quinta-feira, 23 de maio de 2013

Conselho Europeu: “Mais uma cimeira europeia para a fotografia”

Apesar do "ambiente muito simpático na cimeira europeia sobre a evasão e a fraude fiscais", realizada no dia 22 de maio, o jornal lamenta "a falta de motivos para se alegrar":

As propostas determinadas não esconderam o facto de os Estados-membros observarem sobretudo os outros. Assim sendo, a Irlanda considera que não há nada a censurar no caso [da otimização fiscal] da Apple, enquanto o Luxemburgo e a Áustria recusam trocar dados bancários se a Suíça não fizer o mesmo.

Quanto às declarações de Herman Van Rompuy, segundo o qual "estamos perante uma luta comum contra práticas abjetas", "não foram muito bem recebidas", realça De Morgen.


Ver artigo...

Reino Unido: “Soldado assassinado em Londres num ataque terrorista”

Dois homens foram feridos a tiro pela polícia do sudeste de Londres a 22 de maio depois de terem atingido, com um carro e em pleno dia, um soldado fora de serviço antes de o esfaquear até a morte perante dezenas de pessoas aterrorizadas.

Os dois homens pediram às testemunhas em choque para tirar fotografias e filmar a cena que estava a ocorrer fora da caserna militar da Royal Artillery, baseada em Woolwich, e explicaram o seu gesto como uma resposta aos muçulmanos mortos pelas forças armadas britânicas.

Após este assassínio, mais de uma centena de membros de um grupo de extrema-direita entraram em conflito com a polícia após terem atacado mesquitas no Sul da Inglaterra. O primeiro-ministro David Cameron deverá reunir-se com os seus conselheiros neste 23 de maio, enquanto a segurança foi reforçada nas imediações das bases militares britânicas.


Ver artigo...

Mediterrâneo

Francisco Seixas da Costa

Coube-me falar da dimensão política da parceria mediterrânica, durante uma conferência na tarde de hoje, no Grémio Literário, em que foram igualmente abordadas as vertentes económica e de defesa e segurança dessa nossa importante vizinhança geopolítica.

 

A propósito do modo como o mundo europeu, e ocidental em geral, olha para a instabilidade em alguns países marcados pelas "primaveras árabes", dei comigo a dizer que "temo que, daqui a uns tempos, comecem por aí a emergir discursos de "realpolitik", assentes na seguinte questão: é preferível um mundo árabe dominado por governos autoritários, mas que se revelem capazes de combater o extremismo islâmico e travar ações terroristas, ou valerá a pena continuar a apoiar a emergência de modelos de expressão democrática, através de cujas eleições acabem por chegar o poder correntes fundamentalistas que transformem essas sociedades em regimes religiosos radicais?".

 

Há terceiras "vias" para este falso dilema. Por exemplo, o trabalho que fazemos no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, que tenho o gosto de dirigir desde Fevereiro, pretende, à sua muito modesta escala, contribuir para a criação de plataformas de diálogo no seio da sociedade civil dos Estados do norte de África, em especial pelo diálogo intercultural, inter-religioso e sobre temáticas como o ensino da História. Trabalhamos e promovemos iniciativas com redes de organizações que se batem pelos direitos das mulheres - acesso à política, combate à violência contra as mulheres e ao tráfico de seres humanos -, e pela participação ativa dos jovens na vida cívica, desenvolvendo "universidades" e cursos (nomeadamente informáticos), tendentes à aprendizagem da cidadania democrática, à promoção da liberdade dos media e à utilização intensiva das redes sociais.

Ao longo dos 25 anos da sua existência, o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa envolveu já largos milhares de pessoas, de muitos países, num conjunto muito alargado de atividades destinadas a consolidar a democracia, a promover os valores da liberdade e as garantias do Estado de direito. É apenas uma "gota de água" perante o oceano das perturbações que atravessam o mundo? Será, mas se não persistirmos em multiplicar este tipo de iniciativas nunca chegaremos a nenhum resultado. Quem tem a razão consigo, na política como na vida, só é derrotado se desesperar.


