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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Polónia: “PO vai afundar o Governo?”

 

"O Governo vai perder a sua maioria parlamentar?", interroga-se o jornal Gazeta Wyborcza, depois de um escândalo de corrupção política que abalou a Plataforma Cívica (PO), o maior parceiro da coligação no poder, aumentando o receio de que esta crise provoque eleições antecipadas.

Na quarta-feira, a PO suspendeu dois membros do partido, incluindo o deputado Norbert Wojnarowski, depois de os jornais terem divulgado a gravação de uma conversa em que, alegadamente, o político promete um emprego numa empresa pública a um militante local do partido em troca do seu apoio ao eurodeputado Jacek Protasiewicz numa eleição regional do partido na Baixa Silésia.

A coligação tem uma maioria parlamentar de apenas dois deputados e o escândalo surge apenas uns dias antes de uma série de votações importantes, incluindo a do orçamento para 2014. O editorial do diário defende que

As gravações com as conversas entre políticos da Plataforma Cívica demonstram que eles fazem do partido uma agência de empregos. Usam os cargos nas empresas públicas para comprarem a lealdade dos membros do partido a nível local.


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Portugal - Polónia

Francisco Seixas da Costa

 

Nos idos de 1975, a voga das "associações de amizade" estabeleceu-se em Portugal, em especial incentivadas por gente ligada ao PCP, no tocante aos países "satélites" de Moscovo, enquanto Pequim era a tutela afetiva para as congéneres dos émulos maoístas. Embora andasse politicamente algo longe dessas águas, através de Carlos Eurico da Costa deixei-me arrastar, com algum entusiasmo, para a criação da Associação de Amizade Portugal-Polonia. As reuniões tinham lugar num prédio do Campo de Santana e Alexandre Babo, advogado e escritor, funcionava como eixo - manifestamente, político - dessa operação. Não éramos "inocentes úteis", sabíamos ao que íamos e, na prática, acabávamos por ser uma espécie de "compagnons de route" de uma estratégia bem montada. Mas esse era "l'air du temps"...

 

A motivação essencial a que nos propúnhamos era levar a cabo um conjunto de iniciativas na área cultural e, na realidade, o grupo de figuras que a Associação foi capaz de juntar (e escrevo de memória) era muito interessante: José Cardoso Pires, Jorge Peixinho, João Abel Manta, Carlos Eurico da Costa, Jacinto do Prado Coelho, Maria Lúcia Lepecki, Luiz Francisco Rebello, etc. A embaixada polaca em Lisboa era titulada, à época, por um homem muito interessante, uma figura da cultura, com um toque de alguma heterodoxia. Lembro-me de termos "grandes planos", gizados com ele, nomeadamente nas áreas musical, teatral, literária, etc.

 

João Abel Manta produziu para a Associação um cartaz magnífico, com um camponês polaco numa atitude de companheirismo com o Zé Povinho português, num modelo idêntico àquele que fez para a "aliança Povo - MFA". A ideia era comercializá-lo para recolha de fundos, mas duvido que tenhamos tido qualquer sucesso na operação. Na realidade, a única iniciativa "concreta" da Associação de que me recordo foi um concerto de um pianista polaco no S. Luís, de música concreta... Toda a iniciativa desapareceu, no calor desses anos em que havia muito mais que fazer!

 

Hoje, aqui por Varsóvia, lembrei-me que as minhas ligações à Polónia são já antigas. Neste caso uma "outra" Polónia.


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Alemanha: Emprego não dá felicidade

 

"A Alemanha é uma nação de stressados", titula o jornal Die Welt depois da publicação, a 30 de outubro, dos resultados de uma sondagem realizada pelo instituto Forsa segundo os quais "mais de metade dos alemães se sentem sob pressão: no trabalho, na família ou por causa de problemas financeiros". As mulheres entre os 35 e os 45 anos sofrem especialmente, por serem demasiado exigentes consigo próprias e por não conseguirem conciliar filhos e carreira.

"O trabalho tornou-se o fator de stresse número 1", explica o jornal Die Welt, enquanto o Handelsblatt saúda "o milagre do emprego". O diário económico lembra que 42,2 milhões de alemães têm atualmente um trabalho, um nível que não tinha sido atingido desde a reunificação alemã. Um estudo do instituto de estudos económicos IFO citado pelo Handelsblatt lembra que, nos últimos cinco anos, foram criados 1,5 milhões de empregos e esta tendência deverá confirmar-se.

