto quando a minha mais-do-que-tudo-mais-velha diz estas coisas, porque o realismo mágico soprado por alentejanas faz parte da minha educação literária. O problema surge quando oiço pivots, comentadores e políticos a namorar a mesma léria para explicar de forma séria o mau tempo dos últimos dias. É assim a religião verde, um portento de realismo mágico que se julga um tratado científico. A natureza, dizem, está a castigar o homem devido aos pecados provocados pelo motor de combustão; estas tempestades só existem por causa da actividade industrial do homem. Ora, as parecenças entre este ambientalismo e o fanatismo religioso de outrora são impressionantes: em 1755, após o terramoto de Lisboa, muitos padres afirmaram que aquilo era um castigo de Deus. Como já vimos, a linguagem apocalíptica dos ambientalistas segue à risca esta forma de pensar. E o problema está aqui. Ao recuperarem a visão religiosa da natureza, ao transformarem a natureza numa divindade castigadora, os ambientalistas estão a pôr em causa os princípios racionais que presidem ao triunfo da ciência.
1755 foi um momento fundamental no pensamento europeu. Após o terramoto de Lisboa, Deus deixou de contar para a explicação dos fenómenos naturais. Tendo o nosso Katrina como ponto de referência, homens como Kant estabeleceram para sempre a diferença entre o mal natural provocado por uma onda gigante e o mal moral provocado por um exército. É por isso que nós conseguimos distinguir entre Katrina e Guerra do Iraque. Parece óbvia e natural, mas esta ferramenta só estabilizou no século XVIII. E esta separação conceptual e moral entre Deus (mundo moral) e natureza (mundo natural) foi a chave decisiva para o avanço da ciência tal como a conhecemos: se a natureza não é a extensão moral de Deus, se não é Deus que movimenta os ventos da Stephanie, estamos então livres para explicar os fenómenos naturais através de um pensamento não-teológico, não-moral, um pensamento livre de constrangimentos religiosos e políticos.
Não, a natureza não está zangada. Antes e depois do tubo de escape, a natureza não é a resposta aos nossos pecados. Deixem o realismo mágico na literatura.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nao-a-natureza-nao-esta-zangada=f855323#ixzz2t0KUvE90
AINDA A COMPRA DOS SUBMARINOS
Um comentador europeu dizia a um canal francês :
– " Reparem o que aconteceu com o caso dos submarinos que envolve alemães, gregos e portugueses:
– Na Alemanha prenderam 3 indivíduos , na Grécia prenderam 1 e em Portugal mandaram 1 deles para presidente da Comissão Europeia e o outro é o vice primeiro ministro do país"
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Realidade
"Os pequenos factos inexplicados contêm sempre algo com que deitar abaixo todas as explicações dos grandes factos.
"Autor - Valéry , Paul
duas ou três coisas
duas ou três coisas | |
| Posted: 06 Feb 2014 06:11 PM PST Imagino que, para alguns jovens de hoje, o termo "saneamento" não ultrapasse a ideia de redes de esgotos e canalizações. Porém, se acaso tivessem vivido uma vida adulta após a Revolução de abril, saberiam que o termo foi então abundantemente utilizado para significar o afastamento forçado de pessoas de algumas estruturas e instituições, quer por alegadas ligações ao regime ditatorial quer, num momento subsequente, por acusações de resistência ao "processo revolucionário" então em curso. O caso do afastamento de mais de duas dezenas de jornalistas do "Diário de Notícias" foi um dos "saneamentos" que então gerou mais polémica. É que muitos dos "saneados" estavam longe de poderem ser qualificados de "fascistas", sendo apenas pessoas que resistiam ao controlo do jornal por uma linha muito próxima do PCP. Pode dizer-se que pelo DN passou então a fronteira da clivagem mais evidente no seio da Revolução. Nomes como José Saramago ou Luis de Barros emergiram, a partir daí, como os principais responsáveis por essa operação política, que ficou na história do jornalismo português. Foi agora anunciado o lançamento de um livro que recolhe uma tese universitária sobre o