Ver artigo...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Passos Coelho e as palavras do seu pai

Domingos Amaral

 

António Passos Coelho, pai do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, declarou hoje ao jornal i que o seu filho "está morto por se ver livre disto", e que lá em casa vão "fazer uma festa" quando ele sair do Governo.

É um desabafo perfeitamente compreensível vindo da boca de um pai, preocupado e até desanimado, com o andamento da crise nacional, e a contar os dias até ao fim deste "calvário".

Porém, esta sensação de estar "farto disto" é uma coisa muito portuguesa. Quando a situação é mesmo dura e difícil, os portugueses "fartam-se" rapidamente, e normalmente fazem uma berraria, gritando aos quatro ventos que estão "fartos disto!"

Além de tipicamente tuga, esta situação de "fartura" é muito habitual na política portuguesa. Por cá, os políticos "fartam-se do país" muito depressa.

Coitados, eles têm tão boas intenções, mas o país resiste tanto às mudanças que eles se "fartam!"

Normalmente, isso acontece uns tempos antes de o país se fartar deles, mas como essa relação não é matemática, é difícil de prever quanto tempo aguentará um político "farto do país" antes do país se "fartar dele". 

Ao longo dos últimos vinte anos, vários foram os primeiro-ministros de Portugal que deram sinais idênticos. Cavaco várias vezes revelou falta de paciência para o país. Coitado, estava farto e tal como Passos, "mortinho para se ir embora". Mas demorou...

Guterres, também ele, ao final de uns anos, achou que isto era "um pântano", e à primeira oportunidade demitiu-se, esgotado com a estafante tarefa de governar um povo que não se deixa governar. "Fartíssimo" de tudo e todos, emigrou.

E que dizer de Durão Barroso? Logo à primeira oportunidade, pirou-se para Bruxelas, completamente "farto" da crise que se abatia sobre Portugal. "Morto para se ver livre disto", desapareceu em segundos do radar nacional!

Veio depois Santana, o mal amado, que também deu sinais de esgotamento precoce. Aliás, ainda na tomada de posse, já Santana parecia esgotado, "morto para se ver livre" daquilo. Como se sabe, não durou mais de seis meses. 

Portanto, não me surpreende que Passos Coelho esteja "morto por se ver livre disto"! É algo que acontece a quase todos os políticos portugueses.

E é o que nos vale. O que seria de nós se eles não se "fartassem"?

O último que nunca esteve "morto por se ver livre disto" (Sócrates) esteve claramente tempo a mais, e do penúltimo que nunca esteve "morto por se ver livre disto" (Salazar), é melhor nem falar... 


Ver artigo...

Mediterrâneo

Francisco Seixas da Costa

 

Coube-me falar da dimensão política da parceria mediterrânica, durante uma conferência na tarde de hoje, no Grémio Literário, em que foram igualmente abordadas as vertentes económica e política dessa nossa importante vizinhança geopolítica.

 

A propósito do modo como o mundo europeu e ocidental olha para a instabilidade em alguns países marcados pelas "primaveras árabes", dei comigo a dizer que "temo que, em determinada altura, comecem por aí a emergir discursos de "realpolitik", assentes na seguinte questão: é preferível um mundo árabe dominado por governos autoritários, mas que se revelem capazes de combater o extremismo islâmico e travar ações terroristas, ou valerá a pena continuar a apoiar a emergência de modelos de expressão democrática, através de cujas eleições acabem por chegar o poder correntes fundamentalistas que transformem essas sociedades em regimes religiosos radicais?"