Perante estes números, o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung não compreende a inquietação dos alemães:

Só os alemães são capazes disto: pela primeira vez, na Alemanha, 42 milhões de pessoas têm trabalho e, no entanto, a opinião pública não para de se queixar das condições do mercado de trabalho. Não há governo no mundo que não queira trocar estas condições com as do seu próprio país. Mas enquanto metade do mundo tenta copiar o 'milagre do trabalho alemão', os seus criadores perde tudo isso de vista.


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Bélgica: “N-VA transforma Bélgica em casa mortuária”

 

"Não restará quase nada da Bélgica", avisa o jornal De Standaard um dia depois da apresentação, a 30 de outubro, do projeto de nova "confederação belga" imaginada por Bart De Wever, líder do partido nacionalista N-VA (Aliança Neoflamenga).

Segundo esse texto, a Flandres e a Valónia tornar-se-iam Estados federados, detendo "a maior parte dos poderes", escreve o diário, que sublinha que "deixaria de existir um Governo belga como o atual".

O cargo de primeiro-ministro seria suprimido. O Executivo seria constituído apenas por seis ministros e um deles presidiria e só se ocuparia "da defesa, da política de asilo e da atribuição da nacionalidade belga. [...] Os seus únicos rendimentos viriam do IVA e de alguns impostos indiretos sobre produtos de consumo". Bruxelas beneficiaria de um estatuto regional especial e os seus habitantes teriam de escolher entre os sistemas de segurança social e fiscais flamengo ou valão. De Standaard afirma que:

o argumento mais forte para uma reforma radical de Bruxelas é que, atualmente, [a gestão da capital] funciona muitíssimo mal. O poder está fragmentado, o desemprego é grande, a pobreza é estrutural. Os factos são incontestáveis. Mas, no entanto, não é por isso que uma gestão bicomunitária seria a solução milagrosa.


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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Jatinho que levou Lula em recente viagem a Londres transportou duas malas com 1,7 milhão de Euros




Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão – 
serrao@alertatotal.net

Exclusivo – Pelo menos uma das cinco “tendências” dentro da Polícia Federal vai investigar a informação vazada por cambistas de que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou 1 milhão e 700 mil Euros em sua recente viagem bate-e-volta a Londres, na última terça-feira, dia 9 de abril. De acordo com a revelação, as duas maletas 20x20 cm foram transportadas com o status de “bagagem diplomática”, livre de inspeção alfandegária, no jatinho bancado pela empreiteira Andrade Gutierres para atender Lula – que nunca viaja em voo comercial e recorre ao patrocínio de grandes empresas, como Odebrecht, OAS e EBX para seus deslocamentos pelo Brasil e para o exterior.

O cambista também vazou que duas pessoas foram especialmente escaladas para tomar conta das maletas. Foram os dois “seguranças” (não identificados) quem fizeram o depósito dos Euros em um banco da Inglaterra. Oficialmente, Lula foi ao Reino Unido para participar da abertura da exposição “Um Caçador de Luz” - do consagrado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, no Museu de História de Londres. Lula também teve um encontro de uma hora com o roqueiro irlandês Bono Vox, da Banda U2, com quem tratou da criação de um “Bolsa Família Mundial” – um programa de transferência de renda para os pobres do mundo.

Certamente, o montante de 1 milhão e 700 mil euros (a maior parte em notas de 500 Euros) deve ter sido destinado ao tal programa mundial de beneficência. Com certeza, se o montante pertencia a Luiz Inácio da Silva, tudo deve ter sido declarado à Receita Federal, já que um ex-Presidente da República Federativa do Brasil jamais cometeria uma ilegalidade e muito menos um crime de evasão de divisas (usando moeda estrangeira). Como a bagagem tinha imunidade diplomática, ninguém pode ser culpado, na PF ou na Receita, de não saber que conteúdo era transportado. Portanto, nem se pode afirmar, levianamente, que o dinheiro pertença a Lula.