tema. Atento o que se conhece sobre o nível da orientação académica do trabalho, deve esperar-se um texto rigoroso. Veremos se assim é. Alguma polémica em torno da utilização de uma imagem do jornal como capa está a funcionar como involuntária propaganda para o lançamento da obra, que irei ler com cuidado, como julgo que fiz com quase tudo o que se escreveu sobre aquela época. Zita Seabra, a operosa editora da Alethêa, que publica o livro, aparece, uma vez mais, na linha da frente de uma iniciativa que, diga-se o que se disser, pretende confrontar os comunistas com o seu passado. Como "voyeur" regular desses tempos, só me posso congratular com o facto de novos dados virem à tona. Isso não teria, assim, nada de mal, não fora dar-se o caso dessa mesma Zita Seabra ter sido, à época, uma das mais ferozes e sectárias militantes do PCP. Reconheço o direito a que as pessoas mudem de opinião e assumam a sua distância face a um passado a que entendem já não deverem fidelidade. Mas acho que alguma maior contenção seria recomendável. Nunca é agradável ouvir um membro de um casal desavindo fazer revelações sobre a intimidade dos seus antigos tempos. |
| Posted: 06 Feb 2014 11:10 AM PST Começava a ser estranho! O avião chegara à Portela já há cerca de uma hora e nem sinais havia do advogado britânico que, nessa manhã, se deslocara a Lisboa para aquela reunião. E, por imprudência, ninguém na empresa tinha o seu telefone. Ter-se-ia perdido? Era a primeira vez que o homem vinha a Portugal e, infelizmente, não fora possível enviar um carro para ir buscá-lo ao aeroporto. Mas o trajeto era relativamente curto e, de taxi, bastaria, no máximo, um quarto de hora. Que fazer? Começar a reuniào sem ele? De súbito, um dos contactos do advogado na empresa recebe um telefonema. Era o homem! Vinha de taxi e informou: "Estou a chegar! Já estou a atravessar a ponte!" Os taxistas do aeroporto de Lisboa são um dos "orgulhos" do nosso país. Lembrei-me ontem à noite desta história, que alguém há dias me contou, ao sair do aeroporto de Lisboa para casa. Pelo caminho mais direto. |
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
PANGLOSS EM LISBOA, 2014
Todas as vezes que começo estes artigos, a minha certeza é: “Lá vou outra vez escrever
o mesmo”. Olho à volta e vejo mil e uma coisas mais interessantes para escrever.
Por exemplo, sobre o Candide, de Voltaire, que estou a ler agora com
outros olhos.
mal, que mesmo com o aviso do meu Grilo Falante para deixar o presente e falar
de passarinhos e nuvenzinhas e de como é belo o nosso Portugal, eu volto ao
mesmo. O país está a “dar a volta”, e eu “perturbado” “zangado”, “ressabiado”,
“ignorado”, “velho”, ou “infantil” conforme a idade do autor da classificação,
não vejo os excelsos “sinais da retoma” e o êxito à vista do “fim do
resgate”.
Pangloss e a sua métaphysico-théologo-cosmolonigologie acabam a
desembocar nestes miseráveis dias de hoje, onde as pessoas de bem não podem
deixar de ficar zangadas com o exercício impante de hipocrisia que por aí passa
nos discursos oficiais, nos comentários oficiais, no mundo político-mediático
cheio de “responsabilidade” e “inevitabilidade” e vazio. Nuns casos, só vazio,
noutros, vazio interessado e interesseiro. . É, Pangloss estaria bem nos dias de
hoje, contando-nos a “narrativa” “positiva”, “optimista”, “aberta para o
futuro”, “cheia de esperança nas virtudes excepcionais do povo português”, da
actual situação nacional.
vivemos no melhor dos mundos possíveis, com os “sinais positivos da economia” em
cada esquina, com o fim do resgate a prazo, e a reconquista “plena” da “nossa
soberania”, com o estrangeiro, até há pouco tempo perverso e desconfiado com os
PIGS, agora cheio de admiração pelas virtudes do “ajustamento” português, com o
“admirável esforço dos portugueses” e a capacidade excepcional das suas empresas
“para dar a volta”. Ou seja, estamos mesmo no “fim do caminho”, a “dar a volta”.
Mas a “dar a volta” a quê? “Dar a volta para onde? “Dar a volta” para
quem?
que diz Portas, Passos Coelho, e Cavaco Silva e é repetido pela voz do poder.