 

Há terceiras "vias" para este falso dilema. Por exemplo, o trabalho que fazemos no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, que dirijo desde Fevereiro, pretende, à sua modesta escala, contribuir para a criação de plataformas de diálogo no seio da sociedade civil dos Estados do norte de África, em especial pelo diálogo intercultural e inter-religioso. Trabalhamos e promovemos iniciativas com redes de organizações que se batem pelos direitos das mulheres - acesso à política, combate à violência contra as mulheres e ao tráfico de seres humanos -, e pela participação ativa dos jovens na vida cívica, desenvolvendo "universidades" e cursos (nomeadamente informáticos), tendentes à aprendizagem da cidadania democrática, à promoção da liberdade dos media e à utilização intensiva das redes sociais.

Ao longo dos 25 anos da sua existência, o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa envolveu já largos milhares de pessoas, de muitos países, na imensidão das suas atividades destinadas a consolidar a democracia, a promover os valores da liberdade e as garantias do Estado de direito. É uma "gota de água" perante o oceano das perturbações que atravessam o mundo? Será, mas se não persistirmos em multiplicar este tipo de iniciativas, nunca chegaremos a nenhum resultado. Quem tem a razão consigo, na política como na vida, só é derrotado se desesperar.


Ver artigo...

VÍDEO SOBRE PORTUGAL COM MAIUSCULAS ...

Here are the achievements of Portugal.

 

Have fun.

 

I miss my custard cakes and my warm toasted chestnuts in Winter. Can’t forget that beautiful Winter smell.

 

 

VÍDEO SOBRE PORTUGAL COM MAIUSCULAS

 

http://viewpure.com/YK_PwoDWnKA

 

No país fatalista em que nascemos, o Portugal do Fado e Futebol, fazia falta um vídeo como o que anexo e que recomendo vivamente a ver e divulgar.
Curioso, mas significativo, é que o vídeo foi patrocinado por um Banco espanhol (o BBVA). Iniciativa que merece o nosso elogio e que deve encher de vergonha os nossos banqueiros

União Europeia: “A UE quer criar empregos com uma energia mais barata”

Na cimeira europeia do dia 22 de maio, os chefes dos Estados e dos governos dos países-membros da UE irão decidir a mudança de rumo da política energética na Europa.

Portanto, realça Der Standard, se, nestes últimos anos, foi privilegiado o desenvolvimento de energias renováveis e a proteção do ambiente, doravante é dada prioridade à redução dos preços da energia. O principal objetivo é acelerar o crescimento e a criação de empregos. Os preços mais baixos da energia desempenharam um papel decisivo no reforço da competitividade.

O jornal acrescenta que a expansão da energia atómica deverá também ser discutida na cimeira. "A França e o Reino Unido fazem pressão para que a energia atómica volte a ser digna de ser subvencionada".


Ver artigo...

Helena Sacadura Cabral - Mãe de Paulo Portas no FB

 

Uma mãe infeliz,

 Escrito por Helena Sacadura Cabral

 

 

"Ontem tive o azar de apanhar o Primeiro Ministro  do país onde nasci, a explicar das suas razões para uma mais que certa retroactividade de cortes aos pensionistas "que estão a receber".(sic)

 Fui educada numa família de gente séria que trabalhava para sustentar os seus e que considerava ser essa a obrigação de todos aqueles que tinham decidido constitui-la.

 Trabalho para viver do modo que sempre vivi, pois a reforma que recebo e o que este Estado me tira - estou a ser educada - não me permitiriam viver apenas dela. E tenho a sorte de ainda haver quem prefira comprar um livro meu a uma camisola básica.Essa é que é essa.

 Dito isto, desliguei a televisão irritadíssima. Pronunciei alto umas palavras que não costumo usar e deitei-me. Tive uma noite de insónia, revoltada com o que ouvira e decidi que ninguém me poria a vista em cima nesta fim de semana. Era a minha única forma de evitar eventuais desaguisados.

 Hoje levantei-me e fui à missa pela minha Mãe, que faria anos se fosse viva. E sabem que mais? Fui comer sardinhas assadas lá para as bandas do Tejo, beber sangria e caminhar ao sol. Desanuviei.