Curioso é que, nas revelações extraoficiais do Rosegate, houve uma denúncia parecida. O deputado federal Antony Garotinho denunciou que, numa viagem de Lula a Portugal, a Doutora Rosemary Nóvoa Noronha  teria levado, na mala diplomática, 25 milhões de Euros. O valor, que teria sido declarado à receita portuguesa, seguiu em carro forte para depósito na agência central do Banco Espírito Santo, na cidade do Porto. Os documentos sobre tal operação estariam arquivados na Aduana do Aeroporto Internacional Francisco de Sá Carneiro. Segundo o informe, Rose teria mandado fazer o depósito em nome de Luiz Inácio Lula da Silva como possível beneficiário de um seguro feito para evitar "algum sinistro" durante o transporte de tanto dinheiro.

Um outro informe militar revelou que Rosemary utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula. Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.

Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para a Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos aconteceram de navio - segundo informe da inteligência militar brasileira.

Curiosamente, tais informações sigilosas não aparecem no inquérito da Operação Porto Seguro - que anda em banho-maria, sem transparência e cercado de segredos inexplicáveis, como se tudo estivesse sendo preparado para dar em nada, apenas porque envolve a melhor amiga do ex-Presidente da República Sindicalista do Brasil...

Farra dos Jatinhos

No Brasil, falta uma fiscalização eficiente no tráfego de jatinhos particulares para o exterior.

Alugando-se um táxi aéreo pela média de US$ 150 mil, um “traficante de valores” consegue levar ao exterior, sem risco de ser pego, milhões de dólares, euros, ouro e pedras preciosas – sem falar que o mesmo esquema pode também transportar drogas...

Pelo menos 20 a 30 voos mensais partindo do Brasil para fora prestam tal “serviço” – sem que ocorra uma fiscalização mais intensa da Polícia Federal, da Receita Federal, da Infraero ou das Forças Armadas (principalmente da FAB).


Jogadas com o Euro

Um cambista de moeda estrangeira confirma que o fluxo de Euros no Brasil é cada vez mais alto.

Uma curiosidade é que os principais compradores da moeda europeia são alguns governadores, muitos deputados federais e estaduais e centenas de prefeitos e vereadores das maiores cidades do Brasil.

Alguns transformam Reais em Euros e mandam o dinheiro principalmente para Portugal e França.

Aqueles que não têm articulações lá fora, guardam os milhares ou milhões de Euros em cofres ou malas bem escondidas em suas próprias residências.

Conexão parisiense

Em Portugal, os políticos usam parentes como laranjas para fazer os depósitos do dinheiro.

Já na França, os políticos brasileiros preferem guardar o dinheiro em caixas de segurança – em vez de abrir contas em bancos de Paris, o que os tornaria alvos de investigações alfandegárias.

Uma parte dos Euros também é investida em jóias – principalmente diamantes brutos e pedras preciosas já lapidadas – facilmente negociáveis no mercado de Amsterdã.

O engraçado é como a Polícia Federal ou a Receita Federal não sabem de tais operações feitas por políticos corruptos tupiniquins...


Comodidade do Euro

O cambista explica que políticos preferem lavar o dinheiro da corrupção em Euros pela facilidade de transporte de grandes valores em pequenos volumes da moeda europeia.

Em uma mala 20x20cm, por exemplo, cabe, com facilidade, 1 milhão de Euros.

O milagre é operado pela nota de 500 Euros – a mais requisitada e muito dificil de conseguir no mercado brasileiro.

Apenas duas mil notas de 500 Euros completam um milhão...

Dólar sem prestígio?

Os grandes políticos usam os caríssimos serviços de pessoas especializadas em levar e lavar dinheiro ao e no exterior.

O cambista revela que a maioria das comissões pagas em esquemas de corrupção no Brasil utilizam o Euro – e não o dólar – como “moeda oficial”.

Segundo o “eureiro” (que prefere não ser mais chamado de doleiro), o dólar hoje é mais empregado em esquemas de compra e venda de drogas, já que a moeda norte-americana circula com mais facilidade na América Latrina.

Mercado aceita tudo

A crise econômica na Europa beneficiou a pilantragem no Brasil.

A União Europeia quer receber depósitos em seus bancos, para ter mais liquidez, não se importando com quem faz o depósito.

A fiscalização é bem mais flexível e os depósitos em grandes volumes são tolerados – desde que tal grana não seja oriunda de tráfico de drogas ou armas.


Divina Comédia da Corrupção

Conta-se em uma piada que um fervoroso religioso petralha teve um encontro secreto com o Papa Francisco.

O hermano jesuíta, com atitudes franciscanas, teria ficado muito feliz ao saber que, no Brasil, os políticos são muito católicos.