Acresce que o PS de Seguro não conta como oposição. Mesmo a esquerda, ao
comportar-se reactivamente como um reverso do espelho do poder, não faz outra
coisa senão reforçar o discurso dominante, aceitando falar a partir dele, a
partir do seu quadro interpretativo, a partir da sua forma mental. O enorme
deserto do pensamento dos nossos dias vive dessa dualidade em que os temas, os
modos e os tempos são definidos pelo poder e “recusados” pela oposição, dentro
da mesma linguagem e aceitando muitas vezes os mesmos limites.
passagem. Estamos em 2014, o nosso ano da “libertação do resgate”, o nosso 1640,
o ano em que a troika se vai embora. Este é o tempo, que culmina com um
rito de passagem, porque o momento lustral de recuperação da “soberania” tem
data. Por isso, acentua-se o momento da “passagem”, para festejar um resultado e
anunciar uma nova aurora. É tudo ficção, porque não há nenhuma mudança
substancial a ocorrer em Maio de 2014, vamos continuar presos àquilo a que já
estamos presos, seja pela troika, seja pelo direito de veto de Bruxelas
aos Orçamentos, seja pelo Pacto Orçamental, mas é uma ficção útil, instrumental.
Festejemos.
nos dizer que até lá temos que aceitar tudo, em particular esse Orçamento e as
suas sucessivas revisões, cujo conteúdo miraculosamente não entra no discurso
oficial, a não ser como o “instrumento necessário” para o fim do resgate, ou
seja, uma coisa neutra e menor. Discute-se e fala-se muito de uma coisa etérea,
os “sinais da retoma”, e quase nada sobre uma coisa dura e sólida, o Orçamento
que aumenta e muito a austeridade para 2014. Quando vejo alguém centrar o seu
discurso nos “sinais da retoma” já sei ao que vem, e já sei aquilo de que não
vai falar.
sobre o que se passou nestes últimos dois anos e o que se vai passar neste ano
de 2014 e no futuro são deixados em silêncio. E silêncio porque não encaixa no
tom congratulatório que tão útil vai ser para as eleições europeias e as
legislativas. Aliás, o silêncio sobre as motivações eleitorais que já estão
presentes na política do Governo é uma das grandes debilidades da análise presa
ao discurso do poder. Passos e Portas e, de modo diferente, Cavaco pensam e
muito nas eleições de 2014 e 2015, primeiro para as desvalorizar e assegurar que
vão ser inócuas quanto ao “ajustamento”, ou seja, não servem para mudar
políticas, depois para favorecer os partidos mais fiáveis para esse objectivo, o
PSD e o CDS, e o PS de arreata. O discurso sobre o “compromisso” tem igualmente
o objectivo de levar o PS a coonestar a interpretação governamental e
presidencial do “ajustamento” e torná-lo inócuo como factor de mudança em
eleições.
ser explicado, a todo o momento, “que a austeridade” não pode acabar”. Findos os
festejos, ver-se-á se há ou não plano cautelar. A inexistência de uma discussão
séria sobre um possível plano cautelar, cujo conteúdo se ignora, é um bom
exemplo de como não há verdadeiro debate democrático no nosso espaço público. Se
o plano cautelar for para um ano, como disse Passos Coelho, ele terá a natureza
de uma continuidade da presença da troika por outra forma, e atirará para
quem governar em 2015 decisões que este Governo pretende cuidadosamente evitar
em ano eleitoral. Se for a mais longo prazo, disfarçado ou às claras, há que
exigir que vá a votos, coisa de que ninguém fala ou quer e percebe-se
porquê.
nesta “narrativa” ou é meramente enunciado por obrigação, ou não tem papel na
interpretação. Aqui Portas, Coelho e Cavaco falam do mesmo modo. Diz-se umas
coisas sobre o sofrimento social, mas apresenta-se como um dano colateral
inevitável. Acima de tudo, não pode servir como elemento de uma política, apenas
como constatação de um efeito. O verdadeiro sujeito do discurso são sempre “as
empresas”.