O Dr Gaspar e a reforma do Estado podem levar-me a pensão, podem levar-me o pouco que tenho no banco para uma doença, mas não hão-de conseguir nem levar-me a voz, nem levar-me a alegria de estar viva. Porque eu não quero e porque eu não deixo!"

terça-feira, 21 de maio de 2013

Itália: “Lei antiGrilo torna-se um problema”

O Partido Democrático (PD) está a preparar uma lei que limita o financiamento público aos partidos e exclui as organizações não convencionais, como o Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo (M5S). Grillo reagiu com irritação à proposta e apelou a um boicote ao próximo ato eleitoral, no caso da lei ser aprovada.

Grillo apelou, igualmente, aos dissidentes do PD que apoiem uma moção, que será votada na terça-feira, que impedirá o líder do Partido do Povo da Liberdade (PDL), Silvio Berlusconi, de se candidatar, com base no facto de ele ser dono de um canal de televisão. Se esta moção for aprovada, poderá resultar na queda da coligação governamental entre o PD e o PDL.

Segundo o Corriere della Sera, o Governo de Enrico Letta poderá vir a ter uma vida ainda mais curta do que o que se previa e, nesse caso, terão de ser marcadas novas eleições assim que os partidos chegarem a acordo sobre a nova lei eleitoral.


Ver artigo...

Criminalidade: A era das bio-máfias

Die Tageszeitung, Berlim – As fraudes na área da agricultura biológica atingem atualmente um volume considerável à escala internacional e através de uma complexa rede de empresas. Ou seja, com todas as características do crime organizado tradicional. Ver mais.


Ver artigo...

Insultos cultos

Francisco Seixas da Costa

 

Nos tempos que correm, a vontade de chamar nomes a algumas pessoas é um sentimento quase intravável. A língua portuguesa é muito rica nesse tipo de qualificativos mas, por vezes, eles soam demasiado pesado e vulgar.

 

O capitão Haddock (no meu tempo do "Cavaleiro Andante", chamava-se capitão Rosa), figura maior da constelação Tim-Tim, é um conhecido criador de qualificativos depreciativos, somados a expressões que marcaram o imaginário de muitos (fui pela primeira vez a Brest motivado pela sua famosa exclamação "tonerres de Brest!").

 

Uma opção possível a chamar a alguém "paralelipípedo batizado" ou "pedaço de asno", como se usa na minha terra, será usar nomes saídos do léxico colérico de Haddock. Isso torna-se agora mais fácil com este "gerador de insultos do capitão Haddock" (abra o link e carregue na imagem que aparece), que alguém me mandou. As vantagens são óbvias: só percebe quem fala francês e dá um ar muito mais culto...


Ver artigo...

Chipre: Lavagem de dinheiro põe resgate em causa

Os riscos elevados de lavagem de dinheiro, os registos bancários errados, os controlos de identidade em falta e os registos de clientes duvidosos constituem o dia-a-dia do setor bancário cipriota, segundo um relatório da UE, que transpirou para os meios de comunicação, o que poderá comprometer as condições do plano de ajuda de dois mil milhões de euros financiado pelos contribuintes.

A pedido dos ministros das Finanças da zona euro, o órgão de supervisão da UE Moneyval e a empresa de contabilidade Deloitte investigaram a atividade de seis bancos cipriotas e dos seus maiores clientes e entregaram o relatório em abril.

Uma versão do resumo do relatório, divulgada no fim de semana pelo site cipriota Stockwatch, indica que 58% dos clientes de um dos bancos têm "fortes probabilidades" de estarem envolvidos na lavagem de dinheiro e um terço de todos os registos bancários contêm erros.

Outras informações sugerem que os dados pessoais de 27% dos depositantes e 11% dos mutuários continham "informações inexatas sobre os clientes e os beneficiários efetivos", que a identidade dos clientes era pouco clara em 75% dos casos envolvendo empresas internacionais e que os controlos de identificação só eram levados a cabo em 9% dos casos.