No que o cardeal petralha completou:

“Claro, santo padre. Inclusive, em todos os negócios que fazemos, levamos um terço”...

O Grande Injustiçado



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

Como se fraudou a eleição Venezuelana.


Um interessante vídeo demonstra, didaticamente, como foi praticada a maracutaia eleitoral para Nicolas Maduro continuar no comando da República Bolivariana da Venezuela.

Quem garante que tal situação também não acontece em outros países com “eleição eletrônica 100% segura”, como o Brasil?


Fraude revelada



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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Abril de 2013.

Dilma recebe no Palácio do Planalto carta protocolada denunciando maracutaias na Petrobrás


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Por Jorge Serrão – 
serrao@alertatotal.net

Não bastasse o risco concreto de uma investigação sobre uma forte evidência de crime de informação privilegiada no mercado de DI Futuro – no qual investidores aplicam na taxa média das operações interbancárias de empréstimo por um dia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, volta a sofrer pressão de investidores da Petrobrás – onde ele acumula o poderoso cargo de presidente do Conselho de Administração.

Exatamente às 14 horas de ontem, 17 de abril, foi protocolada, no Palácio do Planalto, uma carta endereçada à Presidenta Dilma Rousseff. O curto documento é um recado de investidores insatisfeitos com os desmandos, incompetências e indícios de corrupção na estatal de economia mista. A mensagem, curta e grossa, deixa Dilma diante de um dilema shakespeariano: responder, ou não responder, eis a questão. Não responder será vergonhoso, sobretudo para quem alardeia que é uma pessoa transparente, e que seu governo apura todas as denúncias de corrupção suficientemente embasadas.

Responder poderá ser um desastre. Como explicar, por exemplo, os termos do Acordo de Quotistas assinado durante o período em que Ela acumulava as funções de ministra de Minas e Energia e presidenta do Conselho de Administração da Petrobras?  Tal Acordo, além de entregar o cartório da produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito a uma empresa privada, deixou, de maneira criminosa, brechas para que essa empresa parceira, eternamente, superfature contra a Petrobras. Investidores suspeitam que o caso da Gemini pode se repetir em outros contratos de parceria da Petrobrás.

A pressão interna e externa sobre Dilma, para tirar Mantega o mais depressa possível das funções que ocupa, é tão ou mais consistente que o aumento especulativo da inflação brasileira – fruto da ganância, combinada com a falta de infraestrutura, a fatal carga tributária injusta e elevada, junto com a suicida política de juros altos em um governo altamente corrupto e ineficiente e que não tem coragem ou competência para cortar gastos inúteis ou improdutivos.

Os problemas tendem a se agravar. Até porque Dilma não vai tirar Mantega de nenhum cargo – embora o ministro já tenha até manifestado a vontade de “sair” para ficar – em um esquema parecido com o de Antônio Palocci Filho – que toca os negócios governamentais nos bastidores, sem ter cargo público. O chefão Luiz Inácio Lula da Silva, presidente parelelo da República Sindicalista do Brasil, também não permite que Mantega saia. Afinal, o ministro é homem de sua inteira confiança.

No caso da Petrobrás, tem outro detalhe fundamental. Mantega é quem dá absoluto respaldo ao “poder paralelo” na companhia presidida por Maria das Graças Foster. As grandes decisões da empresa são tomadas por Mantega e Almir Guilherme Barbassa – diretor financeiro desde a gestão de Sérgio Gabrielli e presidente da PFICo (Petrobras International Finance Co) – braço financeiro da estatal de economia mista, onde a União, acionista majoritária, dita as regras do capimunismo. Dilma e Graça são reféns do poder de Mantega e Barbassa.

O texto “Dilma e as maracutaias na Petrobras” é mais uma fonte de desgaste para o governo no mercado financeiro, no momento em que a estratégia de comunicação do Palácio do Planalto e da Petrobrás praticam o ilusionismo de botar jornais amigos para veicularem que “investidores estão mais animados com a Petrobrás”. Não estão! Inclusive por que ontem, em função da subidinha da taxa selic pelo Banco Central, circulou uma recomendação para que sejam evitados investimentos de longo prazo no Brasil.

Alerta Total: A Verdade foi enterrada antes de Hugo Chávez


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão – 
serrao@alertatotal.net
Talvez por esquizofrenia, deficiência mental ou falta de caráter, aqueles que pensam e agem de maneira burra, radicalóide e sem ética, se dizendo socialistas, comunistas, fascistas, nazistas, etc, costumam atentar contra a Verdade – definida como realidade universal permanente. Mas os bolivarianos exageraram na dose da mistificação na gestão da morte do mito Hugo Chávez Frias.