assistência do Estado e pela caridade, como argumento para atacar os rendimentos
dos que não são tão pobres, aqueles que “ainda têm alguma coisa”, que, esses
sim, são os alvos da política governamental, no assalto àquilo a que se chamava
“classe média”. Claro que não se diz aos mais pobres dos pobres, cujo papel
retórico é importante na legitimação da política governamental, que assim fica
garantido que nunca mais sairão dessa pobreza. E fica também garantido que muito
outros se lhes juntarão.
muitos órgãos de comunicação participam, por folclore da “novidade” e
ignorância, dos “sucessos empresariais” dos que “dão a volta”, e fazem compotas
em casa ou móveis com lixo, ou vão fazer agricultura biológica. Para além de
nunca se voltar mais tarde, nem que seja um ano depois, para ver o “sucesso”
dessas microempresas, não se diz que pura e simplesmente, mesmo que algumas
tenham sucesso, são uma gota de água na desgraça geral e acima de tudo que não
são o caminho alternativo às fábricas que fecham ou aos milhares de funcionários
públicos que vão para a rua, nem ao desemprego eufemisticamente designado como
“de longa duração”.
televisivas, e nos repetidores habituais, este é o discurso do poder para 2014.
Nada de importante é enunciado, muito menos discutido, ou vai a votos, tudo está
pactuado dentro do círculo do poder estabelecido. E nós somos apenas paisagem.
Na verdade, diria Pangloss, “está demonstrado que as coisas não podiam ser de
outra maneira”. “Tudo foi feito para um objectivo”: “os narizes
foram feitos para segurar os óculos, e por isso temos óculos”, “as pedras
foram formadas para serem talhadas e para fazer castelos, e por isso Monsenhor
tem um belo castelo”, e os “porcos foram feitos para serem comidos”,
por consequência, “aqueles que dizem que tudo está bem dizem uma asneira, é
preciso dizer que tudo está ainda melhor do que eles imaginam”.
coisa. “Cela est bien dit, mais il faut cultiver notre jardin.” Pangloss
não me ajuda.
Francisco: um Papa muito "cool"!
A Igreja Católica estava mesmo a precisar de um homem como o Papa Francisco. Foram muitos anos de conservadorismo e moral exagerada vinda do Vaticano, muitos anos sempre a dizer que não a tudo. A dizer que isto era proibido, e aquilo tinha de ser combatido, e aquelas coisas não podiam ser aceitáveis porque eram impuras, e coisas assim. Muito tempo a ouvir ordens, regras, Não, Não e Não e isso cansou as pessoas. |
Europa deu 20 programas da troika à banca.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/europa-deu-20-programas-da-troika-a-banca=f852838#ixzz2rn1IjOgh
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Praxes o país das histerias.
Henrique Monteiro
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Prevenir gripes e complicações (por vezes) fatais
Prevenção natural da gripe
O Dr. Vinay Goyal, urgentista reconhecido mundialmente, director de um
departamento de medicina nuclear, tiroídica e cardíaca pede para você
divulgar a mensagem abaixo para o maior número de pessoas possível, a
fim de contribuir para minimizar o número de casos da Gripe A, causada
pelo vírus H1N1.
"As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca
e a garganta. Em relação a esta epidemia tão vastamente propagada,
apesar de todas as precauções, é praticamente impossível não estar em
contacto com portadores do vírus que a promove. Contudo, alerto para o
seguinte: o problema real não é tanto o contacto com o vírus, mas a sua
proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos
sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas
para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o
desenvolvimento das infeções secundárias. Infelizmente, estas
precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente
na maior parte das comunicações oficiais.
(porque será? Por ser barato demais e não haver lucros ?).
Eis algumas precauções:
1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos
frequentemente.
2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.
3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contato com outras
pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna
contendo sal de cozinha.
Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as
narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos
feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa
maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa
pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infetada.
Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e
eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.
4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas
com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um
cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução
de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método
eficaz para diminuir a propagação do vírus.
O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e
sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que
albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da
Índia.
5. Reforce o seu sistema imune comendo alimentos ricos em vitamina C.
Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos,
assegure-se de que contém Zinco, a fim de acelerar a absorção da vit.
C.
6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.).
As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados
na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem
sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação."
Amigo (a): Será uma grande contribuição se você fizer chegar esta
mensagem ao maior número de pessoas possível. Você prestará um serviço de grande utilidade pública, ajudando no combate desta gripe que já dizimou tantas pessoas.