O EUObserver questiona a capacidade dos bancos cipriotas em controlar de forma eficaz os seus próprios clientes, uma vez que estes lançaram apenas quatro investigações internas sobre eventuais casos de lavagem de dinheiro […] entre 2008 e 2012. Não comunicaram nenhuma "transação suspeita" às autoridades cipriotas entre 2008 e 2010, uma em 2011 e "algumas" em 2012. Enquanto, por outro lado, a Deloittte conseguiu identificar 29 casos nos últimos doze meses.

O site afirma que o relatório "desmente o que os diplomatas e políticos cipriotas têm vindo a dizer aos meios de comunicação social nos últimos meses, nomeadamente que a ilha tinha aderido às normas internacionais", podendo representar um potencial problema para a chanceler alemã Angela Merkel, que se comprometeu a limpar o Chipre quando os deputados alemães aprovaram o plano de resgate da UE.

O EUObserver cita um diplomata anónimo ansioso pelas próximas eleições previstas para setembro: "Ao ler o relatório, o povo alemão dirá certamente: 'não tenciono dar o meu dinheiro a um país assim'".


Ver artigo...

Comissão Europeia: Estados querem manter os seus comissários

"Os líderes europeus querem cortar as pernas ao tratado de Lisboa", inquieta-se o Spiegel Online.

O sítio de Internet do semanário alemão, que cita fontes diplomáticas, noticia que os vinte e sete chefes de Estado e de governo europeus se puseram de acordo para não reduzirem o número de comissários europeus. Uma medida, no entanto, prevista no Tratado de Lisboa.

Atualmente, cada um dos membros da UE tem direito a designar um comissário e os chefes de Estado e de governo querem fazer valer esta regra igualmente na próxima Comissão, que será constituída após as eleições europeias de 2014.

Esta decisão será anunciada durante o próximo Conselho Europeu, a 22 de maio, em Bruxelas, garante o Spiegel Online. A manutenção dos 27 comissários precisa de ser uma decisão unânime, e nenhum país anunciou a sua oposição, sublinha o sítio de informação, porque se o número de comissários for reduzido para 19, alguns membros da UE ficariam ausentes da Comissão de Bruxelas durante toda uma legislatura.

"Cada comissário custa entre um milhão e meio e dois milhões de euros por ano", sublinha o Spiegel Online, que acrescenta que, em tempos de austeridade, "esta decisão será difícil de fazer entender aos contribuintes, do ponto de vista financeiro."


Ver artigo...

Liechtenstein : “Acordo com a Grã-Bretanha: a praça financeira lucra com o sucesso”

Cerca de 4500 contribuintes já beneficiaram do programa Liechtenstein Disclosure Facility. Este programa, concluído entre Londres e o principado do Liechtenstein em agosto de 2009, permite a quem fugiu aos impostos divulgar as fortunas não taxadas pagando uma multa de 10%.

Houve bons resultados em 2940 processos e "foram pagas, em média, 174 mil libras [cerca de €205 200], o que representa um benefício de 523 milhões de libras [€616,78 milhões] para a Grã-Bretanha", explica o Liechtensteiner Volksblatt.

Este sucesso "ultrapassa as expectativas", congratula-se o diário, acrescentando que "uma grande parte das fortunas reveladas provem de capitais de estrangeiros", trazendo "dinheiro fresco" aos bancos do Liechtenstein. O Reino Unido prolongou o programa até 2016.


Ver artigo...

Suécia: “Os motins continuam”

Pela segunda noite consecutiva, a 20 de maio, houve motins em Husby, um subúrbio de Estocolmo maioritariamente habitado por imigrantes. Foram incendiadas várias viaturas e as forças da ordem foram atacadas à pedrada por bandos de jovens com as caras tapadas.

Estes motins acontecem após a morte, a 13 de maio, de um homem de 69 anos, que foi morto pela polícia a quem ele tinha ameaçado. Mas a segregação e o desemprego são igualmente causas destes acontecimentos, escreve o Dagens Nyheter.