Nos meios diplomáticos e na área de inteligência militar argentina circula uma informação 1-A-1 acerca dos procedimentos ante e pós fúnebres do Presidente e revolucionário inventor da República Bolivariana da Venezuela. A revelação bombástica é que o corpo exibido, cheio de sigilo e segurança, em um super-caixão lacrado, não é de um ser humano normal, deformado por um terrível câncer. O cadáver seria um boneco de cera. O simulacro de um Chávez “embalsamado”.

A surpreendente descoberta de que o corpo no faraônico féretro bolivariano não correspondia ao Hugo Chávez original foi da “Presidenta” da Argentina Cristina Kirchner. A grande amiga de Chávez estava escalada para fazer o mais emocionado discurso politico do velório. No entanto, Cristina se sentiu enganada no momento em que chegou perto do defunto. Ficou tão revoltada e contrariada que arranjou uma desculpa esfarrapada para voltar urgentemente a seu país – deixando até sem carona o presidente uruguaio José Mujica, que com ela veio até Caracas.

A explicação bombástica para o retorno súbito de Cristina é relatada pela inteligência militar argentina. Cristina teve um choque emocional quando se viu envolvida na farsa bolivariana montada para o velório de Chávez. Não acreditando no que seus olhos lhe mostravam, Cristina escalou uma oficial ajudante-de-ordens para investigar, de imediato, se não estaria diante de uma “brincadeira de mau gosto com a morte de alguém que lhe era muito querido”.

A oficial argentina interpelou um alto-membro do Exército pessoal de Chávez – que praticamente confessou a armação: ali não estava o corpo original do amado comandante. A militar transmitiu a informação imediatamente para Cristina – que surtou. Saiu esbravejando do Velório para o hotel, avisando que não mais faria o discurso para um boneco. O presidente imposto da Venezuela, Nicolas Maduro, tentou convencê-la do contrário, sem sucesso. Cristina voltou voando para casa.

A Presidenta Dilma Rousseff, que levava o ex Luiz Inácio a tiracolo, foi informada do incidente. Dilma e Lula deram uma breve olhada no caixão de Chávez, conversaram rapidamente com os presentes, e também foram embora o mais depressa possível – alegando coisas urgentes a serem resolvidas no Brasil. A exemplo de Cristina, não quiseram participar da farsa completa do sepultamento daquele que era o líder operacional-militar do Foro de São Paulo (organização que reúne as esquerdas revolucionárias, guerrilheiras ou simplesmente gramcistas na América Latina e Caribe).


História à parte do “boneco de cera” – uma versão completamente não-oficial das exéquias de Chávez -, tudo em torno de sua morte soa como uma grande farsa, digna do mais cínico e mentiroso socialismo bolivariano que transformou a Venezuela em um país em decomposição política, econômica e social. Tudo indica que Hugo Chávez já veio morto de Cuba – onde morreu não de problemas diretamente relacionados ao sarcoma que sofreu metástase.

O que levou Chávez realmente deste para outro mundo foi uma brutal infecção hospitalar, que detonou-lhe o pulmão. Tal fato jamais será admitido oficialmente, já que a lenda-dogma comunista prescreve que a ilha perdida dos irmãos Castro tem “uma das medicinas mais avançadas do mundo”. Caso tivesse se tratado no Brasil – como fizeram Dilma, Lula e o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo -, Chávez poderia estar vivinho da silva... Azar dele que o Hospital Sírio Libanês não aceitou receber milhões para tratar, sem transparência e em “segredo socialista”, do grave caso médico.

Outro fato que a inteligência dos Estados Unidos já deixou bem evidente nos meios diplomáticos. Chávez morreu, provavelmente, no começo de janeiro. O prolongamento mentiroso de sua vida foi apenas uma armação para permitir a inconstitucional posse de Nicolas Maduro, através da geração de um dramalhão popular em torno da torcida pela “salvação” e cura do bem amado mito Chávez. O problema para o regime venezuelano é que o atraso na revelação da verdade contribuiu para as mentiras aflorassem...