Ô Idoso!! (não deixe de ler)
Que delícia de texto. Pena não ter autor(somos todos nós, retocando aqui e ali).
Por favor, envie de volta para mim. Não me exclua, vai rir quando vir a mensagem de retorno.
Eu nunca trocaria os meus amigos surpreendentes, a minha vida maravilhosa, a minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Tornei-me o meu próprio amigo... Eu não me censuro por comer um cozido à portuguesa ou uns biscoitos extras, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo supérfluo que não precisava. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante e ... livre!
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido ... Eu vou!
Vou andar na praia com um calção excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.
Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idoso. A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!
Presidente da Ucrânia pede a manifestantes que não sigam "extremistas"
Jornal de Notícias - Mundo
O presidente da Ucrânia, Viktor Ianukovitch, apelou, esta quarta-feira, aos ucranianos para que não sigam "os extremistas" e afirmou que "ainda não é tarde" para resolver pacificamente a crise. |
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Os sobrinhos de Deus
Opinião
Os sobrinhos de Deus
Por Gonçalo Portocarrero de Almada
08/01/2014 - 01:21
Há católicos tão bem, tão bem, tão bem, que tratam Deus por tio. De facto, chamá-Lo pai seria ficar automaticamente irmã, ou irmão, dessa gentinha pé-descalça e malcheirosa que vai à Cova da Iria de xaile e garrafão. Tratá-Lo por Senhor seria reconhecer-se de uma condição servil, que está muito bem para as criadas e para os chauffeurs, mas que não é compatível com quem é, há várias gerações, gente de algo.
Os sobrinhos de Deus gostam muito de Jesus, porque Ele é superfantástico: andou sobre o mar e fez montes de coisas giríssimas. Gostam tanto d’Ele que até Lhe perdoam o ter sido carpinteiro, pormenor de gosto duvidoso que têm a caridade de omitir, sempre que, ao chá, falam d’Ele. Também têm muita devoção ao Espírito Santo: à família do banco, claro, pois conhecem-na toda da Quinta da Marinha e de um ror de sítios muito in, que tudo o que é gente frequenta.
Alguns foram a Fátima a pé e acharam o máximo. Levaram uns ténis de marca, roupa desportiva q. b. e um padre da moda. Rezaram imenso, tipo um terço, sei lá. O resto do tempo foi à conversa, sobretudo a cortar na casaca de uns quantos novos-ricos, um bocado beatos, que também se integraram na peregrinação (já agora, aqui para nós, mais por fervor aos sobrinhos de Deus do que a Nossa Senhora, mas note-se que isto não é ser má-língua, mas a pura verdade, à séria).
Têm imenso gosto e casas estupendas. Quando olham para um crucifixo em pau-santo, com imagem de marfim e incrustações de prata, são capazes de reconhecer o estilo, provavelmente indo-europeu, identificar a punção, pela certa de algum antigo joalheiro da Coroa, e a data, até porque, geralmente, é igualzinho a um lá de casa, ou muito parecido ao da capela da quinta. Só não vêem o Cristo, nem a coroa de espinhos, nem as chagas, que são coisas de menos importância.
Detestam essas modernices do abraço da paz ou da Igreja dos pobres, mas não é que tenham nada contra os pobres, apenas receio de doenças contagiosas.
Também não são muito fãs do senhor prior, nem do Papa Francisco, simplórios de mais para os seus gostos sofisticados. Mas derretem-se quando se cruzam, nalgum cocktail, exposição ou concerto na Gulbenkian, ou em São Carlos, com alguém que os fascine pelo seu glamour, pela sua cultura, pela sua inteligência ou poder porque, na realidade, o principal santo da sua devoção é o príncipe deste mundo.
Uma só coisa aflige os sobrinhos de Deus: que o céu, onde já têm lugar reservado, esteja mesmo, como se diz no sermão das bem-aventuranças, cheio de maltrapilhos.
1) Qualquer relação com a realidade não é coincidência, mas um azar dos diabos.
Licenciado em Direito e doutorado em Filosofia. Vice-Presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF).
Last Vegas, la notte da leoni di 4 simpatici vecchietti
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