Além disso, a polícia é acusada de ter usado linguagem racista em relação aos habitantes do bairro. "Chamaram-nos 'pretos' e 'macacos'", lamenta Rami Al-Khamisi, porta-voz da associação Megafonen [O megafone], que desenvolve trabalho junto dos jovens dos subúrbios de Estocolmo.


Ver artigo...

Dalligate: “O presidente da Comissão Europeia mantém a sua decisão sobre Dalli”

José Manuel Durão Barroso, por intermédio do seu porta-voz, rejeitou as alegações de dois eurodeputados verdes segundo os quais este teria obrigado o antigo comissário da Saúde, John Dalli, a abandonar o seu cargo sem aguardar pelos resultados de uma investigação do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), por corrupção.

O porta-voz realçou que Barroso exigiu a demissão de Dalli por considerar que a "sua posição o tornava politicamente insustentável".

Dalli foi acusado de ter conhecimento de que um colega próximo, Sílvio Zammit, tinha pedido dinheiro a um lóbi sueco do tabaco em troca dos seus bons ofícios junto do comissário.

O Times of Malta adianta que

na sequência da investigação do OLAF, Zammit passou a ser alvo de ações judiciais por fraude e corrupção.


Ver artigo...

Alemanha: “CDU pede proibição dos símbolos da RDA”

O líder do grupo parlamentar dos democratas-cristãos e da União cristã social quer proibir os símbolos da RDA, noticia o Berliner Morgenpost.

Volker Kauder quer evitar uma nova "provocação" como o desfile dos antigos membros do exército popular nacional (NVA, o exército da RDA) que teve lugar a 9 de maio, em Berlim. Os antigos militares vestiam uniformes da Stasi e do NVA e, empunhando bandeiras da RDA, juntaram-se à frente do monumento às vítimas soviéticas da Segunda Guerra Mundial do parque Treptow.

A proposta de Kauder é apoiada pelos liberais, parceiros da coligação governamental. O vice-presidente do grupo parlamentar dos liberais Martin Lindner, quer também apresentar um projeto de lei que proíba igualmente os símbolos do SED [o único partido da RDA].


Ver artigo...

O Estado do Conselho

Francisco Seixas da Costa

 

Ainda bem que foi possível aos conselheiros de Estado dedicarem-se, durante sete horas, à importante questão da união bancária e da coordenação das políticas económicas no seio da União Europeia. De facto, já tardava esse debate.

 

Pena é que, como resulta evidente do comunicado sobre a reunião que foi distribuído há minutos, não tenha havido tempo para analisar a situação política, económica e social que o país atravessa. Às tantas, fica para outra vez.


Ver artigo...

Portugal: “Maioria dos portugueses quer renegociar ou denunciar acordo com a troika”

Os portugueses estão descontentes com a intervenção da troika em Portugal, revelam os resultados de uma sondagem feita pela Eurosondagem para o Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, publicada a 20 de maio.

Quase metade dos portugueses pensa que o acordo entre o Governo e a troika não deveria ter sido assinado e apenas 12% dos inquiridos apoiam o acordo. Um total de 82,5% quer renegociar ou denunciar o acordo com a troika.

O Presidente Aníbal Cavaco Silva vai ouvir os membros do Conselho de Estado – um órgão político que aconselha o presidente da República – a 20 de maio, para discutir a situação do país após a saída da troika, em 2014, e preparar o Conselho Europeu que se realiza em junho.

O movimento Que se lixe a troika convocou uma manifestação para hoje, em frente ao palácio presidencial, para exigir a Cavaco Silva que "finalmente assuma o seu cargo, respeite a constituição e demita o Governo, que está a devastar a vida dos portugueses".


Ver artigo...

Zona euro: A Europa precisa de um novo Lutero

La Repubblica, Roma – A União Europeia parece uma Igreja corrompida, governada por um país, a Alemanha, que impõe uma ortodoxia financeira dogmática. Para a colunista Barbara Spinelli, a política deve retomar o controlo da situação, através de um cisma protestante, gerado por iniciativas populares. Ver mais.


Ver artigo...