A tendência política na Venezuela é de vitória eleitoral do presidente imposto Nicolas Maduro, na eleição marcada para 14 de abril. Mas a temporada de brigas internas e traições entre os bolivarianos é só uma questão de pouco tempo. Embora tenha sido motorista de ônibus profissional, antes de cair no mundo fácil da vida sindical praticamente sem trabalho, Nicolas não está maduro para liderar a revolução bolivariana. Chávez é insubstituível. E como um mito nunca morre, deve assombrar Maduro – que terá de suportar as pressões da oposição, em crescimento natural, e as traições e rebeliões internas que devem surgir principalmente na área militar venezuelana (em franca divisão e conflito entre Exército e Marinha).

O socialismo bolivariano implodiu a Venezuela. A demagogia seduziu o eleitorado pobre ou miserável – sempre a massa moldável de manobra de toda a História. Mas as classes média e alta da Venezuela comem o pão que o Chávez amassou. A moeda de lá – o bolívar – vale tanto quando a verdade para os ideólogos socialistas.  A crise de desabastecimento de produtos básicos é assustadora. A inflação totalmente fora de controle. O desemprego só aumenta. A estatal petrolífera PDVSA opera em regime de ineficiência. A grana dos petrodólares é usada mais para demagogias que para investimento em infraestrutura real.  

As instituições venezuelanas encontram-se em decomposição. O Judiciário é uma desmoralização só. O Legislativo uma peça manipulada pelo Executivo autoritário e arbitrário. A ingerência ideológica de elementos do aparelho repressivo cubano no governo bolivariano é um fenômeno politicamente dantesco. O nível de corrupção venezuelano é de fazer inveja ao mais escroto mensaleiro no Brasil. A Venezuela tem tudo de pior que pode ter um país de terceiro mundo, subdesenvolvido, cheio de desigualdades e onde explode uma onda de violência sem perspectiva de controle.

A situação venezuelana pouco fede ou cheira para o Brasil. Problemas concretos são apenas dois. O calote da da PDVSA na parceria com a Petrobrás na superfaturada refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ainda longe de sair do papel. Outro rolo são os empréstimos a perder de vista do BNDES tupiniquim para grandes empreiteiras brasileiras fazerem mega-obras – também superfaturadas – em terras bolivarianas. No mais, a Venezuela tem relação comercial pífia com o Brasil.

Uma previsível queda do regime bolivariano – que é questão de pouco tempo – pode gerar um efeito cascata (sem trocadilho) entre os países afetados pelo câncer ideológico e ideocrático do Foro de São Paulo. A primeira vítima de uma pós-derrocada venezuela deve ser a Argentina – onde as coisas vão de pior a mais ruim ainda na gestão da Cristina. Cuba também deve ter ainda mais problemas se a casa bolivariana desabar. O resto entra no tradicional “efeito orloff” (vodca que se consagrou com o lema publicitário “eu sou você amanhã”).

A prematura morte do comandante Chávez custará muito cara aos regimes de democradura e capimunismo do Foro de São Paulo. A metástase política já começou, com muitos tumores políticos entrando em fase de implosão. Resta esperar para ver como a araruta cancerosa vai se transformar em mingau estragado pelas mentiras comunizantes.

Ainda bem que não existe mal que sempre dure e nunca acabe... Reflitamos sobre a representação da imagem falsificada de Hugo Chávez (no topo do artigo) para constatarmos que tudo de bom ou ruim sempre tem um fim...


PS - Que sorte deu o José Dirceu - que deveria agradecer ao Joaquim Barbosa: de que adiantaria viajar para a Venezuela apenas para ver um simples boneco inanimado do falecido amigo e patrão em milionárias consultorias?

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Março de 2013.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Hungria: “Pressão da UE sobre o Governo Orbán”


Durante o debate no Parlamento Europeu sobre as controversas reformas constitucionais na Hungria, "a comissária europeia para a Justiça e Direitos Fundamentais, Viviane Reding, disse estar 'muito preocupada' quanto à independência da Justiça e às limitações à propaganda eleitoral nos meios de comunicação social", escreve o jornal.
Reding anunciou que a Comissão "nas próximas semanas, vai decidir se abre ou não um processo de infração por desrespeito dos tratados" contra o governo de Viktor Orbán.
"A impaciência da Europa é palpável", acrescenta o Luxemburger Wort, que classifica a declaração de Reding como uma "bomba política", porque implica sanções contra a Hungria, como seja a suspensão de alguns dos seus direitos dentro da União.

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